Cidades

CAMPO GRANDE

Justiça dá 5 dias para prefeitura ter planejamento dos novos Conselhos Tutelares

A prefeitura foi intimada a entregar não só uma data, mas também planilhas com previsão da implementação e do funcionamento dos 6º, 7º e 8º novos Conselhos Tutelares

Continue lendo...

Após os conselheiros tutelares, eleitos em outubro deste ano em Campo Grande, exigirem a criação dos três novos Conselhos Tutelares, assunto alvo de discussão na Câmara e de Ação Cível Pública, Juiz de MS deu cinco dias para a prefeitura apresentar um parecer sobre a implementação das unidades necessárias. 

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (14), assinada pelo juiz Mauro Nering Karloh, acatando uma liminar do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Além disso, a prefeitura foi intimada a entregar não só uma data, mas também planilhas com previsão da implementaç ão e do funcionamento dos 6º, 7º e 8º novos Conselhos Tutelares, em um prazo de dez dias. 

Em nora, a Prefeitura informou que ainda não foi intimada oficialmente sobre a ação ou a decisão.

"Na hipótese de haver nova decisão ou ação, o Município tomará as medidas processuais adequadas, no prazo oportuno, a partir da intimação oficial. De todo modo, ainda há prazo em curso e julgamento da apelação a ser realizado", diz a nota.

  

Relembre 

No dia 30 de novembro, os conselheiros eleitos já temiam não conseguir tomar posse, devido a não criação das três novas unidade, data em que compareceram à Câmara para cobrar dos vereadores a aprovação da lei. 

No entanto, nesta data, os parlamentares afirmaram que ainda aguardavam que o texto fosse enviado pelo Executivo.

As novas unidades foram anunciadas em abril, mas o projeto de lei ainda não foi encaminhado para votação na Câmara Municipal de Campo Grande.

Atualmente, a Capital conta com cinco conselhos, são eles: 

  • 1º Conselho Tutelar Sul Região Urbana do Anhanduizinho
  • 2º Conselho Tutelar Norte Região Urbana do Prosa e Segredo
  • 3º Conselho Tutelar Centro Região Urbana do Centro e Imbirussu
  • 4º Conselho Tutelar Região Urbana do Bandeira
  • 5º Conselho Tutelar Região Urbana do Lagoa

Com os novos três, as unidades devem atender a todas as regiões, algo essencial, considerando que há anos o município já atua com a metade dos Conselhos necessários.

O município possui uma população estimada em 916.001, conforme levantamento mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que deve haver, em cada município, até uma unidade do Conselho Tutelar para cada 200 mil habitantes. 

Posteriormente, no dia 1º de dezembro, a prefeitura garantiu que os três novos conselhos tutelares prometidos no início do ano serão instalados na Capital. 

Entretanto, o projeto de lei ainda não havia sido enviado pelo executivo aos vereadores, que cobraram celeridade da prefeitura. 

Nesta mesma data, em nota, a Secretaria de Assistência Social (SAS) informou que o estudo técnico das áreas de abrangência dos três novos conselhos já estava concluído e que estaria sendo realizada a busca de imóveis para implantação das novas unidades.

Passados dez dias, a prefeitura anunciou que a criação dos três novos Conselhos Tutelares prometidos para Campo Grande ficaria para o ano que vem.

Em nota, a Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov) informou que "devido à importância dos projetos, foi realizado um estudo técnico detalhado, onde também existe o quantitativo do impacto financeiro ao cofre, já que a folha de pagamento dos novos conselheiros e a construção dos Conselhos Tutelares demandaria recursos consideráveis". 

Diante da falta de previsão do executivo, o MPMS solicitou liminar com um prazo, a qual foi acatada pelo Judiciário. (Glaucea Vaccary colaborou). 

Golpe do Falso Advogado

Falso advogado engana família e golpe termina em Pix de R$ 250 mil em MS

Criminoso alegou que pagamento era necessário para liberar valores de processo judicial; transferência foi contestada junto ao banco e caso será investigado pela Polícia Civil.

11/08/2026 17h31

Caso foi registrado na Depac de Dourados após vítima transferir R$ 250 mil via Pix para golpista que se passou por advogado.

Caso foi registrado na Depac de Dourados após vítima transferir R$ 250 mil via Pix para golpista que se passou por advogado. Foto: Divulgação.

Continue Lendo...

Uma família de Dourados, na região sul de Mato Grosso do Sul, procurou a polícia após perder R$ 250 mil em um golpe aplicado por uma pessoa que se passou por advogado. O caso foi registrado na manhã desta terça-feira (11), na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), depois que a vítima realizou uma transferência via Pix acreditando que o pagamento seria necessário para liberar valores relacionados a um processo judicial.

Conforme o boletim de ocorrência, um homem de 29 anos compareceu à delegacia para relatar que o pai havia recebido uma mensagem de uma pessoa que se apresentou como sendo seu advogado.

Durante a conversa, o suposto profissional teria informado que existiam valores disponíveis em um processo judicial, mas que seria necessário realizar previamente um pagamento para que o dinheiro pudesse ser liberado.

A abordagem é semelhante à utilizada no chamado “golpe do falso advogado”, modalidade de fraude na qual criminosos entram em contato com vítimas e utilizam informações relacionadas a processos ou profissionais da advocacia para dar aparência de legitimidade à cobrança.

Pix de R$ 250 mil

Ainda segundo o registro policial, durante a troca de mensagens, o golpista encaminhou uma chave Pix vinculada ao nome de uma propriedade rural e orientou a vítima a realizar uma transferência no valor de R$ 250 mil.

Acreditando que conversava com o advogado e que o procedimento estava relacionado à liberação de recursos judiciais, o homem efetuou a operação bancária.

Somente após a conclusão da transferência a família percebeu que se tratava de uma fraude.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, o filho da vítima entrou imediatamente em contato com o gerente da instituição financeira para tentar impedir que o dinheiro fosse definitivamente perdido.

De acordo com o boletim de ocorrência, o banco realizou a contestação da transferência feita via Pix. O registro, porém, não informa se o valor chegou a ser bloqueado ou recuperado.

Após o contato com a instituição financeira, a família foi orientada a procurar a polícia e formalizar a denúncia.

Caso será investigado

A ocorrência foi registrada na Depac de Dourados como fraude eletrônica e será investigada pela Polícia Civil.

A apuração deverá buscar identificar quem entrou em contato com a vítima, a origem das mensagens e o responsável pela chave Pix utilizada para receber os R$ 250 mil.

O caso também deverá esclarecer de que maneira o autor teve acesso às informações utilizadas para convencer a vítima de que estava em contato com seu verdadeiro advogado.

Golpes desse tipo exploram principalmente a confiança entre clientes e profissionais da advocacia. Os criminosos costumam apresentar supostos pagamentos, taxas ou despesas como condição para a liberação de indenizações ou outros valores relacionados a ações judiciais.

Diante de contatos semelhantes, a orientação é não realizar transferências imediatamente e confirmar qualquer solicitação financeira diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo, utilizando números de telefone e canais de comunicação já conhecidos pelo cliente.

Como funciona o golpe do falso advogado

No golpe do falso advogado, criminosos podem utilizar informações disponíveis em processos judiciais para identificar as partes envolvidas e tornar a abordagem mais convincente.

Em alguns casos, os golpistas também usam nomes, fotografias e outras informações de advogados encontradas na internet e nas redes sociais para se passar pelos profissionais que representam as vítimas.

A abordagem geralmente começa com uma notícia positiva. O criminoso afirma que houve uma decisão favorável em determinado processo e que existe uma quantia disponível para recebimento.

Logo depois, porém, solicita uma transferência para o pagamento de supostas custas, taxas, impostos ou despesas necessárias para a liberação do dinheiro.

Outra estratégia recorrente é criar um sensode urgência, alegando que o pagamento precisa ser realizado imediatamente para que a vítima não perda o direito de receber o valor. A pressão para realizar transferências em curto espaço de tempo deve ser encarada como sinal de alerta.

Diante de uma solicitação desse tipo, a recomendação é não fazer pagamentos nem fornecer dados bancários antes de confirmar a informação.

A vítima deve interromper a conversa e entrar em contato diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo por meio de um telefone que já conheça, evitando utilizar números enviados durante a abordagem suspeita.

Mesmo fotografias, áudios ou chamadas de vídeo não devem ser considerados, isoladamente, como garantia de que o contato é verdadeiro.

Em caso de dúvida, especialmente quando houver pedido de transferência de valores, a confirmação diretamente com o profissional responsável pelo processo ou presencialmente no escritório é uma das formas de evitar cair na fraude.

Guardiões de fogo

Operação contra fraude para obter CAC apreende armas e munições em Campo Grande

Segunda fase da Operação Guardiões de Fogo foi deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal

11/08/2026 17h15

Armas e munições foram apreendidas em Mato Grosso do Sul

Armas e munições foram apreendidas em Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / Polícia Federal

Continue Lendo...

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (11), a segunda fase da Operação Guardiões de Fogo, que tem como foco o combate à posse ilegal de armas de fogo obtidas mediante fraude no processo de concessão de registro de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). Em Campo Grande, foi cumprido um mandado de busca e apreensão.

Durante o cumprimento da medida judicial, foram apreendidas armas de fogo, munições, documentos e outros materiais relacionados.

De acordo com a PF, investigações apontaram que o suspeito teria utilizado documentos inaptos durante a fase de concessão do registro, burlando os requisitos legais exigidos para a aquisição e para a manutenção de armas de fogo.

O registro de CAC exige o cumprimento de critérios rigorosos, como idoneidade, capacidade técnica e avaliação psicológica. O uso de documentos falsos, conforme a Polícia Federal, enfraquece o controle sobre armas e pode facilitar o acesso de criminosos a armamentos.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Guardiões de Fogo foi deflagrada no dia 9 de julho, em Campo Grande. 

Na ocasião, a Policia Federal apreendeu cerca de 300 munições, duas pistolas calibre 9 mm e um fuzil .22 de um suspeito que estaria com documentos da concessão de CAC irregulares. 

Segundo as investigações, o homem teria utilizado documentos não considerados aceitos para obter o registro, burlando os requisitos legais exigidos para a aquisição e a manutenção de armas de fogo. 

Em fases anteriores da Operação, em Belo Horizonte, a Polícia Federal prendeu um homem em flagrante no dia 22 de junho. O suspeito também teria apresentado documentos falsos para conseguir a autorização para compra de armamentos. 

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram duas pistolas, 130 munições e materiais relacionados a outros crimes. 

O homem mantinha as armas em um endereço diferente do que consta no cadastro, o que configura irregularidade, segundo a polícia.

CAC

O Certificado de Registro da Polícia Federal dá o direito a Caçadores, Atiradores e Colecionadores à compra de munições facilitada, permissão para caçar legalmente o javali, transporte de armas e munições em todo o país, aquisição de um maior número de armas e a possibilidade de adquirir armas de calibres restritos.

Além disso, os detentores do registro também têm a possibilidade de adquirir armas diretamente das fábricas com preços vantajosos, podem importar armas e deslocar-se com suas armas para atividades de caça, tiro desportivo e competição. Também é autorizada a compra de munições e insumos em maiores quantidades.

Quem possui o registro não pode andar armado. É autorizado apenas a posse da arma, mantendo em casa ou no local de trabalho e o trânsito para locais de treino, abate ou exposição, com a arma obrigatoriamente sem munição e em maleta própria. 

Entre os itens obrigatórios para se tornar CAC e obter o registro próprio, estão:

  • Ter no mínimo 18 anos completos e 25 anos para aquisição de arma de fogo;
  • Não possuir antecedentes criminais incompatíveis com a atividade de CAC, como condenações por crimes dolosos ou contra a segurança pública;
  • Não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal;
  • Apresentar aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, comprovada por meio de avaliação psicológica realizada por psicólogo credenciado pela Polícia Federal;
  • Apresentar os documentos obrigatórios (documento de identificação, certidão de antecedentes criminais, comprovante de ocupação lícita, comprovante de residência);
  • Realizar o pagamento da taxa de registro junto ao Exército, de R$ 100 e outras taxas obrigatórias. O valor total pode chegar a R$ 3,5 mil.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).