Cidades

FORAGIDOS

Lista com oito procurados tem megatraficante, sequestrador de avião e Dr. PCC

Entre os mais conhecidos estão Gerson Palermo, que esteve envolvido recentemente no sequestro da filha, e Antônio Joaquim Mendes, do "clã Mota"

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O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) atualizou a lista do "projeto captura", referente aos criminosos foragidos e de alta periculosidade de Mato Grosso do Sul. Entre os nomes mais conhecidos, estão o Gerson Palermo, envolvido no sequestro de um Boeing, no ano de 2000; e Motinha, traficante de Ponta Porã que contratou serviços paramilitares. 

A lista conta com oito nomes: Osmar Pereira da Silva (Branco), Antônio Joaquim Mendes Gonçalves da Mota (Motinha), Gerson Palermo, Cleber Laureano Rodrigues Medeiros, Ricardo de Souza (ou Luis Carlos dos Santos), Tiago Vinicius Vieira (Dourado), Phillypi Junior Nunes Matos, Ronaldo Gonçalves Martinez (R7). Confira o perfil dos procurados.

Gerson Palermo

Famoso criminoso no Estado, Gerson Palermo ficou conhecido durante o sequestro de um Boeing 737-200, da extinta Vasp, em 2000. Em abril de 2020, Palermo deixou o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, onde cumpria pena superior a 126 anos de prisão, pela porta da frente.

Foi beneficiado, em plena pandemia de Covid-19, por um habeas corpus concedido pelo desembargador aposentado Divoncir Schreiner Maran. A suspeita da Polícia Federal é de que magistrado tenha vendido a decisão judicial que pôs o megatraficante nas ruas. Desde aquele dia, Gerson Palermo nunca mais foi visto.

A última vez que esteve no noticiário foi quando sua filha foi sequestrada, em outubro de 2025, e ela mesma colocou a culpa do ocorrido no próprio pai.

Apontado como um dos chefões do PCC no Mato Grosso do Sul, Palermo foi indicado como líder de uma rebelião, durante o dia das Mães de 2005, no presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. O motim resultou na morte de sete presos e na destruição de várias alas do complexo penitenciário. Detentos de vários presídios do interior aderiram ao motim e também promoveram uma série destruições. 

Osmar Pereira da Silva (Branco)

Investigado em várias situações de crime, Osmar, ou Branco como é conhecido, foi condenado a uma pena que totaliza 74 anos de prisão, com previsão de cumprimento final só em 2041. O indivíduo responde por roubo qualificado, furto qualificado, receptação e participação em organização criminosa.

O grupo é especializado em grandes roubos, incluindo assaltos a residências, cargas e instituições financeiras, além da encomenda de fuzis para executar as empreitadas criminosas.

Antônio Joaquim Mendes Gonçalves da Mota (Motinha)

Investigações da Polícia Federal apontam que Antônio Joaquim Mendes Gonçalves da Mota, o Motinha, figura como um dos grandes traficantes de Ponta Porã. As diligências apontam que o criminoso chegou a contratar serviços de um grupo paramilitar, com experiência de atuação em conflitos internacionais, para garantir sua segurança e de seus familiares. 

Motinha também é identificado pelas autoridades brasileiras como Dom, como se autodenominava, por conta do personagem mafioso Don Corleone, do clássico filme “O Poderoso Chefão”. 

Cleber Laureano Rodrigues Medeiros (Tubarão ou Dr. PCC)

Tubarão é acusado de homicídios brutais e ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O sujeito responde pelo assassinato de Thiago Brumatti Palermo e Marcelo dos Santos Vieira,  na tentativa de homicídio de Benjamim Pereira de Paula Santos e Fabricio Messias da Silva e no cárcere privado de Everton Larrea Negrete, em julho de 2023.

Na ocasião, integrantes da organização criminosa realizaram julgamento no "tribunal do crime". De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), as vítimas foram mortas por ordem do PCC após adulterarem uma carga de cocaína.

Thiago foi estrangulado e Marcelo, carbonizado dentro de um veículo. Dentro do veículo queimado, estavam também Benjamim e Fabricio, que conseguiram abrir o porta-malas e fugir.

Ricardo de Souza ou Luis Carlos dos Santos

O indivíduo, que utiliza dois nomes, foi condenado em 2017 à pena de 4 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão em regime fechado, além de 980 dias-multa, em processo derivado da investigação Ictus, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A ação foi responsável pela condenação de uma dezena de réus integrantes de grupo ilegal comandado de dentro de presídio.

Cabelo, como é chamado no mundo do crime, responde por atos que revelam sua participação em esquemas estruturados para ocultar valores ilícitos, como organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Phillypi Junior Nunes Matos

Foi condenado a 10 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado. Sua condenação ocorreu por tráfico de drogas e posse de armas de uso restrito. Foi preso após transportar 417 kg de pasta base de cocaína e três fuzis em uma aeronave, no município de Itaquiraí, em maio de 2022.

A sentença favorável à acusação do MPMS determinou o perdimento da aeronave e a manutenção da prisão preventiva do condenado, que está desaparecido.

Ronaldo Gonçalves Martinez, o R7

Nascido em Ponta Porã, Ronaldo tem condenação pelo Tribunal do Júri à pena de 15 anos de reclusão. Nessa ação penal, foi enquadrado em homicídio qualificado por motivo . A causa do crime é que a vítima teria agredido sua irmã. Também foi condenado pela corrupção de menores, pois havia um adolescente envolvido na morte de Alexandre Torraca.

Dono do vulgo R7,  acumula histórico criminal grave, pois não é réu primário e já cumpre pena por outros dois homicídios, porte de arma, e responde a processo por tráfico.

Além disso, Ronaldo também é alvo de mandado de prisão expedido no âmbito da Operação Blindspot, do Gaeco, que investiga o vazamento de dados sigilosos por um policial penal ao PCC, em um esquema estruturado de tráfico de drogas comandado de dentro do cárcere.

 

 

Pós-temporal

Prefeitura decreta emergência após estragos causados pela chuva na Capital

Medida tem validade de 180 dias e permite mobilização de órgãos municipais

12/09/2026 14h00

Paulo Ribas

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Dois dias depois do temporal que derrubou árvores, danificou estruturas, interrompeu o fornecimento de energia e afetou serviços essenciais, a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência. O Decreto nº 16.735, assinado pela prefeita Adriane Lopes (PP), na sexta-feira (11) e publicado em edição extra do Diogrande neste sábado (12), reconhece oficialmente os danos provocados pela tempestade e estabelece medidas excepcionais para a recuperação da cidade.

A situação de emergência tem validade de 180 dias e alcança as áreas comprovadamente afetadas pelo fenômeno classificado como Tempestade Local. O decreto determina que a extensão dos prejuízos seja detalhada em levantamento da Defesa Civil.

A medida ocorre após a Capital registrar um dos temporais mais intensos dos últimos meses. Na tarde de quinta-feira (10), rajadas de vento chegaram perto de 84 km/h, conforme registrou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ao mesmo tempo, em que informações do meteorologista Natálio Abrahão indicaram 24,4 milímetros de chuva em 28 minutos e mais de 3 mil raios em apenas 36 minutos. 

Os efeitos se espalharam pelas sete regiões da cidade. Foram contabilizados mais de 100 registros de árvores caídas até a manhã de sexta-feira, além de quedas de postes, vias interditadas, alagamentos, danos em estruturas e falta de energia em dezenas de bairros. A Prefeitura informou que 26 escolas municipais, três unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tiveram impactos provocados pelo temporal e ficaram sem aula.

O decreto considera o conjunto de ocorrências para justificar a emergência. Entre os motivos citados no documento estão danos materiais, ambientais, econômicos e sociais em imóveis, residências, comércios, equipamentos urbanos, arborização e vias, além de quedas de árvores e postes, destelhamentos e obstrução de ruas com risco à população.

A publicação deste sábado também aponta graves danos à infraestrutura de energia elétrica, incluindo postes, cabos e transformadores, com interrupção do fornecimento em diversos bairros. A falta de energia chegou a comprometer outros serviços: na sexta-feira, moradores relataram ao Correio do Estado quase 24 horas sem luz, com casos em que o desabastecimento também afetou o fornecimento de água.

O que muda com o decreto

Na prática, a declaração permite que a Prefeitura concentre e mobilize estruturas para responder aos danos. O artigo 2º autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, sob coordenação da Defesa Civil, enquanto o artigo 3º prevê atuação integrada com órgãos estaduais e federais, Corpo de Bombeiros e concessionárias.

O texto também permite a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação para atendimento das pessoas atingidas.

Outro ponto é a autorização para utilização de recursos da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip) na implantação, manutenção e recuperação da iluminação e do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA) em ações ambientais de prevenção, mitigação e recuperação. O decreto, porém, determina que a utilização desses recursos siga suas finalidades legais, a disponibilidade orçamentária e as regras de execução da despesa.

A principal medida excepcional está no artigo 6º, que autoriza a dispensa de licitação para a contratação de bens, serviços e obras necessárias à resposta e reabilitação do desastre. Isso não significa, porém, autorização irrestrita para contratações. O próprio decreto limita a dispensa ao que for necessário para enfrentar a emergência e determina justificativa, comprovação de preço de mercado e adequação do objeto. 

O decreto determina ainda que os órgãos municipais façam um levantamento detalhado dos danos provocados pelo temporal. A apuração deverá incluir infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, equipamentos, unidades de saúde, educação e assistência social, prédios públicos, residências, comércios, vias, pontes e drenagem.

Também deverão ser registrados os impactos provocados pela falta de energia e os prejuízos econômicos e sociais.

A medida dá sequência ao levantamento iniciado pela Prefeitura na sexta-feira. Na ocasião, Adriane Lopes afirmou que a decisão dependeria do relatório final dos danos. “Só vai decretar situação de emergência após relatório final”, disse a prefeita ao Correio do Estado. 

 

Operação Antidotum

Juiz mantém presa cúpula da Santa Casa por desvio de R$ 4,9 milhões

Seis investigados tiveram as prisões mantidas após audiência de custódia neste sábado; investigação apura pagamentos por serviços que não teriam sido prestados e contratos com empresas do mesmo grupo econômico.

12/09/2026 12h47

Da esquerda para a direita, Alir Terra Lima, Alessandro Dias Junqueira, Rinaldo Hakme Romano e Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, integrantes da cúpula da Santa Casa presos na Operação Antidotum.

Da esquerda para a direita, Alir Terra Lima, Alessandro Dias Junqueira, Rinaldo Hakme Romano e Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, integrantes da cúpula da Santa Casa presos na Operação Antidotum. Foto: Divulgação/Montagem Correio do Estado.

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A cúpula administrativa da Santa Casa de Campo Grande continuará presa após a operação que colocou sob investigação contratos milionários do maior hospital de Mato Grosso do Sul. Em audiência de custódia realizada na manhã deste sábado (12), a Justiça manteve as prisões dos seis investigados detidos na sexta-feira (11) durante a Operação Antidotum.

Permanecem presos a presidente da instituição, Alir Terra Lima; o diretor administrativo, Alessandro Dias Junqueira; o diretor-adjunto de Finanças, Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa; o ex-diretor de Finanças, Rinaldo Hakme Romano; a funcionária Monique Gregório de Oliveira, responsável pelo setor de prontuários; e o empresário Maurício Benites.

Benites aparece como proprietário da Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda., de Goiânia (GO), e também está ligado à Exbe Tecnologia e Serviços, empresa na qual se apresenta como CEO.

Durante a audiência de custódia, Rinaldo Hakme Romano chamou a atenção pela reação diante da situação. O ex-diretor de Finanças chorou durante o procedimento e demonstrou apreensão.

Os demais investigados, por outro lado, permaneceram calmos durante a audiência, conforme apurado pelo Correio do Estado.

A Operação Antidotum é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Até o momento, a investigação aponta prejuízo de pelo menos R$ 4,9 milhões somente em 2025, mas o valor total ainda está sendo apurado.

As prisões são preventivas e a manutenção das medidas após a audiência de custódia não representa condenação. A investigação prossegue para determinar a participação individual de cada um dos envolvidos.

Contrato de R$ 5,4 milhões para prontuários está na mira

Uma das principais frentes da investigação envolve um contrato para a digitalização de prontuários médicos da Santa Casa.

O acordo previa pagamento de R$ 1,8 milhão por ano durante três anos, o que resultaria em R$ 5,4 milhões ao final da vigência.

Segundo a investigação, entretanto, os serviços contratados não teriam sido efetivamente prestados, apesar da realização dos pagamentos. Somente no primeiro ano do contrato, o suposto desvio teria alcançado R$ 1,4 milhão.

Entre os presos está Monique Gregório de Oliveira, responsável pelo setor que, entre outras atribuições, realiza a emissão de prontuários médicos do hospital. Ela também passou por audiência de custódia neste sábado e teve a prisão preventiva mantida.

A atuação de Monique no setor responsável pelos prontuários aparece no contexto de uma das frentes investigadas, justamente relacionada à contratação do serviço de digitalização.

A responsabilidade individual da funcionária e dos demais investigados, entretanto, ainda deverá ser apurada no decorrer do processo.

Defesa enfatiza inocência de Monique

A defesa de Monique Gregório de Oliveira, representada pelo advogado Leandro Gregório, enfatiza a inocência da funcionária e nega qualquer participação dela no suposto esquema de desvio investigado na Operação Antidotum.

Segundo o advogado, Monique foi envolvida na investigação em razão da função que exerce na Santa Casa. Ela coordena o Same (Serviço de Arquivo Médico e Estatística), setor responsável pelos prontuários da instituição.

Leandro afirma que não há acusação de que Monique tenha recebido dinheiro ou obtido vantagem financeira com os contratos investigados. Conforme a defesa, o que é atribuído a ela é a assinatura de um documento que teria possibilitado o pagamento relacionado ao serviço investigado.

“Em nenhum momento, nem o Ministério Público fala que ela recebeu algum valor ou alguma coisa”, afirmou.

O advogado sustenta que a assinatura ocorreu dentro das atribuições profissionais da funcionária e que isso, segundo a defesa, não representa participação no suposto desvio.

“Isso aí foi dentro da atribuição dela. Não tem nada de envolvimento com recebimento de dinheiro ou desvio de valor”, declarou Leandro.

A defesa também destaca o resultado das buscas realizadas na residência de Monique na sexta-feira (11).

Segundo o advogado, nenhum documento relacionado à Santa Casa teria sido encontrado no imóvel, e a investigada entregou seus dispositivos eletrônicos aos responsáveis pelo cumprimento da medida.

“Não encontraram documento da Santa Casa, nada. Ela entregou o celular”, disse o advogado.

Leandro acrescentou que Monique permanece “tranquila” e “serena” e aguarda as medidas que serão adotadas pela defesa para tentar deixar a prisão.

R$ 9,6 milhões foram pagos a grupo de empresas

Somente em 2025, aproximadamente R$ 9,6 milhões teriam sido pagos a essas empresas. Os investigadores calculam que as irregularidades relacionadas a esses contratos provocaram prejuízo mínimo de R$ 3,5 milhões à instituição.

As empresas teriam ligações com integrantes da administração da Santa Casa e estavam registradas no mesmo endereço. Durante a apuração, porém, os investigadores constataram que o imóvel indicado como sede estava desocupado.

Somados os R$ 1,4 milhão relacionados ao contrato de digitalização aos R$ 3,5 milhões de prejuízo mínimo apontado no segundo núcleo, chega-se aos R$ 4,9 milhões identificados até esta etapa da investigação.

O valor não é definitivo e pode aumentar conforme novos contratos, pagamentos e documentos sejam analisados.

Informações teriam sido escondidas da fiscalização

Outro ponto investigado é como contratos e pagamentos de valores milionários teriam avançado sem conhecimento dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Segundo o MPMS, contratos, pagamentos e prestações de contas teriam sido sistematicamente ocultados dos órgãos de controle, entre eles o Conselho Fiscal da própria Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

A investigação tenta esclarecer não apenas o destino dos recursos, mas também os mecanismos que teriam permitido que os pagamentos fossem realizados sem a correspondente fiscalização.

Operação atinge Santa Casa em meio à crise

As prisões ocorrem em um momento particularmente delicado para a Santa Casa de Campo Grande. O hospital enfrenta uma grave crise financeira e vem discutindo dificuldades para manter serviços essenciais diante da falta de recursos.

A situação ganha peso porque a instituição ocupa posição estratégica na rede de saúde de Mato Grosso do Sul, principalmente no atendimento de média e alta complexidade, recebendo pacientes de Campo Grande e de municípios do interior.

A investigação sobre possíveis desvios milionários surge justamente quando a administração vinha alertando para dificuldades financeiras e para o risco de comprometimento de serviços oferecidos pelo hospital.

Com a prisão da presidente e de integrantes das áreas administrativa e financeira, o vice-presidente Heitor Scheibeler assumiu a linha de frente da instituição para garantir a continuidade da administração.

Apesar da operação, os atendimentos aos pacientes já internados e às pessoas com procedimentos agendados foram mantidos normalmente, conforme informações divulgadas pela Santa Casa.

Hospital também enfrenta pedido de intervenção

A crise administrativa ocorre paralelamente a uma discussão que já chegou à Justiça. Uma ação civil pública pede uma intervenção temporária na Santa Casa, com a nomeação de um administrador provisório ou de uma junta interventiva pelo período inicial de 180 dias.

O pedido também prevê o afastamento temporário da presidente e da diretoria financeira dos poderes de gestão. A intervenção, entretanto, ainda é uma medida solicitada à Justiça e não deve ser tratada como determinada.

Com a Operação Antidotum, a situação da Santa Casa passa a reunir, ao mesmo tempo, uma crise financeira, questionamentos sobre a gestão, um pedido de intervenção e uma investigação criminal que alcançou integrantes do primeiro escalão administrativo.

A apuração do Gaeco e do Gecoc continua para esclarecer o destino dos recursos, verificar a extensão das supostas irregularidades e individualizar a conduta de cada investigado.

As prisões preventivas não significam condenação, e os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

 

 

 

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