Cidades

Dia 'D'

Durante mobilização nacional, bairro com maior incidência de dengue terá ação em Campo Grande

No próximo sábado (2), o Ministério da Saúde, em parceria com Estados e Municípios, promoverá o dia de combate ao mosquito-da-dengue

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Seguindo a mobilização nacional em combate ao mosquito-da-dengue, o município de Campo Grande, irá promover uma ação no bairro Parque Caiobá, região com maior incidência de casos de dengue em Campo Grande.

O evento, denominado "dia D", será no próximo sábado (2) por iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com Estados e Municípios. 

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

 

 

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), levará uma equipe com cerca de 80 agentes de endemia ao Portal Caiobá para promover visitas domiciliares, juntamente com orientações, reforçando o cuidado que a população deve ter. Também será feito o recolhimento de material, eliminação de depósitos e focos do mosquito.

 

 

O bairro que fica situado na região da Lagoa foi escolhido por registrar alta incidência de caso de pessoas com dengue. "A incidência é avaliada por 100 mil habitantes. Que seria o número de casos a cada 100 mil habitantes. [No Portal Caiobá] está em torno de 250 casos por cada 100 mil habitantes", explicou a Sesau por meio de nota. 

Dia D

A recomendação do Ministério da Saúde é que a participação envolva governadores, prefeitos, secretários, influenciadores, que possam somar no combate ao mosquito Aedes aegypti.

O alinhamento das ações ocorreu na quarta-feira (28), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), detalharam durante um evento em Brasília ações para o Dia D.

A ministra fez o apelo para que o poder público sem distinção se unam pela iniciativa avaliada pela pasta como determinante no controle da dengue no Brasil.

“O Dia D é fundamental para essa unidade que construímos aqui. Eu acho que nenhum estado poderá estar fora desse esforço. Se há uma coisa que deve nos unir no Brasil, e isso, na minha visão, é política com P maiúsculo, é mostrarmos essa unidade para a população, que Governo Federal, governos estaduais, prefeituras podem e devem trabalhar juntos nessa ação. Vamos estar, de fato, unidos contra a dengue”, frisou.

Nas semanas anteriores a pasta promoveu o "10 minutos contra a dengue" uma ação de comunicação com informações essenciais orientando sobre como a população pode auxiliar no trabalho do combate ao mosquito. 

Como evitar focos de dengue

  • Verificar calhas e realizar a limpeza;
  • Virar garrafas ou outros potes que possam acumular água parada;
  • Colocar areia no pote de plantinhas;
  • Checar se a caixa d'água está tampada corretamente;
  • Amarrar o lixo;
  • Fazer um rastreio no quintal;
  • Trocar com frequência a água dos pets;
  • Residências

Dados demonstram que 75% dos criadouros dos mosquitos estão em domicílios. Os números são do 3º Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). Os pontos de maior incidência continuam sendo os mesmos dos anos anteriores: vasos e pratos de plantas, garrafas retornáveis, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais e materiais em depósitos de construção (sanitários estocados, canos e outros).

Durante o Dia D, a ideia é cair em campo, reforçando com a população o compromisso para que os agentes possam realizar as visitas nos domicílios.“Nós precisamos que os agentes sejam os protagonistas desse dia. Os agentes são aqueles que vão entrar na casa das pessoas e têm um vínculo já bastante importante nesses territórios”, afirmou Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.

2024

No Brasil são 973.347 casos prováveis de dengue, com 195 óbitos confirmados e 672 em investigação.O número foi atualizado na última terça-feira (27).

Já em Mato Grosso do Sul, na última semana foram confirmados 561 novos casos de dengue e mais 1.460 casos prováveis.

Desde o início do ano, o Estado já registrou três óbitos, 1.602 casos confirmados e 4.667 casos prováveis da doença. 

Os óbitos recentes são idosos, de 81 e 73 anos, que residiam em Chapadão do Sul e Coronel Sapucaia, dois dos vinte municípios do Estado com alta incidência da doença. 

A primeira vítima da dengue no Estado foi uma bebê que residia em Maracaju, os primeiros sintomas começaram no dia 31 de janeiro e o óbito no dia 5 de fevereiro.

** Colaborou Alanis Netto e Glaucea Vaccari

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AÇÃO CIVIL

Falta de visita domiciliar dificulta o acesso a benefícios do CadÚnico em MS

Para a Defensoria Pública da União, trata-se de uma falha estrutural, pois o Estado cria uma exigência administrativa, mas não garante os meios para que ela seja cumprida

24/03/2026 18h15

A atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos

A atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos Reproduçaõ: MDS

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A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou, na última sexta-feira (20), uma ação civil pública, na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, para corrigir falhas na atualização do Cadastro Único (CadÚnico), sistema usado para o acesso a programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

De acordo com o órgão público federal, pessoas em situação de vulnerabilidade estão tendo benefícios sociais negados, suspensos ou cancelados no Brasil por não terem passado por uma das exigências que depende do próprio Estado: a visita domiciliar.

Na ação, a Defensoria pede que a União e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixem de negar ou interromper benefícios quando a falta de atualização do cadastro decorrer da não realização da visita domiciliar. Também solicita que pedidos do BPC sejam analisados mesmo nessas situações e que seja criado um mecanismo para que o cidadão possa comprovar que tentou regularizar o cadastro, mas não foi atendido.

Para algumas pessoas, especialmente aquelas que moram sozinhas, a atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos. O problema é que, na prática, essas visitas, muitas vezes, não acontecem.

O cidadão precisa da visita domiciliar para regularizar o cadastro. Sem a atualização, o sistema registra a situação como irregular, o que leva automaticamente ao bloqueio ou cancelamento de benefícios.

“O modelo atual transfere ao cidadão o risco administrativo decorrente da incapacidade estatal de cumprir a exigência por ela própria instituída”, destaca o defensor regional de direitos humanos em Mato Grosso do Sul, Eraldo Silva Junior.

Para a DPU, trata-se de uma falha estrutural, pois o Estado cria uma exigência administrativa, mas não garante os meios para que ela seja cumprida, transferindo o problema para quem depende da política pública.

“O cumprimento da exigência depende exclusivamente da atuação estatal, mas as consequências negativas recaem integralmente sobre o cidadão, mesmo quando não há qualquer conduta irregular de sua parte”, afirma Eraldo Silva Junior.

CadÚnico

O Cadastro Único funciona como o principal instrumento de identificação das famílias de baixa renda no país. É por meio dele que o governo verifica quem tem direito a benefícios sociais. Quando o cadastro está desatualizado, a pessoa pode deixar de receber o Bolsa Família, ter o pagamento interrompido ou até ficar impedida de solicitar o BPC, benefício voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

A ação busca garantir o direito à assistência social e ao chamado mínimo existencial. A DPU destaca que esses direitos não podem ser condicionados a exigências que o próprio Estado não consegue cumprir.

A instituição destaca ainda que o problema não é pontual. O órgão público aponta que há falta de equipes, acúmulo de demandas e demora no atendimento em diversos municípios, o que evidencia uma falha estrutural na implementação da política pública.

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SEGURANÇA

Fuzis antidrones são usados pela PF durante COP15 em Campo Grande

Equipamento permite o rastreamento de sinais, o bloqueio de frequências e outras medidas necessárias à mitigação de ameaças.

24/03/2026 17h00

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Durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), em Campo Grande, a Polícia Federal (PF) implementou ações técnicas e operacionais de defesa contra ameaças aéreas não tripuladas, especificamente armas especializadas para impedir os voos não autorizados de drones.

Com o equipamento, as equipes técnicas realizam o rastreamento de sinais, o bloqueio de frequências e outras medidas necessárias à mitigação de ameaças.

As medidas integram o planejamento de segurança do evento e têm como objetivo identificar, monitorar e neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

O emprego das armas antidrones está aliado a protocolos de resposta imediata, o que permite atuação preventiva e coordenada diante de riscos decorrentes de operações aéreas não autorizadas.

Na hipótese de detecção de drones não autorizados nas áreas monitoradas, os policiais acionam o protocolo específico, que pode incluir interferência no controle da aeronave, identificação do operador e adoção das medidas legais cabíveis.

A PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15, contribuindo para a segurança das delegações, das autoridades presentes e da população em geral, bem como para o pleno andamento das atividades oficiais previstas na programação.

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