Cidades

SAÚDE

Governo Federal abre 34 novas vagas para programa mais médicos em MS

Com o novo edital lançado os médicos interessados em aderir ao programa Mais Médicos podem se inscrever a partir desta segunda-feira (5)

Continue lendo...

Para fortalecer a atenção primaria na saúde em regiões que carecem de profissionais da área da saúde, o Governo Federal abre nesta semana 34 novas vagas em Mato Grosso do Sul para o programa nacional Mais Médicos.

De acordo com o chamamento público para adesão de médicos ao programa de provimento do Ministério da Saúde, em Mato Grosso do Sul estão abertas 34 vagas, sendo 30 para atender na Saúde da Família, e 4 para atendimento na Saúde Indígena.

Os serviços médicos destinados para Saúde da Família estão com vagas abertas em 21 municípios: Três Lagoas (1 vaga), Terenos (2) Sete Quedas (1), Santa Rita do Pardo (1), Ponta Porã (1), Novo Horizonte do Sul (2), Nioaque (1), Mundo Novo (2), Maracaju (2), Ladário (1), Juti (1), Jardim (1), Itaquiraí (2), Figueirão (2), Fátima do Sul (1), Douradina (1), Coxim (1), Costa Rica (1), Caracol (1) e Bataguassu (1).

Além dos municípios mencionados, Amambai também está com vagas abertas para o programa, detendo o maior número de vagas disponíveis no Estado (4).

Já para o atendimento a Saúde Indígenas as quatro vagas são para dois municípios que são atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei): Tacuru (2 vagas) e Paranhos (2 vagas).

Com o novo edital foi lançado nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde, os médicos interessados em aderir ao programa Mais Médicos podem se inscrever a partir desta segunda-feira (5) através do site do Mais Médicos, as inscrições seguem até o dia 8 de maio (quinta-feira).

Para a execução das ações de aperfeiçoamento no âmbito do Projeto Mais Médicos, é concedida aos médicos participantes do programa uma bolsa-formação no valor mensal bruto de R$ 14.058,00, sendo o pagamento líquido no valor de R$ 12.500,80.

O 41º ciclo do Mais Médicos exige que os médicos que aderirem ao programa se encaixam entre estes três perfis profissionais:

  • médicos formados no Brasil com registro no registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) ou com diploma revalidado no Brasil;
  • médicos brasileiros formados no exterior (intercambista brasileiro);
  • médicos estrangeiros com habilitação para o exercício da medicina no exterior (intercambista estrangeiro).

Mais detalhes sobre critérios para concorrer as vagas abertas estão disponíveis no site do Ministério da Saúde.

Ao todo, neste edital, estão abertas 3.174 vagas para médicos em diversas localidades no país.

MAIS MÉDICOS

A iniciativa tem o objetivo de fortalecer a atenção primária à saúde levando médicos até as regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, onde há escassez ou ausência desses profissionais.

Os trabalhadores do Mais Médicos integram as equipes de Saúde da Família e oferecem atendimento e acompanhamento mais próximos da população.

O Programa Mais Médicos garante assistência a mais de 63 milhões de brasileiros em todo o país. Atualmente, são 24,9 mil médicos, atuando em 4,2 mil municípios, o equivalente a 77% do território nacional. Os profissionais trabalham identificados com coletes verdes.

Dentre essas localidades, 1,7 mil apresentam altos índices de vulnerabilidade social.  Do total de médicos em atividade pelo programa federal, 601 deles atuam em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

A meta do Ministério da Saúde é chegar a 28 mil profissionais até o fim de 2025.

 

*Matéria com informações da Agência Brasil*

Ampliação

TJMS amplia estrutura criminal com duas novas varas criminais em Campo Grande

7ª e 8ª Varas Criminais de Campo Grande assumem mais de 3 mil processos e reforçam estratégia do Tribunal para acelerar a tramitação das ações penais

25/06/2026 19h26

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Justiça de Mato Grosso do Sul deu mais um passo na ampliação da estrutura do primeiro grau de jurisdição. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) instalou, nesta quinta-feira (25), a 7ª e a 8ª Varas Criminais de Campo Grande, medida que busca acelerar o andamento das ações penais, redistribuir a carga de trabalho entre magistrados e oferecer uma resposta mais célere à sociedade.

A solenidade foi realizada no Plenário do Tribunal do Júri e reuniu representantes dos poderes Judiciário, Executivo, Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS).

Com a criação das novas unidades, um acervo superior a 3 mil processos passará a ser redistribuído entre as varas criminais da Capital.

A iniciativa integra a política de fortalecimento do primeiro grau adotada pela atual gestão do Tribunal de Justiça e tem como objetivo ampliar a capacidade de atendimento da Justiça Criminal diante do crescimento da demanda processual.

Durante a cerimônia, o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, afirmou que a medida representa um compromisso assumido desde o início da administração.

"Desde o início da gestão, estabelecemos como prioridade fortalecer a Justiça de primeiro grau. A instalação dessas duas novas varas faz parte desse compromisso e permitirá uma divisão mais equilibrada do trabalho, reduzindo o tempo de tramitação dos processos e oferecendo uma resposta mais rápida à sociedade", disse.

Na avaliação do presidente, a nova estrutura também proporcionará melhores condições de trabalho para magistrados e servidores.

"Nosso objetivo é criar condições para que magistrados e servidores atuem com mais eficiência. Desta forma, teremos mais celeridade no julgamento das ações criminais, muitas delas envolvendo casos graves que exigem uma resposta rápida da Justiça", completou.

Redistribuição dos processos

As novas unidades passam a funcionar com estrutura administrativa própria e equipes de servidores. Inicialmente, a 7ª Vara Criminal será conduzida pela juíza Tatiana Decarli, enquanto a 8ª Vara ficará sob responsabilidade do juiz Deyvis Ecco, até que sejam designados os titulares.

Conforme o Tribunal de Justiça, a redistribuição dos processos seguirá critérios previamente estabelecidos e não alcançará ações que envolvam réus presos.

Durante o procedimento de transferência, os prazos processuais ficarão suspensos por cinco dias úteis, período em que audiências eventualmente marcadas poderão ser redesignadas, mediante comunicação às partes.

Para a diretora do Foro da comarca de Campo Grande, juíza Gabriela Müller Junqueira, a ampliação da estrutura representa um avanço para a prestação jurisdicional.

"A criação dessas novas varas significa que teremos um trâmite processual mais rápido, que é o que a população espera do Judiciário. Essa ampliação da estrutura permitirá que um número maior de processos seja analisado com mais rapidez, refletindo diretamente na qualidade do atendimento prestado à sociedade", afirmou.

Crescimento do Estado amplia demanda

Representando o governador Eduardo Riedel, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que o fortalecimento da estrutura do Judiciário acompanha o crescimento econômico e populacional vivido por Mato Grosso do Sul nos últimos anos.

Segundo ele, o aumento da população e da atividade econômica também amplia a procura pelos serviços públicos e exige investimentos permanentes em diferentes áreas.

"O crescimento do Estado traz consigo novas demandas nas áreas de saúde, educação, segurança pública e também para o Judiciário. Esse aumento da movimentação econômica e da população exige uma estrutura capaz de responder com eficiência às necessidades da sociedade"*, declarou.

Fortalecimento do primeiro grau

A instalação da 7ª e da 8ª Varas Criminais faz parte do conjunto de medidas adotadas pelo TJMS para fortalecer o primeiro grau de jurisdição, considerado a principal porta de entrada da população no sistema de Justiça.

Com uma divisão mais equilibrada do acervo processual, a expectativa do Tribunal é reduzir o tempo de tramitação das ações penais, aumentar a produtividade das unidades judiciais e garantir maior eficiência na prestação jurisdicional.

Participaram da solenidade o vice-presidente do TJMS, desembargador Eduardo Machado Rocha; o corregedor-geral de Justiça, desembargador Ruy Celso Barbosa Florence; e o procurador-geral do Estado, Márcio André Batista de Arruda.

Também estiveram presentes o procurador-geral adjunto de Justiça Legislativo, Leonardo Dumont Palmerston, representando o Ministério Público Estadual; o secretário-geral da OAB/MS, Luiz Renê Gonçalves do Amaral; o primeiro subdefensor público-geral, Gustavo Henrique Pinheiro Silva, representando a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul; e o juiz Jorge Tadashi Kuramoto, representando a Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul).

Reconhecimento

Hospital São Julião vira referência na América Latina com projeto Lixo Zero

Iniciativa apresentada na Assembleia do Conass transforma resíduos hospitalares em reciclagem, adubo e inclusão social, colocando Mato Grosso do Sul como exemplo nacional de sustentabilidade no SUS

25/06/2026 18h31

Foto: Divulgação São Julião

Continue Lendo...

Um hospital fundado há mais de oito décadas para acolher pacientes com hanseníase tornou-se referência continental em sustentabilidade dentro da saúde pública.

O Hospital São Julião, em Campo Grande, foi destaque na 6ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), realizada nesta terça-feira (24), ao apresentar o projeto "Lixo Zero", iniciativa que transformou a gestão de resíduos hospitalares e fez da unidade o primeiro hospital da América Latina a alcançar esse reconhecimento.

O projeto foi apresentado pelo secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Maurício Simões, como um exemplo de inovação capaz de unir preservação ambiental, eficiência na gestão hospitalar e inclusão social.

A experiência chamou a atenção de secretários estaduais de todo o país e passou a ser apontada pelo Conass como modelo que pode ser replicado em outras unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais do que reduzir a quantidade de resíduos enviados aos aterros sanitários, o programa mudou a cultura institucional do hospital ao investir na educação permanente das equipes e na correta separação dos materiais descartados.

A iniciativa permitiu identificar que boa parte dos resíduos classificados como infectantes, na realidade, era composta por embalagens estéreis sem contaminação, que passaram a ser destinadas à reciclagem. Os resultados alcançados também vieram com mudanças práticas na rotina da unidade.

As tradicionais marmitas de isopor foram substituídas por recipientes de alumínio reciclável; resíduos de vidro passaram a ser triturados e reaproveitados pela construção civil; e aproximadamente sete toneladas mensais de resíduos orgânicos passaram a ser transformadas em composto utilizado no cultivo de um bananal dentro do próprio hospital.

As bananas produzidas retornam ao refeitório da instituição, fechando um ciclo de economia circular que reduz desperdícios, gera economia e fortalece práticas sustentáveis.

Da antiga colônia de hanseníase à referência ambiental

Durante a apresentação, também foi destacada a trajetória histórica do Hospital São Julião. Criada em 1941, durante o governo de Getúlio Vargas, a unidade nasceu como uma colônia destinada ao tratamento de pessoas com hanseníase e enfrentou décadas marcadas por dificuldades estruturais.

A transformação começou com o trabalho da missionária italiana Irmã Silvia, que dedicou mais de seis décadas à instituição e se tornou símbolo de acolhimento e humanização do atendimento.

Hoje, além de ser referência em cuidados paliativos, o hospital é reconhecido nacionalmente pelas práticas sustentáveis desenvolvidas na gestão dos resíduos gerados diariamente.

Segundo o gerente de Política Ambiental da unidade, Bruno Madalena, o sucesso do projeto não dependeu de grandes investimentos financeiros, mas principalmente da mudança de comportamento dos profissionais e da adoção de processos permanentes de educação ambiental.

Sustentabilidade também promove inclusão

O impacto da iniciativa vai além da preservação ambiental. O centro de triagem dos materiais recicláveis emprega pessoas que cumprem pena em regime semiaberto, contribuindo para a reinserção social por meio da geração de trabalho e renda.

Para o secretário executivo do Conass, Jurandi Frutuoso, experiências como a do Hospital São Julião demonstram a capacidade de inovação existente dentro do SUS.

Segundo ele, iniciativas dessa natureza devem ser compartilhadas com outros estados para fortalecer uma gestão pública mais eficiente, sustentável e comprometida com a qualidade dos serviços oferecidos à população.

Confira abaixo o vídeo de apresentação do projeto, que transformou o Hospital São Julião no primeiro hospital Lixo Zero da América Latina.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).