Cidades

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Por descumprir acordo de delimitação indígena, Funai deve pagar multa diária de R$ 500 em MS

Acordo entre Fundação e MPF mirava ocupação tradicional indígena na região centro-sul do Estado

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Em razão do descumprimento de compromissos firmados com o Ministério Público Federal (MPF), a Fundação Nacional do Índio (Funai) deverá pagar multa de R$ 500 por dia em Termo de Ajustamento de Conduta, conhecido como “TAC das Demarcações”.

As multas são reflexo de um acordo firmado entre MPF e Funai em 2007, com objetivo de promover a identificação e a delimitação de 39 terras de ocupação tradicional indígena localizadas na região centro-sul de Mato Grosso do Sul.

A ação de execução solicitando o pagamento da multa prevista no TAC, de R$ 1 mil por dia, foi ajuizada pelo MPF em 2010 e totalizava um valor de R$ 393 mil pelo período compreendido entre junho de 2009 e julho de 2010, entretanto, após sucessivos recursos da Funai, a Justiça concordou em diminuir o valor pela metade, e destacou que a supressão da multa é incabível, “sob de pena de se destituir o referido título de qualquer eficácia e, por conseguinte, de relegar-se o direito coletivo violado à inadmissível situação de proteção insuficiente”.

Como a ação de execução fala em valores referentes aos anos de 2009 e 2010, o montante, segundo o MPF, deve ser atualizado. Conforme a pasta, se fosse considerado o valor inicialmente estipulado no TAC, de R$ 1 mil por dia de descumprimento, a multa já estaria na casa dos R$ 3,9 milhões.

Para o MPF, ‘as raízes’ da maior parte dos problemas enfrentados pelos Guarani Kaiowá se relacionam  à demarcações de terras indígenas, uma vez que, “o poder público se nega a efetivar os direitos e garantias fundamentais das comunidades sob o argumento de que as áreas ocupadas ainda não foram legalizadas”. “Essas circunstâncias também agravam os conflitos entre indígenas e fazendeiros em áreas de estudos antropológicos, o que acaba culminando em crimes de todas as espécies e até mesmo a morte de pessoas”, destaca.

Caso 

Conhecido como “TAC das Demarcações” o acordo não foi integralmente cumprido pela Funai, que deveria ter instituído Grupos Técnicos (GTs) de estudos de identificação e delimitação e, depois, elaborado e publicado nos Diários Oficiais os relatórios de identificação e delimitação dessas 39 terras.

Entre 2008 e 2009 a Fundação chegou a instituir GTs para a realização de estudos necessários para a delimitação das terras listadas no TAC, entretanto, segundo o MPF,  os procedimentos não avançaram. 

Um ano mais tarde, o Ministério Público entrou com ação judicial baseada em uma das cláusulas do TAC, que previam o pagamento de multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, totalizando então um débito de R$ 393 mil.

No mesmo ano, a Funai questionou judicialmente a ação do MPF por meio de uma ação de “embargos à execução”, argumentando, entre outros pontos, que o “clima político-administrativo adverso reinante em Mato Grosso do Sul” tornava impossível o trabalho da autarquia no estado no cumprimento do TAC. 

Em 2018, a Justiça Federal em Dourados rejeitou os embargos da Funai. Posterior a isso, tanto a Funai quanto o MPF entraram com recursos e agora, em abril de 2022, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pela redução da multa em 50% na ação que pede R$ 393 mil, passando para R$ 500 por dia.

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CIDADE MORENA

Com verba federal, Adriane anuncia R$60 milhões para cirurgias

Ação tenta resolver algo em torno de 60 a 70% da demanda reprimida na Capital de pacientes que aguardam na fila por uma cirurgia há mais de um ano

25/05/2026 12h57

"Vira CG" busca tirar do papel cerca de 24 mil procedimentos, entres cirurgias e exames menores, de média e alta complexidade, conveniando hospitais que tenham capacidade de absorver a demanda.  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Anunciado durante o lançamento do chamado "Vira CG Saúde" nesta segunda-feira (25), o mais recente plano da prefeitura de Campo Grande envolve o empenho de mais de R$60 milhões de recursos federais para tirar aproximadamente 24 mil procedimentos e cirurgias do papel através de um novo mutirão de cirurgias, exames, etc. 

"Nos comprometemos a buscar o final das filas de espera. Estamos aqui com o Vira CG Saúde, que é uma virada nessa área, onde teremos o dia D das cirurgias, procedimentos e exames nos hospitais conveniados. Serão mais de 24 mil procedimentos realizados, um investimento de 60 milhões da bancada federal", disse a prefeita Adriane Lopes (PP) durante o lançamento. 

Nas palavras do secretário de Saúde, Marcelo Vilela, a fila do Sistema Único de Saúde (SUS) têm que ser controlada, mas admite que "zerar" essa espera realmente é "difícil". 

"São vários da nossa rede contratualizada, você têm: o São Julião; o Pênfigo; a maternidade Cândido Mariano; a instituição Funcraft que está participando... hospitais da nossa rede que a gente faz aditivo com eles, pactua isso dentro de um plano de trabalho com o Ministério da Saúde e a gente começa a fazer os procedimentos que a virada de Campo Grande na saúde aconteça a partir de agora", diz o titular da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau). 

Vira CG

Essa iniciativa chamada de "Vira CG" busca tirar do papel cerca de 24 mil procedimentos, entres cirurgias e exames menores, de média e alta complexidade, conveniando hospitais que tenham capacidade de absorver a demanda. 

Nas palavras da própria prefeita de Campo Grande, esses 24 mil procedimentos devem resolver algo em torno de 60 a 70% da demanda reprimida na Capital, de pacientes que aguardam na fila por uma cirurgia há mais de um ano. 

Saúde na mira

Vale lembrar que, na semana em que teve a prestação de contas referente a 2024 reprovada, com suspeitas sobre ajustes financeiros de R$156 milhões para cobrir gastos, a "dívida" na Saúde de Campo Grande entrou também na mira do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, que acompanha de perto agora a gestão do Fundo Municipal de Saúde.

Na sexta-feira (22) o Executivo da Capital trouxe à público a deliberação do Conselho Municipal de Saúde (CMS), com a reprovação do chamado Balanço Geral Anual do Fundo Municipal de Saúde (FMS), referente ao exercício de 2024. 

Depois disso, a 76ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para apurar, entre outros pontos, uma dívida milionária na Saúde de Campo Grande, indicando passivos que ultrapassam a casa de R$197 milhões.  

Com risco de enfrentar cenário de desabastecimento, o MP entrou em ação principalmente após denúncias feitas pelas próprias empresas contratadas pela prefeitura. Essas, por sua vez, relataram ao Ministério Público "dificuldade em receber" pelos serviços prestados. 

Entre esses serviços prestados, por exemplo, estariam especialmente o fornecimento de medicamentos e insumos hospitalares, com casos de fornecedores que estariam há mais de 500 dias sem receber, o que evidencia o risco de descontinuidade do abastecimento nas unidades e postos de saúde. 

Conforme a deliberação publicada no último dia 22, suplementações milionárias - tema que está, inclusive, sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) - teriam sido feitas voltadas para despesas de exercícios anteriores. 

Vale lembrar que, ainda em dezembro de 2025, este mesmo Conselho já havia detectado "anomalias" e solicitado auditorias aos órgãos de controle, após identificar duas principais anormalidades nas contas da Saúde de Campo Grande. 

Primeiro foi identificado que uma quantia de quase R$30 milhões havia sido retirada da conta do Fundo Municipal de Saúde, que estava na casa dos R$35 milhões e “despencou” para R$9 milhões durante o período de 60 dias.

A outra suposta irregularidade apontada em ofício seria a abertura de uma nova conta sem oficialização ou anúncio público por parte do Executivo, ação essa que, segundo o CMS, aconteceu logo após a queda brusca citada acima, que não teria sido “acompanhada de qualquer ato administrativo formal apresentado” ao conselho.

 

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RETRAÇÃO

Aeroporto de Campo Grande recebe melhorias, mas perde passageiros

Em Abril deste ano a queda foi de 16,7% na comparação com igual mês dE 2025. No ano, a retração é de 10,5%, contrastando com a alta DE 6,6% no restante do país

25/05/2026 12h25

Pontes de embarque e desembarque ativados há um mês fazem parte dos investimentos de R$ 280 milhões

Pontes de embarque e desembarque ativados há um mês fazem parte dos investimentos de R$ 280 milhões

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Às vésperas do prazo final para conclusão das obras de revitalização do aeroporto de Campo Grande, que é junho, o movimento de passageiros está em queda livre. Na comparação de abril deste ano com igual mês de 2025, a retração chega a 16,7%. E, se forem computados os dados relativos ao primeiro quadrimestre, a queda é um pouco menor, de 10,5%. 

Dados da Agência Nacional de Aviação (ANAC) mostram que em abril do ano passado chegaram e saíram do aeroporto 128,7 mil pessoas. Em igual período deste ano, foram apenas 107,2 mil. 

Somando os quatro primeiros meses de 2025, o total de passageiros foi de 517,9 mil. Neste ano, esta soma caiu 10,6% e ficou em 463,2 mil pessoas embarcando e desembarcando. O índice contrasta com os números nacionais, que tiveram alta de 6,6%, passando de 31,6 milhões para 33,7 milhões de passageiros. 

Parte das perdas de passageiros de Campo Grande pode ser atribuída à ampliação do número de voos em Bonito e à reativação do aeroporto de Dourados. Em Bonito, o aumento foi superior a 50%, passando de 20 mil para 30,8 mil passageiros nos primeiros quatro meses. 

Em Dourados, que em setembro do ano passado voltou a receber voos comerciais após interrupção superior a quatro anos, embarcaram e desembarcaram 19,8 mil pessoas no primeiro quadrimestre.

Mas, esta perda da ordem de 30 mil passageiros para os dois aeroportos do interior ainda não explica a retração no aeroporto de Campo Grande neste ano. Se forem somados todos os aerportos de Mato Grosso do Sul, a retração entre o primeiro quadrimestre do ano passado e igual período de 2026, a queda é de 5,9%. Em 2025 foram 562,2 mil pessoas. Agora, o número caiu para 528,6 mil. 

Durante boa parte do primeiro quadrimestre o aerporto de Campo Grande operou com restrição de pousos e decolagens no período noturno, por conta das obras de reforma. Isso ajuda a explicar a queda de 19,2% na quantidade de poucos e decolagens. Nos quatro primeiros meses do ano passado foram 4.775, ante apenas 3.048 em igual período de 2026. 

Reformas

 
Com investimentos estimados em R$ 280 milhões, as ampliações do aeroporto de Campo Grande prometem elevar de 1,5 milhão para 2,6 milhões a acapacidade anual de passageiros. 

Entre as mais significativasd das melhorias está ainstalação de três pontes de embarque, que foram ativadas no mês passado. A previsão é de que 70% dos embarques ocorra por meio destas estruturas. O restante dos passageiros vão continuar embarcando e desembarcando pelo modo antigo. 

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