Cidades

IPTU

Pagamento à vista do IPTU terá 20% de desconto até sexta (10)

Imposto poderá ser parcelado em até 12 vezes

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A Prefeitura de Campo Grande anunciou que os contribuintes terão desconto de até 20% no pagamento à vista do IPTU 2025, com prazo até 10 de janeiro.

O benefício é válido para aqueles que não possuem débitos inscritos em Dívida Ativa com a Fazenda Pública Municipal.

Parcelamento

Além do pagamento à vista, a administração municipal oferece a opção de parcelamento em até 12 vezes, com o vencimento da primeira parcela também em 10 de janeiro de 2025.

A quantidade de parcelas permitidas será definida pelo valor a ser pago:

  • Parcela única: até R$ 50 (cinquenta reais);
  • Duas parcelas: acima de R$ 50 até R$ 100;
  • Três parcelas: acima de R$ 100 até R$ 150;
  • Quatro parcelas: acima de R$ 150 até R$ 200;
  • Cinco parcelas: acima de R$ 200 até R$ 250;
  • Seis parcelas: acima de R$ 250 até R$ 300;
  • Sete parcelas: acima de R$ 300 até R$ 350;
  • Oito parcelas: acima de R$ 350 até R$ 450;
  • Nove parcelas: acima de R$ 450 até R$ 500;
  • Dez parcelas: acima de R$ 500 até R$ 550;
  • Onze parcelas: acima de R$ 550 até R$ 600;
  • Doze parcelas: acima de R$ 600.

O vencimento de todas as parcelas ocorre sempre no dia 10 do mês do pagamento. Aqueles que optarem pelo parcelamento e mantiverem os pagamentos em dia poderão obter um desconto de 50% na última parcela.

É importante ressaltar que, quando o vencimento coincidir com feriados ou fins de semana, o pagamento será prorrogado para o próximo dia útil.

Carnês

Os carnês terão cores diferentes: azul para contribuintes sem débitos e amarelo para aqueles com pendências.

Os contribuintes beneficiados com o programa IPTU Azul receberão um desconto adicional de 10%, aplicado automaticamente no sistema.

Para facilitar o acesso ao carnê, a prefeitura disponibiliza diversas opções, incluindo a emissão online através do site oficial, entrega pelos Correios, solicitação por telefone ou WhatsApp, e retirada presencial na Central de Atendimento ao Cidadão, na Rua Marechal Rondon Cândido Mariano, n° 2.655.

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LUTO

Amigos e familiares se despedem de Alcides Bernal: "combateu o bom combate"

Ex-prefeito foi velado e enterrado no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Campo Grande

13/07/2026 17h45

Enterro ocorreu por volta das 16h07min, no Cemitério Jardim das Palmeiras

Enterro ocorreu por volta das 16h07min, no Cemitério Jardim das Palmeiras GERSON OLIVEIRA

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Velório e sepultamento do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, foi marcado por emoção, sentimentalismo e comoção.

A despedida ocorreu das 11h às 16h, no Cemitério Jardim das Palmeiras, localizado na avenida Tamandaré, número 6934, vila Nasser, em Campo Grande.

Enterro ocorreu por volta das 16h07min, no Cemitério Jardim das PalmeirasEx-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, era amigo de Bernal. Foto: Gerson Oliveira

Aproximadamente 120 pessoas compareceram ao velório, entre 13 horas e 16 horas, para se despedir do ex-prefeito. Amigos relembraram a trajetória pessoal, profissional e política de Bornal e lamentaram a sua passagem.

Ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, relembrou seus últimos momentos e conversas com Bernal, quando o visitou no Presídio Militar enquanto esteve preso.

“Vi e falei com ele questão de 40 dias atrás no presídio. Por três oportunidades eu estive com ele, visitando ele no presídio. Conversamos um longo tempo. Estava com dificuldade de respiração, estava com dor no peito. Ele combateu o bom combate, guardou a fé e hoje a gente se despede dele”, disse.

Enterro ocorreu por volta das 16h07min, no Cemitério Jardim das PalmeirasAdvogada, Jacqueline Hildebrand Romero, amiga de Bernal. Foto: Gerson Oliveira

Advogada, Jacqueline Hildebrand Romero, amiga de Bernal, prestou sua última homenagem e relembrou a época em que trabalharam juntos.

"Eu fui assessora dele quando ele foi vereador, os dois mandatos dele na Câmara, depois também o auxiliei na Assembleia. Quando ele criou a Secretaria da Mulher, eu fui a primeira secretária da Mulher de Campo Grande e auxiliamos ele na nossa gestão com a criação da Casa da Mulher Brasileira. Além da política, a gente tinha uma relação familiar, [ele era] muito bem-vindo na família do meu pai. Uma vez ou outra ele ia também até meu escritório conversar, a gente sempre teve esse diálogo Ele era uma pessoa extremamente educada, uma pessoa que gostava demais de ajudar o próximo. A gente conheceu o lado humano, o lado pessoal do Bernal, que era extremamente delicado, respeitador, uma pessoa de uma conduta rigorosa com as coisas que ele ia fazer, tanto no trato com as pessoas quanto na profissão", comentou.

Publicitária, Márcia Scherer, colega de trabalho de Bernal, lamentou a morte do ex-prefeito, com quem conviveu profissionalmente por seis anos.

Enterro ocorreu por volta das 16h07min, no Cemitério Jardim das PalmeirasPublicitária, Márcia Scherer, colega de trabalho de Bernal. Foto: Gerson Oliveira

“Eu fui assessora do Bernal por muito tempo, fiz a campanha dele em 2012, ajudei na campanha dele para a prefeitura, ele ganhou, fui com ele para a prefeitura, houve a cassação, saí junto com ele na cassação, aí quando ele voltou, voltei com ele, aí eu assumi a superintendência de comunicação na segunda fase, fizemos a reeleição, perdemos, aí saímos com ele e fiquei com ele até 2018. No total, foram mais de seis anos, assessorando diretamente. E aí depois a gente manteve, sempre manteve o contato, sempre manteve uma certa proximidade”, comentou.

Márcia ainda citou que Bernal procurou por justiça ao longo de sua vida, mas que não conseguiu alcançá-la.

“É um sentimento que mistura tristeza, que mistura um sentimento de injustiça, porque a despeito do que aconteceu agora, o Bernal sempre procurou a justiça pelo que aconteceu com o Campo Grande. Então eu falo que ele não teve a justiça para ele, mas a justiça foi implacável contra ele. Pra mim, o Bernal era um ser humano com seus acertos, com seus defeitos, com suas qualidades, com seus erros. Para quem esteve muito próximo dele, é tudo tão injusto, tudo tão triste. No fim das contas, aparentemente a justiça sobressaiu. No geral, ele buscou a justiça e não conseguiu. Que os adversários os respeite, porque esse respeito é necessário que esteja com ele”, finalizou.

Bernal faleceu na madrugada desta segunda-feira (13), no Hospital Santa Casa, em Campo Grande, em virtude de complicações cardíacas. A causa exata da morte não foi compartilhada e deve ser divulgada nos próximos dias.

Ele passou mal no Presídio Militar no domingo (12) e foi encaminhado para o hospital, onde passou por cateterismo, mas não resistiu e morreu. Ele faleceu na véspera de seu aniversário e completaria 61 anos amanhã, 14 de julho.

HOMICÍDIO

Ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (2013-2014), matou a tiros o fiscal tributário do governo do Estado, Roberto Carlos Mazzini, em 24 de março de 2026, na avenida Antônio Maria Coelho, bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande.

Bernal disparou duas vezes contra Mazzini, no abdômen e costela, após se recusar a entregar seu imóvel, que havia sido leiloado.

O ex-prefeito flagrou, por meio de imagens de câmeras de segurança, o momento em que Mazzini entrou na casa, com auxílio de um chaveiro. Em seguida, foi até o local e matou o homem com um revólver calibre 38.
Após o crime, se entregou na Delegacia de Polícia Civil e permaneceu preso no Presídio Militar. Em 25 de março, teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva.

A disputa pelo imóvel começou em 2023, o imóvel foi ofertado por R$ 3,7 milhões, mas ninguém se interessou. Depois, o valor caiu para R$ 2,4 milhões e o fiscal tributário acabou comprando a mansão.

Mesmo após ter sido arrematado por Roberto Mazzini, Bernal se recusava a entregar a casa, levando a imbróglios judiciais.

PRISÃO

Bernal foi preso em 24 de março e, um dia depois, em 25 de março, teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva. Com isso, se tornou réu pela morte do fiscal tributário Roberto Mazzini. Bernal é cardíaco e, há cerca de um mês, o ex-prefeito tem sofrido complicações cardíacas.

Com isso, a defesa de Bernal solicitou diversas vezes prisão domiciliar alegando risco de morte súbita, mas, o juíz Aluízio Pereira dos Santos, da 1 Vara do Tribunal do Júri, negou o pedido na sexta-feira (10).

No pedido, a defesa esclareceu que Bernal tinha várias comorbidades, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e três infartos agudos do miocárdio prévios.

O pedido ainda sustentava que Bernal foi submetido à intervenção com implante de quatro stents coronarianos, sendo novamente submetido a um cateterismo cardíaco no dia 1º de julho, quando foi diagnosticado uma doença coronariana multiarterial severa.

A defesa anexou laudos, onde o médico cardiologista atestava a necessidade de repouso relativo e acompanhamento médico por, no mínimo, 30 dias. Além disso, acrescentou que o Presídio Militar Estadual não tem estrutura médica para o monitoramento que o caso de Bernal exigia.

CARDÍACO

Bernal tinha várias comorbidades, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e três infartos agudos do miocárdio prévios. Já passou por vários cateterismos e implantou quatro stents coronarianos recentemente. Em 1 de julho de 2026, foi diagnosticado com doença coronariana multiarterial severa.

LUTO OFICIAL

Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) decretou luto oficial de três dias em virtude do falecimento do ex-prefeito da Capital, Alcides Jesus Peralta Bernal.

Com isso, a bandeira do município deve ser hasteada a meio mastro, que representa o símbolo de luto.

O decreto foi publicado na tarde desta segunda-feira (13) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Enterro ocorreu por volta das 16h07min, no Cemitério Jardim das Palmeiras

falecimento

Advogado critica Judiciário por não ter concedido prisão domiciliar a Bernal

Defesa afirma que se estivesse em casa, ex-prefeito poderia estar vivo e ter oportunidade de ser julgado pelo crime de homicídio

13/07/2026 17h00

Advogado que representava Bernal em caso de homicídio critica Judiciário

Advogado que representava Bernal em caso de homicídio critica Judiciário Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O advogado Ricardo Machado Filho, que atuava na defesa de Alcides Bernal no processo por homicídio do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, criticou o Poder Judiciário por não ter revogado a prisão preventiva e concedido a prisão domiciliar ao ex-prefeito, que morreu na Santa Casa de Campo Grande na madrugada desta segunda-feira (13), aos 60 anos.

"Recebemos a notícia que nos deixou entristecidos, porque foi dado um alerta ao Poder Judiciário desde abril, desde o primeiro pedido de revogação de prisão preventiva foi comunicada a questão da saúde dele, os riscos que ele poderia sofrer, o quadro que poderia se agravar e infelizmente foi o que aconteceu", disse o advogado, durante velório de Bernal.

O advogado cita ainda que o último pedido ao Judiciário foi feito na semana passada, após o ex-prefeito sofrer um infarto, sendo anexados laudos médicos que atestatavam os problemas de saúde e informava a necessidade de repouso relativo e acompanhamento médico por, no mínimo, 30 dias.

Este pedido foi negado na última quinta-feira (9), pois o juiz considerou, entre outros pontos, que o Presídio Militar teria mais estrutura para atender uma emergência do que a residência de Bernal.

No entanto, o advogado diz acreditar que se estivesse em casa, em tratamento, ele ainda estaria vivo.

"Infelizmente ele foi devolvido ao presídio e, como é sabido, os presídios do nosso país não têm condições de abrigar situações como esta. Ele passou mal, voltou ao hospital e, infelizmente, veio a óbito nessa madrugada de domingo para segunda-feira", acrescentou Machado Filho.

A família presente no velório e sepultamento preferiu não se pronunciar, devido ao luto. Em nome deles, o advogado disse que todos estão entristecidos e indignidados pelo fato dele ter falecido sem ter a oportunidade de ter sido julgado.

O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, pronunciou Bernal por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, em júri popular, que ainda não tinha data marcada.

"O Poder Judiciário, eu acho que nessas grandes causas tem que tomar essa cautela e esse cuidado. Não é porque a causa é midiática, não é porque a causa é pública, que o Poder Judiciário tem que analisar de maneira diferenciada. Nesse caso, era um sujeito que não tinha um histórico algum de violência, era uma pessoa pública, cardíaca. Então, eu lamento muito o que aconteceu e, infelizmente, nós temos uma situação de que um acusado de um crime não foi sequer oportunizado a ele o direito de ser submetido a um julgamento", concluiu o advogado.

Falecimento

Bernal faleceu na madrugada desta segunda-feira (13), na véspera de seu aniversário. Ele teve a revogação da prisão preventiva com a concessão de prisão domiciliar humanitária negada e a defesa tentava a prisão domiciliar alegando risco de morte súbita.

O velório do ex-prefeito Alcides Bernal foi realizado no Cemitério Parque das Primaveras, localizado na avenida Tamandaré. A cerimônia teve duração de cinco horas, com o sepultamento às 16h no mesmo local.

A prefeita de Campo Grande e a Câmara Municipal decretaram luto oficial de três dias.

Homicídio

A mais recente polêmica envolvendo Alcides Bernal foi no dia 24 de março de 2026, quando ele matou o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini após se recusar a entregar seu imóvel, que havia sido leiloado.

No mês passado, o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri concluiu haver indícios suficientes de autoria e materialidade e determinou o julgamento por júri popular, que ainda não tinha data marcada.

Ele responderia pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

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