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Detran lança sistema para controlar movimentações comerciais realizadas por empresas veiculares

O cadastramento online está liberado desde ontem (07) para as empresas do ramo

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Mato Grosso do Sul será o primeiro estado a implantar o Registro Nacional de Veículos em Estoque (Renave).

O Sistema consiste em um gerenciamento e controle de veículos, que, a partir de uma base nacional de dados, facilitará a comunicação, registro, controle e acompanhamento das transações comerciais viabilizando a escrituração eletrônica dos livros de registro de movimento de entrada e saída de veículos, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

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O cadastramento online foi aberto nesta segunda-feira (7), e está disponível para as empresas pelo portal de serviços, Meu Detran.

Antes da implantação do sistema, muitas recebiam veículos consignados para venda sem apresentar responsabilidade sobre o bem, mas agora, com a mudança, o veículo já entrará na loja com alegação de venda feita em nome da credenciada, o que aumenta a segurança.

De acordo com Loretta Figueiredo, diretora de Veículos do Detran-MS,  agora será possível acompanhar a trajetória do veículo, tendo controle de sua escritura.

“O Renave dá mais celeridade também às transferências e segurança no ato, haja vista que as vistorias serão feitas no local, não havendo necessidade de deslocamento”, pontuou.

Já segundo o diretor-presidente do Detran MS, Rudel Trindade, mais uma vez o departamento estadual toma uma iniciativa que pode ser reconhecida nacionalmente, por possibilitar maior agilidade e segurança.

“Nossa meta é atender de forma cada vez mais eficiente e a plantação do Renave nos traz uma segurança muito grande para esse setor. É um salto de modernização.", completou.

A Portaria que trata da implantação do sistema foi publicada no Diário Oficial do Estado e dispõe sobre o cadastramento de estabelecimentos para a sua utilização.

Luto

MS se despede de José Augusto, ex-presidente do TJMS e símbolo da Justiça

Magistrado teve trajetória marcada pela ética, modernização da Justiça e construção do atual Fórum de Campo Grande

16/06/2026 16h04

Foto: Divulgação TJMS

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O desembargador aposentado José Augusto de Souza, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), morreu nesta segunda-feira, 15 de junho, aos 89 anos, em Campo Grande. A morte foi confirmada pela Corte, que manifestou profundo pesar e destacou a relevância de sua trajetória para o fortalecimento do Judiciário estadual.

Natural de Monte Carmelo (MG), José Augusto nasceu em 8 de maio de 1937 e formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Londrina (PR), em 1963.

Ingressou na magistratura em 1975, como juiz de Direito da comarca de Nova Andradina, iniciando uma carreira marcada pela dedicação ao serviço público e pelo compromisso com a Justiça.

Ao longo de sua trajetória, foi promovido por merecimento para a 3ª Vara Cível de Dourados, em 1979, e para a 7ª Vara Cível de Campo Grande, em 1983.

Em 1987, alcançou o cargo de desembargador do TJMS, consolidando uma atuação reconhecida pela ética, serenidade e elevado senso de responsabilidade institucional.

Durante sua passagem pelo Tribunal, exerceu importantes funções de liderança. Foi vice-presidente do TJMS no biênio 1995/1996, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul entre 1999 e 2000 e presidente do Tribunal de Justiça no período de 2001 a 2002.

Sua gestão à frente da Corte ficou marcada pelo compromisso com a modernização da estrutura do Judiciário sul-mato-grossense.

Entre suas principais realizações está a construção do atual Fórum de Campo Grande, considerado um dos símbolos da Justiça no Estado, além da ampliação da infraestrutura judiciária em diversas regiões.

Após mais de três décadas dedicadas à magistratura, aposentou-se em 27 de abril de 2007, encerrando uma carreira amplamente respeitada pela comunidade jurídica.

Em nota, o TJMS destacou que José Augusto de Souza deixa um legado de integridade, sabedoria e dedicação à causa pública.

O presidente da Corte, desembargador Dorival Renato Pavan, em nome de magistrados e servidores, expressou solidariedade aos familiares e ressaltou a contribuição histórica do ex-presidente para o Judiciário estadual.

O desembargador deixa a esposa, Maria Ignez Grassano Streicher de Souza, e os filhos Luiz Henrique e Adriano.

O velório está sendo realizado nesta terça-feira, 16 de junho, desde as 8h, no saguão do Tribunal Pleno do TJMS, no Parque dos Poderes. O cortejo para o sepultamento está previsto para as 15h30, com sepultamento às 16h30 no Cemitério Memorial Park, em Campo Grande.

O legado de José Augusto de Souza permanece como referência para as atuais e futuras gerações de magistrados, marcado pelo compromisso com a Justiça e pelo fortalecimento institucional do Poder Judiciário sul-mato-grossense.

SAÚDE

Um em cada três pacientes com meningite morre no Centro-Oeste

Doença é considerada uma das infecções mais graves monitoradas pelas autoridades de saúde no Brasil

16/06/2026 15h28

Vacina é a principal forma de prevenção da meningite

Vacina é a principal forma de prevenção da meningite Foto: Gerson Oliveira

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A doença meningocócica invasiva, a meningite, continua sendo uma das infecções mais graves monitoradas pelas autoridades de saúde no Brasil. Dados apresentados na manhã desta terça-feira (16) durante masterclass promovida pela companhia farmacêutica GSK em Brasília mostram que a letalidade da doença na região Centro-Oeste do País chegou a 33,3% em 2026. Isto significa que um em cada três pacientes diagnosticados morre em decorrência da infecção.

O índice é superior à média nacional, estimada em 16,6% neste ano.

Segundo a infectologista pediátrica Isabel Lopes, a mortalidade da doença se dá ao seu rápido avanço em um curto período de tempo.

“A média de evolução da doença até o óbito é de 19 horas desde o aparecimento dos primeiros sintomas, que são muito semelhantes ao de uma gripe qualquer. Rapidamente, os sintomas evoluem de febre baixa a convulsões e necrose das extremidades (pés e mãos)”, explicou ao Correio do Estado.

Levantamentos do Ministério da Saúde apontam que, em 2025, foram notificados 26.869 casos de meningite em todo o País. Destes, 13.585 foram confirmados, 568 foram dados como inconclusivos, 11.687 foram descartados e 1.029 ainda estão em investigação.

Até o mês de outubro de 2025, foram registradas 1.121 mortes em todo o País em decorrência da doença nas formas viral e bacteriana.

Na região Centro-Oeste, os registros mostraram que foram notificados 1.249 casos de meningite de todas as etiologias, sendo 557 confirmados, 61 encerrados, 559 descartados e 72 continuam em investigação.

Dos casos, a região contabilizou 57 óbitos, sendo 18 em Mato Grosso do Sul, 18 em Mato Grosso e 21 em Goiás.

De janeiro a abril de 2026, o Ministério da Saúde contabilizou cerca de 2 mil casos de meningite no Brasil, número maior que o observado no mesmo período no ano passado.

Em Mato Grosso do Sul, até a semana 17 de 2026, foram contabilizados 34 casos confirmados e 8 óbitos pela doença, considerando agentes etiológicos como vírus, bactérias e fungos.

A doença

De acordo com o médico Rodrigo Zilli, do GSK, a meningite é considerada uma doença endêmica no Brasil e pode durar durante o ano todo.

Ela é causada por agentes etiológicos, como bactérias (meningite bacteriana), vírus (meningite viral) e fungos. Eventualmente, podem ocorrer surtos e epidemias da doença e sua sazonalidade varia.

Por exemplo, as meningites bacterianas ocorrem mais no outono e no inverno, onde a Doença Meningocócica aparece mais - de maio a outubro. Já as meningites virais ocorrem mais na primavera e no verão. Tanto as bacterianas como as virais são transmitidas de pessoa para pessoa por contato próximo, por meio de gotículas respiratórias através da fala, tosse ou espirro.

Nem todas as pessoas apresentam sintomas da doença enquanto portam a bactéria, mas mesmo assim, funcionam como agente transmissor.

Os sintomas da meningite podem variar conforme o agente causador. Os mais frequentes incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, vômitos e sensibilidade à luz. Em bebês e crianças pequenas, os sinais de alerta podem ser irritabilidade, choro persistente, rejeição alimentar, vômitos e moleira estufada.

Os sinais de gravidade da doença incluem confusão mental, convulsões, dificuldade para acordar e o aparecimento de manchas vermelhas ou arroxeadas na pele. O aparecimento desses sintomas requer atendimento médico imediato.

Como previnir

A vacinação é a melhor forma de prevenção à doença, especialmente contra as meningites bacterianas, que são as que apresentam mais perigo à saúde, por conta da sua gravidade.

No entanto, ela apresenta restrições de idade. Em recém-nascidos, sua aplicação só é recomendada a partir dos 2 meses de idade. Elas são divididas em 12 sorogrupos, sendo que 5 são os mais frequentemente associados com a doença meningocócica invasiva (DMI): A, B, C, W, X e Y.

As vacinas disponíveis no Plano Nacional de Imunização (PNI), no Sistema Único de Saúde, contemplam apenas 4 sorogrupos da doença. São elas:

  • BCG – protege contra formas graves da tuberculose, incluindo meningite
  • Pneumocócica – previne doenças invasivas, incluindo meningite
  • Penta – protege contra Haemophilus influenzae tipo b
  • Meningocócica C – protege contra o meningococo sorogrupo C
  • Meningocócica ACWY – protege contra o meningococo dos sorogrupos A, C, W e Y

Na rede particular, é encontrada a MenB, que protege contra o meningococo B. Atualmente, não existe uma vacina que proteja contra todos os sorogrupos.

Outras medidas importantes incluem lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados e seguir a etiqueta respiratória. Os cuidados são primordiais especialmente com recém-nascidos antes dos três meses, já que não podem receber a primeira dose de proteção contra a doença.

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