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Justiça obriga Inep a apresentar redação do Enem com nota alterada

Justiça obriga Inep a apresentar redação do Enem com nota alterada

folha.com

07/01/2012 - 07h00
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A Justiça Federal de São Paulo divulgou nesta sexta-feira que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) está obrigado a apresentar uma cópia autenticada da prova de redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que teve sua nota alterada.

Mais três estudantes conseguem direito à revisão de nota no Enem
Estudante recorre à Justiça e consegue revisão de nota no Enem

O aluno, que recebeu zero na redação, conseguiu na Justiça, pela primeira vez desde o novo formato do Enem, a revisão de sua nota.

Conforme divulgado pela coluna Mônica Bergamo, o estudante, inconformado por ter tido a prova anulada sob o argumento de que fugiu do tema, recorreu aos tribunais com a ajuda de sua escola, a Lourenço Castanho, em São Paulo.

Após a revisão, a nota passou de zero para 880 pontos (o valor máximo é 1.000 pontos).

"Não obstante a ausência de previsão de vista da prova dissertiva em um exame de cognição sumária, típica desta fase processual, aparentemente houve algum equívoco pois segundo o rascunho apresentado do caderno de questões o impetrante não se encaixaria nas hipóteses de anulação da prova, quais sejam, se houvesse impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação", afirmou a juíza federal substituta Luciana Jacó Braga, na decisão do dia 28 de dezembro.

Após a determinação para que o órgão apresentasse a cópia da prova no prazo de cinco dias, a Procuradoria Federal do Inep encaminhou à Justiça Federal em São Paulo um pedido de reconsideração da decisão.

No documento, do dia 30 de dezembro, o instituto informa que houve "ocorrência de erro material quando da correção das provas de alguns alunos participantes do Enem, dentre as quais a redação do próprio impetrante, que teve sua prova devidamente corrigida e a nota consequentemente alterada".

No Rio de Janeiro, a Justiça Federal concedeu a outros três estudantes o direito de terem acesso à redação corrigida do último Enem e a possibilidade de uma nova avaliação do desempenho.

Fim das Bets

Governo mira 5 mil bets enquanto milhares de apostadores enfrentam prejuízos em MS

Ofensiva nacional já determinou bloqueio de 2.387 sites; em Campo Grande, 32,5 mil pessoas foram identificadas como apostadoras on-line

29/09/2026 15h57

A partir do dia 6 de outubro todos os aplicativos e site de bets deverão sair do ar, em todo o Brasil

A partir do dia 6 de outubro todos os aplicativos e site de bets deverão sair do ar, em todo o Brasil Foto: Paulo Ribas/arquivo

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Enquanto Mato Grosso do Sul já contabiliza milhares de pessoas envolvidas com apostas on-line, o governo federal intensificou a ofensiva contra plataformas irregulares. Até esta terça-feira (29), foram indicados para derrubada 5.209 domínios relacionados a apostas, dos quais 2.387 já tiveram o bloqueio determinado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O número ganha dimensão local diante do levantamento publicado pelo Correio do Estado neste mês, que identificou 32,5 mil moradores de Campo Grande como apostadores on-line. O contingente corresponde a 3,35% da população da Capital e é superior à população de 63 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

A ofensiva também mira a divulgação das bets nas redes sociais. Até agora, foram removidas 300 páginas do Facebook e 90 perfis do Instagram usados para promover ou facilitar o acesso a apostas irregulares. O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), iniciou nesta terça-feira ações para retirar conteúdos relacionados às bets ilegais do TikTok.

No Telegram, a operação alcançou 1.014.722 membros e usuários de canais, grupos e perfis relacionados às plataformas irregulares. Também foram notificados 186 aplicativos para retirada das lojas da Apple e do Google até 6 de outubro.

Outras oito grandes plataformas: Google, Meta, YouTube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord  receberam notificações para retirar publicidade de apostas irregulares do ar no prazo de dez dias.

Apostas e prejuízos

O avanço da fiscalização ocorre em meio a sinais dos impactos do mercado de apostas em Mato Grosso do Sul. Segundo levantamento anterior do Correio do Estado, mais de 300 sul-mato-grossenses buscaram ajuda do SUS em apenas seis meses por problemas relacionados às apostas.

Outro levantamento do jornal identificou 11 processos judiciais envolvendo apostadores que alegam ludopatia. Juntos, os casos movimentaram mais de R$ 22,7 milhões nas plataformas, enquanto as perdas relatadas chegaram a aproximadamente R$ 1,7 milhão.

Em um dos casos, um morador de Campo Grande movimentou cerca de R$ 9,5 milhões em apostas ao longo de três anos e acumulou perda aproximada de R$ 715,7 mil.

Os números mostram que a ofensiva contra as plataformas não se restringe ao bloqueio de endereços na internet, mas atinge um mercado que já tem alcance expressivo entre os consumidores sul-mato-grossenses.

Publicidade

A ação conjunta do MJSP e do Ministério da Fazenda ocorre no âmbito da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa em território nacional.

A Secretaria Nacional de Direitos Digitais indicou 1.386 domínios, enquanto a Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, apontou outros 3.823.

A Polícia Federal também investiga crimes relacionados ao mercado ilegal de apostas. Entre março de 2023 e agosto de 2026, foram realizadas 12 operações, com pelo menos 73 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão. Os pedidos de sequestro de bens e recursos registrados nessas ações somam aproximadamente R$ 4,17 bilhões.

As investigações envolvem organizações suspeitas de operar apostas ilegais e crimes associados, como lavagem de dinheiro.

Operação Obstructio

Advogado de delegado é preso por suspeita de vazar operação

Amilton Ferreira de Almeida, advogado de defesa do delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa, ex-titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), preso no último dia 24

29/09/2026 15h45

Amilton Ferreira de Almeida, preso nesta terça-feira (29)

Amilton Ferreira de Almeida, preso nesta terça-feira (29) Foto: Reprodução / Instagram

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Amilton Ferreira de Almeida, advogado de defesa do delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa, ex-titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), preso no último dia 24, também foi preso temporariamente por 30 dias, suspeito de vazar informações sigilosas da operação realizada na última semana.  

A ação batizada de "Obstructio" foi realizada na manhã desta terça-feira (29) por agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS), desdobramento da Operação Infiltrados, que culminou na prisão do delegado na última quinta-feira. 

Conforme divulgado pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS), a operação cumpriu um mandado de prisão e dois de busca e apreensão na Capital. 

Ainda nas primeiras horas da manhã, agentes do Gaeco estiveram na altura do número 1.200 da rua 14 de julho, no Centro de Campo Grande, local de alguns escritórios de advocacia. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou as diligências.

Vazamentos

O Ministério Público frisou, em nota, que já existem evidências materializadas de que houve uma comunicação criminosa durante a ação da última semana, e que Amilton teria atuado justamente para dificultar o cumprimento das medidas judiciais. 

Deflagrada pelo Gaeco em conjunto com as corregedorias das polícias Civil e Militar na última quinta-feira, a investigação apura suspeitas de tráfico de drogas e outros crimes que envolviam integrantes das forças de segurança pública. 

Durante a primeira fase foram expedidos ao todo 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão para cumprimento em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Balanço divulgado pelo MPMS já indicou que, até então, já haviam sido cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

As investigações que culminaram na prisão do delegado começaram em outubro de 2025 no decorrer das operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado.

O grupo é investigado por um esquema de desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, especialmente cocaína, o que levou à prisão de Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa na última semana. 

Uma das suspeitas é de que parte dos entorpecentes apreendidos não fosse incluída nos registros oficiais. A investigação também apura a retirada de drogas armazenadas em depósitos de delegacias.

Os entorpecentes desviados seriam posteriormente repassados a traficantes ligados ao grupo e recolocados no mercado ilegal.

Colaboraram Leo Ribeiro e Alicia Miyashiro**

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