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CIDADE MORENA

Mais 17 radares começam a multar nas ruas de Campo Grande a partir desta quinta (27)

Equipamentos passam a aplicar multas em 37 vias da Capital, sendo 16 radares e uma lombada eletrônica, após outros 25 já estarem multando desde o dia 18

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Termina hoje (26) o período de mais uma fase educativa sobre os novos radares em Campo Grande, com 17 outros equipamentos passando a multar a partir de quinta-feira (27) na Cidade Morena. 

Vale lembrar, essas ativações acontecem após a troca na gestão sobre os equipamentos registradores de infrações, já que desde 2018 o serviço estava nas mãos do Consórcio Cidade Morena, que anotou o máximo de aditivos permitidos no período, sete no total, que somaram R$54.820.284,75.

Sendo que esse próximo passo para finalmente firmar uma nova contratação de empresa para controlar os radares foi dado quase 350 dias após o vencimento do contrato original de radares, batizado de "Consórcio CG Segura" o grupo em questão, que venceu a licitação que previa até 50 milhões de reais, pela proposta de R$47.994.235,00 ainda em 18 de agosto, é formado pelas seguintes empresas: 

  • Serget Mobilidade Viária,
  • Mobilis Tecnologia,
  • Meng Engenharia Comércio e Indústria e
  • Energy Tecnologia de Automação

Ou seja, além de estarem encarregadas pela troca de todos os equipamentos registradores de infrações, as empresas do Consórcio CG Segura deverão fornecer a devida plataforma de gestão de dados, mais: central de monitoramento; sistema de análise e inteligência de imagens veiculares e de processamento de registros de infrações de trânsito nas vias e logradouros públicos.

A partir desta quinta-feira (27) em Campo Grande, 17 equipamentos passam a aplicar multas em 37 vias da Capital, sendo 16 radares e uma lombada eletrônica, tratando-se já da segunda leva de novos radares em pleno funcionamento, com toda a operação tendo início ainda em 04 de novembro. 

Outros 25 novos radares já começaram a multar há exatamente uma semana, como bem acompanha o Correio do Estado estando localizados nos seguintes pontos: 

  • Rua Ceará – próximo ao viaduto Sen. Italívio Coelho (N–S)
  • Av. Ver. Thyrson de Almeida x Av. Graciliano Ramos (B–C)
  • Av. Gury Marques, 3203 – Universidade Anhanguera (C–B)
  • Av. Gury Marques, 3203 – Universidade Anhanguera (B–C)
  • Av. Pres. Ernesto Geisel, 5701 (B–C)
  • Av. Nelly Martins x R. Pernambuco (B–C)
  • Av. Ver. Thyrson de Almeida – próximo ao nº 210 (C–B)
  • Av. Ver. Thyrson de Almeida – próximo ao nº 498 (B–C)
  • Av. Fernando Corrêa da Costa, 1800 (C–B)
  • Av. Gabriel Del Pino – próximo ao nº 803 (sentidos O–L e L–O)
  • Av. Manoel da Costa Lima, 2334 (NO–SE)
  • Av. P. Heráclito – Jd. das Figueiras – próximo à R. Horácio (C–B e B–C)
  • Av. Manoel da Costa Lima, 2234 (L–O)
  • Av. Pref. Lúdio M. Coelho x R. João P. Pedrossian (N–S)
  • Av. Júlio de Castilho – oposto ao nº 810 (B–C)
  • Av. Pref. Lúdio Martins Coelho x R. Petrópolis (B–C e C–B)
  • Av. Afonso Pena x Av. Arq. Rubens Gil de Camilo (C–B e B–C)
  • Av. Noroeste x R. Ana América (B–C)
  • Av. Dr. Olavo V. de Andrade x R. Ramalho Ortigão (O–L e L–O)
  • Av. Afonso Pena, 2326 x Rua Rui Barbosa (sentido Centro)

Com isso, a ideia da Agetran é voltar a multar os campo-grandenses faltando aproximadamente um mês e meio para a tradicional virada de ano, já que os dados de arrecadação da Pasta mostram que sem os radares e lombadas e suas respectivas penalizações, a Capital deixa de contar com cerca de R$3 milhões mensais.

Campanha tímida

Se comparada com a última "força-tarefa" para conscientizar os campo-grandenses sobre a troca de radares, a atual campanha educativa em curso se mostrou muito mais "tímida". 

Diferente das faixas que foram anteriormente penduradas para avisar sobre as trocas de radares que aconteceram entre 2018 e 2019 - que cortavam as vias com o anúncio acima dos carros, para despistar os ares que suspeitavam de uma "indústria da multa" -, as novas sinalizações aparecem bem mais "tímidas" pela Capital. 

Logo abaixo é possível notar um comparativo que escancara a diferença entre as "fases educativas", com o registro à esquerda feito na manhã de quarta-feira (05/11) pelo repórter fotográfico Marcelo Victor, de uma placa que possui menos de 1x1 metro quadrado, ao lado da sinalização colocada na Avenida Costa e Silva, próximo ao Terminal Morenão, em julho de 2019.

Reprodução/Arquivo/Correio do Estado

Antes disso, por exemplo, até mesmo os três radares que foram instalados em dezembro de 2018 também tiveram o dito período em "caráter educativo", quando instalados equipamentos de fiscalização eletrônica nas ruas Manoel da Costa Lima, na altura do número 1.404, em ambos os sentidos da pista e na avenida Gury Marques, próximo a rua Taboão da Serra, sentido bairro-centro.

Com a Cidade Morena aos poucos sendo retomada pelos equipamentos, vale lembrar que, esses novos fiscalizadores voltam aos mesmos pontos costumavam multar o campo-grandense, sendo que no dia 06 de agosto foi realizado o teste dos novos radares para Campo Grande, que durou apenas 24 horas mas foi o suficiente para flagrar casos de alta velocidade, conversão em local proibido e paradas indevidas, nos seis pontos que serviram para avaliar as fiscalizações futuras pelas vias da Capital.

Novela das multas ilegais

Desde o fim do contrato anterior, a Prefeitura Municipal foi consultada a respeito da legalidade das multas aplicadas, entre outros assuntos, com dúvidas que não foram sanadas, inclusive com ação recentemente movida pelo vereador Marquinhos Trad, para tentar anular aproximadamente 320 mil infrações registradas no período. 

Houve inclusive liminar, do Juiz de Direito, Flávio Renato Almeida Reyes, pedindo para que Campo Grande "parasse com a aplicação de penalidades decorrentes desses aparelhos de fiscalização, e de cobrar multas eventualmente aplicadas" -, que foi posteriormente derrubada. 

As multas porém seguiram sendo aplicadas, já que para seguir com os pagamentos ao antigo consórcio e manter os serviços em funcionamento enquanto não havia uma nova empresa para tocar os radares, através da Agetran o Executivo formalizou dois "Termos de Reconhecimento de Dívida" de aproximadamente R$2,5 milhões cada, somando R$5.093.167,19. 

Já em 26 de setembro, há exatamente uma semana, o desembargador Amaury da Silva Kuklinski concedeu decisão parcial em favor do município de Campo Grande, barrando a liminar que havia determinado a suspensão das multas aplicadas sem um contrato vigente. 

Em outras palavras, com essa decisão, as multas do período de um ano - que chegaram a ser suspensas -voltaram a valer, enquanto a própria questão contratual seguiu para análise do Tribunal de Contas e do colegiado do TJMS.

Por outro lado, o TJMS manteve o sentido da liminar quanto à ordem de cessação do pagamento das chamadas "confissões de dívidas", com as partes possuindo cerca de mais uma semana de prazo agora para responder ao recurso, em conformidade com o Código de Processo Civil.

 

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assassinato

Homem invade convento no PR, mata freira de 82 anos e diz que 'vozes' ordenaram

Crime ocorreu no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, no município de Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná

22/02/2026 17h15

Foto: reprdoução

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Uma freira de 82 anos foi morta asfixiada na tarde deste sábado, 21, após um homem invadir o Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, no município de Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. A vítima foi identificada como Nadia Gavanski. O suspeito, de 33 anos, foi preso em flagrante pelo assassinato.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), uma equipe da Polícia Militar (PM) foi a primeira a chegar ao local e encontrou a religiosa caída no chão, com as roupas parcialmente retiradas e sinais evidentes de agressão física. A freira teria tentado se defender do suspeito durante o ataque.

Uma fotógrafa que registrava um evento no convento relatou à polícia que foi abordada pelo suspeito logo após o crime. Ele apresentava nervosismo, roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Disse que trabalhava no local e que tinha encontrado a freira já caída. Desconfiada, a testemunha gravou parte da conversa de forma discreta e pediu que outras pessoas acionassem socorro e a PM. Nesse intervalo, o homem deixou o convento.

Com base no vídeo gravado pela fotógrafa, os policiais identificaram o suspeito, que já tinha antecedentes por roubo e furto. Ele foi localizado em casa. Ao perceber a aproximação da PM, tentou fugir e resistiu à abordagem com socos e chutes, mas foi contido pelos militares. Questionado, admitiu ter assassinado a freira. A defesa do suspeito não foi localizada.

Suspeito confessa crime

Na delegacia, o homem confirmou que passou a madrugada consumindo crack e bebida alcoólica. Disse ainda que ouviu vozes ordenando que matasse alguém e, por isso, pulou o muro do convento com a intenção de tirar a vida de uma pessoa. Segundo o relato, ao ser abordado pela freira, afirmou que trabalhava ali. Diante da desconfiança da religiosa, ele a empurrou. Quando ela caiu e começou a gritar, colocou os dedos na boca da vítima para provocar asfixia.

"Ele negou ter golpeado diretamente a cabeça dela, embora tenha admitido que ferimentos cranianos possam ter ocorrido durante a queda. Negou, ainda, qualquer ato de violência sexual contra a vítima ou intenção de subtrair objetos", informou a Polícia Civil ao Estadão.

A polícia afirmou, contudo, que a circunstância de a vítima estar com as roupas parcialmente retiradas será analisada após a conclusão dos laudos periciais, para verificar eventual crime sexual.

Uma das irmãs do convento contou que, depois do almoço, a freira costumava ir até o local onde o crime aconteceu para alimentar galinhas.

O homem foi autuado por homicídio qualificado, com indícios de motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência à prisão. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário. A Polícia Civil segue investigando o caso

Mais de 50 anos dedicados à religião

Em nota, o Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada lamentou a morte de Nadia Gavanski e informou que a irmã dedicou 55 anos à vida religiosa. A entidade disse ainda que ela foi vítima "de um ato de violência injustificável".

"Informamos que a instituição está colaborando plenamente com as autoridades de segurança pública para que as circunstâncias deste trágico homicídio sejam esclarecidas e a justiça seja feita", diz trecho do comunicado.

A cerimônia de despedida será realizada na tarde deste domingo, 22, em Prudentópolis (PR).

campo grande

Áudio com ataque à umbanda gera investigação por intolerância religiosa

Mãe de adolescente que frequentava terreiro gravou áudio dizendo que a religião é "do demônio" e que a decisão sobre a religião do filho deveria caber a ela

22/02/2026 17h00

Inquérito é conduzido pela Deops

Inquérito é conduzido pela Deops Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Uma mulher foi denunciada à Polícia Civil por intolerância religiosa, após enviar áudios a uma mãe de santo com ofensas à religião da umbanda, em Campo Grande. O caso foi registrado no dia 5 de maio de 2025, mas o inquérito policial segue em andamento.

A denúncia foi feita pela vítima, que é zeladora de umbanda. Conforme relato da mulher, o áudio foi encaminhado por um adolescente de 15 anos, que é frequentador do terreiro.

No áudio, a mãe do adolescente teria dito: "Vocês são filhos do demônio, essa religião não é para Deus". A ofensa é proferida em uma conversa com outra pessoa, identificada como a avó do jovem.

A denunciante não soube dizer se a mulher tinha ciência de que a conversa estava sendo gravada.

Durante o diálogo, a mulher declarou ainda não querer que o filho frequentasse o terreiro, alegando que a decisão sobre a religião do adolescente deveria ser dela, demonstrando ainda descontentamento com o horário em que o filho permanecia nas reuniões religiosas.

Na denúncia, a zeladora afirma que os encontros ocorrem das 19h às 21h.

Por fim, a mãe do adolescente volta a dizer que não quer que o menino frequente o local por considerar que "a religião é do diabo".

O áudio foi apresentado pela vítima na Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops) e juntado ao inquérito.

Após ser intimada por oficial de Justiça para prestar esclarecimentos, a investigada passou a se mostrar mais compreensiva em relação à religião do filho e à prática religiosa da mãe de santo, segundo a denunciante.

No entanto, a mulher ainda não prestou depoimento e não há sua versão sobre o caso. A oitiva delas está marcada para o dia 11 de março, na Deops, ainda na fase do inquérito policial. Caso ela não compareça, será considerado crime de desobediência.

Na última sexta-feira (20), a delegada pediu dilação de prazo, devido à necessidade de diligências para a análise e conclusão do inquérito. O caso está sendo investigado como injúria qualificada pela religião.

Intolerância religiosa

A intolerância religiosa é crime no Brasil, tipificado no Artigo 208 do Código Penal (ultraje a culto e impedimento/perturbação de cerimônia) e pela Lei nº 7.716/1989 (Lei Caó), que equipara a discriminação religiosa ao crime de racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível.

As penas incluem detenção de um mês a um ano ou multa, podendo aumentar com violência. 

No caso em questão, o caso foi tipificado como injúria qualificada pela religião, prevista no § 3º do artigo 140 do Decreto-lei nº 2.848, que dispõe que é crime injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, "se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência".

Em caso de condenação, a pena varia de um a três anos de reclusão e multa.

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