Cidades

INFRAESTRUTURA

Manobra da K-Infra em leilão da Rota da Celulose leva ANTT a endurecer regras

Agência mudou formas de habilitação após controvérsia que derrubou empresa e redefiniu padrões para futuras concessões

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A disputa administrativa e judicial que resultou na perda da concessão da Rota da Celulose pelo Consórcio K&G para o Consórcio Caminhos da Celulose criou um novo paradigma nas concessões de infraestrutura no Brasil.

A manobra que permitiu que a K-Infra – uma das integrantes do Consórcio K&G, com o Fundo de Investimento Galápagos – usasse atestados de capacidade técnica antigos em leilões recentes agora não é mais permitida.

Foi justamente essa estratégia que possibilitou à K&G, já envolvida em disputa judicial e administrativa com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) por descumprimento do contrato de concessão de rodovias no Estado do Rio de Janeiro, vencer o leilão da rodovia sul-mato-grossense.

Agora, a ANTT exige, em seus leilões de concessão, atestados de capacidade técnica emitidos há, no máximo, 12 meses antes do certame. Para participar do leilão da Rota da Celulose, realizado em 8 de maio, a K-Infra apresentou um atestado de 2021, emitido pela ANTT, atestando seus serviços na Rota do Aço, no Estado do Rio de Janeiro.

Ocorre que, menos de um mês depois, em 2 de junho, a ANTT decretou a caducidade do contrato de concessão da K-Infra na rodovia fluminense, justamente pelas razões opostas às que a empresa, integrante do Consórcio K&G, deveria comprovar para operar a rodovia sul-mato-grossense.

Na Rota do Aço, no Rio de Janeiro, a empresa apresentou falhas na manutenção e atrasos em obras, o que resultou na suspensão da cobrança de pedágio e na gestão do trecho pelo DNIT.

Esse foi o motivo que levou o Consórcio Caminhos da Celulose, liderado pela XP Investimentos, a recorrer administrativamente contra a decisão que havia habilitado o Consórcio K&G.

A segunda colocada saiu vitoriosa e, recentemente, foi habilitada a operar a Rota da Celulose, conjunto de rodovias federais (BRs 262 e 267) e estaduais (MSs 040, 338 e 395).

“Não havia histórico em leilões da ANTT de cobrança de atestados de capacidade técnica dentro de um prazo determinado, até porque as empresas que se candidatavam tinham muitas outras concessões e várias opções para atestar sua capacidade técnica”, explica a titular do Escritório de Especial de Parcerias Estratégicas (EPE), Eliane Detoni, seor que foi o responsável pelo projeto da Rota da Celulose.

“Agora, diante do que ocorreu neste processo envolvendo a Rota da Celulose, tanto a ANTT quanto outras agências passaram a exigir atestados de capacidade técnica com validade de até 12 meses”, afirma o Procurador do Estado e consultor jurídico do EPE, Carlo Fabrizio Campanile Braga.

Atualmente, a K-Infra ainda tenta retornar à concessão da Rota da Celulose, mas desta vez em uma ação individual, sem o Fundo Galápagos.

A empresa, que já perdeu a Rodovia do Aço no Estado do Rio de Janeiro, não tem mais nenhuma outra concessão rodoviária para comprovar sua capacidade e, por isso, é vista, nos bastidores, como uma empresa incapaz – ao menos no momento – de cumprir contratos de concessão.

Nos leilões realizados após o da Rota da Celulose, como os de rodovias nos Estados de Goiás e Paraná, a exigência de atestados recentes passou a ser adotada.

ROTA DA CELULOSE

Após o Consórcio Caminhos da Celulose ser habilitado pelo EPE para administrar o grupo de rodovias da Rota da Celulose, o próximo passo é o arrolamento de bens que serão transferidos para a gestão da empresa liderada pela XP.

A expectativa é que, tão logo esses bens sejam arrolados – a secretária do EPE prefere não estabelecer prazos –, o contrato de concessão seja assinado e o consórcio passe efetivamente a administrar a rota.

Em setembro, o governador Eduardo Riedel, em entrevista ao Correio do Estado, afirmou preferir que o arrolamento ocorra antes da assinatura do contrato, e não depois, como ainda ocorre em outras concessões.

O motivo é que a Rota da Celulose inclui rodovias federais delegadas ao governo de Mato Grosso do Sul para posterior repasse ao concessionário.

Qualquer atraso nesse processo de transferência poderia levar o governo estadual a responsabilizar-se pelas BRs 267 e 262 caso o início da operação pelo consórcio se atrasasse.

INVESTIMENTO

A Rota da Celulose será uma concessão de 30 anos, que prevê investimentos de R$ 10,1 bilhões. As obras previstas incluem 115 quilômetros de duplicações, 245 quilômetros de terceiras faixas, 12 quilômetros de vias marginais em perímetros urbanos, 22 passagens de fauna, além de trevos e novos acessos.

As rodovias também passarão a contar com 100% de acostamento. O pedágio nas pistas será do tipo free flow e deve começar a ser cobrado 13 meses após a empresa assumir a concessão.

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"vapor teimoso"

'Pods' e 'vapes' eram vendidos em aplicativo de mensagem em Campo Grande

Polícia Federal desarticula esquema de contrabando e comercialização na Capital do MS dos proibidos cigarros eletrônicos

26/05/2026 12h12

tanto a importação, comercialização e propaganda deste tipo de produto está proibida desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

tanto a importação, comercialização e propaganda deste tipo de produto está proibida desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Batizada de Operação Vapor Contumaz - adjetivo utilizado para classificar algo insistente e "teimoso” -, a ação da Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (26) busca desarticular um esquema criminoso que vendia esses populares "pods" através de aplicativos de mensagens na Capital do Mato Grosso do Sul. 

Conforme divulgado pela PF, os agentes cumpriram hoje um total de dois mandados de apreensão, mas a ação envolveu também o bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens móveis e imóveis e até mesmo a suspensão das atividades de empresa utilizada no esquema criminoso.

Nesse esquema criminoso, organizado para manter uma atuação contínua e estruturada, envolvendo o corpo dessa empresa formal para viabilizar essa venda de produtos de origem estrangeira. 

Ainda, segundo a PF, todos esses itens seriam introduzidos no Brasil de forma irregular, caracterizando, em tese, também o crime de contrabando, já que os produtos também são proibidos pois, vale lembrar, tanto a importação, comercialização e propaganda deste tipo de produto está proibida desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Ainda assim, esse grupo executava vendas através de aplicativos de mensagem, com entrega combinada com os compradores para dificultar a localização e identificação desses produtos ilícitos. 

Cigarros eletrônicos em MS

Apesar da proibição desde 2009, já em 2024 o Mato Grosso do Sul aparecia na segunda colocação do ranking de usuários de cigarro eletrônico, o que já passava a levantar preocupações das autoridades. 

Dados da Anvisa apontam que, ao final de 2024, 14,9% dos jovens de 18 a 24 anos em Mato Grosso do Sul são usuários do cigarro eletrônico.

Em março deste ano o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados de 2024 da Pesquisa Nacional da Saúde Escolar (PeNSE), mostrando Mato Grosso do Sul como o maior índice no Brasil de adolescentes que já haviam experimentado os populares "pods" ou "vapes". 

Entre as ações estratégicas do Governo do Estado aparece o  Programa Saúde na Escola (PSE), ação executada na Rede Estadual de Ensino (REE), com orientações diretas aos alunos sobre os riscos do uso dos cigarros eletrônicos 

O chamado "Protocolo de 5 Ações", lançado em maio de 2024 pela Secretaria de Saúde, é outro desses exemplos de orientações - dadas diretamente aos municípios nesse caso - para  enfrentamento à comercialização e consumo desses produtos.

 

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IMUNIZAÇÃO

Drive-thru de vacinação supera 10 mil doses previstas

Após nove dias, ação encerrou no último domingo (24) e ultrapassou a meta de imunização; vacinas seguem disponíveis para toda a população nas unidades de saúde de todo o Estado

26/05/2026 11h15

Arquivo Correio do Estado / Noysle Carvalho

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou nesta terça-feira, que a estratégia de vacinação contra a Influenza por drive-thru ultrapassou as 10 mil doses que estavam previstas inicialmente. A modalidade aconteceu no Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), no centro de Campo Grande.

O funcionamento ocorreu durante a semana e aos finais de semana desde o dia 16 de maio. Em entrevista ao Correio do Estado, o gerente de Imunização Frederico Moraes relatou que o planejamento era de aplicar 800 a 1 mil doses por dia ao longo dos finais de semana, e a média de 700 doses diárias de segunda a sexta-feira.

A imunização aconteceu com objetivo de facilitar o acesso a população, após a liberação da vacina para todos os públicos e registrou 10.130 pessoas imunizadas durante os dias da ação, que encerrou no último domingo (24).

Com duas modalidades, a drive-thru e para pedestres, a estrutura contou com apoio de 20 funcionários da equipe de saúde com coleta de dados e aplicação da dose, além da participação de equipes do CBBMS na organização do trânsito e fluxo nas ruas 14 de Julho e 26 de Agosto.

Conforme o Moraes, a adesão da população demonstra a importância de estratégias que ampliem o acesso a imunização, principalmente as que abrangem períodos fora do horário comercial, quando as pessoas possuem maior disponibildiade para ir até o local.

“A Influenza pode evoluir para casos graves, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades. O drive-thru amplia o acesso e permite que mais pessoas consigam se vacinar de forma rápida e segura. A grande procura registrada durante a mobilização reforça a conscientização da população sobre a importância da imunização”.

A vacina é considerada a principal forma de prevenção contra os riscos que a gripe pode causar e reduz as chances de agravamento em caso de contaminação, como internação e óbitos.

Apesar da modalidade drive-thru ter encerrado, a vacinação contra a Influenza segue disponível em todo o Estado e para toda a população a partir dos 6 meses de idade. As secretarias dos municípios devem manter ações de vacinação nas unidades de saúde para ampliar a cobertura vacinal.

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