Cidades

INVESTIGAÇÃO

Médico que encontrou esposa morta foi autuado por posse irregular de arma e fraude processual

Exame residuográfico, técnica que busca partículas de pólvora no suspeito, foi realizado e afastou a hipótese de feminicídio

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O advogado José Belga Assis Trad, que representa a defesa do médico João Jazbik, divulgou uma nota em sua rede social, a qual afirma que o cardiologista foi autuado em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e fraude processual.

Ainda segundo o posicionamento publicado na manhã desta terça-feira (19), foi realizado exame residuográfico (técnica forense que busca identificar partículas de pólvora e metais nas mãos, roupas ou superfícies do suspeito), mas foi afastada qualquer hipótese de feminicídio, inicialmente considerada pela investigação.

Na tarde de ontem (18), João Jazbik foi levado pela Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre a morte da sua esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti. A mulher foi encontrada morta com ferimento de tiro, dentro de casa, uma propriedade rural na Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

O médico cardiologista foi quem encontrou Fabíola, já em óbito, e logo após acionou a polícia.

No local dos fatos, a delegada Analu Ferraz, da Deam, evitou dar declarações, afirmando que o caso ainda não estava fechado, testemunhas seriam ouvidas e mais análises seriam feitas.

"A gente ainda não fechou se foi suícidio, se foi feminicídio, então ainda não tem esse fechamento", disse a delegada, acrescentando que demais informações serão repassadas posteriormente, por meio de nota.

O médico foi detido por ter armas sem registro. Documentação foi apreendida e será analisada.

Nota da defesa

A respeito dos fatos veiculados pela imprensa no dia 18/05/2026, a defesa informa que o Dr. João Jasbik Neto foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo e fraude processual, em meio a uma grande tragédia pessoal e familiar.

Apesar do luto e do sofrimento de que padece neste momento, o Dr. João Jasbik se colocou à inteira disposição da autoridade policial, prestando todos os esclarecimentos e concordando com a realização do exame residuográfico, afastando qualquer suspeita da hipótese de feminicídio, inicialmente considerada pela investigação. 

Do mesmo modo, ficará à disposição do Poder Judiciário, para onde o Auto de Prisão em Flagrante deve ser encaminhado para deliberações.

CORRUPÇÃO

MPE deflagra operação contra desvio de dinheiro público em transporte de universitários

Investigação aponta ex-vereador como suspeito de desvio; foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em três cidades de MS e outras duas fora do Estado

19/05/2026 09h40

Carros em frente a casa do ex-vereador

Carros em frente a casa do ex-vereador Folha da Cidade

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou operação nesta terça-feira (19) por suspeita de desvio de dinheiro público. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em cinco cidades, sendo três no interior do Estado.

Conforme divulgação das investigações e jornais locais das cidades, a Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (AEUNAS) era parte do esquema para desviar verba. O transporte dos acadêmicos realizado pela entidade estudantil era custeado por meio de Termo de Fomento firmado com a Prefeitura.

Segundo as investigações, o repasse financeiro era desviado mediante sucessivas trasferências em benefícios de servidores públicos e membros do Poder Legislativo do município. 

A operação, que leva o nome de "Rota Desviada" é resultado de uma investigação iniciada em 2024 pelo MPE, que instaurou procedimento para averiguar as despesas de cerca de R$ 1 milhão no transporte de alunos de Nova Alvorada do Sul, que estudavam em Dourados.

Na época o nome de Sidcley Bras, ex-vereador do município apareceu entre os investigados, apontado como responsável pelo ônibus utilizado no transporte. Ele então teria confirmado que o veículo estava em seu nome e que atuou como avalista na aquisição feita pelo genro dele.

Nesta manhã, veículos descaracterizados estiveram no município e entre os locais que ocorreram as buscas está o prédio onde funciona a loja de materiais de construção do ex-vereador, em que também é a casa dele no segundo andar.

O genro dele é dono da empresa com sede em Minas Gerais, onde também está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão.

A operação cumpre ao todo 14 mandados de busca e apreensão autrizados pelo Poder Judiciário, nas cidades de Campo Grande, Nova Alvorada do Sul e Dourados, em Mato Grosso do Sul, além de Fernandópolis (SP) e Ituiutaba (MG).

A operação aponta cumpre os mandados para apurar a prática dos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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SISTEMA PRISIONAL

Presos produzem chinelos para detentos sem apoio familiar em penitenciária

Projeto já confeccionou mais de 600 pares para internos em situação de vulnerabilidade e prevê expansão para outras unidades do Estado

19/05/2026 08h45

Internos da PED trabalham na fabricação de chinelos

Internos da PED trabalham na fabricação de chinelos Divulgação

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Uma oficina de fabricação de chinelos instalada na Penitenciária Estadual de Dourados tem ajudado a atender internos em situação de vulnerabilidade social dentro da unidade prisional. Batizada de “PED Chinelo”, a iniciativa alia assistência básica e ressocialização por meio da utilização da mão de obra carcerária.

O projeto é desenvolvido em parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com apoio da Vara do Juiz das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal de Dourados. A proposta foi idealizada pelo juiz Ricardo da Mata Reis.

Desde a implantação da oficina, já foram confeccionados 621 pares de chinelos destinados principalmente a internos que não recebem assistência familiar. Os primeiros contemplados foram detentos indígenas identificados durante triagens realizadas na unidade. A expectativa é ampliar gradativamente o número de beneficiados.

Atualmente, três internos trabalham diretamente na produção dos chinelos. Além da atividade laboral, eles recebem o benefício da remição de pena, prevista na Lei de Execução Penal, com redução de um dia da condenação a cada três dias de trabalho. A oficina possui capacidade média de produção de cerca de 50 pares por dia.

Os materiais utilizados na fabricação são adquiridos com recursos viabilizados pelo Poder Judiciário, dentro de uma política voltada à humanização do sistema prisional.

Segundo o diretor da unidade, o policial penal Leoney Martins Duarte, a produção interna contribui para suprir necessidades básicas dos custodiados e fortalece ações de inclusão dentro do ambiente carcerário.

Além da nova oficina, a Penitenciária Estadual de Dourados mantém outras atividades de trabalho e educação. Conforme a direção da unidade, mais de 31% da população carcerária participa atualmente de atividades laborais ou educacionais.

Entre as oficinas disponíveis estão marcenaria, costura, serralheria, pintura em tela e colagem de bolas. A unidade também iniciou a produção de uniformes destinados aos próprios internos, com fabricação realizada dentro do presídio.

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