Cidades

ANASTÁCIO

Investigação sobre assassinato resulta na prisão de ex-prefeito

Operação do Gaego em busca de provas sobre assassinato de ex-vereador de Anastácio encontrou armas ilegais na casa do ex-prefeito e por isso acabou sendo detido

Continue lendo...

Nove dias depois do assassinato do ex-vereador Wander Alves Meleiro, o Dinho Vital, de 40 anos, uma operação de policiais e promotores do Gaeco foi às ruas de Anastácio e Aquidauana na manhã desta sexta-feira (17) e deteve o  ex-prefeito de Anastácio, Douglas Melo Figueiredo (PSDB), que está sendo investigado por suposto envolvimento no crime. 

Conforme as apurações iniciais, o juiz Luciano Pedro Beladelli havia autorizado mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Douglas Figueiredo, mas os investigadores acabaram encontrando uma pistola e duas espingardas, além de munições, na casa do ex-prefeito, que pretende entrar na disputa pelo comando do Executivo de Anastácio neste ano, e por isso ele acabou sendo detido. 

A operação também teve como alvo os dois policiais militares diretamente envolvidos no assassinato, o sargento Valdeci Alexandre da Silva Ricardo e o cabo Bruno César Malheiros dos Santos, que foram afastados de suas funções policiais depois da morte do ex-vereador.

Em seu despacho, o magistrado deixou claro que os mandados são buscar possível provas que possam comprovar que ocorreu um crime político.

O mandado foi para "coletar provas relativas à prática do crime de homicídio qualificado, por meio da apreensão de vestígios físicos ou digitais localizados, por exemplo, em cadernos, agendas, anotações avulsas, extratos, dispositivos eletrônicos, servidores, redes ou serviços de armazenamento em nuvem de qualquer espécie, quando houver suspeita que contenham material probatório relevante para as investigações; sem prejuízo, obviamente, de eventuais instrumentos caracterizadores de crime". 

Dinho foi assassinado a tiros na noite do dia 8 de maio depois de um desentendimento e um tumulto envolvendo o ex-prefeito e o ex-vereador em uma comemoração pelos 59 anos de Anastácio, cidade a 130 quilômetros de Campo Grande. Conforme a versão oficial, o ex-vereador teria deixado a festa e retornou armado. 

E, ao ser abordado pelos PMs, que não estavam fardados, teria se negado a entregar a arma  e reagiu. Por isso, acabou atingido pelos policias, conforme a versão apresentada por eles. Uma arma foi encontrada no local onde teria ocorrido a suposta troca de tiros. 

Com as buscas determinadas nesta sexta-feira, os investigadores tentam descobrir algum indício de que o ex-prefeito tenha, de alguma forma, influenciado os PMs, que estariam no local para fazer sua segurança pessoal, a fazerem os disparos contra o ex-vereador. 

MANIFESTAÇÃO

Na noite desta quarta-feira, cerca de 500 pessoas participaram de uma manifestação no centro de Anastácio cobrando agilidade da Polícia Civil na investigação do assassinato. Segundo testemunhas do crime, Dinho teria sido espancado e morto com dois tiros nas costas 

A confusão na festa começou depois de o atual prefeito de Anastácio, Nildo Alves (PSDB), anunciar Douglas como pré-candidato pelo partido. E por conta disso é que os investigadores suspeitam que o crime tenha ocorrido por motivações políticas, uma vez que Dinho também pretendia entrar na disputa pela prefeitura, mas pelo Partido Progressista.

Cotidiano

Ministro da Educação defende EAD apesar de novas limitações

Na Câmara, Camilo Santana também falou das universidades paradas e afirmou que greve só é necessária quando não há diálogo

12/06/2024 20h00

Ministro da Educação, Camilo Santana

Ministro da Educação, Camilo Santana Lula Marques/ Agência Brasil

Continue Lendo...

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o governo Lula (PT) não é contra o ensino a distância, na contramão de suas ações e posicionamentos até o momento. A declaração foi dada durante sessão da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (12).

Na última sexta-feira (6) o MEC (Ministério da Educação) publicou uma portaria que suspende a criação de novos cursos de graduação 100% a distância".

"Não somos contra o ensino a distância, não. [Mas] É preciso um novo marco regulatório para isso. A medida que tomamos agora nessa portaria foi não permitir mais a criação de novas vagas de licenciatura que sejam 100% a distância", disse.

Até o dia 10 de março de 2025, o MEC planeja revisar os instrumentos de avaliação de cursos de graduação na modalidade a distância.

A fala de Camilo vem na contramão do que foi exposto até o momento pelo governo. Desde 2023, o ministro já manifestava a intenção de proibir cursos para professores com 100% da carga horária nesses moldes, como foi estabelecido pela portaria.

De acordo com o Censo do Ensino Superior de 2022, o mais recente, a formação de professores em licenciaturas a distância concentra 81% dos ingressantes. Esse modelo atende parcela da população que mora em regiões distantes e não conseguiria fazer cursos totalmente presenciais.

Desde a recomendação de que a carga-horária dos cursos de licenciatura fosse reduzida a somente 50% de aulas online, com a obrigação de a outra metade ser feita de modo presencial, associações que representam o ensino superior a distância no país foram contra a definição. O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou as novas diretrizes em março, e as regras foram homologadas pelo MEC.

Ao longo da sessão, Camilo também falou sobre a greve dos servidores de instituições de ensino federais que já dura cerca de 90 dias. Para o ministro, o ato de greve só é necessário quando não há diálogo, ao que ele disse não ser o caso do governo Lula.

Na porta da comissão, servidores da educação protestaram, tentado entrar e acompanhar a sessão. De acordo com o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), o presidente da comissão, Nikolas Ferreira (PL-MG), barrou a entrada de manifestantes.

O ministro também foi questionado sobre o que será feito para a retomada de aulas e calendário de estudantes no Rio Grande do Sul atingidos pela tragédia com as chuvas.
 

 

*Informações da Folhapress 

Regime de Urgência

Câmara dos Deputados dá "sinal verde" para punir vítimas de estupro

O projeto de lei criminaliza a vítima de estupro, imputando o crime de homicídio com pena de 20 anos de prisão, caso o aborto seja feito acima de 22 semanas

12/06/2024 18h47

Divulgação Câmara dos Deputados

Continue Lendo...

Em regime de urgência, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16), a tramitação do Projeto de Lei 1904/24, que criminaliza a vítima de estupro, caso faça aborto acima das 22 semanas, com punição de 20 anos de prisão por homicídio.

A PL, do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), caso passe pela Câmara dos Deputados, altera o que está previsto em lei no Código Penal Brasileiro (Artigo 128) desde 1940, conhecida como aborto legal, que autoriza a interrupção nas seguintes situações:

  • Caso a gravidez coloque em risco a vida da gestante;
  • de estupro (tido como "aborto humanitário");
  • feto anencefálico.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), tem feito fortes críticas ao projeto por meio de sua rede social, X (ex-twitter), no Plenário, em sessões anteriores chegou a dizer que caso passe, irá afetar diretamente crianças que são vítimas de estupro. 

Usando como base estudos em que mais de 60% das vítimas de violência sexual são menores de 14 anos, nestes casos, a parlamentar explicou que a família só percebe a gravidez em estágio avançado.

"Criança não é mãe, e estuprador não é pai", enfatizou Sâmia. 

 

 

 

Outro lado

Por sua vez, o autor do requerimento de urgência, o deputado Eli Borges (PL-TO) que é coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, saiu em defesa da aprovação ao projeto, embasado em fundamentalismo religioso, dando o tom que deve ser seguido pela bancada da bíblia.

 "É assassinato de criança literalmente, porque esse feto está em plenas condições de viver fora do útero da mãe", disse.

A Constituição Federal, diz que o Brasil é estado laico. Outro fator, que gerou debate com o projeto, é a criminilização da vítima - que sofreu com a violência e pode ter que responder a Justiça. 

A pena para crime de estupro é de 10 anos. Caso o projeto passe, a vítima receberá a punição em dobro se comparado a pena para o criminoso.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).