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Rio Grande do Sul

Morre o escritor Moacyr Scliar

Morre o escritor Moacyr Scliar

r7

27/02/2011 - 12h03
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O escritor Moacyr Scliar morreu na madrugada deste domingo, aos 73 anos, no Hospital de Clínicas, em Porto Alegre. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. O corpo será velado no salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a partir das 14h. O sepultamento será na segunda-feira, em local e horário ainda indefinidos, em cerimônia apenas para familiares e amigos.

O autor foi internado no começo de janeiro para uma cirurgia no intestino. Após o procedimento, ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Além de escritor, Scliar era médico especialista em saúde pública e professor universitário. Publicou mais de 70 livros, entre crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil. Em 2003, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Entre as obras mais importantes, destacam-se os contos e os romances "O ciclo das águas", "A estranha nação de Rafael Mendes", "O exército de um homem só" e "O centauro no jardim".

disputa

Empreiteira capixaba provoca novo deságio atípico em licitação em MS

Valor máximo estipulado pela Agesul para asfaltar 25 km da MS-040 foi de R$ 106 milhões, mas após deságio de 5,6%, a obra deve ser contratada por R$ 100 milhões

04/05/2026 18h40

Entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo a rodovia já está pavimenatada. Falta asfaltar entre Santa Rita e Brasilândia

Entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo a rodovia já está pavimenatada. Falta asfaltar entre Santa Rita e Brasilândia

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Após oferecer uma série de descontos e provocar a redução atípica de 5,8% sobre o valor máximo da licitação para pavimentar 23 quilômetros da MS-134, em Nova Andradina, a empresa Capixaba Contek Engenharia mais uma vez foi protagonista em uma disputa licitatória e desta vez, na MS-040, o abatimento chegou a 5,6% sobre máximo definido pelo Governo do Estado. 

Mas, assim como da primeira concorrência, a construtora do Espírito Santo deve perder a disputa, pois a empreiteira cuiabama MTSUL ofereceu valor um pouco menor e agora só falta a hologação do resultado, conforme ata da licitação publicada na últama quinta-feira (30). 

O valor máximo para o asfaltamento de 25 quilômetros da MS-040, entre Santa Rita do Pardo e Brasílândia, foi definio em R$ 106 milhões pela Agesul. Mas, após uma série de 26 lances envolvendo a Contek e a MTSUL, a empresa de Mato Grosso se ofereceu a fazer a obra por R$ 100,013 milhões. A empreiteira do Espírito Santo, por sua vez, parou  depois de dar como lance mínimo o valor de R$ 100,287 milhões. 

Na licitação relativa à pavimentação da MS-134, a construtora capixaba chegou a ofereceu a menor proposta, mas acabou sendo excluída porque ofereceu descontos acima do máximo permitido em alguns dos itens descritos no edital. Por conta disso, a segunda colocaca, a goiana Caiapó, foi chamada pera assumir a obra, faltando somente a oficialização do resultado. 

No caso da MS-040, também ainda falta a homologação do resultado, mas na última atualização da ata d já aparece a empresa de Mato Grosso como a provável vencedora. Desde 2017 que a empresa do estado vizinho não realiza obras em Mato Grosso do Sul. 

Na MS-040 estão em andamento duas licitações. Uma tinha valor máximo estipulado em R$ 106 milhões e a outra (lote 04), tem valor máximo fixado em R$ 81,9 milhões. O certame relativo ao lote 04, porém, ainda não chegou à fase da apresentação das propostas financeiras. 

DESCONTOS ATÍPICOS

Nas licitações para novas pavimentações e para recapeamentos lançadas nos últimos dois anos, o deságio médio raramente superam 1% sobre o valor máximo estipulado no edital.  em uma delas, a pavimentação de 63 quilômetros da MS-320, entre Inocência e Três Lagoas, foi contratada com deságio zero, por  R$ 276.169.461,16. 

Em setembro do ano passado, em denúncia contra o prefeito de Terenos, Henrique Wancura Budke (PSDB), e outros 25 supostos integrantes de um esquema de fraudes em licitações, o procurador-chefe do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Romão Ávila Milhan Junior, cita que o normal em licitações públicas seria um deságio entre 15% e 37%. Ele se baseou em levantamentos do Tribunal e Contas da União (TCU).

Investimento

Bracell investirá R$ 100 milhões em porto em Três Lagoas

Empresa anuncia aporte superior a R$ 100 milhões para implantação de porto fluvial na região da Laje da Cascalheira, com foco no escoamento da produção de silvicultura e fortalecimento da logística regional

04/05/2026 18h31

Empresa anuncia aporte superior a R$ 100 milhões para implantação de porto fluvial na região da Laje da Cascalheira, com foco no escoamento da produção de silvicultura e fortalecimento da logística regional

Empresa anuncia aporte superior a R$ 100 milhões para implantação de porto fluvial na região da Laje da Cascalheira, com foco no escoamento da produção de silvicultura e fortalecimento da logística regional Foto: Wander de Oliveira

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Três Lagoas receberá um novo pacote de investimentos por meio de uma parceria com a empresa Bracell, que prevê a implantação de um porto fluvial na região da Laje da Cascalheira, com aporte superior a R$ 100 milhões.

O empreendimento será voltado ao escoamento da produção do setor de silvicultura, com foco na ampliação da eficiência logística e no fortalecimento da cadeia produtiva da empresa na região.

A nova estrutura deve impactar diretamente a movimentação econômica do município, com expectativa de geração de empregos tanto na fase de obras quanto na operação do terminal.

Além de otimizar o transporte da produção, o projeto busca consolidar a região como um novo eixo logístico de integração entre a produção florestal e o escoamento fluvial.

Como contrapartida ambiental e social, está prevista ainda a construção de um Eco Parque na área da Cascalheira, com investimento estimado em cerca de R$ 3 milhões.

O espaço será desenvolvido em conjunto com a Administração Municipal e terá como proposta principal a valorização do turismo ecológico e da convivência da população com a natureza.

O projeto do Eco Parque inclui a criação de áreas de lazer, espaços de convivência familiar, decks, torres de observação e um centro de recepção de visitantes.

A proposta é transformar a região em um novo ponto turístico do município, com infraestrutura voltada ao lazer e ao turismo sustentável, preservando as características naturais do local.

A previsão é de que a fase de implantação do porto gere aproximadamente 200 empregos temporários. Após a conclusão das obras, a operação deve contar com cerca de 100 vagas diretas.

Além disso, o funcionamento do terminal deve envolver cerca de 500 motoristas de caminhão, responsáveis pelo transporte da produção entre as áreas de cultivo e o porto fluvial, ampliando a movimentação econômica regional.

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, o projeto foi estruturado para garantir o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, preservação ambiental e atividades de turismo e lazer.

“Apesar da operação da balsa, não haverá impacto significativo no ambiente local, na pesca ou no turismo náutico da região. É um projeto planejado para gerar desenvolvimento com responsabilidade, sem comprometer o uso do espaço pela população”, explicou a pasta.

Para o prefeito Cassiano Maia, a iniciativa representa o equilíbrio entre desenvolvimento e responsabilidade.

“É assim que trabalhamos: olhando para o futuro, com planejamento e responsabilidade. Estamos trazendo um investimento importante, que gera emprego, movimenta a economia e, ao mesmo tempo, garante uma contrapartida que valoriza o meio ambiente e cria um novo espaço de lazer para a população. É dessa forma que seguimos construindo uma Três Lagoas cada dia melhor”, destacou.

Primeira colheita

No último dia 29, a MS Florestal, empresa sul-mato-grossense pertencente à Bracell, iniciou sua primeira colheita em área plantada no Estado, em um marco ocorrido no município de Água Clara. O evento representa parte da estruturação de uma operação robusta que projeta Mato Grosso do Sul como um dos principais polos de silvicultura do país.

Na ocasião, o diretor de Operações Florestais da companhia, Mauro Quirino, destacou que a nova etapa simboliza a evolução do capital humano envolvido no projeto.

“O importante é o quanto todos cresceram. Não foi apenas o crescimento das árvores; muitas pessoas também evoluíram conosco. Temos técnicos que hoje já são supervisores e coordenadores. Estou muito feliz com toda essa jornada, pois a melhor colheita começa com segurança, qualidade, produtividade e baixo custo”, afirmou o executivo.

Já o gerente sênior de Florestal MS, José Marcio Bizon, destacou que o início da colheita representa a consolidação de um ciclo. “É um primeiro passo, mas um passo importante para chegarmos à matéria-prima e começarmos a retornar o investimento. Agora vamos fazer essa madeira chegar à indústria em São Paulo, com nossa própria matéria-prima”, explicou Bizon.

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