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COVID-19

Mato Grosso do Sul precisa de 360 mil doses para terceira aplicação em idosos

Dose extra está em discussão e MS pode ser a primeira unidade da Federação a iniciar aplicação

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Mato Grosso do Sul precisa de 364.488 doses de vacina contra a Covid-19 para aplicar a terceira dose em pessoas com mais de 60 anos. Esse número corresponde à quantidade de pessoas nesta faixa etária que tomaram a primeira dose ou a vacina de dose única em Mato Grosso do Sul. 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) passou a estudar a aplicação do reforço nos mais velhos após um aumento de casos e mortes constatado por meio de levantamento da Pasta. Com isso, MS quer ser a primeira unidade da Federação a iniciar a aplicação da dose extra.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, a Pasta ainda está avaliando como será feita a aplicação da terceira dose nos idosos, se será conforme a faixa etária ou os que têm comorbidades.

“Nós entendemos que é importante a discussão já da terceira dose de vacina diferente em idosos, principalmente os que têm uma faixa etária maior, ou seja, acima de 90 anos, 80 anos, ou mesmo discutir já os idosos que tenham comorbidade. É um grande número, mas entendemos que é importante fazermos essa discussão porque estamos vendo que há um acréscimo de casos em idosos vacinados, um acréscimo dos que estão em leitos hospitalares”, alegou Resende durante transmissão sobre os dados da Covid-19.

Conforme levantamento feito pela SES, desde o início da pandemia até julho de 2021, foram registrados 5.626 óbitos de idosos vítimas da Covid-19, sendo 1.801 em 2020 e 3.825 em 2021. 

Segundo os dados, a população de 60 a 69 anos teve o pico de casos registrados em abril, quando eram responsáveis por 9% do registros. Houve uma queda até junho, quando chegou a 6%, mas em julho esses números voltaram a crescer.

A faixa de idosos acima de 70 e 80 anos também registrou aumento de casos nesse período. Com isso, as mortes também tiveram uma evolução. O risco é maior para os idosos de 80 anos ou mais, em que a taxa de letalidade está em 26,9, mas chegou a cair para 18,7 em maio deste ano.

Apesar da tentativa, o governo do Estado espera que o Ministério da Saúde acrescente essa determinação no Plano Nacional de Imunizações (PNI). 

“Nós levamos essa discussão porque não queremos fazer isso isoladamente, isso tem de ser uma estratégia do Plano Nacional de Imunizações, como foi a vacinação, então nós vamos discutir isso coletivamente”, declarou o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

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POR IDADE

Para o médico infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Julio Croda, essa revacinação deve respeitar a ordem por faixa etária, já que são as pessoas mais velhas as mais suscetíveis a casos mais graves da Covid-19.

“Dos mais velhos para os mais novos. Acho que deve começar pelos idosos extremos, acima de 90 anos, e ir baixando, porque esse grupo tem uma diminuição importante da eficácia das vacinas e, portanto, um risco maior de hospitalização e óbitos”, afirmou.

Conforme o pesquisador, essa vacinação é necessária porque pessoas idosas têm uma tendência a responder menos a medicamentos por causa da idade, a chamada imunossenescência, que é o envelhecimento imunológico, que está associado ao progressivo declínio da função imunológica e ao consequente aumento da suscetibilidade a infecções, doenças autoimunes e câncer, além de redução da resposta vacinal.

“Eles têm uma queda de proteção natural para qualquer vacina, então idosos que tomaram qualquer imunizante devem receber uma terceira dose, é o que apontam os estudos”, explicou.

Ainda não há estudos que indiquem a necessidade de uma terceira dose em outras faixas etárias, segundo o pesquisador, mas ele ressalta que pessoas imunossuprimidas em geral também precisam desse reforço, já que as vacinas também perdem a efetividade nesse grupo.

INÍCIO

Em Mato Grosso do Sul, a vacinação já está sendo feita em adolescentes. Em Campo Grande, a campanha já atingiu o público de 15 anos e, como a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite a aplicação da vacina da Pfizer para jovens de até 12 anos, a estimativa é de que até a próxima semana esse público tenha sido alcançado.

Conforme o infectologista, caso isso aconteça, como não há novos grupos para serem inseridos, o início da vacinação com a terceira dose em idosos já poderia ser realizada.

Outro motivo importante para o início da aplicação da terceira dose é o fato de a variante Delta, considerada mais transmissível, poder chegar ao Estado. 

“Ainda não identificamos a Delta no Estado, não temos aumento de casos, mas ela vai circular aqui, então precisamos de uma elevada cobertura vacinal. A vacina não previne casos, mas reduz muito as internações, por isso é necessário esse reforço”, salientou.

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Instabilidade climática

Corumbá acumula 40,8 milímetros de chuva e altas temperaturas

Previsão aponta que ciclone extratropical deve atingir região pantaneira e trazer frente fria para parte de Mato Grosso do Sul

30/09/2026 12h30

Rodolfo César

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O pantanal sul-mato-grossense enfrenta instabilidades nas temperaturas e durante a tarde de ontem registrou ventos de alta intensidade, com 23 ocorrências e chuvas em diversos municípios da região.

O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (CEMTEC/MS) divulgou que as rajadas de vento em Corumbá, Capital do Pantanal, chegaram a 88,6 km/h na região de Nabileque e intensidade parecida nas outras regiões.

A Defesa Civil do município também informou que a chuva intensa que ocorreu durante o dia acumulou mais de 40 milímetros. Em apuração realizada pela reportagem, praticamente toda a cidade pantaneira teve pancadas de chuvas que duraram o dia todo.

Na região da Serra do Amolar, foram 22 milímetros das 14h às 19h de ontem, com queda de 34ºC para 22.9ºC comparando antes e depois do início da precipitação.

Nas regiões de Nhecolândia e Paiaguás, os registros foram de 10,6 e 18,8 milímetros, respectivamente, que iniciaram ainda no começo da manhã de 29 de setembro. As temperaturas na região atingiram a 15.3ºC e 22ºC durante a chuva.

E por fim, na região da Fazenda São Francisco, foram acumulados 38,8 milímetros que iniciaram às 04h e durou até às 15h.

Entre todos os registros, o período entre às 15h e às 16h é o que teve maior queda nas temperaturas, bem como também teve as rajadas de ventos mais intensos, conforme divulgou a Defesa Civil.

A instabilidade climática fez com que os termômetros marcassem a redução de 14,7ºC em aproximadamente cinco horas, e um aumento da umidade relativa do ar de 39% para 76%.

E ainda durante a última terça-feira (29), um vídeo gravado na região do Urucum, em Corumbá, registrou a formação de um redemoinho próximo ao assentamento São Gabriel e Albuquerque.

Segundo a Defesa Civil da cidade, o fenômeno é comum no local devido as condições de "calor extremo, baixa umidade do ar e solo muito aquecido e seco", que são fatores que favorecem sua formação.

O alerta realizado pela equipe é que normalmente são de curta duração, mas alguns podem ganhar intensidade e causar danos. A orientação é "manter distância e procurar abrigo seguro ao perceber a aproximação do fenômeno".

 

As alterações climáticas mantém a cidade em alerta, visto que com as 23 ocorrências de ontem devido as chuvas, hoje os estragos na região urbana, com quedas de árvores sobre casas e veículos, destelhamentos e queda de energia são reparados pelas equipes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos.

Na região de mineração, também houve queda na rede elétrica com postes que caíram junto a árvores e galhos.

Os levantamentos dos danos ainda estão em apuração pela equipe da Defesa Civil de Corumbá e segundo o superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil de Corumbá, Capitão Silvanei "é importante que qualquer situação seja informada pelos canais oficiais da Defesa Civil, para que possamos registrar, avaliar e direcionar o atendimento de forma adequada.”

Para emergências é necessário discar 199 ou informar por meio do canal oficial no WhatsApp (67) 98191-0200

Região pantaneira

Em outros municípios do Pantanal sul-mato-grossense como Porto Murtinho, Coxim, Ladário, Miranda e Aquidauana também enfretam mudanças bruscas nas temperaturas devido a pequenos e grandes volumes de chuva.

No centro de Aquidauana não foi registrado a presença de chuva durante o dia de ontem, mas ainda nesta manhã foram cerca de 1,8 milímetros, que abaixaram as temperaturas na região de 32ºC para 24ºC. O mesmo aconteceu em Ladário, na região da Base Naval com acúmulo até o momento de 6,4 milímetros de chuva.

Em Miranda o termômetro marcou 34.3ºC com queda de 7ºC durante o dia de ontem e desde à meia-noite de hoje registra pancadas de chuva que baixaram a temperatura para 24ºC no município.

Por fim, em Porto Murtinho, a mudança foi ainda mais abrupta, ontem a previsão tinha a máxima de 40.2ºC e o município chegou a atingir aos 39.3ºC.

E desde às 19h, ainda com as temperaturas em cima, iniciou uma série de pancadas de chuvas que duram até o momento e resultaram na queda da temperatura para os 22.5ºC durante pico de chuva.

Assim como em Corumbá, a cidade também teve rajadas de vento que causou danos a população. Três pessoas que estavam pescando durante a tarde tiveram dificuldade de retornar devido a intensidade dos ventos e em vídeo, os pescadores aparecem a deriva no rio após perderem o barco no vendaval.

 

Segundo o Cemtec os ventos atingiram a 61,2 km/h e 67 km/h na região da Fazenda São Luis, que também registrou 10 milímetros de chuva hoje e baixou a temperatura na casa dos 22ºC, e agora houve um aumento que atinge quase os 30º durante apenas uma manhã.

A expectativa é que apesar da destruição o acúmulo de água e umidade na região amenize parcialmente os efeitos das queimadas durante algum tempo.

Conforme a previsão a região pantaneira e parte de Mato Grosso do Sul ainda devem ser atingidos pela frente fria que avança no Estado devido à um ciclone extratropical que vem do Sul do Brasil, formado entre o Rio Grande do Sul e o país vizinho, Uruguai.

ECA DIGITAL

Após suicídio em MS, Justiça dá ultimado à plataforma Discord

Plataforma terá que cumprir decisão da Justiça sob pena de multa diária de R$ 100 mil. AGU vê falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção aos usuários

30/09/2026 12h30

Decisão judicial determina que a plataforma adote novas medidas de segurança para proteger crianças e adolescentes

Decisão judicial determina que a plataforma adote novas medidas de segurança para proteger crianças e adolescentes

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A Justiça Federal determinou, em caráter de urgência, que a plataforma Discord adote imediatamente medidas de proteção de crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A decisão é mais um desdobramento do suicídio de uma garota em Mato Grosso do Sul em julho passado.

A decisão da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal atende pedido feito pelo Governo Federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), em ação civil pública ajuizada contra a plataforma em agosto deste ano.

O pedido à Justiça integra a atuação do Governo Federal para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Nos últimos anos, o governo avançou na criação de regras, mecanismos de fiscalização, canais de denúncia e ações de investigação e prevenção de crimes online.

No caso do Discord, esse trabalho envolveu análises da operação da plataforma feitas pela Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pela Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SPDIGI/Secom). A ação atende também a demanda da Polícia Federal no combate a crimes cibernéticos.  

Na ação, a AGU sustenta que a plataforma Discord apresenta falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção aos usuários contra riscos graves, como os que culminaram na morte de uma adolescente de 13 anos no último mês de julho.

A ação civil pública pediu que a Justiça determinasse a adoção pela plataforma de uma série de medidas de segurança, como o reforço dos mecanismos de controle parental, a ampliação da cooperação com autoridades nacionais e a implantação de sistemas que consigam detectar e prevenir situações que representem riscos a crianças e adolescentes.

É exigida ainda a implementação de mecanismos específicos de detecção, avaliação e moderação de conteúdos com práticas de maus-tratos, violência, mutilação e crueldade contra animais. Foi detectado que, no âmbito da plataforma, atos de maus-tratos a animais funcionam como instrumento de coesão e escalada de violência entre os participantes de grupos radicais.

A decisão concede parcialmente a tutela de urgência e atende os principais pedidos feitos pela AGU. Confira a seguir as determinações que a Discord deverá cumprir:

Impedir a recriação de servidores, canais e comunidades removidos, inclusive por meio de novas identidades ou contas vinculadas.

Preservar por, pelo menos, seis meses registros de moderação, contas, servidores, comunidades, comunicações e notificações relacionadas aos fatos investigados.

Criar protocolo para situações de sextorsão envolvendo crianças ou adolescentes, com comunicação às autoridades.

Incluir conteúdos de maus-tratos, mutilação ou crueldade contra animais nos mecanismos de avaliação e moderação quando houver risco a menores.

Comprovar capacidade operacional em língua portuguesa para segurança, moderação e recebimento de denúncias no Brasil.

Demonstrar como é feita a verificação etária, além de apresentar eventual plano de adequação à legislação.

Adotar providências para cumprir regras de vinculação de usuários menores de 16 anos a seus responsáveis legais.

Comprovar a existência e eficácia de supervisão parental, configurações protetivas e controles de privacidade.

Apresentar avaliação de impacto sobre segurança e saúde de crianças, incluindo riscos de aliciamento, violência, automutilação e suicídio.

Impedir convites usados para reconstruir comunidades removidas ou atrair menores para ambientes ligados a contas reincidentes.

Preservar e comunicar conteúdos relacionados à automutilação, suicídio e violência grave às autoridades competentes, quando identificados legitimamente.

Manter representante legal no Brasil e canal de denúncias em português.

Remover republicações tecnicamente idênticas de gravações e materiais de incentivo, após notificação válida.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

 A ação civil pública apresentada pela AGU em 25 de agosto sustenta que a plataforma Discord apresenta falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção aos usuários contra riscos graves, como os que culminaram na morte de uma adolescente de 13 anos em julho passado, em Naviraí, na região sul de Mato Grosso do Sul.

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