Cidades

"Errei"

Mais Louco do Brasil diz que estava "vivendo a vida" após levar quatro multas e fugir da polícia

Segundo o boletim de ocorrência, Juliano Ferro realizava manobras que colocava a vida de pedestres em risco e só se apresentou aos agentes quando entrou em sua residência

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O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), voltou a causar polêmica nas redes sociais após ser flagrado no último domingo (6) sendo perseguido pela Polícia Militar na Avenida Brasil, no centro da cidade, a 290 quilômetros de Campo Grande. Nas redes sociais, o prefeito reconheceu o erro e afirmou que estava "vivendo a vida".  

Autointitulado "prefeito Mais Louco do Brasil", Ferro foi alvo dos agentes por colocar pedestres e outros motoristas em risco ao fazer uma arrancada brusca com um Dodge Challenger vermelho, veículo vindo de Ponta Porã. 

De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da PM fazia rondas pela Avenida Afonso Navarri Filho na tarde de ontem (6) quando avistou o veículo realizando manobras, passando a acompanhá-lo por vias da região central.

Ainda conforme o documento, o motorista só se apresentou quando entrou em uma residência na Avenida João Euzébio Sobrinho e fechou o portão eletrônico. Somente aí, se dirigiu aos agentes com os documentos pessoais e foi identificado como Juliano Ferro. Ele também apresentou os documentos veicular, mas não autorizou a entrada dos agentes na sua residência. 

A Polícia Militar aplicou quatro multas ao condutor e registrou boletim de ocorrência. 

Nas redes sociais, o prefeito afirmou que reconheceu que estava errado e ainda parabenizou a Polícia Militar pelo trabalho. No entanto, justificou a atitude dizendo que fazia parte da sua personalidade e que estavam "cuidando" da sua vida.

"Estou em todas as notícias, de novo, dessa vez por sair 'cantando pneu' de um carro meu. Não é bonito, eu sei, mas eu quero falar para aqueles que me criticam: eu sou verdadeiro, eu sou isso aqui, sempre fui e não vou mudar. Não é a primeira vez que acontece isso e provavelmente não vai ser a última. Minhas contas estão pagas, meu trabalho está sendo feito, meu compromisso com minhas filhas estão em dia, e você que me critica, se você não vive a sua vida, eu vivo. Estou errado, vou responder à Justiça, está tranquilo. Mas, se você não viveu, eu vivo a vida", afirmou em seu perfil. 

Nos comentários, é possível ver apoiadores do prefeito, enaltecendo a atitude e a "sinceridade". 

"Tá certo, além de prefeito você tem uma vida pra viver do seu jeito", diz um comentário. 

Por outro lado, há também quem não se agradou do posicionamento de Juliano, inclusive por ser uma figura pública. 

"Você é um exemplo para não ser seguido, só caindo no conceito", diz outro. 

 

 

 

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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