Cidades

INTERIOR

Homem fica ferido e perde cachorro em novo ataque de onça no Pantanal de MS

Ataque aconteceu na manhã desta quinta-feira (07), próximo a uma área conhecida como Mirante da Capivara

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Longe aproximadamente 428 quilômetros da Capital de Mato Grosso do Sul, outro ataque de onça-pintada foi registrado no coração do Pantanal, com a vítima que tentou defender seu cachorro sendo socorrida na manhã de hoje (07) próximo a uma área conhecida como Mirante da Capivara. 

No Cidade Branca de Corumbá, o Corpo de Bombeiros foi acionado no período da manhã para socorrer a vítima do ataque, segundo apurações publicadas pelo portal local Diário Corumbaense. 

Conforme repassado pelo Corpo de Bombeiros, a vítima que conseguiu escapar do ataque do felino trata-se de um homem de 57 anos, localizado com uma série de ferimentos em região de barranco próximo ao Rio Paraguai. 

Com lesão na testa e olho direito, apresentando um corte superficial no nariz e indicando sentir fortes dores na região do tórax, segundo relato do homem aos agentes, a cena de terror começou ainda na noite de quarta-feira (06). 

Ele disse que teria tentado defender seu cachorro da onça-pintada, tentativa que não foi bem sucedida e terminou com o homem derrubado pelo gigante felino. 

Os agentes do Corpo de Bombeiros apontaram que, em atendimento à vítima, se depararam com uma grande quantidade de sangue espalhado nos arredores da casa. 

Diferente do caso registrado no Pantanal corumbaense em abril deste ano, o homem atacado pela onça desta vez conseguiu fugir e foi encaminhado para atendimento médico junto ao Pronto-Socorro, porém seu "melhor amigo canino" não teve a mesma sorte, sendo levado pelo animal silvestre.

Ataque fatal

Com o corpo de um caseiro do Pantanal encontrado em partes na manhã de 22 de abril, o caso da morte de Jorge Ávalo começou após seu desaparecimento, posteriormente investigado como ataque fatal de animal silvestre. 

Esse ataque teria acontecido por volta de 5h do último feriado de Tiradentes, sendo que uma foto de circuito interno divulgada indica que por volta de 06h52, no ponto do bote, só restavam marcas de sangue e os animais carniceiros no local. 

Familiarizados com a região, os locais identificaram o "modus operandi" do ataque da onça foi desvendado, com o animal se escondendo às margens do rio antes de partir em arrancada. 

Região conhecida por ser destino de turistas e pescadores, esse ponto do Rio Miranda costuma atrair animais para próximos das regiões mais habitadas em épocas de cheia, o que favorece o encontro de seres humanos com a fauna local.

A prática da ceva de animais é uma técnica utilizada principalmente por pesquisadores e fotógrafos da vida selvagem com o objetivo de atrair animais para observação, monitoramento, registro ou estudo científico. A palavra 'ceva' vem do meio rural e significa basicamente 'isca' ou 'alimentação oferecida' com a intenção de atrair determinados bichos a um local específico.

No caso das onças-pintadas, a ceva geralmente é feita com pedaços de carne ou carcaças de animais mortos (como bois, porcos ou outros animais de médio porte). A prática é utilizada especialmente em projetos de pesquisa e documentação fotográfica.

Nos últimos anos, alguns pesqueiros no Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul passaram a fazer uso da ceva para atrair turistas. A prática da ceva é condenada por ambientalistas.

 

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ENSINO SUPERIOR

Estudantes de Medicina protestam contra estrutura e mudanças acadêmicas na Uniderp

Alunos foram às ruas nesta quarta-feira (12) para cobrar melhorias na infraestrutura, qualidade do ensino, organização do internato e transparência sobre nova avaliação

12/08/2026 12h30

Estudantes de Medicina da Uniderp realizaram manifestação nesta quarta-feira (12), em Campo Grande

Estudantes de Medicina da Uniderp realizaram manifestação nesta quarta-feira (12), em Campo Grande Divulgação

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Estudantes do curso de Medicina da Uniderp realizaram, nesta quarta-feira (12), uma manifestação em Campo Grande para cobrar melhorias nas condições oferecidas pela universidade. Com cartazes, os acadêmicos protestaram contra problemas de infraestrutura, questões relacionadas à qualidade do ensino e ao internato médico, além de mudanças acadêmicas ocorridas ao longo do curso. 

Entre as mensagens exibidas durante o ato estavam frases como “Medicina não é mercadoria”, “Estrutura também faz parte da formação” e cobranças relacionadas à qualidade do ensino e às condições oferecidas aos alunos.

Estudantes de Medicina da Uniderp realizaram manifestação nesta quarta-feira (12), em Campo GrandeAlunos pedem por melhorias na infraestrutura - Divulgação

A mobilização ocorre em meio a uma série de reclamações apresentadas pelos estudantes. Imagens encaminhadas anteriormente à reportagem mostram água acumulada no piso de uma sala, danos no forro de banheiro, infiltrações e sinais de desgaste em dependências utilizadas pelos acadêmicos. Alunos também relataram o aparecimento de escorpiões nas instalações da instituição.

Para os estudantes, as condições ganham ainda mais relevância diante do custo da graduação. Atualmente a mensalidade do curso de Medicina chega a aproximadamente R$ 14 mil e pode ficar em torno de R$ 12,6 mil com desconto. Os acadêmicos argumentam que os valores cobrados deveriam ser acompanhados de estrutura e serviços compatíveis com a formação oferecida.

As reinvindicações, porém, vão além das condições do campus. Os estudantes relatam mudanças e incertezas durante a graduação, principalmente em relação aos critérios de avaliação, à organização acadêmica e ao planejamento do percurso até a conclusão do curso.

Acadêmicos também afirmam recorrer a cursos preparatórios, plataformas digitais e outros materiais externos para complementar o aprendizado e se preparar para avaliações, inclusive o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

Além destas reclamações, outro ponto, 

envolve o internato médico, período da graduação em que os estudantes passam a desenvolver atividades práticas supervisionadas em ambientes de atendimento.

Entre as reclamações estão a organização das atividades, questões envolvendo professores, cumprimento de horários e alterações na carga horária.

Em meio às diferentes reivindicações, a Avaliação de Progresso e Proficiência Clínica (APPC) tornou-se um dos principais pontos de tensão entre os estudantes e a universidade.

Acadêmicos que ingressaram no primeiro semestre de 2023 e em períodos anteriores à publicação da Resolução CNE/CES nº 3/2025 elaboraram uma notificação extrajudicial dirigida à Reitoria da Uniderp e à coordenação do curso de Medicina.

No documento, eles solicitam esclarecimentos sobre a nova sistemática de avaliação, acesso a documentos institucionais e a suspensão de eventuais efeitos impeditivos de progressão para as turmas anteriores às novas diretrizes.

Segundo o relato apresentado pelos estudantes na notificação, eles foram informados de que a APPC funcionaria como uma avaliação abrangente e exigiria desempenho mínimo para progressão acadêmica.

A principal preocupação é com a possibilidade de o estudante ser impedido de avançar no curso caso não alcance o desempenho exigido na avaliação, mesmo que tenha sido aprovado nas disciplinas, módulos e estágios previstos na matriz curricular.

A notificação questiona ainda a eventual exigência de nota mínima 7 e a possibilidade de retenção ou impedimento de ingresso no internato.

Os estudantes sustentam que a Resolução CNE/CES nº 3/2025 prevê avaliação somativa abrangente antes do internato para verificar as competências necessárias à atuação supervisionada, mas questionam a interpretação de que a norma autorizaria automaticamente a adoção de nota mínima 7 e retenção acadêmica nos moldes que afirmam ter sido apresentados.

Uniderp anuncia melhorias e nova reunião

Em nota divulgada nesta quarta-feira (12), a Uniderp informou que mantém em andamento um plano de melhorias para o curso de Medicina, com investimentos em infraestrutura, medidas acadêmico-pedagógicas e fortalecimento dos cenários de prática.

"A Uniderp informa que mantém em andamento um plano de melhorias para o curso de Medicina, com investimentos em infraestrutura, ações acadêmico-pedagógicas e fortalecimento dos cenários de prática. As intervenções, com início ainda no mês de agosto, incluem novos laboratórios, espaços de tutoria e auditórios, além da melhoria de outros ambientes utilizados pelo curso e pela Universidade. A instituição também mantém parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde, hospitais e outras unidades da rede, assegurando aos estudantes experiências práticas em diferentes níveis de atenção à saúde.
Sobre a Avaliação de Progresso e Proficiência Clínica (APPC), a Uniderp esclarece que o instrumento acompanha o desenvolvimento dos estudantes e integra as adequações acadêmicas realizadas em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais. A instituição reconhece que mudanças podem gerar dúvidas e apreensão e reforça que manifestações e questionamentos dos alunos não implicam qualquer tipo de retaliação.
Representantes das turmas se reuniram com a coordenação do curso no último dia 10 e estão convidados para uma nova reunião em 18 de agosto, quando serão atualizados sobre o cronograma das obras e os investimentos previstos, além de discutirem propostas de melhorias acadêmicas apresentadas pelos estudantes. As sugestões deverão ser protocoladas junto à coordenação até 17 de agosto.
A Uniderp reafirma seu compromisso com a qualidade da formação médica, a melhoria contínua e o diálogo transparente com seus estudantes."

 

negócio da china

Câmara faz pouco caso e "perdoa" dívida bilionária da prefeitura com o IMPCG

Valor R$ 2,385 bilhões foi dividido em 300 parcelas iguais de R$ 7,9 milhões. Os juros incidem somente sobre o valor da parcela e não corrigem o saldo devedor

12/08/2026 11h55

Dos 22 vereadores que votaram, apenas um foi contrário à proposta de parcelamento por entender que o IMPCG sofreria prejuízo milionário

Dos 22 vereadores que votaram, apenas um foi contrário à proposta de parcelamento por entender que o IMPCG sofreria prejuízo milionário

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A Câmara de Vereadores de Campo Grande aprovou, praticamente sem alterações, o projeto do Executivo que “perdoa” uma dívida de quase R$ 2,4 bilhões que a administração municipal confessou ter com o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG).

Em regime de urgência e única discussão, a proposta foi aprovada com 21 votos favoráveis e apenas um contrário nesta terça-feira (11). A medida permite que a prefeitura pague em 300 parcelas, que inicialmente serão de R$ 7,9 milhões, a dívida previdenciária que inicialmente era de R$ 821,3 milhões mas que em abril deste ano já estava em R$ 2,385 bilhões.

Os vereadores aceitaram a proposta que corrige somente o valor da parcela, sem incidência de juros sobre o saldo da dívida. Haverá juros simples de 0,5% ao mês e mais a correção da inflação somente sobre os R$ 7,9 milhões que será pagos mensalmente.

Supondo que esses juros sejam de 1% ao mês, a correção mensal será da ordem de R$ 79 mil mensais. Porém, se os juros incidissem sobre o saldo devedor, esta correção mensal seria de quase R$ 24 milhões mensais.

E, a dívida foi dividida em parcelas iguais. Ou seja, daqui a 25 anos, quando vencer a última prestação, os R$ 7,9 milhões, que hoje equivalem a quase 4,9 mil salários mínimos, terão sido corroídos pela inflação e terão peso insignificante para bancar o pagamento do salário de aposentados e pensionistas.

Atualmente, somando a contribuição previdenciária patronal e a dos servidores, o IMPCG arrecada em torno de R$ 48 milhões mensais. O custo das aposentadorias e pensões, porém, é da ordem de R$ 60 milhões, já incluindo os custos administrativos do Instituto. Ou seja, mensalmente a administração municipal faz um aporte extra de R$ 12 milhões para pagamento de aposentadorias.

Então, os R$ 7,9 milhões relativos ao pagamento da dívida serão automaticamente gastos todos os meses para o pagamento das aposentadorias e a necessidade de aporte da prefeitura automaticamente cairá para R$ 4 milhões. Isso significa o pagamento mensal das parcela não fará diferença real nem para a Prefeitura nem para o IMPCG. 

Mas, se os juros incidissem sobre o total da dívida, o que equivaleria a cerca de R$ 24 milhões mensais, e os R$ 7,9 milhões fossem relativos ao abatimento do saldo devedor, o Instituto receberia mensalmente um repasse extra de quase R$ 32 milhões e passaria a ser superavitário em cerca de R$ 20 milhões por mês.

E, sendo superavitário, conseguiria investir estes recursos para garantir o pagamento das aposentadorias a médio e longo prazo sem depender de aportes do caixa dos aportes da Prefeitura.

TOQUE DE CAIXA

O “debate” para o parcelamento da dívida bilionária durou apenas 20 minutos. Duas emendas apresentadas por servidores foram rejeitadas a toque de caixa pela Comissão de Constituição e Justiça, que nem mesmo se reunião em separado e levou apenas quatro minutos para rejeitar as propostas, que nem mesmo haviam sido lidas antes do início da votação da proposta..

O vereador Carlão Borges, que presidia a sessão, nem mesmo sabia ao certo se era uma ou duas propostas de emenda. Mesmo assim, alertou os integrantes da CCJ que seria importante que eles prestassem atenção no que estava sendo proposto porque havia o risco de votarem a favor sem saberem o que estava sendo votado. Mesmo assim, bastaram alguns minutos para os pedidos dos servidores que exigiam alteração na forma de cálculo dos juros fosse engavetada.

E foi justamente por conta desta fórmula de cálculo dos juros que o petista Jean Ferreira foi o único a votar contra, pois, segundo ele, o IMPCG perderia em torno de R$ 300 milhões pelo fato de estarem sendo utilizados juros simples e não juros compostos para corrigir o valor mensal dos R$ 7,9 milhões.

Mas, ele também não questionou o fato de estes juros não incidirem sobre o valor total da dívida, como ocorre, por exemplo, em qualquer financiamento ou parcelamento de dívida ou de financiamento habitacional.

Além de Beto Avelar, líder da prefeita, a vereadora Luíza Ribeiro (PT) foi única que mostrou interesse em debater o projeto. E, segundo ela, seu voto foi favorável à proposta porque o próprio conselho deliberativo do IMPCG aceitou a fórmula de parcelamento. O IMPCG é presidido pelo ex-vereador Marcos Tabosa, indicado pela prefeita Adriane Lopes (PP) para ocupar o cargo.

Uma das propostas engavetadas pela CCJ determinava que a prefeitura mantivesse o aporte mensal da ordem de R$ 12 milhões e que os R$ 7,9 milhões do parcelamento fossem destinados todos os meses para incrementar o fundo previdenciário, que hoje está em R$ 50 milhões. 

ORIGEM

A dívida do Executivo surgiu, conforme admite a própria administração, porque entre 2010 e 2021 ocorreram repasses patronais inferiores aos previstos na legislação. Mas, segundo o advogado Márcio Almeida, não existe nenhuma certidão ou garantia atestando que depois disto o recolhimento passou a ser feito de forma adequada.

Ele representa uma série de sindicatos de servidores e estes chegaram a enviar à Câmara uma sugestão de emenda para que a administração municipal apresentasse esse certificado. A proposta, porém, nem mesmo chegou a ser colocada em votação.

A única alteração que os vereadores fizeram na proposta original é que o Executivo preste contas trimestralmente dos valores recebidos do FPM e vinculados aos pagamentos previstos, bem como dos valores da contribuição previdenciária repassados pelo Executivo ao IMPCG, mediante relatório encaminhado à Câmara Municipal.

O Executivo fez a proposta de parcelamento da dívida bilionária porque corria o risco de ficar sem os repasses mensais do Fundo de Participação dos Municípios, que é da ordem de R$ 30 milhões mensais.

Além disso, se não fizesse o parcelamento até o dia 31 de agosto, perderia o direito de contrair empréstimos na Caixa Econômica Federal. Se isso acontecesse, teria de engavetar os projetos que prometem asfalto para mais de 30 bairros, já que a administração está tomando emprestados mais de R$ 430 milhões para viabilizar estas obras. 

Conforme mensagem do Executivo enviado à Câmara,, o município aderiu ao Programa de Regularidade Previdenciária, mediante a assinatura de Termo de Parcelamento junto à Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social.

A irregularidade no Certificado de Regularidade Previdenciária implica, dentre outras consequências, a suspensão das transferências voluntárias da União ao município, o impedimento para celebrar acordos, contratos, convênios ou ajustes com órgãos da administração direta e indireta federal, a vedação para receber empréstimos, financiamentos, avais e subvenções de instituições financeiras federais.


 

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