Cidades

Pantanal

Instituto denunciou pratica de ceva em área que caseiro foi morto por onça

Área foi fiscalizada há cinco anos após turistas gravarem onça passeando na região

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Há cinco anos, o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) denunciou uma suposta prática de ceva para uma onça-pintada na mesma região em que o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, foi morto no último final de semana. 

A denúncia ganhou força após pescadores gravarem o animal próximo a uma embarcação vista na região conhecida como “acampamento do Cinésio” localizado em uma espécie de tríplice fronteira entre a Estância Miranda, Fazenda do Cristo Redentor e Fazenda Carajá, situadas à margem do rio Miranda. A prática é proibida há 10 anos em Mato Grosso do Sul. veja denúncia abaixo:

 

“A gente tá aqui com uma onça ao fundo, onça essa que vem sendo filmada por diversos barcos de turismo aqui da região, sendo alimentada por essas pessoas com a prática da ceva, lembrando que isso é uma prática proibida, um crime ambiental (...) dessa maneira vocês colocam em risco a sua própria vida e a vida do animal.”, disse um pesquisador ligado ao IHP. 

Área em que animal foi visto, em 2020

Área em que animal foi visto por pescadores, em 2020/ Arquivo investigação

Diante da situação, as imagens foram encaminhadas aos órgãos competentes para, segundo o IHP, “preservar a vida do animal e das pessoas que fazem uso aqui dessa região, como moradores ribeirinhos, pescadores profissionais e até mesmo os próprios turistas."

De acordo com a denúncia apurada à época pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a onça foi vista no dia 31 de julho de 2020, na barranca do rio, ponto supostamente conhecido como “área de ceva” na região.  Em uma ação conjunta entre Polícia Militar Ambiental, Imasul e Ibama percorreram toda região da barra do rio Miranda, Aquidauana, “Aquidauaninha” e Toro Morto, entretanto, “não avistaram nenhum felino na região”.

Na oportunidade, a fiscalização também ouviu Antônio Vicente Pastara, proprietário de uma pousada próxima, além do pescador Eder Aparecido de Oliveira, ambos, segundo a fiscalização, negaram a prática de ceva ao animal silvestre. 

Animal foi visto por pescadores, em 2020/ Arquivo investigação

“De acordo com o Sr. Antônio, as ações de monitoramento e orientações sobre crimes ambientais devem ocorrer em período de pesca quando os turistas estão frequentando o local. Também conversamos com o pescador profissional Sr, Eder Aparecido de Oliveira, que em seus relatos corroborou com os demais, alegando não haver ceva para animais na região, o que acontece é que no período de estiagem, quando as águas baixam a partir do mês de julho é ‘fácil avistar a onça pintada às margens do rio’ e os turistas querem oferecer alimento ao animal.”, destaca trecho do documento. 

Em relação às imagens publicadas pelos pescadores, a fiscalização constatou que no ponto observado “não havia sinal de ceva, nem rastros do animal.”

 

Conforme o Imasul o local não era propício para tal prática, área que possuía abelhas. “Concluímos que a ação dos órgãos fiscalizadores é de suma importância para orientação, prevenção e coibição de práticas ilegais sendo os resultados positivos no sentido de conscientizar a população sobre infrações, crimes ambientais e as penalidades aplicáveis devendo ocorrer com mais frequência para coibir a ação de infratores”, diz documento.  

Vítima de um ataque de Onça-Pintada no último final de semana, “Jorginho” alimentava o animal predador na região conhecida como “Touro Morto”, em Aquidauana, fato confirmado nesta segunda-feira (23) pelo adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Educação (Semades), Arthur Falcette.  

A afirmação acerca da causa da morte ocorreu durante entrevista coletiva na sede do 1º Batalhão da Polícia Militar Ambiental. “Uma das poucas certezas que a gente tem sobre o caso era que estava sendo feita a ceva para o animal no local e essa prática, além de ser crime ambiental, pode desequilibrar o comportamento do animal que está sendo alimentado”, afirmou Falcette.

O ataque fatal ocorreu no fim de semana, entre os dias 20 e 21 de abril, e o corpo do caseiro foi encontrado com sinais de esquartejamento na terça-feira (22). 

Proibição

Publicada em maio de 2015, a resolução destaca que “é proibida a alimentação ou ceva de mamíferos de médio e grande porte silvestres em vida livre para atrair, aumentar a chance de observação ou garantir sua permanência em determinada localidade.”

Além da alimentação, a resolução traz outros pontos determinantes para que a observação de animais silvestres ocorra de maneira segura em todo o estado. Conforme o texto, os observadores devem permanecer em silêncio de modo que não atraia a atenção ou perturbem os animais.

Caso esteja em uma embarcação, os turistas devem manter  uma distância mínima de 10 metros da margem do rio em relação aos animais em terra firme. “Nos casos em que o observador estiver em terra firme, a distância mínima para a observação será de 30 metros em relação ao animal observado, esteja ele em terra firme ou meio aquático”, diz trecho do documento.

Além da Onça-Pintada, a resolução também se aplica à observação de - Onça Parda (Puma concolor); Lobo Guará (Chrysocyon brachyurus); Cateto (Tayassu tajacu); Queixada (Tayassu pecari), e Ariranha (Pteronura brasiliensis).

Durante a observação podem ser utilizados instrumentos que permitam melhor visualização e captação de imagem tais como, máquina fotográfica, filmadora, binóculo, luneta e outros, desde que tal utilização não implique na “alteração do comportamento do animal observado à exemplo do uso de flash fotográfico.”

Nos últimos anos, alguns pesqueiros no Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul passaram a fazer uso da prática, condenada por ambientalistas, para atrair turistas.

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CAPOEIRA

Inscrições para aulas gratuitas de Capoeira Angola estão abertas na Capital

Atividades acontecerão durante as quartas-feiras e sábados, no período matutino e vespertino

12/05/2026 11h20

Divulgação

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Para quem deseja começar uma nova luta ou dança estão abertas as inscrições para aulas gratuitas de Capoeira Angola, no bairro Parque do Sol, em Campo Grande. As atividades acontecem dois dias por semana e oferece as aulas para todas as faixas etárias.

Em iniciativa para ampliar o acesso a população a atividades culturais, esportivas e expressivas em diferentes regiões da Capital, as aulas serão conduzidas pelo Mestre Pequeno. Para se inscrever é necessário enviar um email para o [email protected], informando interesse em participar das aulas.

As aulas serão conduzidas pelo Mestre Pequeno em ambos os dias. Nas quartas-feiras, as atividades acontecem em dois períodos, primeiro pela manhã, das 08h às 10h, e no período vespertino das 14h às 16h. Nos sábados a aula é matutina, das 08h às 10h. Todas as atividades são na Praça CEU, localizada na Rua Maria Del Horno Samper, nº 981.

Com a ampliação do uso de espaços públicos, a ação reúne a prática esportiva e fortalece a identidade cultural. Além de expressão cultural, a capoeira representa a resistência e valorização da cultura afro-brasileira, envolvendo música, movimento, disciplina e tradição.

O jogo de capoeira ou luta disfarçada de dança, a Capoeira Angola é a vertente mais tradicional e ancestral, com foco na musicalidade e com movimentos estratégicos rasteiros. As atividades são oferecidas para crianças, jovens e adultos.

>> Serviço

Aulas de Capoeira Angola

Quartas-feiras

Matutino: 08h às 10h
Vespertino: 14h às 16h

Sábados

Matutino: 08h às 10h.

Local: Praça CEU, Rua Maria Del Horno Samper, nº 981, bairro Parque do Sol;
Inscrições gratuitas, no e-mail: [email protected].

MATO GROSSO DO SUL

Alvo de operação, Sisep está sem comando há 42 dias

Pasta responsável por obras e tapa-buracos segue sem secretário nomeado desde a saída de Marcelo Miglioli; nesta terça-feira (12), operação do Gaeco e Gecoc cumpriu mandados dentro da secretaria

12/05/2026 11h00

Secretaria de Infraestrutura de Campo Grande foi alvo de mandados do MPMS enquanto segue sem titular oficialmente nomeado

Secretaria de Infraestrutura de Campo Grande foi alvo de mandados do MPMS enquanto segue sem titular oficialmente nomeado Marcelo Victor

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A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), alvo da operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada na manhã desta terça-feira (12) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), está sem comando oficial há 42 dias em Campo Grande.

A pasta responsável pelos serviços de tapa-buracos, manutenção viária e obras de infraestrutura da Capital segue sem secretário oficialmente nomeado desde a exoneração de Marcelo Miglioli, publicada no Diário Oficial do Município em 1º de abril.

Apesar disso, no dia 30 de abril, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, afirmou que estava “satisfeita” com o trabalho desempenhado pelo então secretário-adjunto Paulo Eduardo Cançado Soares, que passou a responder interinamente pela Sisep após a saída de Miglioli.

Na ocasião, durante evento de anúncio de cerca de R$ 343 milhões em obras de asfalto para 36 bairros da Capital, Adriane indicou que a nomeação oficial de Paulo Cançado ocorreria “nos próximos dias”.

“Ele já tá lá, deu tudo certo. Está dando tudo certo, graças a Deus”, afirmou a prefeita à época.

Entretanto, até esta terça-feira (12), a nomeação oficial ainda não havia sido publicada no Diário Oficial do Município.

A saída de Marcelo Miglioli ocorreu após o ex-secretário anunciar que permaneceria à disposição do Partido Progressistas (PP) para atuar nas eleições gerais deste ano.

Operação dentro da Sisep

Sem titular oficialmente definido, a Sisep se tornou um dos alvos da operação “Buraco Sem Fim”, conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Unidade de Apoio à Investigação do CI/MPMS e 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão em Campo Grande.

Conforme divulgado pelo Ministério Público, a investigação apura a existência de uma organização criminosa suspeita de fraudar sistematicamente contratos de manutenção de vias públicas por meio da manipulação de medições e realização de pagamentos indevidos.

Segundo o MPMS, os pagamentos públicos não correspondiam aos serviços efetivamente executados, permitindo suposto desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito dos investigados, além de impactar diretamente na qualidade das vias públicas municipais.

Durante as diligências, investigadores encontraram pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo em imóveis ligados aos alvos da operação.

Em um dos endereços, pertencente a um servidor investigado, foram apreendidos R$ 186 mil em espécie. Em outro imóvel, os agentes localizaram mais R$ 233 mil em notas de real.

O MPMS aponta ainda que a empresa investigada acumulou, entre 2018 e 2025, contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões junto ao poder público municipal.

Entre os alvos da operação está o ex-secretário municipal de Obras, Rudi Fiorese, que atualmente preside a Agesul, do Governo do Estado. Policiais estiveram no apartamento dele, localizado na Rua das Garças, região central de Campo Grande.

Outro investigado preso, conforme informações iniciais, é o engenheiro Mehdi Talayeh, superintendente da Sisep e servidor que já havia sido citado na primeira fase da operação Cascalhos de Areia, deflagrada em 2023.

Investigadores também estiveram na residência do engenheiro Edivaldo Pereira Aquino, apontado como um dos responsáveis pelos serviços de tapa-buracos na Capital. No imóvel, localizado na região do Tiradentes, foram apreendidos documentos, dinheiro e um veículo oficial da Sisep.

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