Cidades

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MPE exige que Prefeitura de Três Lagoas dê tratamento digno a Centro de Acolhimento

Diário Oficial expõe galeria de fotos das irregularidades estruturais do local e uma série de recomendações de políticas públicas

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O Ministério Público do Estado (MPE) abriu um procedimento administrativo que recomenda à Prefeitura de Três Lagoas a adoção de políticas públicas que destinem tratamento digno aos pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. 

A recomendação veio após o órgão receber um ofício da Associação de Moradores do Bairro Paranapungá sobre a quantidade crescente de pessoas em situação de rua e usuários de drogas que estavam ocupando as ruas do bairro e da região, bem como terrenos e imóveis abandonados.

Em ofício, a comunidade reforçou que a situação aumentou a vulnerabilidade social, insegurança e conflitos com moradores.

A representação especificou ainda que como entidade, a Associação de Moradores busca promover diversos eventos sociais, que por vezes não possuem espaço para realização, ou mesmo alguns que eram utilizados, passaram a ser ocupados pelas pessoas em situação de rua, como abrigo improvisado.

O MPE então solicitou à Secretaria Municipal de Assistência Social de Três Lagoas (SEMAS) o mapeamento dessas pessoas em vulnerabilidade, registrando o perfil, locais de permanência e planos de ação, bem como protocolização de encaminhamento para o atendimento na rede de saúde mental.

Ainda foram expedidos ofícios à Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Governo e Políticas Públicas e à Polícia Militar para entender como funciona a abordagem dessas pessoas e o encaminhamento a rede de cuidado, além de informações sobre os terrenos e imóveis abandonados.

No entanto, segundo o MPE, os planos de ações das secretarias concentram-se em abordagens informativas e distribuição de insumos, que apesar de essenciais para a redução de danos, foi entendido como reduzida diante dos quadros clínicos severos de dependênca e sofrimento psíquico dos afetados.

Para além das constatações referentes as políticas públicas já existentes no município, o MPE divulgou por meio do Diário Oficial (DOMPMS) uma série de fotos do local em que ocorre o Serviço de Acolhimento para Pessoas em Situação de Rua (Acolhimento POP).

A galeria de fotos, não recorrente no documento, expôs uma sequência de irregularidades estruturais, que vão desde portas deterioradas e infiltrações em paredes e tetos a mobília danificada e pragas/fungos.

Segundo o MPE, a condição fornecida as pessoas em situação de rua, bem como aos usuários de drogas vão contra os direitos fundamentais do Estado, que garante assistência social a todo cidadão, assim como o amparo às pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão e a garantir de direitos mínimos sociais.

O órgão ainda reforça em documento o dever do Município em "assegurar instalações adequadas, seguras, salubres e compatíveis com as finalidades dos serviços socioassistenciais ofertados", conforme os princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção integral, da eficiência administrativa e serviços públicos.

Medidas recomendadas

As medidas exigidas foram destinadas ao Município de Três Lagoas, representado pelo Prefeito Cassiano Rojas Maia (PSDB), divididas em cinco eixos: Atenção a Saúde Mental e Integração da Rede de Cuidado; Proteção Social e Acolhimento da População em Situação de Rua; Qualificação das Equipes e Governança Intersetorial; e Ordenamento Urbano e Qualificação dos Espaços Públicos.

Entre as recomendações, ficou estebelecido a atualização do protocolo de atendimento nas unidades de saúde (CAPS, Consultório na Rua, Atenção Básica) e de assitência social (SEAS e Centro POP), suporte médico que garanta avaliação clínica e psiquiátrica aos necessitados, bem como leitos hospitalares que atendam o fluxo dos centros de cuidados.

Ainda foram solicitadas reestruturação devido as condições físicas do centro de acolhimento, ou transferência para um novo imóvel, com cronograma e diagnóstico do impacto nas vagas de atendimento e elaboração de um plano de expansão de vagas que resolva a falta de capacidade.

Quanto a abordagem de usuários de drogas, o órgão recomendou que haja capacitação continuada de prossionais para que o atendimento esteja dentro do previsto sem a utilização de violência para conter crises. 

Para isso, foi ainda solicitado a criação de relatórios trimestrais anônimos para monitoramento dos atendimentos, abordagens, avaliações médicas, internações voluntárias e involuntárias, além de detalhamento de casos que forem recusados.

A recomendação também recomenda a fiscalização e vistoria de imóveis e terrenos abandonados no bairro, para que sejam notificados os proprietários e ocorra limpeza, fechamento e conservação das propriedades.

O documento adverte que, em caso de descumprimento da recomendação, poderão ser adotadas medidas judiciais para correção das supostas irregularidades e eventual responsabilização dos agentes públicos envolvidos.

Crise no Centro de Acolhimento

A recomendação divulgada hoje (09) no Diário Oficial do Ministério Público não é a primeira tentativa de organização e reestrutuação do Centro de Acolhimento POP de Três Lagoas.

Ao fim do ano passado, o MPE abriu investigação sob justificativas parecidas quanto a estrutura física do local.

Na época, o centro não possuía estrutura acessível, além de equipe técnica insuficiente e sem formação especializada para atender perfis como idosos acamados, pessoas com transtornos mentais e vítimas de violência.

A recomendação do órgão ministerial tem caráter orientativo e foi destinado as secretarias de Saúde, Assistência Social, aos conselhos municipais de Saúde e Assistência Social, e também à Associação de Moradores do Bairro Paranapungá.

Cabe à administração municipal decidir se acolhe ou não a manifestação do Ministério Público, e em caso de acolhimento, deve ser apresentado dentro do prazo de 60 dias, um cronograma preliminar de implementação dos protocolos, fluxos e capacitações recomendados.

INTERRUPÇÃO

Ponte do Rio Paraguai volta a ficar interditada neste fim de semana

As obras de reestruturação estão na etapa de concretagem da laje, que exige interrupções temporárias do tráfego

09/09/2026 11h30

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas Divulgação: Agesul

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A ponte sobre o rio Paraguai, na BR-262, será novamente interditada no próximo fim de semana, entre às 17h de sábado (12) e às 12h de domingo (13), em razão das obras de recuperação da estrutura. A interdição será realizada somente nesse período, de acordo com o Governo do Estado. 

A recomendação é que os motoristas programem suas viagens com antecedência e considerem o período de interdição ao planejarem o deslocamento pela região.

As obras envolvem a recuperação estrutural da ponte, as quais são executadas pela Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul) por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com investimento superior a R$ 11,7 milhões. 

Os trabalhos estão na etapa de concretagem da laje, que exige interrupções temporárias do tráfego para garantir a segurança dos usuários e as condições necessárias para a execução dos serviços.

O tráfego na ponte opera em meia pista, em sistema de pare e siga, desde o início das intervenções na estrutura.

MOBILIDADE URBANA

Obra de R$ 2,4 milhões começa a mudar trânsito na Euler com Tamandaré

Reordenamento prevê redução da rotatória, semaforização e alterações no fluxo de cruzamento por onde passam cerca de 12 mil veículos por dia

09/09/2026 11h15

Obras começaram nesta quarta-feira (9) no encontro das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré

Obras começaram nesta quarta-feira (9) no encontro das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré Marcelo Victor

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As obras de reordenamento viário no encontro das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré começaram nesta quarta-feira (9), em Campo Grande. Com investimento de R$ 2,4 milhões, a intervenção vai reduzir a atual rotatória, alterar movimentos de veículos e implantar semáforos em um dos principais corredores de ligação entre as regiões do Segredo, Imbirussu e Centro.

A ordem de serviço foi assinada nesta manhã pela prefeita Adriane Lopes, autorizando o início imediato dos trabalhos. O prazo contratual é de 12 meses, embora a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) trabalhe com a possibilidade de antecipar a conclusão conforme o avanço das obras.

Segundo o diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, aproximadamente 12 mil veículos passam diariamente pelo trecho, que registra lentidão principalmente nos horários de pico. O fluxo e os conflitos existentes entre os diferentes movimentos no cruzamento foram considerados na elaboração do projeto.

“Fico feliz de estarmos aqui hoje dando ordem de reordenamento de uma avenida de grande importância, integrando três regiões: Centro, Segredo e Imbirussu. A Euler de Azevedo e a Tamandaré são avenidas que há muitos anos precisavam dessa transformação”, afirmou Adriane.

Uma das principais alterações será a redução do diâmetro da atual rotatória. Também estão previstas adequações nas calçadas e retornos, melhorias de acessibilidade, pavimentação, drenagem, nova sinalização horizontal e vertical e mudanças nos fluxos de veículos.

Já a semaforização será implantada na etapa final da intervenção.

“A intervenção traz uma diminuição da rotatória, o reordenamento aqui com relação a calçadas, acessibilidade, sinalização, escoamento de água e também mudança de alguns fluxos, alguns conflitos que nós temos hoje e nós vamos procurar reduzir com essas intervenções”, explicou Ciro.

A expectativa é que a nova configuração dê uma maior fluidez ao trânsito e reduza os pontos de conflito entre veículos. Durante o evento, o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), Rudel Trindade, também destacou a situação atual do cruzamento.

“Realmente é perigoso, você tem que ter habilidade para cruzar essa rotatória, você tem que ter um cuidado”, afirmou.

Ciro informou que a região apresenta um volume considerável de acidentes, mas não apresentou números atualizados durante a coletiva. Segundo ele, também há subnotificação de ocorrências de menor gravidade, principalmente quando as colisões resultam apenas em danos materiais.

Interdições por etapas

Os primeiros trabalhos começaram com a retirada de elementos existentes na rotatória e a preparação de um retorno que permitirá avançar com as próximas etapas.

A Agetran também iniciou a sinalização dos desvios. Conforme a execução avançar, as interdições serão feitas gradualmente para reduzir os transtornos para quem utiliza o cruzamento.

“Conforme o andamento, nós vamos interditando por partes aqui a rotatória, desfazendo os desvios, para que a gente possa trazer o menor transtorno possível para o cidadão que usa essa região”, explicou Ciro.

Mapas indicando os desvios e as rotas alternativas deverão ser divulgados pela agência para orientar os motoristas.

O projeto prevê ainda intervenções para melhorar o escoamento da água no cruzamento. Questionado sobre os alagamentos registrados na Avenida Tamandaré, Ciro explicou que as medidas incluídas nesta obra serão pontuais.

“Nesse ponto aqui nós vamos fazer pequenas intervenções para reduzir isso, para trazer esse conforto para quem está transitando aqui no local”, afirmou.

Intervenções de maior porte no sistema de drenagem dependem de outros projetos da Prefeitura e não estão incluídas neste contrato.

A obra é resultado de parceria entre a Prefeitura de Campo Grande e o Governo de Mato Grosso do Sul, com participação técnica da Agetran e do Detran-MS.

Segundo Rudel Trindade, os R$ 2,4 milhões destinados ao reordenamento são provenientes da arrecadação com multas de trânsito. Ele explicou que esses recursos possuem destinação específica e são aplicados em ações relacionadas ao trânsito, como sinalização, fiscalização e educação.

Esta será a terceira intervenção em rotatórias realizada pelo Detran-MS em parceria com o Município, conforme Rudel. As anteriores ocorreram na Avenida Mato Grosso com a Via Parque e na região da Avenida Três Barras.

As melhorias devem beneficiar diretamente moradores da Vila Nasser, Vila Nossa Senhora das Graças, Santa Luzia, Vila Sobrinho e São Francisco, além de estudantes, comerciantes e motoristas que utilizam diariamente o corredor.

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