Cidades

CURVA CONTÍNUA

Morte de motociclistas no trânsito da Capital cai pela metade neste ano

Já computando os dois óbitos desta semana, são 17 mortes desde o começo do ano. No primeiro semestre do ano passado foram 31

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Dois motociclistas morreram vítimas de acidentes de trânsito em Campo Grande nesta semana, elevando para 17 o número de motociclistas mortos na cidade desde o começo ano. Mesmo assim, o número ainda é bem menor que os 31 casos registrados nos primeiros seis meses do ano passado. Se forem comparados somente os números relativos aos cinco primeiros meses, o número de vítimas caiu 50%, passando de 26 para 13.

As vítimas mais recentes foram Ilson Pimenta Osório, de 51 anos, que morreu na noite de quinta-feira, no Jardim Petrópolis, e Gilmara da Silva Canhete Baldo Bernardo, de 46 anos, que morreu no domingo à noite na Avenida Ceará após fazer uma conversão à esquerda sem perceber a aproximação de um carro que vinha no sentido contrário. 

E não foi somente a morte de motociclistas que apresentou queda neste ano em Campo Grande. No caso dos pedestres o cenário é parecido. Nos seis primeiros meses de 2022 foram dez óbitos, contra cinco neste ano. Desconsiderando o fato de ainda faltarem 20 dias para o fim de junho, a redução também é de 50%. Nos primeiros seis meses de 2022 o trânsito da Capital provocu um total de 46 mortes. Neste ano, até este sábado (10), são 30, o que representa recuo de 35%. 

Ivanise Rotta, do Gabinete de Gestão Integradada do Vida no Trânsito (GGIT), não tem uma explicação objetiva para esta redução brusca de um ano para outro, mas deixa claro que no trânsito de Campo Grande existe uma curva descendente contínua no número de mortes. 

Em 2011, segundo Ivanise, a Capital registrou 132 mortes. E, apesar do aumento da frota e do número de habitantes, no ano passado foram 86 mortes, o que significa redução de 35%. E, pelos números do primeiro semestre, que está quase acabando, a tendência é de que o resultado em 2023 seja ainda melhor, comemora ela. 

A explicação para isso são os trabalhos contínuos, tanto de educação quanto de engenharia de trânsito, diz. “Após cada acidente a gente faz uma análise no local e verifica se há problema de engenharia, de fiscalização ou da própria educação. Aí existe um trabalho naquele local, naquela região para evitar que isso se repita”.

Para ela, a redução só não é mais significativa porque a legislação com motoristas que provocam mortes ainda é muito branda. “Nós temos incontáveis exemplos de pessoas que matam no trânsito e não há ninguém preso no Brasil. Fica três meses, quatro meses, cumpre um sexto da pena e já é liberado. Nossa lei ainda é muito falha para os assassinatos cometidos por embriagues e alta velocidade”, lamenta.  
 

 

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PROTESTOS

Estudantes da UFMS fazem manifestação em apoio a Lula em Campo Grande

Além da Capital, acadêmicos do campus de Três Lagoas também foram às ruas

09/10/2026 08h20

Estudantes da UFMS em Campo Grande se reuniram na tarde desta quinta-feira (8)

Estudantes da UFMS em Campo Grande se reuniram na tarde desta quinta-feira (8) Foto: João Pedro Zequini

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Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, fizeram uma manifestação, nesta quinta-feira (8), em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O protesto começou no fim da tarde e se estendeu até a noite, aos gritos de "Olê, Olê, Olá! Lula, Lula".

A concentração dos acadêmicos começou por volta 16h, com distribuição de cartazes e terminou em torno das 19h15. Os manifestantes pró-Lula se reuniram inicialmente nas quadras da universidade. Logo após, percorreram a área interna da UFMS e foram à Avenida Costa e Silva, onde cantavam "Trabalhador, olha pra cá, eu estou na rua para o seu filho estudar!"

Tiago Botelho (PT), eleito deputado estadual, e Pedro Kemp (PT), que cumpre seu mandato na Assembleia Legislativa, estiveram presentes na manifestação da Cidade Universitária. Além de Campo Grande, o campus de Três Lagoas também teve o apoio ao candidato Lula. 

Manifestações no Brasil

Os atos também aconteceram no Distrito Federal, na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, em Curitiba, na Praça Santos de Andrade, e São Paulo, nas faculdades Cásper Líbero, Mackenzie e na Praça Roosevelt. As manifestações foram convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e outros coletivos.

Além dessas, também teve manifestações em universidades do Amazonas, Rio Grande do Sul, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Sergipe.

Ameaças e incêndios

O Ministério da Educação (MEC) irá acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal após ameaças denunciadas por universidades federais. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que a pasta tem "uma preocupação grande de que essa violência escale".

O ministro conversou com a Agência Brasil após visitar a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que sofreu um incêndio de grandes proporções, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.  

A PF foi acionada para investigar as causas do incêndio. No entanto, como há também denúncias de ameaças feitas nas redes sociais, o ministro pedirá uma investigação específica.

"Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades", ressaltou. 

Além das ameaças na UFPE, nesta quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense (UFF) também informou em nota que recebeu denúncias de ameaças à instituição.

A universidade informou que se trata de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais. As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos. A PF também foi acionada para este caso. 

"Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF e, dessa vez também, tendo em vista o que a gente encontrou no monitoramento das redes sociais e naquilo que a gente tem recebido de estudantes, reitores e professores", disse, Barchini.

"A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também", acrescentou. 

segurança pública

PCC entra na mira da PF em meio à guerra de facções em MS

Ao todo, 24 membros do grupo foram presos, com mandados cumpridos em oito municípios do Estado

09/10/2026 08h15

Imagem de um dos mandados que foi cumprido em Corumbá

Imagem de um dos mandados que foi cumprido em Corumbá Foto: Divulgação/PF

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A Polícia Federal (PF) realizou uma ofensiva contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) ao prender mais de 20 integrantes em Mato Grosso do Sul, com mandados de prisão espalhados por oito municípios do Estado, em meio à guerra entre a facção e o Comando Vermelho (CV), que atingiu o ápice de mortes neste ano.

Ontem, foi deflagrada a Operação Kathárisma (palavra de origem grega que significa purificação), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa ligada ao PCC, que atuava principalmente na região norte do Estado. Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão.

“As investigações identificaram uma estrutura organizada, com diferentes níveis de atuação e mecanismos próprios de comunicação, além de elementos relacionados à identificação de integrantes e à movimentação financeira do grupo. A apuração investiga a atuação dos envolvidos para integrar a facção criminosa, nos termos do art. 2º da Lei nº 12.850/2013 [Lei de Organização Criminosa]”, explica.

O artigo da lei – que define o crime de organização criminosa e regulamenta os meios de investigação criminal e obtenção de provas no Brasil – citada diz a respeito da proibição em “promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa”, sob pena de três a oito anos, além de pagamento de multa.

Ainda de acordo com a PF, as medidas judiciais foram cumpridas em Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande. Na Capital, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em unidades prisionais – dois na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira (PEMRFG) e um no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC).

GUERRA

Há um mês, o Correio do Estado reportou que a guerra entre o CV e o PCC por território em Mato Grosso do Sul atingiu o ápice de mortes neste ano, segundo o promotor de Justiça Felipe Almeida Marques, coordenador da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Desde o ano passado as duas principais facções criminosas do País estão em guerra pelo comando de novas rotas para escoar as drogas que entram no Brasil por meio das fronteiras com Paraguai e Bolívia.

Em razão da localização estratégica, que faz fronteira seca com esses dois países, Mato Grosso do Sul entrou no foco das duas facções como ponto importante das ambições de ampliação e domínio de território. Foi a partir daí que as mortes começaram.

O Estado é uma das unidades da Federação com mais membros do PCC fora de São Paulo, o que faz dele um estado com predomínio da facção. E é este cenário que o CV busca mudar.

Com atuação muito mais forte no norte do Estado, na divisa com o Mato Grosso, estado de domínio da facção carioca, o CV quer dominar as rotas que hoje são do PCC em MS. 

Essa situação começou em maio do ano passado, quando ambas as facções decidiram encerrar um acordo de paz que havia entre os seus líderes, tema noticiado na época pelo Correio do Estado.

Após esse retorno das agressões mútuas, Marques avaliou que este tem sido o ano mais sangrento da disputa.

“A guerra de facções já está aí há um tempo, e ela já fez várias vítimas aqui do Estado. A gente não tem o número exato, mas, talvez, seja o ano mais sangrento de Mato Grosso do Sul nessa guerra de facções. Mais de 100 [já morreram] só aqui”, afirmou o promotor, que listou como o principal motivo para a guerra a busca pelo domínio de território.

TERRORISTAS

No fim de maio, a Secretaria de Estado do governo dos Estados Unidos (EUA) emitiu um comunicado em que informa a designação do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais.

O objetivo da designação pelos EUA é facilitar o congelamento de ativos do narcotráfico, a investigação e o monitoramento de membros das facções, a troca de informações de inteligência, a aplicação de sanções financeiras, o banimento de vistos e a criminalização do apoio material, com armas, dinheiro ou treinamento, entre outros.

* Saiba 

Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), mais de 7,5 toneladas de cocaína foram apreendidas em MS este ano, de janeiro até ontem. 

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