Cidades

ensaio contra a violência

Famosos aderem a manifestações no País em projeto fotográfico

Famosos aderem a manifestações no País em projeto fotográfico

IG

17/06/2013 - 09h32
Continue lendo...

Thaila Ayala, Paulinho Vilhena , Yasmin Brunet , Fernanda Rodrigues e Mayana Neiva são alguns dos famosos que se solidarizaram com as inúmeras manifestações que estão acontecendo pelo Brasil a fora. Com olhos machucados – em homenagem à jornalista Giuliana Vallone, da “Folha de S. Paulo”, que foi agredida com uma bala de borracha no olho durante a manifestação que parou o centro da cidade de São Paulo, na última quinta-feira (13) - as celebridades participaram de um ensaio fotográfico de Yuri Sadenberg e mostram suas indignações com a violência e a injustiça, compartilhando as fotos nas redes sociais com as hashtags “MudaBrasil” e “DóiEmTodosNós”

Thaila Ayala : “Vivi muito anos metendo o pau no que achava que estava errado nesse país, na nossa política. Criticando e sentindo falta de fazer algo a mais, sentindo falta de atitude da população, de nós brasileiros acomodados, do país do futebol e carnaval, do "tudo tem um jeitinho", da malandragem!!! Me senti enojada e envergonhada muitas vezes e agora sinto repulsa de toda essa sujeira e maquiagem feita o tempo todo no nosso país, principalmente do que está acontecendo AGORA! Tenho pena das pessoas que não têm informações, nada além dessas notícias deturpadas e que ainda acham q tudo isso é arruaça por 0,20 centavos! Acorda Brasil, essa é nossa chance de mudar, de crescermos, de brigarmos por uma educação decente, saúde, segurança, chega de impunidade, de mensalão, de políticos podres de ricos comprando iates com nosso dinheiro. CHEGA de obras bilionárias que nunca chegam ao fim para que possam roubar mais e mais. Chega de se calar, chega de aceitarmos tudo o que nos é imposto! Vamos às ruas, vamos às janelas, vamos às redes sociais, vamos gritar, vamos nos unir, porque juntos conseguimos ir mais longe! Chega de violência seus policias, pois já sabemos que estão passando em cima de gente com moto, carro e o que estiver na frente, que estão quebrando seus próprios carros para colocar a culpa em quem está lutando para um futuro melhor para seus filhos! Agora é a hora de lutarmos por um país livre, pelo direito da democracia, contra essa ditadura e essa opressão ridícula e vergonhosa!”

Paulo Vilhena : “Essa foto faz parte de mais uma manifestação entre tantas que vem acontecendo em todo país. A violência e truculência com que os manifestantes vêm sendo abordados são mais uma forma de desrespeito ao cidadão brasileiro, não bastasse tudo que nos falta de direito, manifestar a insatisfação se tornou mais um medo para o brasileiro. Sair pra trabalhar em paz, ficar doente e confiar na saúde pública, pensar no futuro dos filhos, comprar o necessário para viver, ter direito a dignidade e a um cuidado sério dos nossos governantes é uma possibilidade cada vez mais distante para todos nós. Peço aqui aos senhores responsáveis por uma nação que pensem em todos nós com o coração livre de qualquer interesse político ou próprio e moralmente cuidem do nosso país de forma a permitir que todos nós tenhamos direitos preservados e por favor respeitem o dinheiro público, ele como o nome diz, deve servir as necessidades do povo. Parem com a falsa ignorância de achar que o que está acontecendo é somente pelo aumento do transporte público. É também! Mas a grande verdade é que o brasileiro não aguenta mais o que está acontecendo. Nós queremos e merecemos ter orgulho de ser brasileiro”.

 

Yasmin Brunet : "Isso é por nossos direitos! Não é pelos 20 centavos. É pela ditadura e democracia inexistente, repressão e opressão, correntes e prisão sem muros, a roubalheira do governo, pela falta de atenção e prioridade da saúde e educação, pela violência. Nós somos brasileiros e não fugimos à luta! ‘A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão’ Aldous Huxley #doiemtodosnos #mudabrasil".

Tráfico?

Laudo da PF não encontra cocaína na "maior apreensão da história" em MS e MT

Exames laboratoriais descartam a presença de cocaína nas amostras analisadas e colocam em xeque a versão da maior apreensão de droga do País, realizada pela Receita Federal, com apoio da Bolívia e dos EUA

22/07/2026 15h29

Operação Timber Shield foi realizada no mês passado, em Corumbá e Cáceres

Operação Timber Shield foi realizada no mês passado, em Corumbá e Cáceres Divulgação

Continue Lendo...

O que era para ter sido a maior apreensão de cocaína da história do Brasil, pode não se confirmar. É o que indica laudo da Perícia Criminal da Polícia Federal, sobre a Operação Timber Shield, realizada em Corumbá (MS) e Cáceres (MT), em 21 de junho. 

Ao todo foi apreendida uma carga de 260 toneladas de cocaína nas alfândegas de Corumbá e Cáceres no domingo, 21 de junho. A apreensão teria ocorrido no contexto de uma força-tarefa composta por Receita Federal, Exército Brasileiro, Polícia Federal, e com cooperação dos Estados Unidos e da Aduana da Bolívia. 

A estimativa na época é de que a a droga, supostamente impregnada em toras de madeira, pesasse entre 20 e 50 toneladas. Os responsáveis pela apreensão chegaram a falar em cocaína líquida ou diluída no composto orgânico. 

O conteúdo do laudo foi revelado na tarde desta quarta-feira (22) pelo jornal O Estado de São Paulo. A Receita Federal foi instada a se manifestar, mas ainda não o fez, segundo o Estadão. 

O laudo foi produzido pela Polícia Federal de Mato Grosso do Sul e concluído no dia 17. O número é 27589/26, e é ilustrado com fotos do material minunciosamente examinado. 

“Todos os testes e exames instrumentais descritos resultaram negativos para a presença de cocaína impregnada nas amostras de madeira encaminhadas a exame pericial”, diz o documento.

O trabalho dos peritos criminais federais começou dois dias após a blitz que reteve um comboio de oito carretas com toras de aroeira procedente da Bolívia. Quatro carretas foram parados em Cáceres, Mato Grosso, e outros quatro em Corumbá (MS). Inicialmente, eles submeteram a reagentes químicos três fragmentos sólidos de madeira comercial, secos, com formato irregular e características anatômicas macroscópicas semelhantes - cor, textura e linhas de crescimento.

Os retalhos de aroeira foram encaminhados como amostras da carga de madeira que estava no semirreboque acoplado a um dos caminhões. A suspeita era de uma possível contaminação de cocaína ou de outras substâncias proscritas, impregnadas no interior ou aplicada em forma líquida na superfície da madeira.

Estratégias do tráfico

A ocultação de cocaína constitui uma estratégia histórica e recorrente das organizações criminosas para burlar a fiscalização policial. Segundo o relatório Oropesa (Manual Internacional de Investigação e Controle Químico Antinarcóticos de La Paz), citado no laudo, as técnicas de mascaramento evoluíram a ponto de mitigar a eficácia de cães farejadores e de testes reagentes colorimétricos preliminares.

Relatórios da Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação) indicam essa tendência ao descreverem a adulteração e a inserção da substância em alimentos, plásticos e produtos têxteis. No âmbito da perícia químico-forense, as matrizes mais frequentemente submetidas a exame englobam artefatos têxteis e vestuários (com impregnação do entorpecente entre as fibras de algodão), suportes resinosos (como borrachas e matrizes de polivinilpirrolidona - PVP) e suportes celulósicos (papel).

O laudo pericial destaca que os fragmentos de madeira foram observados atentamente, buscando-se verificar suas principais características naturais e indícios macroscópicos que pudessem indicar a adsorção de substâncias em seu interior ou em sua superfície.

Com relação à suspeita de que a madeira continha substância entorpecente no interior de suas fibras, os peritos anotaram que a aroeira é amplamente conhecida como uma das mais resistentes para a construção de cercas, currais e estruturas comumente usadas em zonas rurais.

Suas principais características são a alta durabilidade e a grande resistência a ataques de brocas, fungos e cupins.

Possui extrema densidade, altíssima dureza e é considerada quase imune ao apodrecimento, mesmo quando fica em contato direto e constante com a terra úmida.

As peças de aroeira (palanques e postes), devido à sua densidade, possuem alta resistência à absorção de umidade, o que torna o material pouco elegível para o uso como matriz de absorção de solução contendo cocaína, argumentam os peritos.

Os exames foram realizados no laboratório de Química Forense do Setor Técnico-Científico e no laboratório do Instituto de Análises Laboratoriais Forense (IALF) da Coordenadoria Geral de Perícias para análises instrumentais complementares.

Após a primeira etapa dos testes, os peritos da PF se deslocaram, entre 30 de junho e 3 de julho, a Corumbá para acompanhar a movimentação da carga e realizar exames adicionais via a coleta de novas amostras para envio ao Instituto Nacional de Criminalística.

Os caminhões com a aroeira encontravam-se no Porto Seco dos Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul (Agesa), localizado no Anel Viário de Corumbá.

A inspeção foi efetuada em campo com auxílio de cães farejadores, treinados pela Marinha/3.º Batalhão de Operações Ribeirinhas. Também foram mobilizados soldados da 18.ª Brigada de Infantaria do Pantanal para movimentação da carga e do 3.º Grupamento Bombeiro Militar, para operação de motoserras e coleta de amostras da madeira.

No dia 2 de julho, no final da manhã e início do período da tarde, foi realizada a descarga das toras e troncos. Ali, os técnicos recolheram nove amostras, sendo cinco de pó de madeira (serragem) e quatro de madeira cortada (lascas).

Os cães farejadores não indicaram a presença de material entorpecente. Foram, então, selecionadas algumas peças, de forma aleatória, e com o auxílio de motoserras e furadeiras a equipe recolheu outras nove amostras. Os peritos usaram um espectrômetro com laser de comprimento de onda e teste de Scott - exame químico diretamente sobre o pó de madeira e em pontos diversos dos fragmentos sob análise.

Alíquotas das amostras de serragem foram submetidas a testes preliminares de constatação no próprio local.

“Os exames realizados nas amostras recebidas e coletadas resultaram negativos para a presença da substância cocaína ou de outras substâncias consideradas entorpecentes”, afirma o laudo.

O restante das porções foi lacrado em envelope de segurança para envio ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.

PROIBIÇÃO DE ITENS

Azeite de oliva e doces são proibidos pela Anvisa

Marcas terão todos os produtos apreendidos após resultado insatisfatório

22/07/2026 14h00

Lotes de azeite deverão ser recolhidos pela Anvisa

Lotes de azeite deverão ser recolhidos pela Anvisa Divulgação

Continue Lendo...

Nesta quarta-feira (22), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apreendeu todos os lotes do Azeite de Oliva Extravirgem da marca San Oliveto e dos doces da Indústria e Comércio de Doces Fatti a Mano Ltda. 

De acordo com a medida, os lotes do azeite de oliva apresentou resultado insatisfatório no ensaio de determinação do índice de refração. Segundo a Anvisa, o produto tem origem desconhecida e é importado no Brasil pela empresa Comercial Alimentícia e Cerealista Vale do Carioca Ltda.

Com essa medida, o produto não poderá ser importado, distribuído, divulgado e utilizado.

Já em relação aos doces, os itens não possuem regularização no órgão competente e são fabricados por estabelecimento não licenciado. 

Dessa forma, os produtos da marca , como cocada branca, cocada com maracujá, doce de leite, doce de leite com coco, palha italiana, doce de jaca, beijinho, pé de moleque, fatticoco (leite com coco), pé de moça e brigadeiro, também não poderão ser fabricados, distribuídos, divulgados e consumidos. 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).