Cidades

VERÃO

Em sete dias, chuvas superam o esperado para o todo o mês de janeiro

Previsão indica que o restante do mês deve continuar com as chuvas rápidas, típicas de verão

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Do dia 1º de janeiro até a manhã desta quinta-feira (7), já choveu o total esperado para o mês de janeiro inteiro em várias regiões de Mato Grosso do Sul.

Conforme a coordenadoria Estadual de Defesa Civil, apesar de frequentes, as chuvas foram tranquilas e não causaram grandes estragos.  

Últimas notícias

Dados atualizados pelo meteorologista Nathálio Abraão apontam que o maior acumulado é em Corumbá, na região do Pantanal, que ano passado sofreu com as queimadas.

No município, em sete dias choveu 159,8 milímetros, já acima do esperado para todo o mês, que era de 145,4 milímetros.

Em Campo Grande, o esperado de chuvas para janeiro é de 212,6 milímetros e, até esta manhã, acumulado é de 211,6 mm, o que indica que o índice também será superado.

Janeiro é o mês mais chuvoso do ano em Mato Grosso do Sul, mas conforme o meteorologista, embora haja previsão de temporais alguns dias, os estragos não devem ser grandes.

“Não deve haver prejuízos decorrentes das chuvas para a agricultura”, disse.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) o Brasil está sob influência do La Niña e o aquecimento acima do normal das águas da parte sul do Oceano, frentes frias se deslocam para estas áreas mais quentes e auxiliam na formação de áreas de instabilidade no Estado.

Para o restante do mês, a previsão é de mais chuvas, típicas da estação do verão.

A estação é caracterizada por temperaturas elevadas, no solo e no ar, que favorecem as mudanças rápidas nas condições do tempo. 

Pancadas de chuva rápidas e de forte intensidade são comuns durante o período, principalmente à tarde, associadas a trovoadas e rajadas de ventos acima de 50 km/h.

Quando há previsão de tempestades, a Defesa Civil emite um alerta climático para os celulares cadastrados no sistema.  

Quem desejar receber SMS gratuito com os avisos pode enviar uma mensagem de texto para o número 40199 com o CEP de interesse.

Previsão

Para esta quinta-feira (7), previsão é de céu entre parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuvas, podendo ser fortes em algumas regiões, especialmente durante a tarde. 

Umidade relativa do ar oscila entre 40% a 100% e temperaturas ficam entre 21°C a 34°C.

Nos próximos dias, previsão indica predomínio de sol e calor, com pancadas de chuva rápidas e passageiras ao longo do dia.

Costa Leste

Estado mantém pronto atendimento no Hospital Regional da Costa Leste após acordo com município

Governo garante continuidade do pronto atendimento em hospital de Três Lagoas após reunião

20/04/2026 18h15

Estado mantém pronto atendimento no Hospital Regional da Costa Leste após acordo com município

Estado mantém pronto atendimento no Hospital Regional da Costa Leste após acordo com município Foto: André Lima

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O Governo de Mato Grosso do Sul decidiu manter em funcionamento o Pronto Atendimento Médico do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, após alinhamento entre equipes técnicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e representantes da gestão municipal.

A decisão ocorre após a própria SES ter anunciado mudanças no modelo de atendimento da unidade, que passaria a operar, a partir de maio, exclusivamente por meio do sistema de regulação, com o fim da chamada “porta aberta”.

Agora, a manutenção do serviço foi definida de forma conjunta, considerando as demandas apresentadas pelo município e a necessidade de garantir assistência contínua à população da região da Costa Leste.

De acordo com a SES, o entendimento foi construído durante reunião realizada na sede da secretaria, em Campo Grande, na semana passada.

No encontro, Estado e município discutiram o funcionamento da rede pública de saúde e pactuaram a continuidade do pronto atendimento, com ajustes que ainda serão detalhados de forma integrada.

Participaram da reunião a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone; o superintendente de Governança Hospitalar, Edson da Mata; a diretora-geral do hospital, Letícia Carneiro; o diretor-técnico Marllon Nunes; a secretária municipal de Saúde, Juliana Rodrigues Salim; e a diretora-geral de Saúde do município, Jamila de Lima Gomes.

Segundo Crhistinne Maymone, o objetivo é assegurar atendimento eficiente à população, com organização da rede e diálogo permanente entre os entes públicos.

“Nosso foco é garantir que a população tenha acesso ao atendimento de forma organizada e eficiente, com responsabilidade na gestão da rede”, afirmou.

A SES reforça que o Hospital Regional da Costa Leste permanece como unidade estratégica da rede estadual, atuando no atendimento de urgência e emergência, além de fortalecer especialidades de média e alta complexidade.

A organização dos fluxos assistenciais continuará sendo aprimorada com apoio do Complexo Regulador Estadual, que direciona os pacientes conforme a necessidade clínica.

O diálogo entre Estado e município deve continuar nos próximos dias, com foco no aprimoramento dos atendimentos e na adequação dos serviços às necessidades locais.

Dia 27

Após 8 mortes, prefeitura de Dourados espera vacinar 43 mil contra chikungunya

Imunização tem início já na próxima segunda-feira

20/04/2026 17h15

Imunização deve ser iniciada já na próxima segunda-feira (27)

Imunização deve ser iniciada já na próxima segunda-feira (27) Foto: Divulgação / Prefeitura de Dourados

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Com vacinação prevista já a partir da próxima segunda-feira (27), a Prefeitura de Dourados espera imunizar cerca de 43 mil moradores em campanha de vacinação contra a chikungunya. Com oito mortes, o município é considerado epicentro da arbovirose em Mato Grosso do Sul. 

A imunização seguirá critérios definidos pelo Ministério da Saúde e será destinada a pessoas entre 18 e 59 anos. A meta é imunizar ao menos 27% do público-alvo. 

O esquema vacinal foi anunciado nesta segunda-feira (20) pelo secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, e faz parte das ações emergenciais diante da epidemia que levou à decretação de situação de calamidade em saúde pública no município.

Antes do início da vacinação, os profissionais da linha de frente passarão por capacitação técnica nos dias 22 e 23 de abril. Segundo o secretário, a preparação é necessária devido às diversas contraindicações do imunizante, o que exigirá avaliação individual dos pacientes antes da aplicação. “Esse esquema vacinal será mais lento, já que o público-alvo precisa passar por triagem”, destacou.

As doses começaram a chegar ao município na última sexta-feira (17), e a distribuição para as unidades de saúde, incluindo a rede indígena, está prevista para ocorrer na sexta-feira (24). Já no feriado de 1º de maio, a prefeitura realizará uma ação especial em formato drive-thru, das 8h às 12h, no pátio da sede administrativa.

Regras

O imunizante foi desenvolvido pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025.

Um dos pontos que mais preocupa as autoridades de saúde é o número de óbitos registrados. Sete das vítimas eram moradores das Reserva Indígena Jaguapiru e Bororó. Os dados reforçam a gravidade da epidemia no município e evidenciam o impacto desproporcional sobre populações mais vulneráveis, além de pressionar ainda mais a rede de atendimento local.

A estratégia de vacinação em Dourados integra um plano nacional que contempla cerca de 20 municípios em seis estados, selecionados com base em critérios epidemiológicos e operacionais, como circulação do vírus e capacidade de implementação da campanha.

De acordo com o boletim mais recente do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), o município contabiliza 4.972 casos prováveis de chikungunya, sendo 2.074 confirmados, 1.212 descartados e 2.900 ainda em investigação.

Restrições 

Gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados recentes, portadores de HIV/Aids e indivíduos com doenças autoimunes não podem se vacinar. Também estão fora do público pessoas que tiveram chikungunya nos últimos 30 dias, que estejam com febre grave ou que tenham recebido recentemente outras vacinas.

O avanço da doença, aliado à pressão provocada por outros agravos como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), levou o município a decretar estado de calamidade em saúde pública por 90 dias. A medida considera o risco de colapso da rede assistencial diante da alta demanda por atendimentos e internações.

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