Cidades

diagnóstico

Estado prevê gasto de R$ 1,6 milhão em pontes privatizadas

Licitação em andamento destina até R$ 17,2 milhões para fazer um diagnóstico de 301 pontes de concreto e seis viadutos. Cerca de 30 estão em rodovias privatizadas

Continue lendo...

Em meio às interdições parciais e totais que estão acontecendo nas últimas semanas nas pontes sobre os rios Paraguai e Miranda,  nos municípios de Corumbá e Bonito, respectivamente, o Governo do Estado lançou uma licitação que prevê até R$ 17,2 milhões para fazer um diagnóstico das condições de 301 pontes de concreto e seis viadutos espalhados pelas rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul.

Conforme o edital, parcela significativa deste investimento, da ordem de R$ 1,6 milhão, será destinada para fazer estudos em cerca de 30  pontes e viadutos instalados em rodovias que estão ou ficarão sob responsabilidade de empresas privadas por pelo menos três décadas.

Em média, o custo de cada ponte será de R$ 56 mil, a não ser que ocorra deságio significativo no certame. Conforme os contratos de concessão, a responsabilidade pela manutenção destas pontes passou a ser das concessionárias, que, em tese, fizeram estudos detalhados para saber em que condições estavam assumindo estas estruturas. 

Apesar disso, na elação das pontes que passarão por este levantamento de dados para verificar as condições de conservação estão pelo menos dez estruturas na MS-306, que está sob responsabilidade da iniciativa privada desde abril de 2020. A cobrança de pedágio começou um ano depois. Mesmo assim, serão destinados em torno de R$ 560 mil de recursos públicos para saber em que condições estão estas estruturas.

Ao longo de 230 quilômetros da MS-040, que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo, e da MS-395, existem outras dez pontes, sendo duas delas sobre o Rio Pardo. Uma tem 120 metros e a outra, 261 metros de extensão. Esta última está localizada próximo a Bataguassu e é a maior de todas as pontes em rodovias estaduais. Ela foi bancada pela CESP após formação do lago da hidrelétrica Sérgio Motta.

Tanto a MS-040 quanta a MS-395 estão nas mãos da concessionária Caminhos da Celulose desde fevereiro deste ano e o contrato prevê que elas cobrem pedágio a partir de fevereiro do próximo ano.

Outra rodovia privatizada é a MS-112, na região leste do Estado. No trecho de 200 quilômetros constam somente uma ponte e um viaduto que tem previsão para receber parte dos R$ 17,2 milhões que o Governo do Estado está destinando ao estudo. A rodovia foi privatizada no início de 2023 e em fevereiro do ano seguinte começou a cobrança de pedágio.

Na lista das rodovias com pontes que farão parte do diagnóstico também estão a MS-377 e a MS-240, que devem ser privatizadas ainda neste ano, conforme previsão do Governo do Estado.

Os estudos técnicos das condições das rodovias e das pontes já foram realizados e a previsão é de que o leilão ocorra em dezembro, possivelmente antes da assinatua do contrato para o início do estudo que vai analisar a saúde das pontes Nestas duas rodovias existem pelo menos sete pontes, sendo uma delas sobre o Rio Sucuriú, com 135 metros de extensão.

E, conforme o edital, cujas propostas serão recebidas no dia 5 de agosto, até mesmo a ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, que está recebendo investimento da ordem de R$ 3,3 milhões para colocar fim a “efeito gangorra”, passará pelo levantamento.

A estrutura já passou por duas interrupções totais e segue em sistema de pare-siga, com um veículo por vez. Caminhões com mais de 15 toneladas estão proibidos.

A rodovia MS-345, que serve como uma das principais ligações entre a região de Campo Grande e Bonito, foi entregue há cerca de dois anos. E, além da ponte sobre o Rio Miranda, que está em uso desde 1967, na rodovia existem outras 14 pontes ou vazantes. Em tese, por serem novas, estão em boas condições, mas mesmo assim cada uma delas vai consumir, em média, R$ 56 mil, totalizando cerca de R$ 780 mil. 

E não é somente nas rodovias que estão nas mãos da iniciativa privada que vão continuar recebendo dinheiro público. Outra ponte que está passando por reformas bancadas pelo Governo do Estado está na BR-262, sobre o Rio Paraguai. No local foi cobrado pedágio durante quase duas décadas, até meados de 2023. A cobrança existia para que a empresa fizesse a manutenção da estrutura.

Mas, apesar de ter arrecadado em torno de R$ 430 milhões, ela foi devolvida sem condições de tráfego e somente nas reformas em andamento agora estão sendo investidos em torno de R$ 11 milhões em recursos públicos. Valor semelhante já havia sido investido em serviços emergenciais e para o controle do tráfego desde o fim da cobrança de pedágio.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

Continue Lendo...

Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

Continue Lendo...

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).