Cidades

50 mil lesados

Justiça tenta bloquear R$ 300 mi, mas encontra R$ 223 mil de ligados a Mineworld

Ação sobre prejuízo financeiro tramita na 2ª Vara de Direitos Difusos

RODOLFO CÉSAR

15/05/2018 - 15h22
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Em processo que tramita na Justiça Estadual de Mato Grosso do Sul para apurar prejuízo causado pela Mineworld a mais de 50 mil pessoas, a tentativa de bloquear R$ 300 milhões não foi bem sucedida. Depois de buscas, foram encontrados com 11 réus R$ 223.895,39. A ação corre na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande.

No começo do mês, o juiz David de Oliveira Gomes Filho havia determinado o bloqueio de até R$ 300 milhões em bens dos investigados.

A empresa multinacional Mineworld está no foco do processo. Ela prometia rendimentos altos a partir da suposta mineração de bitcoins (criptomoedas) no Paraguai. A sede da Mineworld era em Campo Grande.

"A ordem de bloqueio de dinheiro, restou parcialmente cumprida. Foram bloqueados R$ 223.895,39 das contas dos requeridos indicados na emenda à inicial", informou o juiz em despacho dado no dia 10 de maio. Esse montante foi transferido para conta única do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

No mês passado, logo a após a Operação Lucro Fácil, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em Campo Grande e São Paulo, o magistrado já tinha tornado indisponíveis valores semelhantes das empresas Bit Pago e Bit Ofertas, além da própria Minerworld, bem como de mais sete pessoas, entre elas Cícero Saad, que seria um dos chefes da organização.

“[Os suspeitos teriam participado] fosse atuando como fiadores, fosse atuando como sócios de fato (laranjas) da Minerworld, fosse atuando como sócio formal da empresa Bit Pago, fosse atuando como mentores do negócio, ou fosse organizando redes significativas de participantes no alegado esquema de pirâmide que deram um impulso ao projeto lesivo ao consumidor, auferindo, com isto, grandes lucros por estarem no topo da pirâmide de investidores”, consta na decisão do início de maio.

PIRÂMIDE

As mineradoras Minerworld e Bitpago Soluções de Pagamento, ambas com sede em Campo Grande, e BitOfertas Informática, localizada na Capital e também na cidade de São Paulo, foram Alvos da Operação Lucro Fácil, deflagrada no dia 17 de abril pelo Gaeco pela prática de pirâmide financeira por meio da suposta mineração de bitcoins.

Ao todo são mais de 50 mil vítimas no Brasil. Somente da Bit Ofertas, foram bloqueados  R$ 1.369.330,71. Também houve bloqueio de mais R$ 70 mil em mais cinco contas. Cícero, um dos chefes do esquema milionário, declarou como único bem, de forma suspeita, uma moto Honda CG 125 Fan KS preta, 2011, avaliada em R$ 4,1 mil.

*Colaboraram Eduardo Miranda e Renan Nucci.

vigilância

Campo Grande passa a ter três novos locais monitorados por câmeras de segurança

Novos pontos de videomonitoramento foram escolhidos por terem alto fluxo de pessoas e veículos, o que pode atrair condutas que comprometem a ordem pública

03/08/2026 12h31

Novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população

Novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população Foto: Divulgação

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O sistema integrado de videomonitoramento, operado pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) em conjunto com a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes), foi expandido para três novos locais em Campo Grande.

De acordo com o Executivo Municipal, a cobertura foi expandida para a Rua 14 de Julho e para os acessos ao Aeroporto Internacional e ao Terminal Rodoviário. 

Os novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população.

Conforme a prefeitura, nestes três locais, o alto fluxo de pessoas e veículos atrai condutas que comprometem a ordem pública, como furtos ao comércio, atuação de transporte clandestino de passageiros e retenções de tráfego causadas por estacionamento irregular e paradas em fila dupla. 

"A expansão da rede de câmeras prioriza o combate imediato à criminalidade e a preservação de vidas no trânsito, atuando de forma preventiva para inibir atos ilícitos e destravar os gargalos viários", diz a prefeitura, em nota.

Como funciona

A tecnologia instalada nas ruas funciona sob o comando direto de profissionais qualificados e não opera de forma automatizada.

A partir de uma central de controle, agentes de trânsito e de segurança acompanham as transmissões em tempo real, avaliando o comportamento nas vias e o fluxo de pessoas. 

Ao identificar um veículo trancando a passagem de ambulâncias ou obstruindo a via principal, por exemplo, o agente analisa a situação na tela e adota as medidas cabíveis baseadas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Da mesma forma, movimentações suspeitas na área central acionam rapidamente as equipes de segurança. 

A estratégia com a ampliação da vigilância eletrônica tem foco central estabelecer a proteção do cidadão, a redução de sinistros e a construção de um ambiente ordenado, onde a população sinta segurança para caminhar, consumir e transitar livremente.

PRISÃO

Vídeo: a caminho de Campo Grande, Neno Razuk é entregue à PF em Corumbá

Neno Razuk foi preso por ingresso e permanência irregulares em território boliviano

03/08/2026 12h00

Neno Razuk foi preso pela polícia boliviana

Neno Razuk foi preso pela polícia boliviana Reprodução

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O ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) está preso na Delegacia da Polícia Federal de Corumbá após ser detido na divisa com Puerto Quijarro, pela Polícia Boliviana, neste domingo (2). De acordo com as informações divulgadas pelo site Diário Corumbaense, o ex-parlamentar seguia de carro em direção a Santa Cruz de la Sierra.

De acordo com o delegado da PF de Corumbá, Estevão Baesso, Neno Razuk foi entregue à Polícia Federal por volta da meia-noite, na divisa que liga os dois países.

Após ser preso, Razuk foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) para exame de corpo de delito.

O advogado de Neno Razuk confirmou a prisão do ex-deputado estadual e disse que ainda aguarda a decisão da Polícia Federal. "Até o momento, não temos informações sobre quando ocorrerá a chegada dele a Campo Grande". 

Neno Razuk foi preso por ingresso e permanência irregulares em território boliviano. Ele é um dos réus em investigação decorrente da Operação Successione, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.

Em denúncia apresentada pelo MPMS, o ex-deputado, familiares e outros investigados são apontados como integrantes de uma estrutura criminosa que teria atuado na exploração de jogos de azar no Estado.

Após o MPMS suspeitar que Neno teria deixado o Brasil, o órgão ministerial solicitou que ele fosse inserido na lista vermelha de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

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