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MS tem o maior índice no País de adolescentes que já experimentaram cigarro eletrônico

Desde 2018, o uso do cigarro eletrônico cresceu 600% no Estado, segundo dados da Anvisa e do IBGE

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Mato Grosso do Sul apresentou números expressivos de adolescentes em idade escolar (13 a 17 anos) que já fizeram uso ou experimentaram cigarros eletrônicos. A Pesquisa Nacional da Saúde Escolar (PeNSE) de 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 48,2% dos estudantes nesta idade já fizeram uso dessa forma de tabaco. 

Em 2024, o Estado registrou cerca de 169.939 estudantes de 13 a 17 anos. Assim, o percentual mostra que, pelo menos, 81,9 mil adolescentes já experimentaram os chamados "vapes" ou "pods", que são dispositivos que aquecem um líquido contendo nicotina e substâncias tóxicas para serem inalados.

O resultado coloca Mato Grosso do Sul com o índice mais alto entre os estados brasileiros. 

O maior consumo desses cigarros é feito por meninas, sendo 50,4% das entrevistadas. Também é predominante o uso em estudantes da rede pública (49,6%) com relação aos estudantes da rede privada (38%). 

O consumo dos cigarros eletrônicos também predomina entre os jovens de 18 a 24 anos no Estado, sendo observado em 14,9% dos entrevistados pela Anvisa em 2024, correspondente a aproximadamente 31 mil pessoas. 

Além disso, Mato Grosso do Sul tem a segunda maior taxa de consumo do cigarro eletrônico do País, com 4% da população analisada (aproximadamente 31 mil pessoas) consumindo o produto. 

Os dados das pesquisas da Anvisa e do IBGE mostram um aumento de 600% no número de usuários desse tabaco desde 2018, quando havia apenas 0,7% de consumidores em todo o Estado.

A venda do dispositivo já é proibida pela Anvisa desde 2009 por conter substâncias prejudiciais à saúde como nicotina, metais pesados e compostos cancerígenos. 

Mesmo assim, Mato Grosso do Sul é o segundo Estado no ranking nacional de apreensões do cigarro eletrônico, ficando atrás apenas do estado do Paraná. Em 2023, foram 263.911 registros de cigarros confiscados no Estado. 

Tabagismo

A pesquisa também monitorou o uso ou experimentação de outros tipos de fumo, como o cigarro e o narguilé. 

Os dados apontam que 27,7% dos estudantes de 13 a 17 anos em Mato Grosso do Sul já experimentaram cigarro pelo menos uma vez. Esse índice é o segundo mais alto do País, atrás apenas do Acre. 

A prevalência é entre adolescentes que frequentam escolas públicas, de 29,2% contra 16,6% dos estudantes de escolas particulares. 

Além disso, em 2024, 16,7% dos adolescentes do Estado experimentaram o cigarro pela primeira vez aos 13 anos. Esse é o maior percentual do País. 

O uso de cigarros apresentou um aumento com relação à edição anterior, passando de 6,8% em 2019 para 8,4% em 2024 nos 30 dias anteriores à pesquisa. 

Sobre o narguilé, a experimentação entre os estudantes foi de 32,5%, segundo maior percentual entre os estados. A maior frequência no comportamento também é entre as meninas, chegando a 33,3%, contra 31,8% de meninos. 

Nacional 

A experimentação do cigarro eletrônico passou de 16,8% dos adolescentes em 2019 para 29,6% em 2024, predominantemente por meninas (31,7%) entre os escolares da rede pública (30,4%). 

Com relação ao uso recente do produto, foi observado um aumento de 300% no caso do cigarro eletrônico com relação à pesquisa anterior, passando de 8,6% em 2019 para 26,3% em 2024.

Mesmo o aumento acontecendo de forma generalizada em todas as regiões do País, o maior percentual foi observado na região Centro-Oeste (42%), seguido pela região Sul (38,3%). 

O Brasil, em conformidade com a Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde para Controle do Tabaco (CQCT/OMS), da qual o Brasil é signatário, ratifica a proibição do comércio de produtos derivados do tabaco aos menores de 18 anos. 

Além disso, a legislação brasileira proíbe a fabricação, importação, comercialização, propaganda e distribuição de cigarros eletrônicos conforme resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2024, reforçando a proibição de 2009.

PREJUÍZOS

Governo reconhece situação de emergência no interior de MS

Baixas temperaturas e chuva de granizo causaram prejuízos em área urbana e rural do município do interior; Prefeitura decretou situação de emergência e Governo de MS reconheceu nessa terça-feira

26/05/2026 12h30

Divulgação

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O Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu a situação de emergência no município de Deodapólis, após chuvas intensas que deixaram estragos por toda a cidade no último dia 16. Localizada a cerca de 264 quilômetros de Campo Grande, a cidade enfrentou chuva de granizo, que degradou casas, hospital e outros estabelecimentos.

Conforme publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira, o prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (MDB) havia decretado a situação de emergência no município por 180 dias, no dia 18 de maio, reconhecida hoje pelo Governo de MS.

O decreto foi feito após a cidade enfrentar um deslocamento de massa de ar que resultou em chuvas intensas e queda de granizo, causando estragos e destruição nas áreas rurais e urbanas, no final de semana do dia 16 de maio.

Conforme o documento, a intensidade da chuva quebrou telhas em casa e comércios durante 48h de precipitação. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) registrou cerca de 188 milímetros durante os dois dias. 

Árvores foram arrancadas com força de vento e intensidade das chuvas - Foto: Reprodução

O prejuízo na cidade contabiliza mais de 200 casas que foram destelhadas pela vetania e fortes chuvas. Além disso, o Hospital Municipal Cristo Rei ficou alagado e os atendimentos graves foram transferidos para Dourados, e os demais para o posto de saúde Santo Antônio.

A Prefeitura de Deodápolis divulgou durante a semana passada que realizou atendimentos e cadastros das famílias, além de vistorias nos locais afetados para quantificar os danos e reconstrução necessária na cidade.

Além dos danos na área urbana, de acordo com as informações divulgadas no último boletim semanal do projeto Siga-MS, da Aprosoja-MS a terceira semana de maio, em que o município registrou chuva de granizo, algumas lavouras tiveram danos significativos na produção, que seguem sendo monitoradas pelo projeto.

Com o reconhecimento e decreto do Governo Estadual foi autorizada a mobilização de todos os órgãos estaduais para atuarem nas ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução.

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"vapor teimoso"

'Pods' e 'vapes' eram vendidos em aplicativo de mensagem em Campo Grande

Polícia Federal desarticula esquema de contrabando e comercialização na Capital do MS dos proibidos cigarros eletrônicos

26/05/2026 12h12

tanto a importação, comercialização e propaganda deste tipo de produto está proibida desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

tanto a importação, comercialização e propaganda deste tipo de produto está proibida desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Batizada de Operação Vapor Contumaz - adjetivo utilizado para classificar algo insistente e "teimoso” -, a ação da Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (26) busca desarticular um esquema criminoso que vendia esses populares "pods" através de aplicativos de mensagens na Capital do Mato Grosso do Sul. 

Conforme divulgado pela PF, os agentes cumpriram hoje um total de dois mandados de apreensão, mas a ação envolveu também o bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens móveis e imóveis e até mesmo a suspensão das atividades de empresa utilizada no esquema criminoso.

Nesse esquema criminoso, organizado para manter uma atuação contínua e estruturada, envolvendo o corpo dessa empresa formal para viabilizar essa venda de produtos de origem estrangeira. 

Ainda, segundo a PF, todos esses itens seriam introduzidos no Brasil de forma irregular, caracterizando, em tese, também o crime de contrabando, já que os produtos também são proibidos pois, vale lembrar, tanto a importação, comercialização e propaganda deste tipo de produto está proibida desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Ainda assim, esse grupo executava vendas através de aplicativos de mensagem, com entrega combinada com os compradores para dificultar a localização e identificação desses produtos ilícitos. 

Cigarros eletrônicos em MS

Apesar da proibição desde 2009, já em 2024 o Mato Grosso do Sul aparecia na segunda colocação do ranking de usuários de cigarro eletrônico, o que já passava a levantar preocupações das autoridades. 

Dados da Anvisa apontam que, ao final de 2024, 14,9% dos jovens de 18 a 24 anos em Mato Grosso do Sul são usuários do cigarro eletrônico.

Em março deste ano o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados de 2024 da Pesquisa Nacional da Saúde Escolar (PeNSE), mostrando Mato Grosso do Sul como o maior índice no Brasil de adolescentes que já haviam experimentado os populares "pods" ou "vapes". 

Entre as ações estratégicas do Governo do Estado aparece o  Programa Saúde na Escola (PSE), ação executada na Rede Estadual de Ensino (REE), com orientações diretas aos alunos sobre os riscos do uso dos cigarros eletrônicos 

O chamado "Protocolo de 5 Ações", lançado em maio de 2024 pela Secretaria de Saúde, é outro desses exemplos de orientações - dadas diretamente aos municípios nesse caso - para  enfrentamento à comercialização e consumo desses produtos.

 

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