Cidades

ALPES SUL-MATO-GROSSENSES

Frio de 8ºC em MS: por que sai 'fumaça' da boca ao falar?

Correio do Estado procurou meteorologista para explicar o fenômeno; veja

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O inverno ainda nem chegou e moradores de Mato Grosso do Sul têm enfrentado dias e noites congelantes.

O sol não aparece há quatro dias seguidos em Campo Grande. Frio e chuva não deram trégua e o clima gelado deve permanecer até domingo (18).

Frente fria está estacionada sobre o Estado e derrubou temperaturas em todos os 79 municípios.

Campo Grande (12ºC) e Alaska (8ºC) registraram quase as mesmas temperaturas às 12 horas desta quinta-feira (15).

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, os termômetros bateram 7,9ºC em Campo Grande às 5 horas desta quinta-feira (15), com sensação térmica próxima aos 5ºC.

Em Corumbá, a temperatura foi de 9,4ºC, com sensação de 8,4ºC. Os corumbaenses estão desacostumados com o clima congelante.

A menor temperatura foi registrada na fronteira Brasil/Paraguai, em Ponta Porã (7,5ºC).

Com isso, um fenômeno incomum têm acontecido com algumas pessoas neste clima congelante dos últimos dias: sair "fumaça" pela boca ao falar.

É normal sair “fumaça” da boca ao falar. Nada está sendo queimado, como fumaça de fogueira, por exemplo.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o meteorologista Natálio Abrahão afirmou que isso acontece porque a umidade que sai do corpo é mais quente do que o ar ambiente.

“Isso vai condensar o vapor gerando essa névoa”, explicou o meteorologista à reportagem.

Quando o ser humano inspira, o corpo absorve oxigênio (O2), e quando expira, os pulmões expelem dióxido de carbono (CO2). Vale ressaltar que a respiração também contém umidade.

Como a boca e os pulmões estão úmidos, cada vez que se expira, também é exalado vapor d'água, quase imperceptível. Quando está frio, essas moléculas se agrupam e se convertem na forma líquida.

Trata-se de um processo chamado de condensação: o estado gasoso convertido para líquido. O vapor em sua respiração se condensa em muitas gotículas, que podem ser vistas como uma espécie de névoa.

A mesma situação ocorre quando o vidro do carro fica embaçado em dias frios e chuvosos.

“A parte interna do carro está mais aquecida que a parte externa do vidro do carro, [assim] condensando a umidade interna do carro”, explicou Abrahão.

CUIDADOS

O ser humano deve tomar cuidados indispensáveis durante o frio. Confira:

  • Se agasalhe
  • Beba água
  • Evite tomar banhos muito quentes
  • Continue usando protetor solar
  • Evite ambientes pouco ventilados
  • Hidrate a pele
  • Cuide da alimentação
  • Não se exponha ao tempo

 

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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