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Impasse entre União e CCR MSVia atrasa a duplicação de trecho onde acidente matou seis

Local do acidente consta em proposta de duplicação do novo contrato a ser assinado pela concessionária

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Um acidente envolvendo duas carretas, um caminhão e um veículo de passeio, deixou seis mortos na BR-163, entre Campo Grande e Anhanduí, na manhã desta quarta-feira (10). O trecho é de pista única com mão dupla, e a principal suspeita é de que uma carreta, que transportava porcos, tenha tentado uma ultrapassagem, invadido a pista contrária e atingido os outros três veículos.

Nas redes sociais, leitores chamaram a BR-163 de "Rodovia da Morte" e cobraram a duplicação da rodovia, uma "promessa" feita no contrato de concessão assinado com a CCR MSVia em 2013, que previa a duplicação de toda a estrada em um prazo de dez anos.

"Uma pergunta: cadê os deputados e senadores? Essa rodovia era para já ter sido duplicada... Vão renovar o contrato, e os que deveriam representar a sociedade só lembram [da sociedade] na hora do voto", escreveu um leitor no comentário da matéria no Facebook.

"Rodovia da Morte, com pedágio caro, com trechos até sem acostamento", escreveu outro leitor.

A CCR MSvia assumiu a concessão dos 845 km da BR-163, que liga Mundo Novo, na divisa com o Paraná, com o município de Sonora, na divisa com o Mato Grosso, há dez anos.

Segundo o contrato, a rodovia deveria ser totalmente duplicada até 2024, mas a CCR MSVia duplicou apenas cerca de 150 km, o suficiente para iniciar a cobrança de pedágio, nos três primeiros anos de contrato.

A rodovia não recebe investimentos desde 2017, quando a empresa solicitou o reequilíbrio do contrato. A CCR chegou a dizer em 2019 que não tinha interesse em permanecer com a rodovia e até cobrou a devolução de ativos da União, no valor de R$ 1,4 bilhão.

Desde então, o Governo Federal vem prorrogando o contrato com a CCR MSVia para a administração da BR-163.

Em 2023, foram realizadas audiências públicas em Brasília e em Mato Grosso do Sul para debater o futuro da rodovia federal que corta o estado. Em julho, uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a assinatura do acordo consensual entre o Governo e a CCR MSVia.

Dois meses depois, a União e o Estado fizeram uma proposta para que a CCR MSVia continuasse com a concessão, apresentando regras para assinatura do novo contrato, como a manutenção do pedágio, a duplicação de mais 68 km de rodovia e a implantação de 63 km de faixa adicional, 8 km de marginais e 9 km de contornos.

O trecho onde aconteceu o acidente, entre Campo Grande e Anhaduí, seria um dos duplicados na nova proposta imposta à concessionária.

O novo contrato, que prevê R$ 12 bilhões de investimento na rodovia, deveria ter sido assinado no primeiro mês de 2024. No entanto, um impasse do Tribunal de Contas da União atrasou o processo. Em visita a Campo Grande em dezembro, o ministro dos transportes, George André Palermo Santoro, disse que o contrato ficaria para abril.

"Nós demos entrada na negociação com a CCR, foram quatro meses de discussão no grupo de trabalho, fechamos o projeto e apresentamos no TCU, e falta apenas um ministro [da Corte de Contas] dar seguimento. Na sequência, a gente vai começar as discussões técnicas, e acredito que em meados de abril a gente estará firmando o termo aditivo”, afirmou Santoro na ocasião.

A nova concessão será de 35 anos. A CCR MSVia teria mais 20 anos com a BR-163, porém, com esse novo acordo, o prazo será estendido por mais 15 anos. Nos primeiros três anos contratuais, haverá investimento de boa parte do total de recursos destinados.

A empresa promete a duplicação de mais 190 km e mais 170 km de terceira faixa. Os trechos que receberão essas obras ainda não foram todos divulgados, porém, o governo do Estado já informou que um deles deve ser entre Nova Alvorada do Sul e Campo Grande, onde há apenas cerca de 6,7 km duplicados dos 117 km de distância.

Colaborou: Daiany Albuquerque e Eduardo Miranda

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planejamento

Após restrições na 040, MS tem agora cinco pontes "travadas"

Motoristas que estão nas estradas neste feriado preciam ficar atentos para evitar horas de espera ou desvios quilométricos

07/09/2026 10h13

Concessionária responsável pela MS-040 anunciou no sábado (5) veto à passagem de caminhões em duas pontes na MS-040

Concessionária responsável pela MS-040 anunciou no sábado (5) veto à passagem de caminhões em duas pontes na MS-040

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Motoristas que estão nas estradas de Mato Grosso do Sul neste feriado de 7 de Setembro precisam planejar com atenção seus percursos porque obras de reparo estão restringindo ou até impedindo o tráfego em pelo menos cinco pontes em duas rodovias estaduais e duas federais.

A interdição mais recente começou neste sábado e impede que caminhões trafeguem pela MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo, na altura dos quilômetros 205 e 223, onde a concessionária Caminhos da Celulose anunciou a reforma das duas pontes.

Mas, como não existe rota alternativa, o tráfego de caminhões está praticamente suspenso na rodovia e a concessionária não informou até quando devem se estender estes trabalhos. Carros de passeio conseguem passar no sistema de pare-siga.

A alternativa para os caminhoneiros chegarem da região de Campo Grande a Bataguassu e à divisa com São Paulo é pela BR-267. Para isso, o percurso precisa ser alterado já a partir de Campo Grande, passando pela BR-163 até Nova Alvorada do Sul e depois acessar a BR-267. No sentido contrário, a BR-267 também é única alternativa para quem chega a Mato Grosso do Sul pela ponte Hélio Serejo e tem Campo Grande como destino.

Outra importante ponte que está com restrições de tráfego é na BR-163. Com 3,6 quilômetros, a ponte Ayrton Sena, sobre o Rio Paraná, entre Mundo Novo e Guaíra (PR),  está em reformas desde o dia 13 de julho. Durante as duas primeiras semanas os trabalhos foram realizados no período diurno, com sistema de pare-siga.

Porém, para tentar acabar com os grandes congestionamentos, a partir do dia 27 de julho os trabalhos ocorrem somente à noite. Por conta disso, existe interdição total do tráfego entre 20 horas (MS) e 04 da madrugada (MS), com janela de liberação entre 22h30 à 23h30 (MS).

Pela ponte, que é a principal ligação de Mato Grosso do Sul com o Paraná, passam, em média, oito mil veículos por dia, mas a previsão da concessionária Via Campo é de aumento da ordem de 36% neste dia 7 de setembro.  O maior movimento, porém, está previsto para o período das 15:00 e 17:00 horas desta segunda-feira (7).

A previsão inicial era de que os trabalhos na Ayrton Senna seriam concluídos no final de outubro, mas com a alteração no horário dos trabalhos, a concessionária não informou se este prazo sofreu mudanças. 

Também com fluxo intenso, a BR-262, próximo a Corumbá, é outra rodovia que está com restrições de tráfego por conta das reformas da ponte sobre o Rio Paraguai, iniciadas em junho e que devem se estender até o fim do primeiro trimestre do próximo ano. Neste local, a 70 quilômetros da área urbana de Corumbá, o tráfego funciona em sistema de pare-siga durante 24 horas por dia.

O principal fluxo é de caminhões que levam minérios até o porto Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança, na margem esquerda do Rio Paraguai. São pelo menos 600 carretas diariamente passando pela estrutura.

Mas, o tráfego de veículos de passeio também é intenso, pois a rodovia é a única ligação asfaltada entre Corumbá e Ladário, cidades que somam em torno de 120 mil habitantes, com o restante do Estado.

Nos últimos três finais de semana de agosto o tráfego chegou a sofre interdição total durante 19 horas consecutivas e até o fim das obras, orçadas em R$ 11,7 milhões, devem ocorrer outras, que ainda não foram anunciadas pela Agesul.

E, para aumentar a preocupação, na última segunda-feira (31), uma embarcação com minérios atingiu um dos pilares e até agora não foi divulgado laudo oficial sobre possíveis danos. Mas, um Boletim de Ocorrência registrado naquela data informou que a segurança da ponte foi comprometida. 

A quinta ponte em obras, e que está com restrições de tráfego total para caminhões, está localizada na MS-345, rodovia que dá acesso a Bonito. Os trabalhos da chamada “ponte-gangorra”, que vão consumir pelo menos R$ 4 milhões, começaram em fevereiro e carros de passeio precisam respeitar o sistema de pare-siga.

Sobre o Rio Miranda, a ponte foi construída em 1967 no distrito de Águas do Mirante, na divisa entre Anastácio e Bonito. Após a pavimentação da MS-345, concluída em 2024, que encurtou em 40 quilômetros a distância entre Campo Grande e Bonito, o fluxo disparou e a estrutura literalmente virava uma gangorra quando caminhões passavam pelas extremidades. A previsão é de que a reforma acabe somente em janeiro do próximo ano. 

QUEDAS

Além das cinco pontes com restrições em rodovias de alto fluxo, nas últimas semanas ocorreram também duas quedas de estruturas em estradas secundárias no Estado. 

No caso mais grave, no dia 13 de agosto, o caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos, morreu após a ponte de concreto sobre o Rio Taquari ruir e seu caminhão despencar na água. A estrutura colapsada está na MS-168, no Pantanal de Corumbá. As obras de reforma nem mesmo começaram. 

Outra queda aconteceu três dias antes, na MS-455, que liga Campo Grande ao município de Sidrolândia, pela região da Gameleira. A estrutura de madeira não suportou o peso de uma carreta e desabou. Até agora o tráfego na estrada sem asfalto segue interditado.

CAMPO GRANDE

Acidente com ônibus provoca morte de motociclista; vídeo

Pelas imagens é possível observar que o motociclista atingiu primeiro a dianteira do ônibus, caindo ao solo e com a roda traseira do veículo  de transporte de passageiros passando sobre sua cabeça em seguida

07/09/2026 09h39

Jovem identificado como Juan Pablo, de 19 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente

Jovem identificado como Juan Pablo, de 19 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente Reprodução

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Durante as primeiras horas da manhã deste feriado de Sete de Setembro, um acidente envolvendo um ônibus no bairro Vida Nova III terminou na morte de um motociclista em Campo Grande. Câmeras de seguranças registraram o momento e a hora da colisão entre os veículos. 

Conforme registro, o acidente aconteceu por volta de 06h31, nos cruzamentos entre as ruas Galdino Afonso Vilela e Água Santa, pela qual o motociclista seguia e onde existe um "pare". Confira: 

Apesar da baixa visibilidade da sinalização horizontal, com a linha de retenção e o dizer "pare", de fato, apagado, há no local a identificação justamente da sinalização vertical, a placa a qual o motociclista deveria ter obedecido para evitar a colisão. 

Pelas imagens é possível observar a dinâmica do acidente, com o motociclista tendo atingido primeiro a roda dianteira, caindo ao solo e com a traseira do veículo  de transporte de passageiros passando sobre ele em seguida. 

Com a roda passando sobre a cabeça do motociclista, o jovem identificado como Juan Pablo, de 19 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente, antes mesmo da chegada de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). 

 

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