Cidades

Sem vacina

Grupo que esperava por 2ª dose da Coronavac fica 'na mão' pela segunda vez em uma semana

Apenas 700 doses da Coronavac estavam disponíveis hoje para os agendados no dia 21 de abril

Continue lendo...

A tarde desta segunda-feira (10) foi marcada por decepção pelas mais de 50 pessoas que ficaram 'na mão' após o fim da 2ª dose da Coronavac-Sinovac-Butantan.

A aplicação seria somente para as pessoas agendadas no dia 21 de abril. Essa é a segunda vez em uma semana que está acontecendo a imunização.

Conforme calendário de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a aplicação iria até às 16h45min, na Seleta (Rua Pedro Celestino, n° 3283).  

No entanto, por volta das 14h já havia se esgotado as 700 doses restantes de ontem (9) para hoje.

Com isso, muitas pessoas ainda ficaram na fila esperando, sem ao menos saber que havia acabado, enquanto outras chegavam e tinham que voltar para trás.

Últimas notícias

A aposentada Celia Ivone, 72 anos, com os olhos marejados diz que ficou na fila uma hora e meia até descobrir que não tinha mais doses.  

"Peguei Uber, vim lá do Zé Pereira, cheguei aqui 14 horas da tarde. Me sinto cansada. Ninguém tem dó da gente, fiquei em pé todo esse tempo. Mas eu vou lá dentro conversar com alguém e tentar ser imunizada", acrescenta.

No caso de uma doméstica, de 65 anos, que preferiu não ser identificada, a espera na fila foi de, aproximadamente, quatro horas.  

"Cheguei aqui 11 horas, uma fila enorme. Agora, me falam que acabou. A gente deixa de fazer nossos compromissos para vir se imunizar e fazem isso com a gente, da até vontade de chorar", dispara.

Já o aposentado Davi Mota, de 73 anos, foi surpreendido ao chegar às 15h e ter que retornar para a casa.

Ele que diz morar no Jardim Anache se sente desrespeitado como cidadão.  

"A gente espera, espera e nunca tem. Não sei o que está acontecendo. Me sinto desrespeitado e ao mesmo tempo preocupado com tudo isso", relata.

Outra pessoa que chegou mas teve que retornar para casa foi a aposentada Maria José Santos, de 67 anos. Para chegar na Seleta, às 15h30min, ela precisou sair da região do Aeroporto, à meia-hora do local.

"Me sinto com uma impotência, agoniada. A primeira dose anunciou que foi uma beleza, agora a segunda faz isso com a gente. Deixa a gente que nem doida. Não acredito nisso", lamenta.

Imunização  

No último sábado (8) chegaram 3,1 mil doses para serem aplicadas no domingo. Porém, sobrou 700 doses que foram aplicadas hoje, o que não foi suficiente para atender toda a demanda.

No dia 3 de maio foi aberto para pessoas agendadas no dia 21 de abril, nascidas de janeiro a maio. Ontem abriu sem referência de mês.

Ainda conforme a Sesau, houve uma sinalização por parte do Ministério da Saúde que chegaria essa semana mais um lote da 2ª dose. Mas quando chegará e a quantidade destinada para Campo Grande ainda não se sabe.

Assine o Correio do Estado

CRIME

Casal invade casa, rouba e ataca idoso com facão em Dourados

Homem conseguiu fugir e levou uma bateria; a mulher foi detida e agredida por populares que perceberam a situação

08/09/2026 08h45

A criminosa foi levada para o hospital e depois apresentada à polícia

A criminosa foi levada para o hospital e depois apresentada à polícia Divulgação

Continue Lendo...

Um idoso, de 68 anos, foi vítima de um roubo dentro de sua residência, em uma região conhecida como ‘favelinha’, no município de Dourados, na manhã de segunda-feira (7). Uma mulher foi detida após o ataque.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem, identificado como Aldir Steinhauser, estava dormindo em seu barraco, localizado na rua Cabral com a Gustavo Adolfo Pavel, quando acordou e se deparou com um homem e uma mulher dentro da residência.

O homem foi identificado como Odenir, de 49 anos, e a mulher como Daniele, de 40. 

Durante a ação, o idoso foi atacado com um facão e sofreu um ferimento na mão direita. De acordo com as informações do Dourados News, populares perceberam a situação e conseguiram deter a mulher, que foi agredida. O homem conseguiu fugir do local levando uma bateria.

A vítima relatou ainda que, durante a tarde, o mesmo casal teria entrado em sua casa e levado mantimentos. Daniele foi encaminhada para atendimento médico devido às lesões e, posteriormente, apresentada à polícia. 

O caso foi registrado como lesão corporal, roubo e tentativa de latrocínio.

Assine o Correio do Estado

Doença

Vício em bets faz apostador perder emprego de oito anos

Natural de Três Lagoas, homem de 30 anos movimentou mais de R$ 2,4 milhões na plataforma Blaze e vendeu o veículo particular para manter a atividade

08/09/2026 08h30

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Continue Lendo...

Um três-lagoense de 30 anos perdeu o emprego no qual estava há oito anos, em uma empresa de Campo Grande, depois que seu vício em apostas on-line esportivas, especificamente na Blaze, resultou em queda de produtividade. Ele chegou a acessar a plataforma de jogos durante o expediente de trabalho, ato que faz parte do quadro de ludopatia e intensifica a doença.

Morador do Coophavila 2, o apostador entrou no mundo dos cassinos virtuais em 2023 motivado por um colega de trabalho, que administrava um grupo de estratégia de jogo.

No início, registrou ganhos financeiros esporádicos, o que contribuiu para que uma prática ocasional virasse um vício, especialmente a partir do ano seguinte.

Em 2024, o comportamento escalou para um patamar descontrolado, passando a dedicar cerca de seis horas por dia à atividade, atrapalhando os períodos de repouso noturno e o expediente de trabalho. Para se ter ideia do quadro, somente em outubro de 2024, a conta bancária da vítima registrou a movimentação de R$ 71.360,02.

Essa situação caracterizaria dois padrões: pass-through (entradas seguidas de saídas imediatas para as plataformas); e chasing (tentativa irracional de recuperar perdas acumuladas). Ao todo, o paciente estima ter gastado R$ 2,4 milhões ao longo dos três anos de apostas, descrito como um impacto financeiro de “magnitude catastrófica”.

Para manter seu vício ativo, o sul-mato-grossense precisou de “auxílio” de bancos, familiares e amigos, contraindo dívidas de R$ 200 mil, impulsionado também pelo instrumento bancário conhecido como Pix no Crédito, que geralmente apresenta altos juros. Além disso, a vítima vendeu seu veículo para financiar as apostas.

Diante disso, o apostador tentou interromper sua atividade de jogos por conta própria, mas apresentou sintomas de síndrome de abstinência, caracterizado por irritabilidade e estresse extremo. 

Ainda, informou sua dependência às pessoas mais próximas e foi orientado a realizar o bloqueio definitivo de todas as plataformas e transferir o controle total de suas finanças à esposa.

Em abril deste ano, recebeu o diagnóstico de ludopatia, transtorno mental que se caracteriza pelo desejo incontrolável e compulsivo de jogar, especialmente em jogos de azar e apostas on-line, com agravante de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e ideação suicida diária com risco elevado.

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente

PROCESSO

O três-lagoense pede indenizações por danos materiais e morais contra a Blaze operada no Brasil pela Foggo Entertainment Ltda.

Conforme consta no processo judicial, a plataforma intensificou o ciclo de dependências por meio de propagandas digitais, chamadas de gatilhos digitais estratégicos, como promoções e cashbacks, mensagens publicitárias personalizadas e incentivos virtuais.

“A casa contribuiu ativamente para a permanência do autor nas apostas mesmo quando um nível crítico de envolvimento financeiro já havia sido alcançado. A manutenção da conta ativa e a oferta de incentivos foram fundamentais para o sequestro dopaminérgico do autor, impedindo a interrupção do comportamento mesmo diante da ruína financeira”, afirma a representação da vítima.

O advogado do apostador também disse que houve falha da plataforma ao não intervir nas operações do rapaz, mesmo ao ficar explícito a dependência do usuário diante das movimentações intensas no site.

Esse cenário teria agravado o quadro do paciente, evoluindo de uma prática recreativa para o descontrole financeiro e social.

“A plataforma falhou em intervir perante sinais óbvios de vulnerabilidade, como o uso de crédito para apostar e o volume de transações desproporcional à capacidade financeira do usuário”, aponta a defesa.

A denúncia pede R$ 200 mil em danos materiais, “correspondente às perdas financeiras suportadas pelo autor a partir do momento em que caracterizada a compulsividade das apostas”, e R$ 20 mil em danos morais, em razão do “sofrimento experimentado, do abalo emocional decorrente do descontrole financeiro e da própria necessidade de tratamento”.

Até o momento, a última movimentação no processo ocorreu na segunda semana de agosto, no qual o juiz Flávio Saad Peron solicita mais documentos financeiros à vítima para comprovar sua hipossuficiência, a fim de garantir o benefício da gratuidade da Justiça.

BLAZE

A Blaze é uma das plataformas de apostas mais conhecidas no Brasil, especialmente pelo envolvimento em polêmicas nacionais desde o ano de 2023.

O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) moveu uma ação civil pública contra a empresa e pediu uma indenização de R$ 380 milhões. O valor busca reparar danos a apostadores por conta das publicidades que prometiam lucros fáceis.

Um dos alvos da ação, a influenciadora digital Virgínia Fonseca encerrou a parceria com a plataforma no mês passado. Mesmo assim, o site ainda mantém contrato publicitário com Neymar, que é embaixador global e principal garoto-propaganda da Blaze desde dezembro de 2022, após a Copa do Mundo do Qatar.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).