Cidades

LONGE DE TERMINAR

Contrato da "Rodoviária velha" sobe para R$ 18 milhões e entrega só sai no fim do ano

Inicialmente na casa de R$ 16,5 milhões, pactuação teve terceiro aditivo publicado hoje (24), sendo que a entrega prevista para 05 de fevereiro irá atrasar

Continue lendo...

Publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta quarta-feira (24), o valor do contrato para requalificação da área pública do terminal rodoviário Heitor Eduardo Laburu, a popularmente conhecida "Rodoviária Velha", subiu para mais de R$ 18 milhões, sendo que a entrega prevista para 05 de fevereiro, segundo a Secretaria Municipal De Infraestrutura E Serviços Públicos (Sisep), irá atrasar. 

Conforme o texto publicado no Diogrande de hoje (24), nesse terceiro termo aditivo o contrato passa de R$ 17.491.187,49 para R$ 18.110.978,49. Inicialmente, o valor do contrato firmado entre a Prefeitura e a NXS Engenharia era de R$16.598.808,77.

Em nota, a Pasta afirma que a obra no terminal Heitor Laburu está em fase final da construção das estruturas e, agora, conforme a Sisep, começou a instalação da estrutura da fachada metálica. 

"A próxima etapa será a execução da parte de alvenaria e instalações elétricas e hidráulicas. A previsão de conclusão é até o final do ano", expõe a secretaria. 

Avaliação popular

No local, é notável pelo andamento da obra que a entrega não acontecerá em fevereiro, como previsto. Apesar da presença de trabalhadores, inclusive, na manhã de hoje, a população do entorno indica que os serviços retornaram há pouco. 

"Agora que eles deram uma pegada, de uns 10 dias para cá que começaram a soldar os ferros, acho que estão fazendo as caixarias, já jogaram as colunas de concreto e estão colocando para fazer a lage", expõe Thiago da Silva, de 26 anos. 

Trabalhando com corte em acrílicos há cerca de cinco anos na região próxima à rodoviária, na rua Dom Aquino, ele diz que há tempos acompanha essa novela. Segundo ele, o principal reflexo do trabalho é a redução no número de usuários de drogas em via pública que andam pelo local. 

"A Guarda Municipal tem feito rondas constantes por aqui. Sei que ficam em um tipo de trailer na parte de trás [da rodoviária], e o volume de usuários está diminuindo". 

Mario Jorge, de 44 anos, que trabalha na conveniência em frente à rodoviária, possui outro empreendimento no local e mora há mais de 20 anos na região, confirma que as obras foram retomadas há pouco tempo e se diz não tão otimista em relação aos prazos.   

"Termina nunca isso aí, o pessoal deve estar colocando esse dinheiro no bolso. Tenho outra loja na esquina, disseram que a previsão era acabar ano passado, prorrogaram para esse ano, mas tá com cara de que não vai acabar nunca", expõe. 

Ainda, ele evidencia que espera o término dessa obra só para o próximo ano, com expectativa de que - após pronto - a região em si melhore, mas ressalta o medo que a população nutriu por esse espaço. 

Para Mario Jorge, o medo se dá pelo fato da presença de usuários de drogas e cita que a Guarda Municipal até passa pelo local, "mas volta e meia fazem vista grossa". Conforme o empresário, houve uma operação para retirada dessas pessoas da região, que se alocaram a uma quadra de distância. 

"A sensação de segurança é zero. Tem mais de 20 anos que eu moro aqui, então não tenho medo porque conheço todos esses que estão aí. Mas quem é de fora tem medo, antes vinham e nem chegavam na minha loja com medo de ser assaltado ou roubado", revela. 

Relembre o andamento

Ainda em 1º de agosto de 2023 a Sisep sinalizou a retomada das obras na antiga rodoviária da Capital, de lá para cá até mesmo o Governo do Estado entrou na história, em outubro do ano passado, com a liberação de R$ 3,5 milhões para destravar as obras.

Importante lembrar que a requalificação da "rodoviária antiga" é prometida desde 2019, deveria acontecer para aniversário de 124 anos de Campo Grande.

Ao todo, conforme o projeto, haverá revitalização de 11,9 mil metros quadrados de área pública dividida entre o prédio da antiga rodoviária, a área onde ficava o terminal de ônibus do transporte coletivo e o quadrilátero de calçadas das ruas Joaquim Nabuco, Dom Aquino, Vasconcelos Fernandes e Barão do Rio Branco.

Cabe pontuar que, por ser particular, o edifício onde funcionavam as lojas ficou de fora da obra. A revitalização compreende ainda as plataformas de embarque e desembarque (térreo) e onde eram vendidos os tíquetes para viagens (piso superior). 

No local, devidamente adequado conforme as regras de acessibilidade, deverá funcionar um estacionamento com 69 vagas, sendo 50 convencionais, nove para idosos, sete acessíveis e três para viaturas, além de sede da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat) e Guarda Municipal. 

Já em 05 de outubro do ano passado, a Sisep anunciou a reprogramação das obras, já que foi constatado um erro no tamanho do maquinário adquirido para base da edificação. 

Nessa ocasião, através da Sisep, o Executivo indicou que as obras deveriam ser entregues até 05 de fevereiro. 
**(Colaboraram Neri Kaspary e Judson Marinho)

Assine o Correio do Estado

Em Bonito

Paulo Betti relata surpresa ao encontrar loja que proíbe entrada de petistas em Bonito

Ator esteve no município para festival de cinema e contou a Chico Pinheiro como reagiu ao aviso político na fachada de um comércio

10/08/2026 18h30

Ator Paulo Betti

Ator Paulo Betti Reprodução/instagram

Continue Lendo...

A passagem do ator Paulo Betti por Bonito, em Mato Grosso do Sul, acabou marcada por uma situação que chamou sua atenção durante a estadia no município. Convidado do jornalista Chico Pinheiro no canal Instituto Conhecimento Liberta, Betti contou ter encontrado uma loja de toldos com uma placa que dizia: “Proibida a entrada de petistas, inclusive clientes”.

Betti esteve em Bonito nas últimas semanas para participar do Festival de Cinema Bonito Cinesur, onde foi um dos destaques do evento. Durante a visita à cidade, conhecida pelos atrativos turísticos e pela natureza, o ator também aproveitou para conhecer estabelecimentos e a gastronomia local.

Foi durante esse período que se deparou com a placa na fachada do comércio. “Você sabe que eu estive agora em Bonito num festival de cinema. Um lugar lindo! Eu vi lá uma casa de toldos que tem uma placa escrito ‘Proibida a entrada de petistas, inclusive clientes’”, relatou.

A situação chamou a atenção do ator, que decidiu registrar o momento em frente ao estabelecimento. Em uma fotografia, Betti aparece ao lado da atriz Valentina Herszage fazendo o “L”, gesto associado aos eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao contar o episódio a Chico Pinheiro, Betti relacionou a experiência em Bonito ao ambiente de polarização política no Brasil e questionou como a situação seria recebida caso a mensagem tivesse como alvo eleitores de outro grupo político.

“Imagina se fosse ao contrário, seria um escândalo. Por isso que eu acho que nós corremos risco”, afirmou.

A experiência também serviu de ponto de partida para o ator falar sobre a divisão política no país. Durante a entrevista, Betti defendeu que a população compreenda o que chamou de “luta de classes”.

“As pessoas precisam entender que existe uma coisa chamada luta de classes. De pelo menos falar assim: ‘Olha, bicho, se você é pobre, você não pode votar no candidato do rico'”, disse.

O relato foi feito dias depois da passagem do ator por Mato Grosso do Sul. Apesar da repercussão da situação, Betti também destacou positivamente a cidade onde esteve para o festival. “Um lugar lindo!”, resumiu o ator ao lembrar de Bonito durante a entrevista.

Carreira Médica

Prefeitura abre caminho para médicos dobrarem jornada em Campo Grande

Mudança permite que profissionais com carga de 12 horas passem para 24 horas semanais; médicos de outras jornadas também são alcançados pelos editais.

10/08/2026 18h16

Editais abrem processo para mudança de jornada de médicos que atuam na rede municipal de saúde de Campo Grande.

Editais abrem processo para mudança de jornada de médicos que atuam na rede municipal de saúde de Campo Grande. Foto: Prefeitura de Campo Grande.

Continue Lendo...

A Prefeitura de Campo Grande iniciou uma nova etapa de reorganização da carreira dos médicos que atuam na rede municipal de saúde. Editais publicados nesta segunda-feira (10) abrem a possibilidade de profissionais atualmente vinculados à jornada de 12 horas semanais migrarem para 24 horas e determinam o enquadramento de servidores que ainda ocupam cargos de 20 horas, além de convocarem médicos de 24h e 40h para procedimentos relacionados ao reposicionamento na carreira.

A medida envolve um quadro previsto de 470 vagas nas carreiras de 12h e 20h. Desse total, 400 correspondem ao cargo de médico com jornada de 12 horas e outras 70 ao de 20 horas.

Atualmente, conforme o documento, 168 vagas de 12h e 35 de 20h estão ocupadas por servidores com direito ao enquadramento. 

A principal mudança atinge os médicos de 12 horas. Parte dos profissionais relacionados no edital poderá optar pelo enquadramento no cargo de médico 24h, ampliando a carga horária semanal.

A implementação foi dividida em três etapas: há previsão de 33 vagas na primeira, outras 33 na segunda e 102 na terceira, esta última prevista a partir de 30 de dezembro de 2026. 

Na prática, a ampliação da jornada pode aumentar o número de horas de trabalho de médicos já vinculados à rede municipal, o que abre possibilidade de maior disponibilidade desses profissionais nos serviços de saúde.

O edital, porém, não detalha se a mudança resultará em aumento imediato do número de consultas, ampliação de horários nas unidades ou redução das filas de atendimento. Esses impactos dependerão de como a Prefeitura distribuirá a nova carga horária dos profissionais.

Diferentemente desse grupo, para os ocupantes do cargo de médico 20h a publicação estabelece o enquadramento no cargo de 24h, com posterior extinção da antiga jornada. O edital aponta 70 vagas previstas para a carreira de 20 horas, das quais 35 estão atualmente ocupadas. 

Na prática, a publicação coloca em andamento uma transição prevista na legislação municipal para modificar a composição das jornadas médicas da rede. No caso dos profissionais de 12h, a adesão ao enquadramento depende da opção do servidor incluído nas condições estabelecidas pelo edital.

Para quem está na jornada de 20h, a mudança para 24h decorre do enquadramento previsto na Lei Complementar nº 377, de 7 de abril de 2020.

Progressão na carreira

A mudança de jornada não é o único procedimento aberto pela administração municipal. Médicos efetivos também poderão concorrer ao chamado reposicionamento de classe hierárquica, mecanismo relacionado à evolução dentro da carreira.

O primeiro edital contempla profissionais de 12h e 20h. Já uma segunda publicação feita no mesmo Diário Oficial convoca médicos com jornadas de 24 e 40 horas para concorrer ao reposicionamento. 

Na relação referente às jornadas maiores aparecem 22 profissionais no quadro de médicos de 24h e outros 33 no de 40h.

Entre os servidores relacionados há profissionais que ingressaram na administração municipal em diferentes períodos, incluindo vínculos iniciados ainda na década de 1990 e outros a partir de 2020. 

Com isso, os atos publicados nesta segunda-feira abrangem diferentes situações funcionais: médicos de 12h que podem optar pela ampliação para 24h; servidores de 20h que serão enquadrados na nova jornada; e profissionais das carreiras de 12h, 20h, 24h e 40h que, conforme cada caso previsto nos editais, poderão disputar reposicionamento hierárquico.

Prazo começa nesta terça-feira

Os profissionais contemplados terão uma semana para cumprir os procedimentos administrativos. O cronograma estabelece atendimento entre 11 e 17 de agosto, das 7h30 às 10h30 e das 13h30 às 16h30.

A documentação deverá ser entregue na Divisão Técnica de Medicina da Gerência de Responsabilidade Técnica (DTMED/GRT), na sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), localizada na Rua Bahia, nº 280, região central de Campo Grande. 

Entre os documentos exigidos estão identificação pessoal ou carteira do Conselho Regional de Medicina (CRM) e certificados de formação acadêmica.

Dependendo da situação funcional, poderão ser apresentados certificados de pós-graduação, residência, mestrado, MBA ou doutorado. Para médicos de 12 horas interessados na mudança de jornada, também está previsto o Termo de Opção, disponibilizado no local de atendimento. 

Depois da análise da documentação, os servidores ainda poderão contestar eventual decisão administrativa. Os editais estabelecem prazo de dois dias úteis após a divulgação das análises para apresentação de recurso. 

A convocação foi publicada em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande desta segunda-feira e é assinada pela secretária municipal de Administração e Inovação, Andréa Alves Ferreira Rocha.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).