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Mesmo recebendo 217 bolsas de sangue do Ceará, MS segue em emergência para tipos O+ e O-

Segundo informado pelo Hemosul, quatro tipagens serão enviadas, sendo A+, A-, B+ e B-

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Com estoque de sangue em baixo nível, Mato Grosso do Sul receberá 217 bolsas de sangue do Ceará. No entanto, mesmo com a ajuda de fora, MS continuará sem os tipos O+ e O-, que não foram encontrados sobrando em nenhuma outra federação do Brasil. 

Com isso a situação de emergência é mantida para os tipos O+ e O-. Quatro tipagens serão enviadas, pelo Ceará, seno elas; 143 bolsas A+, 22 bolsas A-, 50 bolsas B+ e 2 bolsas B-.

Ainda não se sabe quando as bolsas chegarão ao Estado. A gerente de Relações Públicas do Hemosul, Mayra Franceschi explica que o procedimento de remanejamento de bolsas é comum.

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"Nós estamos em uma situação de emergência, são vários pacientes internados, e esses pacientes estão usando muitas bolsas. A Coordenadoria do Sangue Hemoderivados do Ministério da Saúde tem um trabalho de gestão das hemorredes do Brasil, isso nos possibilita compartilhar nossos estoques e remanejar bolsas para estados que estão necessitando"

A instituição afirmou que desde o começo da pandemia de Covid-19, os estoques vêm sofrendo quedas e que com isso não estão conseguindo se manter nos limites seguros desde o início da pandemia. 

“Todas as tipagens são importantes, então se você está saudável, pesa a partir de 55kg, tem entre 16 a 69 anos (menores precisam estar acompanhados do responsável legal) e pode vir doar, nós estamos precisando de vocês” apela a Coordenadora Geral da Rede Hemosul Marli Vavas.

Fatores como tempo seco, índices baixos da umidade relativa do ar, a pandemia e as vacinas têm influenciado de maneira negativa na manutenção dos estoques de sangue no Hemosul.

Critérios 

Cidadãos devem seguir algumas exigências para doar sangue. São elas:

  • Ter entre 16 e 69 anos
  • Ter 55kg ou mais
  • Não ter tomado vacinas recentemente
  • Estar bem alimentado
  • Não tomar certos medicamentos (consultar um médico)
  • Não possuir determinadas doenças, como autoimunes, diabetes, hipertireoidismo, hanseníase, tuberculose, câncer, Doença de Chagas, Hepatite, AIDS, Sífilis e etc
  • Homens podem doar até 4 vezes por ano; já mulheres, até 3 vezes por ano.

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PREVENÇÃO CLIMÁTICA

Após temporal, Prefeitura cria força-tarefa para antecipar novos eventos extremos

Município vai cruzar dados de 10 mil árvores monitoradas com informações da rede elétrica; medida ocorre diante da previsão de El Niño muito forte

14/09/2026 13h30

Paulo Ribas

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Quatro dias após o temporal que atingiu Campo Grande e provocou quedas de árvores, danos na infraestrutura e interrupções no fornecimento de energia, a Prefeitura decidiu reforçar a estrutura de prevenção para novos eventos climáticos extremos. Nesta segunda-feira (14), o Município reuniu secretarias, concessionárias e órgãos de emergência para criar uma rotina permanente de monitoramento e resposta, com cruzamento de dados e definição antecipada de áreas de risco.

A medida ocorre em um cenário de alerta climático. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), há mais de 90% de probabilidade de o fenômeno El Niño se configurar como muito forte no trimestre entre setembro e novembro. O instituto também prevê chuvas acima da média em áreas do Centro-Oeste durante setembro.

A reunião do Gabinete de Situação, ligado ao Comitê de Mudança Climática (COMEC), ocorreu poucos dias depois da tempestade que atingiu a Capital na quinta-feira (10). Na ocasião, rajadas chegaram a 83,9 km/h, com quedas de árvores, postes e estruturas, além de interrupções no fornecimento de energia em diferentes regiões da cidade.

PLANO DE MONITORAMENTO

A ideia agora é transformar as ocorrências recentes em um banco permanente de informações para orientar ações antes que novos temporais atinjam a cidade.

Um dos principais pontos discutidos foi a relação entre arborização urbana e interrupções no fornecimento de energia. A Energisa informou durante a reunião que parte das ocorrências na rede está relacionada à queda ou ao contato de árvores com a fiação.

A Prefeitura já possui uma ferramenta para acompanhar esse risco. Por meio da plataforma Arbolim, a equipe de arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Semades) monitora cerca de 10 mil árvores espalhadas por Campo Grande. Os exemplares são classificados de acordo com o grau de criticidade.

A proposta é cruzar esse banco de dados com as informações da concessionária de energia para identificar os pontos mais vulneráveis e definir onde intervenções, como podas, devem ser priorizadas.“Eu acho que a gente poderia realmente sentar, compartilhar essas informações e verificar quais são os locais prioritários para a gente dar a poda”, afirmou a prefeita Adriane Lopes.

A estratégia busca atacar um problema que ficou evidente no temporal da última quinta-feira, quando árvores e estruturas atingiram a rede elétrica em diferentes pontos da Capital e contribuíram para os apagões registrados após a tempestade.

Além da arborização, a Prefeitura pretende unificar informações de diferentes órgãos para estabelecer uma classificação única das ocorrências.

Agetran, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e outras instituições possuem sistemas próprios de registro. A proposta é cruzar esses dados para identificar os locais mais afetados, medir a gravidade dos problemas e evitar que equipes diferentes sejam mobilizadas para a mesma ocorrência sem integração.

Segundo o representante da Agetran, Paulo da Silva, a padronização permitirá direcionar os esforços para os casos mais graves. "É importante ter os dados e entender essa gravidade para realmente atacar aquilo que é mais grave e também evitar retrabalho”, afirmou.

A Prefeitura também pretende revisar os planos de contingência de serviços essenciais, incluindo a disponibilidade de geradores e os procedimentos para situações de emergência. Como encaminhamento da reunião, foi definida a manutenção de um grupo de trabalho integrado entre secretarias e órgãos parceiros. A equipe deverá acompanhar indicadores, atualizar protocolos e compartilhar informações sobre riscos climáticos.

Para Adriane Lopes, a experiência do temporal recente deve servir como base para preparar a cidade para as próximas ocorrências.“Tudo o que a gente aprendeu agora vai para o nosso plano. São lições aprendidas, e é sempre algo novo que a gente aprende e precisa atualizar”, disse.

A Prefeitura também defende que o planejamento considere as áreas e comunidades mais vulneráveis, especialmente diante de eventos como chuvas intensas, ventos fortes e períodos de calor extremo.

 

DISPUTA ELEITORAL

Candidato do PL 'bate em aliada' Adriane Lopes com críticas à buraqueira

Para candidato eleito como vereador pelo União Brasil que migrou para o Partido Liberal, a cidade da prefeita do Partido Progressista "inteira está detonada" 

14/09/2026 13h13

Sindolay, eleito pelo município de Paranaíba, não tem medido esforços para alcançar um possível eleitorado campo-grandense 

Sindolay, eleito pelo município de Paranaíba, não tem medido esforços para alcançar um possível eleitorado campo-grandense  Reprodução/Redes Sociais/Montagem C.E

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Críticas à buraqueira de Campo Grande adotadas como estratégia por um candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL) mostram que vale tudo durante a corrida eleitoral em busca de uma cadeira no parlamento, até mesmo "bater" na prefeita Adriane Lopes que, em tese, seria sua aliada por pertencer ao mesmo espectro político.  

Há quase um ano, vale lembrar, o próprio então secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Ednei Marcelo Miglioli, veio à público "ignorando a vida real" para dizer que a buraqueira de Campo Grande seria um "problema histórico", que segundo ele à época ainda levaria tempo para se resolver. 

Porém, a situação da buraqueira na Capital não deixa de servir como "alimento" para material de campanha dos mais diversos políticos que buscam uma vaga, por exemplo, como deputado na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul (ALMS). 

Ainda que espera-se que as críticas às gestões sejam feitas pela "oposição" de cada localidade, chama atenção quando quem aproveita a onda de crateras em campanha política é alguém do mesmo espectro político e portanto "aliado" da prefeita filiada ao Partido Progressista (PP). 

É o caso do vereador do PL Sindolay Moraes, eleito pelo município de Paranaíba, localizado distante quase 410 quilômetros da Capital, que agora busca uma cadeira como deputado estadual na Casa de Leis do Mato Grosso do Sul e não tem medido esforços para alcançar um possível eleitorado campo-grandense. 

"Mão que apedreja"

Eleito para o cargo de vereador pelo União Brasil, afirma que, enquanto parlamentar, criou a dita "lei" 209, que segundo Sindolay estabeleceria um prazo de 45 dias para um prefeito arrumar um buraco, caso contrário o cidadão ficaria isento de pagar o dito Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). 

"Se a sua rua tem buraco você não deveria pagar IPTU, isso aqui, além de estourar pneu, estoura a suspensão e ainda causa acidente. Veja só o tamanho do prejuízo que isso traz para os nossos bolsos. Lá em Paranaíba eu criei a lei 209, se a sua rua tem buraco o prefeito têm 45 dias para tapar após ser notificado e, caso não faça, você não precisa pagar o IPTU", afirma ele no material de campanha. 

Para Sindolay, que chegou a ser eleito pelo União Brasil mas migrou para o PL, a cidade da prefeita do Partido Progressista "inteira está detonada". 

Ainda que não façam parte da mesma "federação partidária", que trata-se de uma reunião que permite os partidos atuarem de forma unificada em todo o País, PP e PL seguem no mesmo espectro político e compartilham apoios mútuos a candidatos a vagas do Governo Estado e no Senado, por exemplo.

Para o TSE, a federação - por obrigar a permanência dos partidos por quatro anos no mesmo bloco - reduz assim os riscos de o eleitor apoiar candidatos com ideologias opostas às que carrega, o que costuma ocorrer em coligações nas eleições proporcionais.  

Entretanto, é importante explicar que a dita lei que Sindolay pretende levar para os 79 municípios sul-mato-grossenses foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) por considerá-la inconstitucional.

 

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