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TRANSPORTE COLETIVO

Ministério Público cobra biossegurança; Consórcio "lava as mãos"

Prefeitura e Consórcio Guaicurus discordam de ação que pede plano e cumprimento de decretos contra coronavírus

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Consórcio Guaicurus e Prefeitura de Campo Grande discordam da ação civil pública proposta no dia 11 deste mês pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que pede que o município e o concessionário do transporte coletivo da Capital elaborem um Plano de Biossegurança em dez dias, e que façam ser cumpridos os decretos para conter a disseminação do coronavírus entre os passageiros. Ontem, o Correio do Estado flagrou passageiros sem máscara.  

Enquanto o município de Campo Grande alega que o Ministério Público não é específico nos descumprimentos dos decretos para evitar o contágio do coronavírus já existentes, e argumenta que determinar a criação de um Plano de Biossegurança é uma “intromissão indesejável” na atuação do Poder Executivo, o Consórcio Guaicurus, afirmou que realiza todas as noites a desinfecção e limpeza dos ônibus nas garagens e que evita transportar passageiros sem máscara nos ônibus.  

Na ação, os promotores de Justiça Filomena Aparecida Fluminhan e Fabrício Proença Azambuja apontam, por meio de vistorias técnicas, vários exemplos de descumprimento do decreto municipal que determinou o retorno das atividades do transporte coletivo, como aglomerações nas plataformas de embarque, número de passageiros em pé acima do permitido (varia de 3 a 7, conforme o tamanho do veículo), passageiros sem máscara nos veículos, e ausência de itens higienizantes básicos, como água e sabão nos terminais, e também de álcool em gel nos terminais e nos veículos.  

Sobre as exigências no terminal, o Consórcio Guicurus se eximiu e informou, na peça anexada por sua defesa, que cabe ao município oferecer tal tipo de serviço e fiscalização. Sobre a higienização dos veículos, alegou que é impossível parar alguns ônibus para que seja a feita a limpeza, porque os veículos são a combustão e não seria “adequado”.  

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e o Consórcio Guaicurus apontam a agressividade dos passageiros como justificativa para os exemplos de usuários do transporte que entraram nos ônibus sem usar máscaras.  

O processo tramita na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, ainda não há decisão de liminar. Nesta quinta-feira, foram registrados 20 novos casos de Covid-19 em Campo Grande.

chuva e vendaval

Uma semana após temporal que causou estragos, Campo Grande tem novo alerta para tempestades

Alerta é válido entre a noite de quinta e sexta-feira, com possibilidade de chuvas fortes e ventos intensos

16/09/2026 17h00

Temporal causou diversos estrados em Campo Grande no dia 10 de setembro

Temporal causou diversos estrados em Campo Grande no dia 10 de setembro Foto: Paulo Ribas

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Uma semana após ser atingida por um temporal com ventos de quase 90 km/h, Campo Grande tem novo alerta vigente para o risco de tempestades e vendaval. O temporal do dia 10 de setembro causou diversos estragos e levou a prefeitura a decretar situação de emergência.

Nesta quarta-feira (16), a Defesa Civil divulgou alerta amarelo para risco de tempestade, com base em informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  O aviso começa às 23h desta quinta-feira (17) e permanece válido até as 22h59 de sexta-feira (18).

De acordo com o alerta, são esperados volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, acompanhados de ventos intensos.

Entre os possíveis impactos estão baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos e árvores, alagamentos e descargas elétricas.

A Defesa Civil orienta a população a redobrar a atenção durante o período de instabilidade e evitar situações de exposição a riscos, especialmente durante a ocorrência de raios, ventos fortes e alagamentos.

Em caso de necessidade, a população pode acionar os serviços pelos seguintes números:

  • 156 – Solicitação de serviços;
  • 193 – Em caso de risco elétrico;
  • 199 – Defesa Civil.

Temporal

Desde a última quinta-feira (10), quando uma tempestade com vendaval atingiu Campo Grande, a Prefeitura da Capital registrou 450 ocorrências, sendo 423 envolvendo quedas de árvores e galhos. Devido aos estragos, foi decretada situação de emergência, reconhecida nesta quarta-feira pelo governo federal.

O prejuízo provocado pelo temporal é estimado inicialmente em pelo menos R$ 40 milhões, segundo a prefeita Adriane Lopes, mas o valor ainda pode aumentar à medida que avançam os levantamentos dos danos.

ara contar e reparar os danos, uma força-tarefa foi montada na semana passada, com equipes focadas em corte de árvores, recolhimento de entulhos e desobstrução de bueiros, além da atuação da Defesa Civil.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também atua com desvios de rota, auxílio aos condutores e reparo de 213 semáforos. Sete grupos atuam no conserto dos equipamentos semafóricos, além do efetivo da Guarda Civil Metropolitana na ordenação do fluxo de veículos.

No âmbito operacional, foram concluídas 118 ações emergenciais pela Agência Municipal de Habitação (Emha). Moradores das comunidades Nova Esperança, Jardim Seminário e Moreninhas precisaram de lonas em residências que sofreram destelhamentos durante as chuvas.  

A força-tarefa também inclui a área de assistência, com todos os 26 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) com as portas abertas para acolhimento da população e distribuição de cestas básicas, cobertores e colchões em algumas unidades.

A ação conta com parceria Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual e da Secretaria de Obras, além das concessionárias Energisa e Águas Guariroba.

zé pereira

Homem mata irmã a tiro e se mata em seguida em Campo Grande

Motivação do crime teria sido vingança pela irmã ter internado ele em clínica de reabilitação compulsoriamente

16/09/2026 16h33

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros Foto: Welyson Lucas / Correio do Estado

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Um homem matou a irmã, Vera Lucia Rossatte da Cunha, 59 anos, a tiros, na tarde desta quarta-feira (16), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Na sequência, o homem se matou.

De acordo com informações preliminares apuradas pelo Correio do Estado, o homem era dependende químico e teria sido internado em uma clínica de reabilitação pela irmã, contra sua vontade.

Ao deixar a clínica, ele foi até a loja de aviamentos que Vera era proprietária, na Rua Sagarana, e atirou contra ela, em possível vingança, cometendo o suícidio em seguida.

Uma vizinha, de 57 anos, ouviu os disparos e ao chegar ao local encontrou a mulher já morta, enquanto o homem estava agonizando.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local ambos já estavam em óbito.

A vizinha da vítima disse ao Correio do Estado que o homem ameaçava a irmã constantemente e que já havia prometido vingança pela internação compulsória.

A mulher disse ainda que Vera era querida por todos no bairro, onde morava há mais de 25 anos. Ela deixa dois filhos.

Equipes da Polícia Civil e da perícia estão no local. As circunstâncias do crime serão investigadas.

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