Cidades

Imunização

Doses da Pfizer para vacinar crianças só chegarão em Mato Grosso do Sul em 2022

Secretário de saúde fez um apelo para que adultos e adolescentes se imunizem e completem esquema vacinal

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Embora muitas pessoas tenham se animado com a permissão para que crianças sejam vacinadas contra a Covid-19, as famílias de Mato Grosso do Sul vão precisar esperar mais um pouco para realizar mais essa etapa de imunização. 

O Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, anunciou que MS ainda não recebeu as doses da vacina Pfizer específicas para que a aplicação nesse público seja feita. 

Durante coletiva na tarde desta quinta-feira (16), o secretário esclareceu que o estado tem as doses em quantitativo necessário, contudo, elas não podem ser usadas em crianças de 5 a 11 anos, pois, para elas a dosagem é menor, sendo de 0,2ml. 

“Sei que vai gerar muita expectativa em pais e mães, então, quanto mais precoce chegar, melhor. A gente comemora, mas, ao mesmo tempo, aguarda o encaminhamento das vacinas para que a gente possa iniciar esse processo em Mato Grosso do Sul”, explicou.

O secretário ainda contou que assim que foi anunciada a aprovação, ele contactou o Ministério da Saúde, que garantiu que as doses serão encaminhadas até janeiro as 300 mil doses necessárias em todo o estado. 

O previsto é que a imunização seja feita em duas doses, com aplicações em um intervalo de 21 dias. 

Ele ainda lembrou que a celeridade no processo é muito importante porque, se for feito logo em janeiro, as crianças poderão voltar às aulas em 2022 totalmente imunizadas. 

“Temos doses suficientes para fazer o quantitativo, mas elas vieram para serem aplicadas somente em adultos acima de 18 anos a adolescentes acima de 12 anos, então, elas não vão poder ser aplicadas nessa faixa etária dos cinco até 11 anos.”, enfatizou,

Vacinação e festas de fim de ano

Na ocasião, o secretário, Geraldo Resende, e a secretaria adjunta  da saúde, Christinne Maymone fizeram um apelo àqueles que ainda não tomaram a vacina ou que ainda não completaram o esquema vacinal. 

“Está chegando o fim do ano, daqui a pouco é Natal e Ano Novo, depois já é Carnaval, então, vamos fazer um apelo: às pessoas que ainda não se vacinaram que busquem tomar a vacina, aquelas que não tomaram a segunda dose que tomem a segunda dose”, pediu Resende. 

E ainda lembrou que a procura pela segunda dose da vacina Janssen ainda está muito baixa em relação ao quantitativo que foi imunizado com a dose única na época. 

“Chegou todas elas no quantitativo que aplicamos em Mato Grosso do Sul e, proporcionalmente foi o estado que mais aplicou vacina da Janssen no país e a procura tem sido pequena. Precisamos que as pessoas que tomaram dose única tomem a segunda para manter a imunidade para enfrentar o Coronavírus”, pontua.

Já Maymone fez um alerta sobre o cuidado com idosos e crianças durante as festas de fim de ano para que a biossegurança seja garantida durante as confraternizações. 

“É importante que nesse período de festa em que encontramos os mais idosos, que todos eles estejam com a dose de reforço e, também, que todos acima de 18 anos também estejam imunizados e usando máscara. É isso que nós temos para salvar vidas!”, finalizou

 

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inquérito

Plano de Saúde fica na mira de MPE suspeito de prática abusiva

Mãe e recém-nascido teriam pago pelo atendimento pós-operatório em apartamento individual, mas foram encaminhados à enfermaria

28/03/2026 11h00

Divulgação: MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), instaurou um inquérito civil para apurar suspeitas de práticas abusivas do serviço de saúde do plano da Unimed, por meio da 25ª Promotoria de Justiça do Consumidor da comarca de Campo Grande.

Em fevereiro do ano passado, uma paciente gestante deu entrada à Maternidade Cândido Mariano para ter o bebê. Após o parto cesária, a mãe e o recém-nascido foram colocados na enfermaria, no entanto, a família teria solicitado ainda no final de janeiro pelos serviços de: cesárea, diária de apartamento individual 2x, atendimento ao recém nascido em sala de parto e atendimento no berçário por diária.

Segundo as informações dos documentos, o pai do bebê e esposo da mulher, relatou ter observado convergência entre as respostas das funcionárias quando as questionou à respeito do local em que os pacientes ficariam pós-operatório.

Ele alegou, que enquanto uma ressaltou que não seria possível, devido a lotação do hospital e que não havia vagas, a outra dava "sinais" de que teriam vagas disponíveis.

Como o caso foi requerido a empresa do plano de saúde, o MPE direcionou a apuração a Unimed Nacional, que confirmou a solicitação dos serviços na data, mas que no entanto "não houve qualquer demora, óbice ou negativa por parte da Operadora, não havendo o que se falar em conduta infrativa". 

A Promotoria então decidiu pelo arquivamento do procedimento, pois diante das provas apresentadas não cabia continuidade de ação do Ministério Público. No entanto, o órgão ressaltou que como consumidor individual do plano, a família ainda pode contestar o resultado em esfera individual, por meio da Defensoria Pública ou advogado junto ao Poder Judiciário.

À maternidade, em que as funcionárias negaram o atendimento no apartamento individual à mãe, não houve qualquer tipo de investigação, ou ofício para apurar a suposta convergência apontada pelo envolvido.

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19 X 12

CPMI do INSS termina sem relatório final

Presidente da comissão não acata votar relatório alternativo

28/03/2026 10h30

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

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Após sete meses de trabalho, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) foi encerrada sem relatório final. O parecer do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão, com um placar de 19 a 12.

Logo após a apuração do resultado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu pelo encerramento dos trabalhos da comissão sem a votação de um relatório alternativo, produzido pela base governista.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) apresentou uma questão de ordem para a apreciação do relatório alternativo. Viana não acatou o pedido e não indicou um relator para ler o texto da base governista.

Carlos Viana anunciou que a investigação continuará. Cópias do relatório rejeitado, segundo ele, serão encaminhadas a diversas instituições, incluindo o Ministério Público Federal (MPF) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que o documento da base governista será levado à Polícia Federal.

Entenda

A reunião começou pouco antes das 10h de sexta-feira (27) e terminou depois da 1h da madrugada deste sábado (28). 

Com mais de 4 mil páginas, o texto do relator pedia o indiciamento de 216 pessoas.

Entre os indiciados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS; o empresário Maurício Camisotti; o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; ex-ministros, ex-dirigentes do INSS e parlamentares.

O relator pediu ainda o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Segundo Gaspar, ele teria recebido repasses do Careca do INSS por meio de uma amiga, a empresária Roberta Luchsinger, também indiciada.

O documento foi apresentado após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, na quinta-feira (26), a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. 

Com a decisão, os trabalhos da comissão deveriam ser encerrados neste sábado.

Relatório alternativo

O relatório alternativo, apresentado pela base do governo, pede o indiciamento de 201 pessoas, incluindo ex-ministros, políticos, servidores do INSS, dirigentes de associações e assessores.

Entre os indiciados está o ex-presidente Jair Bolsonaro, citado como comandante de suposta organização criminosa que fraudava descontos associativos do INSS. 

O parecer também pede o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por organização criminosa.

Investigação

A CPMI iniciou os trabalhos em agosto de 2025 e passou a investigar descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

No decorrer das sessões, a comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.

Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais de Daniel Vorcaro. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

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