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Governo implanta nova rodovia para ampliar acesso à Rota Bioceânica

Com investimento de R$ 230,4 milhões, autorização para implantação e pavimentação da MS-355 foi assinada nesta sexta pelo governador Eduardo Riedel

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), autorizou, nesta sexta-feira (24), obras de implantação e pavimentação da rodovia MS-355, em Terenos, com foco em ser um novo acesso entre regiões produtoras de Mato Grosso do Sul, com foco na Rota Bioceânica.

A nova conexão faz parte de um pacote de investimentos do Executivo Estadual, que totaliza R$ 2,3 bilhões, liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Apenas para a MS-355, o investimento será de R$ 230,4 milhões, com pavimentação de 53,9 quilômetros a partir do perímetro urbano de Terenos, no acesso ao frigorífico, englobando também os municípios de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, passando pela Colônia Cascavel.

Conforme o governo, os investimentos visam melhorar a logística, apoiar o escoamento da produção agropecuária e reduzir o tempo de viagem, encurtando em cerca de 30 km o trajeto entre Campo Grande e Dois Irmãos do Buriti.

"A gente está fazendo uma rota estruturante para o Mato Grosso do Sul e para o Brasil. E ao terminar essa obra ligaremos Campo Grande a Nioaque por um outro eixo, formando esse acesso à Rota Bioceânica e potencializando todas as nossas exportações. Ela tem um efeito transformador na região, no local, para a população daqui e para o comércio exterior estruturante de Mato Grosso do Sul, disse Riedel.

"É uma obra transformadora para a região e o município de Terenos, muda completamente a realidade de mais de 23 assentamentos rurais, em relação a agricultura familiar, o pequeno produtor, e ainda a realidade das escolas, dos alunos, do transporte médico", acrescentou.

Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica é um corredor internacional com extensão de 2.396 quilômetros que liga os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico ao Pacífico, pelos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, com início em Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, atravessando o Paraguai e a Argentina.

Essa ligação permitirá que exportações brasileiras cheguem à Ásia com até 17 dias de economia no transporte, em comparação com a saída pelo Porto de Santos, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O projeto, que começou a ser debatido em 2014 e foi iniciado em 2017, tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.

A Rota Bioceânica, segundo especialistas, terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.

Ponte

A construção da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, que ligará o Brasil ao Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022.

As obras estão em fase final, com previsão de ligar Brasil ao Paraguai no fim de maio.No total, são 350 metros que compõe o vão central sobre o rio.

Após a ligação entre as duas metades da ponte, será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização. A expectativa é de que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, em novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.

Paralelamente a construção da passarela, estão em andamento os trabalhos nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte nos dois países.

No Brasil, também estão em andamento as obras da alça de acesso. Orçada em aproximadamente R$ 574 milhões, a alça compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho.

Apesar de a ponte sobre o Rio Paraguai ter expectativa de ser entregue no primeiro semestre de 2026, as alças de acesso à rodovia só devem ser concluídas e liberadas para o público até 2028.

Ponte está na reta final para ligar Brasil e ParaguaiPonte está na reta final para ligar Brasil e Paraguai (Foto: Emerson Lopes)

OPERAÇÃO FIM DA LINHA

Acusado de homicídio morre em tiroteio com a polícia em Costa Rica

Joarez Garcia Nogueira possuía histórico criminal e, em 2022, esteve envolvido na morte de Silvio Alves Campos, em Coxim

18/06/2026 08h15

Arma utilizada pelo suspeito contra os policiais, carregada de munições,

Arma utilizada pelo suspeito contra os policiais, carregada de munições, Divulgação: Polícia Civil

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Um homem, de 23 anos, identificado como Joarez Garcia Nogueira, foi morto após entrar em confronto com a Polícia Civil e Militar, no município de Costa Rica, que fica a cerca de 325 km de Campo Grande. Depois do ocorrido, o rapaz foi socorrido na Fundação Hospitalar da cidade, porém não resistiu aos ferimentos e morreu.

O crime ocorreu na Rua Custódio Batista Rodovalho, em frente à igreja Assembleia de Deus, esquina com a Avenida José Ferreira da Costa, na região central da cidade.

Segundo as informações preliminares, Joarez foi atingido por tiros no braço e nas costas. O rapaz possuía histórico criminal e, em 2022, esteve envolvido na morte de Silvio Alves Campos, em Coxim. 

Durante às investigações para a localização de armamentos utilizados por uma organização criminosa, as equipes policiais foram até um imóvel que servia como ponto de apoio e depósito de ilícitos do grupo.

De acordo com a Polícia Civil, os agentes se identificaram e deram voz de parada ao indivíduo, porém ele desobedeceu à ordem, correu em direção à área externa e pegou uma arma de fogo, apontando-a contra os policiais e recusando-se a se entregar. Diante da ameaça, Os policiais dispararam contra o suspeito.

Na busca realizada no imóvel, os policiais apreenderam a arma utilizada pelo suspeito e uma porção de maconha. O local do confronto foi devidamente preservado para os trabalhos da Perícia Criminal.

Além da arma, também apreenderam munições, entorpecentes e um veículo roubado. As investigações continuam na região. 

Operação Fim da Linha

Entre domingo (14) e quarta-feira (17), a Polícia Civil e a Militar realizaram uma operação contra organização criminosa e apreenderam armas e veículos em Costa Rica.

Durante a busca pelos alvos da investigação, as equipes policiais interceptaram um indivíduo que atuava no suporte logístico do grupo. Na ação, apreenderam dois revólveres municiados e uma grande quantidade de munição, material compatível com o utilizado em homicídios recentes na cidade.

Os policiais também localizaram e apreenderam uma motocicleta que havia sido obtida de forma fraudulenta e que era usada especificamente para dar apoio a novas ações violentas do grupo criminoso. O veículo estava ocultado em uma residência local.

Transporte Coletivo

Resultado do 1º pente-fino no Consórcio Guaicurus sai em 45 dias

Ainda em semana de adaptação, interventor disse que deve começar a se aprofundar nas análises financeiras e contratuais da concessão na segunda-feira

18/06/2026 08h00

No primeiro dia da intervenção nos ônibus, equipe trabalhou na sede do Consórcio Guaicurus com apoio da Guarda Municipal

No primeiro dia da intervenção nos ônibus, equipe trabalhou na sede do Consórcio Guaicurus com apoio da Guarda Municipal Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Instaurada na terça-feira, a intervenção na concessão do transporte coletivo da Capital deve apresentar seus primeiros resultados sobre a atual situação do Consórcio Guaicurus daqui a 45 dias, em um relatório que deverá conter análises de auditorias financeiras e contratuais, um verdadeiro pente-fino nas contas da concessionária, que serão realizados a partir da próxima semana.

Como reportado pelo Correio do Estado nos últimos dias, a comissão de interventores terá liberdade e poder de decisão sobre problemas operacionais no setor, com 180 dias – 6 meses – para tentar salvar uma concessão de quase 14 anos com o Consórcio Guaicurus. 

Ontem os interventores já assumiram o seu papel dentro da empresa, como se fossem “novos diretores”, com a função de fazer a gestão administrativa da concessão, além de apresentar um relatório no fim de seis meses recomendando ou não a caducidade do contrato.

O responsável pelo grupo é Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, que já ocupou o cargo de diretor de regulação e fiscalização da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá.

Em entrevista à reportagem, o interventor disse que esta primeira semana ainda está servindo de adaptação.

“A gente está na fase de entrada na concessão. E o que é essa fase de entrada? É contingenciar, evitar saída de informações, evitar qualquer tipo de descontrole na cadeia de comando, cessar a cadeia de comando. Manter a operação e garantir a continuidade do serviço. Possivelmente a gente encerra essa fase de entrada até sexta-feira”, explica.

Após essa fase, a partir da semana que vem, Alexandre pontua que o grupo deve começar a se aprofundar nas análises contratuais e financeiras, em um trabalho conjunto com o Consórcio Guaicurus de levantamento e repasse de informações.

“O trabalho mesmo de garantir, de sistematizar a gestão e de iniciar o trabalho de levantamento das informações, embora a gente já tenha feito isso previamente, de começar a tratar essas informações que a gente colheu no primeiro momento, é a partir da semana que vem”, detalha.

Com os resultados obtidos nessas análises iniciais, o interventor entregará um relatório preliminar até dia 31 de julho.

“A gente vai trabalhar dentro desse prazo [de 45 dias], que é um prazo que já considera tudo que a gente tá vivendo. Precisa entrar, precisa manter, precisa conhecer, precisa entender, levantar, fazer o relatório e entregar. Então, é muita coisa ao mesmo tempo”.

Porém, Alexandre disse que essa primeira impressão ainda estará submetida ao crivo do contraditório. Em outras palavras, o Consórcio Guaicurus poderá se defender daquilo que for relatado no documento, pois, segundo ele, “às vezes, pode ser alguma visão equivocada e a defesa deles contribui sim para a gente buscar a verdade”.

BLOQUEIO

No mesmo dia em que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), decretou o processo de intervenção na concessão do transporte coletivo da Capital, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos determinou, determinou o bloqueio de R$ 46 milhões das empresas que compõem a concessionária.

O juiz deferiu o requerimento de constrição por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), ferramenta eletrônica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que serve para conectar o Judiciário às instituições financeiras, com o objetivo de localizar, bloquear e transferir valores de devedores.

Porém, no dia seguinte ele voltou atrás da decisão que bloqueava os R$ 46 milhões. 

Na decisão assinada ontem, o juiz determinou a liberação dos valores bloqueados para que sejam usados na “manutenção adequada dos serviços públicos de transporte coletivo”. 

Além disso, os bens não podem ser utilizados pelos antigos administradores, bem como por empresas ligadas ao grupo, ficando autorizada somente a movimentação pelos interventores nomeados pela Prefeitura de Campo Grande. 

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