Cidades

Boletim

Dois bebês morreram vítimas da dengue em Mato Grosso do Sul

No boletim divulgado nesta quinta-feira (23) foram dezoito óbitos, entre as vítimas um bebê com apenas um mês

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Uma bebê de um mês de vida e um menino de 1 ano, estão entre as dezesseis vítimas da dengue, em Mato Grosso do Sul. 

A informação consta no boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (23) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) que indica 15 óbitos em análise aguardando confirmação e 18 óbitos por dengue confirmados.

Conforme os dados em Mato Grosso do Sul são 19.310 casos prováveis e 9.155 confirmados de dengue. Em comparação com o mesmo período no ano anterior, em 2023 o estado registrou 43 óbitos. 

Óbitos

A bebê de apenas 1 mês, é natural de Maracaju, começou a ter sintomas no dia 31 de janeiro, não resistiu e veio a óbito no dia 5 de fevereiro. O resultado da causa da morte foi confirmado no dia 16 de fevereiro.

O menino de 1 ano, era de Laguna Carapã, começou a sentir os sintomas no dia 6 de março e veio a óbito seis dias depois. A confirmação ocorreu no dia 18 de março. Em ambos os casos nenhum dos bebês apresentava comorbidades.

Entre as crianças, de Dourados, um menino de 7 anos, com problemas renais crônicos e hipertensão arterial sistêmica, não resistiu e morreu dois dias após começar a sentir os sintomas.  A confirmação de morte causada pela dengue saiu no dia 26 de março. 

  • Mulher, de 32 anos, de Amambai (sem comorbidade)
  • Homem, de 33 anos, de Dourados (sem comorbidade)
  • Mulher, de 55 anos, de Ponta Porã (com comorbidade)
  • Idoso, 81 anos, de Chapadão do Sul (com comorbidade)
  • Idosa, 73 anos, de Coronel Sapucaia (com comorbidade)
  • Idoso, 73 anos, de Naviraí (com comorbidade)
  • Idosa, 64 anos, de Sete Quedas (sem comorbidade)
  • Idosa, 88 anos, de Amambai (com comorbidade)
  • Idosa, 70 anos, de Paranhos (sem comorbidade)
  • Homem, 81 anos, de Naviraí (sem comorbidade)
  • Idosa, 90 anos, de Ponta Porã (sem comorbidade)
  • Idoso, 91 anos, de Amambai (sem comorbidade)
  • Idoso, 74 anos, de Ponta Porã (sem comorbidade)
  • Idoso, de 75 anos, de Laguna Carapã (com comorbidade)
  • Idoso, 85 anos, de Ponta Porã (com comorbidade)

Veja os municípios com alta incidência para dengue

Juti - 1501
Laguna Carapã - 823,7
Iguatemi 811,8
Figueirão 734,7
Antônio João 730,9
Itaquiraí 653,5
Rio Negro 433,8
Japorã 429,6
Vicentina 378,8
Brasilândia 362,7
 

O Correio do Estado, noticiou que a primeira vítima da dengue deste ano, em Mato Grosso do Sul, foi uma bebê de um mês, que residia em Maracaju. A morte ocorreu no dia 5 de fevereiro, entretanto o laudo saiu apenas no dia 16 do mesmo mês. 

Divulgação Secretaria Estadual de Saúde / Boletim Epidemiológico

Vacinação

Em fevereiro, foi iniciada a vacinação contra a dengue na rede pública de saúde. A Qdenga é aplicada gratuitamente em crianças/adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.

Ainda conforme o boletim, 36.408 doses do imunizante já foram aplicadas na população-alvo para a vacinação.

O esquema completo da vacina é composto por duas doses, a serem administradas por via subcutânea com intervalo de 3 meses entre elas. Quem já teve dengue também deve tomar a dose.

Quem está fora da faixa etária classificada como prioritária deve procurar a vacina na rede particular.

A Qdenga previne exclusivamente casos de dengue e não protege contra outros tipos de arboviroses, como Zika, Chikungunya e febre-amarela.

Baixa procura

O município de Dourados, o primeiro a receber o imunizante no país, teve que estender a aplicação até o dia 31 de julho. Conforme levantado pelo Correio do Estado, dos 150 mil esperados para receber a vacina, apenas 79 mil procuraram as unidades de saúde

 

** Colaborou Glaucea Vaccari e Nery Kaspary 

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JUSTIÇA

TJMS mantém condenação de falso pastor que prometia curas milagrosas

Por unanimidade, desembargadores rejeitaram recurso da defesa e confirmaram a condenação por estelionato

05/08/2026 09h30

Tribunal manteve condenação de homem que utilizava promessas de curas milagrosas para obter vantagens financeiras de vítimas em situação de vulnerabilidade

Tribunal manteve condenação de homem que utilizava promessas de curas milagrosas para obter vantagens financeiras de vítimas em situação de vulnerabilidade Divulgação

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A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve, por unanimidade, a condenação de um homem que se apresentava como pastor e missionário e utilizava falsas promessas de curas milagrosas para obter vantagens financeiras de fiéis. A decisão rejeitou todos os argumentos apresentados pela defesa e confirmou a sentença pelo crime de estelionato,

O caso iniciou por meio de uma denúncia pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Dourados, após investigação apontar que o acusado explorava a vulnerabilidade emocional de pessoas em busca de tratamento para problemas de saúde.

Segundo os documentos, o homem divulgava nas redes sociais supostos milagres e alegava possuir o dom de promover curas imediatas, atraindo seguidores por meio de vídeos publicados no YouTube e no Facebook. Entre as promessas estavam o desaparecimento instantâneo de cicatrizes, a recuperação da visão de pessoas cegas e até a reconstrução de órgãos.

Uma das vítimas, moradora de Dourados, procurou o homem após acreditar que poderia eliminar uma cicatriz na perna que lhe causava sofrimento emocional. Convencida pelo discurso, ela pagou despesas de viagem, hospedagem e alimentação do acusado e de sua família para que ele viesse a Mato Grosso do Sul realizar o suposto milagre.

De acordo com a ação penal, os gastos somaram aproximadamente R$ 4 mil. Durante encontros religiosos realizados em Campo Grande, a vítima chegou a ser exposta diante de outros participantes e, como a cura não ocorreu, foi responsabilizada pelo próprio réu, que alegava falta de fé ou a existência de pecados.

Ao recorrer da condenação, a defesa sustentou a existência de nulidades processuais e afirmou que não havia provas suficientes para caracterizar o crime. Os desembargadores, entretanto, entenderam que o conjunto probatório demonstrou a prática de fraude para obtenção de vantagem econômica ilícita.

O acórdão destaca que a vítima foi induzida ao erro por meio de promessas sem qualquer fundamento e que colaborou com as investigações, manifestando interesse no prosseguimento da ação penal.

Para o promotor de Justiça João Linhares, responsável pela denúncia, a decisão reforça que a liberdade religiosa não pode servir de justificativa para práticas criminosas.

“Essa decisão do Tribunal de Justiça tem relevante reflexo jurídico, social e até impacto religioso, pois manteve a tese que sustentamos de que liberdade religiosa não se confunde e tampouco compreende a manipulação de vítimas extremamente vulneráveis, doentes, frágeis, mediante falsas promessas de cura e a exigência de pagamentos financeiros. Infelizmente, isso é relativamente comum no Brasil. Trata-se de infração penal contida no artigo 171 do Código Penal, ou seja, estelionato”, afirmou.

Condenação

Os fatos ocorreram em 2016. Em dezembro do ano passado, a Justiça já havia condenado o réu por estelionato, entendendo que ele utilizava sua posição de líder religioso para enganar vítimar e obter recursos financeiros.

Na sentença de primeira instância, o magistrado afastou a tese da defesa de que os valores recebidos seriam apenas doações espontâneas, concluindo que a promessa de cura vinculada ao pagamento configurava fraude. Também ressaltou que o direito à liberdade religiosa não autoriza a obtenção de vantagem patrimonial mediante falsas promessas.

O homem foi condenado a um ano de reclusão, em regime inicial aberto, além do pagamento de dez dias-multa. A pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas pelo mesmo período. 

Com a decisão da 2ª Câmara Criminal, a condenação foi mantida integralmente.

 

INTERIOR

Agesul usa R$5 milhões para cercamento de 14 km do acesso a Bonito

Ação busca mitigar quantidade de acidentes envolvendo a fauna sul-mato-grossense

05/08/2026 09h13

Rodovia MS-345 é conhecida como Estrada do 21

Rodovia MS-345 é conhecida como Estrada do 21 Reprodução/Divulgação

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Conforme publicado pela Diretoria de Licitações de Obras (DLO) na edição desta terça-feira (05) do Diário Oficial Eletrônico do Mato Grosso do Sul, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (AGESUL) deve usar R$5 milhões em cercamento, para cobrir cerca de 14 quilômetros da rodovia MS-345 que dá acesso à Bonito com o intuito de diminuir a quantidade de acidentes envolvendo a fauna local. 

Essa concorrência que tem o "menor preço" como critério de julgamento possui o valor estimado em exatos R$5.071.615,56, que serão usados para a instalação de 27,6 quilômetros de cercamento. Levando em conta que essas cercas precisam ser colocadas em ambos os lados, isso resulta na cobertura de aproximadamente 13,8 km da rodovia. 

Popularmente conhecida como Estrada do 21, a rodovia MS-345 deve receber essas intervenções mais próximo ao entroncamento "B" da BR-419. 

Essa concorrência eletrônica têm abertura marcada para o dia 24 de agosto, às 08h30 pelo horário do Mato Grosso do Sul, através do portal de licitações E-Kronos, plataforma através da qual é possível também obter edital e respectivos anexos através da aba de consultas (CLICANDO AQUI).

Acesso recente

Rodovia que encurta o trecho Campo Grande-Bonito em 40 quilômetros, o que é equivalente a 30 minutos a menos de trajeto, em comparação ao famoso trecho da BR-060, a MS-345 foi inaugurada pelo governador de Mato Grosso do Sul quando Eduardo Riedel, hoje no Partido Progressista (PP), ainda era um "tucano" filiado à Social Democracia Brasileira (PSDB), há cerca de dois anos. 

Desde meados de 2024, quem sai de Campo Grande rumo a Bonito, via BR-262/MS-345, passou a percorrer 260 quilômetros pelos municípios de Terenos, Dois Irmãos do Buriti, Anastácio e Aquidauana, tempo de trajeto de em média 3 horas e 20 minutos.

Para tirar essa rodovia do papel foi necessário investimento, por parte do governo de Mato Grosso do Sul, de R$ 368 milhões, sendo que, inicialmente, foram instalados 46 passagens inferiores de fauna, e previsto ainda implantação de sonorizadores, tela condutora de fauna, placas lúdicas, campanha de sensibilização de motoristas, monitoramento permanente e de eficiência, além deste cercamento que deve acontecer agora para tentar sanar o problema de acidentes.
**(Colaborou Naiara Camargo)

 

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