Cidades

CAMPO GRANDE

Homens vestidos só com
cueca atacam travestis
com taco de beisebol

Autores não foram identificados e imagens podem ajudar no esclarecimento do caso

LAURA HOLSBACK

29/10/2015 - 06h29
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Duas travestis e a mãe de uma delas foram atacadas com taco de beisebol na madrugada desta quinta-feira (29), no Centro de Campo Grande. Os agressores estavam vestidos apenas com cueca.

Conforme informações do Boletim de Ocorrência, as duas travestis, de 21 e 23 anos, contaram que foram atacadas duas vezes.

A primeira ocorreu quando estavam no cruzamento entre as ruas 26 de Agosto e Sete de Setembro. Dois homens desceram de um carro, vestidos apenas com a roupa íntima, e, inicialmente, abraçaram as travestis.

Depois, um deles foi até o automóvel e pegou um taco de beisebol e passou a golpeá-las. A mãe de uma das vítimas, de 47 anos, foi tentar defendê-las e também foi atingida.

As travestis conseguiram retirar o taco dos agressores, que entraram no carro e fugiram.

OUTRO ATAQUE

Instantes depois, já devidamente vestidos, retornaram e surpreenderam as vítimas novamente em um posto de combustíveis, na esquina com a Calógeras. Desta vez, as agressões foram cometidas com socos e chutes.

As vítimas denunciaram a agressão na delegacia plantonista do Centro e, conforme registro sobre o caso, tinham lesões por todo o corpo.

No estabelecimento onde o episódio aconteceu tem câmeras de monitoramento e a polícia deve solicitar as imagens para tentar identificações os autores da lesão corporal. Além disso, uma das travestis, fez gravação em telefone celular.

raio-x

Mato Grosso do Sul tem dois policiais militares para cada 1 mil habitantes

Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil aponta que há déficit no efetivo das polícias Militar e Civil em MS

04/08/2026 18h44

Polícia Militar opera com 56,1 da capacidade

Polícia Militar opera com 56,1 da capacidade Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Para cada 1 mil habitantes, Mato Grosso do Sul tem 2 policiais militares e menos de um bombeiro e policial civil, conforme a segunda edição do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira (4).

Os dados têm como ano-base 2025 e apontam que, na soma de todas as corporações, somando também perícia oficial e Polícia Penal, o efetivo é de 14.022 no Estado.

A pesquisa mostra ainda que há déficit nas polícias em Mato Grosso do Sul.

Os cálculos sobre o déficit de policiais são feitos com base nas diferenças entre o tamanho real da corporação e os efetivos previstos pelos governos em lei ou planejamentos orçamentários. Os pesquisadores ponderam, no entanto, que nem sempre esses números estão atualizados em relação à demanda. "É o que cada Estado define como o seu ideal. Não existe uma métrica internacional para isso", diz Lima.

Com relação à Polícia Militar, o efetivo existente, de 5.948 policiais, corresponde a 56,1% do previsto, que é de 10.602. Na Polícia Civil, há 1.945 policiais em atuação, enquanto o efetivo previsto é de 2.970.

"Esses números sugerem que as polícias estaduais - responsáveis pela maior parte do policiamento ostensivo e da investigação criminal no país - seguem operando em ritmo de reposição mínima, sem ampliação substantiva de sua capacidade operacional, o que pode ser explicado em função dos limites fiscais para sua expansão", apontam os pesquisadores.

No caso da Polícia Civil, que tem o segundo maior efetivo entre as forças de segurança e opera hoje com 65,5% de sua capacidade ideal, o déficit acompanha o que ocorre em todo o Brasil. "É preocupante e revela cenário crítico de defasagem institucional em todo o território nacional", diz a pesquisa.

O quadro gera alertas especialmente por causa do contexto de avanço dos golpes, dos feminicídios e do crime organizado, para os quais o policiamento ostensivo tem efeito limitado e frentes mais especializadas trazem respostas mais efetivas.

"Está faltando investigação criminal no Brasil", afirma Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum.

Em relação à remuneração, a média bruta da PM de Mato Grosso do Sul é de R$ 9.145,13, enquanto a da Polícia Civil é de R$ 14.567,67.

Além das polícias e Corpo de Bombeiros, a pesquisa aponta que, a nível estadual, as guardas municipais são a quarta força de segurança com mais agentes, atrás da PM, Polícia Civil e Polícia Penal. No Brasil, a guarda é a segunda maior força em efetivo.

A pesquisa aponta que há um crescimento das guardas, mas que falta controle, destacando que ao longo dos últimos anos, as guardas têm passado a ser cada vez mais beligerantes e infladas pelas prefeituras, em espécie de "municipalização da segurança pública", mas que isso não necessariamente tem se revertido em mais controle da atividade dos agentes.

"Esse é um desafio, ainda mais com a possibilidade de a PEC (Proposta de Emenda à Constituição apresentada pelo governo federal) da Segurança ser votada (no Senado) ainda neste semestre, com texto que atribui mais papel a elas (guardas) na segurança pública", disse Lima.

 

Saúde

Hospital de Câncer ganha nova UTI e amplia atendimento de alta complexidade

Ampliação foi viabilizada por investimentos do Governo do Estado e da iniciativa privada

04/08/2026 18h15

Leitos de UTI

Leitos de UTI Reprodução/Assessoria de Comunicação

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A rede de atendimento oncológico de Mato Grosso do Sul ganhará um reforço de 20 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A ampliação da estrutura do Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), referência no tratamento da doença no Estado, aumenta a capacidade de atendimento de pacientes em estado grave e fortalece a assistência de alta complexidade oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A nova unidade será inaugurada na próxima quinta-feira (7).

O novo Centro de Terapia Intensiva (CTI), instalado no segundo andar da unidade hospitalar, foi viabilizado por uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), e a iniciativa privada. Cerca de 70% dos recursos destinados à implantação do pavimento foram investidos pelo Estado, enquanto a etapa final da obra recebeu aporte de R$ 1,25 milhão de uma cooperativa de crédito, por meio de seu fundo social.

Com a conclusão dos investimentos, o hospital passa a contar com uma estrutura equipada para atender pacientes oncológicos em estado crítico. A unidade dispõe de 20 leitos de terapia intensiva, áreas de isolamento, equipamentos de alta complexidade e infraestrutura voltada à assistência especializada.

Segundo a presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Sueli Lopes Telles, a ampliação representa um avanço na qualidade da assistência prestada aos pacientes. "A entrega da nova ala reafirma o compromisso permanente com a inovação, a humanização e a excelência no atendimento, oferecendo um SUS com qualidade comparável à da rede privada e proporcionando um tratamento mais digno aos pacientes com câncer de Mato Grosso do Sul", afirmou.

Parceria

A implantação da nova ala foi resultado da atuação conjunta entre o poder público e o Sicredi. De acordo com o hospital, a maior parte dos investimentos foi realizada pelo Governo do Estado, responsável por aproximadamente 70% dos recursos empregados na obra.

A etapa final foi concluída após a doação de R$ 1,25 milhão feita pela cooperativa de crédito, por meio de seu Fundo Social, programa que destina parte dos resultados das cooperativas ao financiamento de projetos de interesse coletivo. Em reconhecimento à parceria, o espaço recebeu o nome de Ala Cooperação.

A inauguração oficial do novo Centro de Terapia Intensiva está marcada para as 10h da próxima quinta-feira (7), no Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande.

A cerimônia deve reunir representantes do Governo do Estado, dirigentes do hospital, integrantes da cooperativa de crédito, profissionais da saúde e demais convidados.

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