Cidades

ENTREVISTA

‘Fazendo o diagnóstico precoce consegue-se curar o câncer de próstata’

Urologista Regis Alexander Macerou fala da importância com os cuidados preventivos

cristina medeiros

09/11/2014 - 17h30
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Depois de inúmeras ações para comemorar  o Outubro Rosa, que chamou a atenção de mulheres para a prevenção do câncer de mama, o foco agora são os homens! No mês de novembro, todo o mundo se une em prol da Campanha Novembro Azul, cujo objetivo é alertar a classe masculina sobre a importância do exame para detectar o câncer de próstata – glândula do sistema reprodutor que armazena os líquidos. Para esclarecer sobre a importância da prevenção e as consequências no aparecimento do tumor maligno (câncer de próstata), entrevistamos o urologista Regis Alexander Macerou, de Campo Grande. 

CORREIO PERGUNTA - O Novembro Azul está para o homem assim como o Outubro Rosa está para as mulheres. Mas elas procuram muito mais o médico para saber sobre a saúde do que os homens, neste caso, para diagnosticar o câncer de próstata. Podemos, então, constatar que o exame de toque ainda é um tabu para o homem brasileiro?

REGIS ALEXANDER MACEROU - Melhorou muito, mas ainda é. Antigamente nem se podia falar em toque retal que parecia que ia mudar a sexualidade do homem. Hoje,  não. Quando os homens vêm fazer o exame preventivo,  sabem que farão o toque, pois  sabem que hoje este é o exame  mais importante. Fala-se muito do PSA, que é o exame de sangue, mas o toque é o mais importante. E este tabu tem diminuído muito porque a mídia, cada vez mais, fala sobre a próstata, sobre as doenças do homem, então, ele vai perdendo este medo realmente. Outra coisa são as mulheres do Outubro Rosa. Elas trazem os maridos para as consultas, elas têm ajudado muito também. E a mídia, que fala muito sobre a próstata, que realmente é o órgão mais importante do homem em termos de aparecimento do câncer. Melhorou bastante mas ainda existe resistência. Há paciente que na consulta já diz “doutor, eu não quero fazer o exame de toque”. Mesmo você orientando, explicando a importância de fazer o exame,  ele diz “eu corro o risco”. É uma pequena parcela, mas ainda tem.

O exame dói? Como é feito e quanto tempo dura?

O exame não dói. Ele é incômodo. Trata-se de um toque digital para examinar corretamente o paciente e 30 segundos bastam. Não é um exame doloroso, não é. Há exames que são feitos em mulheres que podemos chamar de doloridos, mas este de toque retal no homem não é. 

Qual a função da próstata?

A próstata é uma glândula que responde pela fertidade masculina. O homem, para ter filhos, precisa ter uma próstata saudável. Ela produz o líquido seminal, que é o líquido onde os espermatozoides, quando o homem ejacula, andam neste líquido para chegar até o colo do útero para engravidar a mulher. Então, até uma certa idade, ela é muito importante. A próstata não produz o espermatozoide, quem produz é o testículo, mas sem o líquido produzido por ela não se consegue levar o espermatozoide até o colo do útero. 

Estatísticas apontam que, a cada seis homens, um é portador de câncer de próstata. Qual a importância do diagnóstico precoce?

A importância é que fazendo o dignóstico precoce, consegue-se curar o câncer de próstata - é o que todo médico e e todo paciente quer. Hoje, o câncer de próstata é o de maior incidência no homem. Mas é preciso ser falado que é um dos tumores que mais são curáveis quando detectados no início. Por quê? Porque quando o câncer sai da próstata, para os gânglios, para os ossos, você não consegue mais curar. Não existe tratamento para curar o câncer de próstata quando ele sai dela. E a gente quer sempre diagnosticar quando? No princípio, quando a pessoa está assintomática, sem sentir nada. Fazendo um exame preventivo de rotina você detecta o tumor e cura a pessoa. 

Quais são os sintomas do câncer de próstata?

Os sintomas do câncer de próstata inicial, aquele que está começando, é assintomático, uma doença silenciosa, traiçoeira na verdade. A próstata, quando dá sintomas, é sempre ao urinar, a dificuldade em urinar, o fluxo começa a diminuir, parece que ele não fez tudo, sobra xixi na bexiga, alguns podem até sangrar. Mas os sintomas são sempre urinários. E podem ser o crescimento benigno da próstata, chamada de hiperplasia e que todo homem pode ter, mas pode ser também do câncer de próstata. Quando o homem tem sintoma urinário e é câncer, geralmente ele não é um tumor localizado, pequenininho, começando, ele já está localmente avançado. O importante, então, é o homem ir ao médico sem estar
sentindo nada.

Há uma idade certa para que se comece a fazer a prevenção?

Se o homem tem no histórico familiar o câncer de próstata, como o pai, o avô, um irmão, um tio por parte de pai, o ideal é começar aos 40 anos. Se não há este histórico familiar, o homem pode começar aos 45 anos. Vai uma vez ao ano ao médico, faz o PSA e o exame de toque. Se estiver tudo ok volta em um ano. Se há alguma alteração no toque ou no PSA que o médico avalia e um ano ser muito distante, ele propõe que o paciente volte de 6 em 6 meses.

Qual o tratamento indicado para o câncer de próstata?

É preciso dividir em dois tratamentos específicos. O câncer de próstata localizado, que é aquele que a gente consegue curar, e o câncer de próstata avançado, que será aquele tratamento paliativo, de controle. O câncer localizado, que é o curável, tem dois tratamentos: um é uma cirurgia, onde se retira totalmente a próstata, as vesículas seminais, os gânglios e cura-se a pessoa; o outro é com a radioterapia. Sabendo que em termos de ordem de cura, a cirurgia cura mais do que a radioterapia. Então, a tendência é você propor ao paciente operar. Mas se ele não quer operar ou não pode operar porque tem riscos cirúrgicos (diabetes, problema cardiovascular ou respiratório) e a cirurgia vai colocá-lo em risco grande, há também a indicação de radioterapia. Quando a doença não pode ser mais curada, não adianta operar. Então, fazemos o tratamento medicamentoso, que também é chamado de tratamento hormonal, no qual você passa medicamentos que diminuem a testosterona do homem, a leva até praticamente zero. E, o último passo, seria a quimioterapia.

E quantos anos se consegue prolongar a vida do homem que faz este tratamento medicamentoso?
Com ele se consegue dar um prognóstico até razoável, de 5 a 10 anos. Mas isso depende também da agressividade do tumor. O câncer de próstata tem uma classificação que vai de 2 a 10. Se for uma agressividade maior, ele não vai durar estes 10 anos. Mas se for um tumor menos agressivo, ele pode durar até mais de 10 anos. Tudo isso será visto na biópsia que será feita para detectar o que é, o grau e o tipo de agressividade.  

Existe alguma relação entre a próstata e a ereção?

Os nervos da ereção passam junto da próstata, bem pertinho dela para o pênis dar a ereção. A próstata, como eu falei no início, está mais ligada à fertilidade do que com a ereção. Mas o homem que tem problema de próstata, o homem que tem dificuldade para urinar, dor para urinar, isso acaba, indiretamente, afetando a ereção. Então, não é que o problema de próstata vai fazer não ter ereção. Mas a pessoa que está doente da próstata indiretamente terá reflexos na ereção. 

O senhor diria que o câncer de próstata é  a doença urológica de maior incidência em seu consultório?

Posso dizer que a hiperplasia benigna da próstata é mais comum do que o câncar de próstata. Porque a hiperplasia todo homem vai ter. Todo homem vai ter o crescimento benigno da próstata. E a chance da hiperplasia dar sintoma urinário é muito maior do que o câncer. E isso se dá após os 40 anos. A próstata tem, em média, 20, 25 gramas, é como uma castanha pequena, que fica na entrada da bexiga. O canal da uretra passa no meio dela. Dos 40 anos para a frente ela começa a sofrer uma hiperplasia, que é o crescimento benigno dela. Este crescimento causa estrangulamento em alguns homens e fazem com que os sintomas retirem a qualidade de vida da pessoa. Então, a hiperplasia dá mais sintomas do que o câncer próstata. Mas, em termos de importância, o câncer de próstata é muito mais importante. 

Há registros de casos de câncer em  homens jovens?

São raros, mas existem. Geralmente são genéticos e são tumores diferentes dos convencionais que se dão com a idade. Infelizmente, eles são piores que estes. O câncer de próstata no jovem é raríssimo e, geralmente, você não consegue curar. São tumores muito mais agressivos que estes que tratamos em homens maduros. E, como os demais, eles não têm sintomas. Você pega um rapaz de 30 anos, por exemplo, e ele não sente nada. E quando vai sentir alguma coisa - que é raríssimo - já está avançado. Ele é tão raro, que a Sociedade Brasileira de Urologia preconiza os exames a partir dos 40. 

O senhor diria que assim como é importante a mulher procurar um ginecologista desde cedo, seria ideal o homem fazer o mesmo no que se refere à consulta com o urologista?

É bom deixar claro que o urologista não é só o médico da próstata. O urologista cuida da saúde do homem. Isso vai desde a criancinha, com aquelas doenças embriológicas, como a criptorquidia (quando os testículos não descem), a fimose; passa pela adolescência, quando começam os ciclos hormonais e quando aparecem doenças como a varicocele (que pode alterar a fertilidade do jovem) e depois na vida adulta. Nesta última fase, a importância de ir ao urologista é tanto para ver a parte prostática, que nós falamos aqui, como para ver a parte hormonal (andropausa). Sem falar que, ao acompanhar a saúde deste homem, conseguimos detectar outras doenças por meio de exames e encaminhá-lo aos especialistas. Claro que o foco é a próstata, mas quando um homem procura um urologista para fazer uma prevenção, hoje a gente pesquisa tudo, toda esta parte, que também pode estar ligada à ejaculação precoce, disfunção erétil, incontinência urinária, fertilidade, coisas que são tratáveis, recuperando a qualidade de vida.

Defeso

Piracema começa neste domingo e proíbe pesca nos rios de MS até fevereiro

Período de defesa segue até 28 de fevereiro de 2027 para proteger a reprodução dos peixes com qualidade

26/10/2026 18h17

Pesca será proibida a partir de domingo (1º) na bacia do Rio Panará e 5 de novembro na bacia do Rio Paraguai

Pesca será proibida a partir de domingo (1º) na bacia do Rio Panará e 5 de novembro na bacia do Rio Paraguai Foto: Saul Schramm

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O período de defeso reservado à reprodução dos peixes, conhecido como Piracema, começa neste domingo (1º), com a proibição da pesca nos rios de Mato Grosso do Sul até o dia 28 de fevereiro de 2027.

Piracema é a fase reprodutiva das espécies nativas, quando os cardumes sobem os rios em direção às cabeceiras para desova, na calha, e depois as larvas são levadas pelo fluxo para as áreas marginais alagadas, onde crescem.

Durante esse período, a pesca fica proibida para garantir a reprodução das espécies com qualidade.

 Anualmente, conforme previsto em decreto estadual, a proibição ocorre de 5 de novembro e 28 de fevereiro do ano seguinte. No entanto, no rio Paraná, o defeso começa no dia 1° de novembro, conforme legislação federal.

A proibição da pesca recai sobre as bacias hidrográficas dos Rios Paraguai e Paraná, incluindo os lagos e lagoas, os alagados, os canais e os banhados marginais aos cursos dágua.

Excluem-se da proibição:

  • a pesca de caráter científico, previamente autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).
  • a despesca, o transporte, a comercialização, o beneficiamento, a industrialização e o armazenamento de peixes, com a comprovação de origem, provenientes de aquicultura ou parque de pesca (pesque-pague) licenciado junto aos órgãos competentes e registrado no Ministério da Pesca e Aquicultura.
  • a pesca de subsistência, assim considerada, aquela exercida por pescador artesanal ou população ribeirinha com finalidade de consumo doméstico ou escambo sem fins de lucro, desembarcado ou em barco a remo, utilizando exclusivamente petrechos do tipo caniço simples, linha de mão e anzol, sendo vedada a comercialização e o transporte do pescado.

Para fins de subsistência, a cota diária é de três quilos ou um exemplar de qualquer peso, respeitados os tamanhos mínimos de captura estabelecidos pela  legislação para cada espécie.

A cota estabelecida não se aplica às espécies alóctones e exóticas, como tilápia, tucunaré e bagre africano.

O segundo dia útil após o início do defeso da piracema é definido como prazo máximo para declaração ao Órgão Estadual de Meio Ambiente competente, dos estoques de peixes in natura, resfriados ou congelados, provenientes de águas continentais, existentes nos frigoríficos, peixarias, entrepostos, postos de venda, restaurantes, hotéis e similares.

A declaração se estende aos peixes vivos nativos da bacia mantidos em estoque para fins ornamentais, aquariofílicos ou para uso como isca viva.

Fiscalização

Durante o período de defeso, a fiscalização é realizada através da Operação Piracema, em parceria entre a Polícia Militar Ambiental (PMA) e o Imasul.

A ação conjunta tem como objetivo garantir o cumprimento da legislação, conscientizar a população e coibir a pesca predatória durante o período reprodutivo.

As atividades incluem o monitoramento e fiscalização de pontos georreferenciados considerados mais suscetíveis à prática ilegal, a aplicação rigorosa da legislação ambiental em casos de infração e o desenvolvimento de ações de conscientização e educação ambiental junto à população, reforçando a importância da preservação dos peixes no período de reprodução.

A operação também conta com o uso de tecnologias de monitoramento, que permitem o mapeamento inteligente das áreas fiscalizadas, transformando dados em informações estratégicas para um combate mais eficiente às práticas ilícitas.

Retorno da pesca

Após o término do defeso, em 28 de fevereiro, os pescadores poderão retomar suas atividades, desde que observem as regras ambientais vigentes e cumprimento das normas previstas no Decreto Estadual nº 15.166/2019 e suas alterações.

Dentre as regras, para praticar a pesca amadora ou desportiva é obrigatória a emissão da Carteira de Pescador Amador (Licença Ambiental), disponível no site oficial do Imasul e pelo aplicativo MS Digital.

Além da autorização, os pescadores devem se atentar às regras de pesca no Estado.

A licença ambiental permite a captura e o transporte do pescado, desde que sejam obedecidos os tamanhos mínimos e máximos de captura, os petrechos, a cota e o período de pesca.

Obrigatoriamente, o pescador deve se dirigir a um Posto da Polícia Militar Ambiental para lacrar e declarar seu pescado e pagar o Selo Turismo, onde receberá uma Guia de Controle do Pescado (GCP). A falta da Guia implica em multa e apreensão do pescado.

Estas regras, no entanto, valem apenas durante os períodos de pesca permitida.

Rios onde a pesca é proibida em qualquer período do ano:

  • Rio Salobra -  Municípios de Miranda e Bodoquena (Neste rio a navegação é permitida somente com motor de 4 tempos, de potência até 15hp).
  • Córrego Azul - Município de Bodoquena.
  • Rio da Prata - Municípios de Bonito e Jardim.
  • Rio Nioaque - Municípios de Nioaque e Anastácio.
  • Rio Formoso - Município de Bonito.
  • Zona de Amortecimento do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema/PEVRI

Cota

Desde 2020, está autorizado ao pescador o transporte de um exemplar de espécie nativa, além de até cinco exemplares de piranha, respeitando as medidas estabelecidas em norma. Espécies fora do tamanho permitido devem ser devolvidas imediatamente ao rio.

Com relação às espécies consideradas exóticas, não há cota, o pescador pode levar qualquer quantidade que conseguir pescar.

São consideradas exóticas (não pertencem à fauna local) as espécies apaiari, bagre africano, black bass, carpa, peixe-rei, sardinha-de-água doce, tilápia, tucunaré, zoiudo, corvina,  tambaqui.

A cota para o pescador profissional é de 400 quilos por mês.

A pesca do dourado segue proibida até 2027.

Consideram-se iscas vivas todos os organismos aquáticos e terrestres nativos

Justiça

Loja é condenada a pagar R$ 10 mil por acusar cliente de furto

Consumidora foi impedida de sair do estabelecimento em Campo Grande; brinquedo que motivou a suspeita havia sido comprado em outra loja

26/10/2026 16h59

Reprodução/TJMS

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Uma loja de utilidades de Campo Grande foi condenada a pagar R$ 10 mil por danos morais a uma consumidora acusada injustamente de furto. A mulher foi impedida de deixar o estabelecimento após funcionários suspeitarem que ela havia pegado um brinquedo da prateleira sem pagar. O produto, porém, havia sido comprado anteriormente em outra loja.

A decisão é do juiz Juliano Rodrigues Valentim, da 3ª Vara Cível de Campo Grande, que considerou abusiva a abordagem e reconheceu que a consumidora foi exposta a constrangimento diante de outras pessoas.

Conforme o processo, a mulher estava no estabelecimento acompanhada de familiares quando uma criança deixou um brinquedo sobre uma prateleira. A consumidora recolheu o objeto e o colocou novamente na sacola da família, já que o produto havia sido adquirido em outro comércio.

Os funcionários suspeitaram de furto e impediram o grupo de sair para averiguação. A Polícia Militar foi acionada e, durante a ocorrência, confirmou-se que o brinquedo não pertencia à loja.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que estabelecimentos comerciais podem adotar medidas para proteger o patrimônio, mas precisam agir com razoabilidade e discrição. A suspeita de furto, segundo o entendimento exposto na decisão, não justifica expor clientes a situações vexatórias nem restringir injustificadamente sua circulação.

Registros em vídeo e depoimentos de testemunhas confirmaram que a saída foi bloqueada e que a discussão ocorreu diante de outros consumidores. Para o juiz, a mulher teve de justificar publicamente a posse do brinquedo, contestar a acusação e pedir a presença da polícia, situação que ultrapassou o limite de um aborrecimento cotidiano.

Justiça

O processo também incluiu uma alegação de discriminação racial. Uma testemunha relatou que, durante o episódio, teria sido utilizada uma expressão relacionada à cor da pele. No entanto, as provas não permitiram concluir com segurança que a expressão foi dirigida à consumidora ou a seus familiares, nem que a abordagem teve motivação racial.

Por isso, a condenação foi fundamentada na abordagem abusiva e no constrangimento indevido comprovados no processo, e não no reconhecimento de discriminação racial.

A indenização por danos morais foi fixada em R$ 10 mil.

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