Cidades

CALDEIRÃO

MS é o estado mais quente do Brasil pelo 2º dia consecutivo

Nhumirim e Corumbá bateram recorde nacional de calor nesta terça-feira (8)

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Mato Grosso do Sul foi o estado mais quente do Brasil pelo segundo dia consecutivo, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Municípios de Mato Grosso do Sul registraram as maiores temperaturas do País nesta segunda (7) e terça-feira (8).

Nhumirim (42,3ºC) e Corumbá (42,2ºC) foram as cidades mais calorosas do Brasil ontem (8) ocupando respectivamente o 1º e 2º lugar.

Já anteontem (7), Aquidauana (43,7ºC), Miranda (43,3ºC) e Porto Murtinho (42,9ºC) bateram recorde nacional de calor, ficando em 1º, 2º e 3º lugar, respectivamente.

As maiores temperaturas já registradas na história de Mato Grosso do Sul ocorreram em 2020: 44,6ºC, em 7 de outubro de 2020, em Paranaíba e 44,6ºC, em 5 de outubro de 2020, em Água Clara.

A maior temperatura já registrada na história Brasil foi em 5 de novembro de 2020 em Nova Maringá (Mato Grosso).

Veja os rankings das cidades mais quentes do Brasil:

SEGUNDA-FEIRA, 7 DE OUTUBRO

TERÇA-FEIRA, 8 DE OUTUBRO

Massa de ar quente e seca, que atua no Estado, causa calorão, sol quente, altas temperaturas, tempo seco, céu sem nuvens (mas, encoberto por fumaça), baixa umidade relativa do ar e ausência de chuvas.

RECOMENDAÇÃO

De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo seco e quente requer cuidados aos sul mato-grossenses. Confira as recomendações:

  • Não praticar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia
  • Evitar exposição ao sol das 9h às 17h
  • Usar protetor solar
  • Beber muita água
  • Usar roupas finas e largas, de cores claras e tecidos leves (de algodão)
  • Não fazer refeições pesadas
  • proteger-se do sol com chapéus e óculos de proteção
  • Manter o ambiente arejado, com umidificador de ar, ventilador, toalhas molhadas, baldes cheios d’água e ar condicionado

PRIMAVERA

Primavera começou às 8h44min de 22 de setembro e terminará às 5h20min de 21 de dezembro de 2024 em Mato Grosso do Sul.

A estação é caraterizada pela

  • Floração de plantas
  • Aumento da umidade
  • Retorno das chuvas
  • Dias mais longos/noites mais curtas
  • Transição entre inverno (seca) e verão (chuvoso)

De acordo com prognóstico divulgado pelo meteorologista Natálio Abrahão, a estação será extremamente quente, abafada e calorenta, com temperaturas altíssimas. Segundo o meteorologista, outubro será o mês mais quente do ano.

Portanto, o calor será intenso, nesta estação de primavera, em Mato Grosso do Sul.

Temperaturas máximas poderão variar entre 37ºC e 44ºC, em função da forte radiação solar e da incidência vertical dos raios solares, atingindo os maiores termômetros da história de MS. A radiação ultravioleta atingirá níveis máximos durante a primavera.

Asfalto

Contratos de R$ 46,3 milhões reforçam tapa-buracos em Campo Grande

Cinco novas empresas credenciadas elevam para 12 o número de frentes de trabalho nas ruas da Capital

13/10/2026 10h30

Operação cobre Centro, Cruzeiro, Aero Rancho e outros bairros

Operação cobre Centro, Cruzeiro, Aero Rancho e outros bairros Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande intensificou a manutenção das ruas da Capital e agora opera 12 frentes na operação tapa-buracos, distribuídas nas setes regiões da cidade. 

O fluxo de atendimento começou a ser expandido em junho, na época a cidade contava com duas equipes de atuação, quatro meses depois, este número chegou a 12 grupos, que trabalham simultaneamente nos reparos das vias. 

O reforço aconteceu diante do credenciamento de cinco novas empresas pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central). Os contratos somam R$ 46,3 milhões e têm vigência de um ano.

O Consórcio Central também fornece o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), material utilizado tanto pelas empresas credenciadas quanto pelas duas equipes próprias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Os trabalhos focados nas sete regiões da cidade, abrange os seguintes bairros no Coophatrabalho, Jardim Aero Rancho, Conjunto dos Rouxinóis, Centro e Cruzeiro. 

As frentes também atuam no Jardim dos Estados, Carandá Bosque, Vila Rica, São Francisco, Jardim Botafogo e Mata do Jacinto. O cronograma técnico é organizado pela Sisep conforme a necessidade de cada via.

Os trabalhos integram o programa Vira CG Infraestrutura, que reúne mais de R$ 280 milhões em investimentos em 2026, aplicados em pavimentação, drenagem, recapeamento, ciclovias e manutenção. Outros R$ 40 milhões são destinados aos serviços contínuos de tapa-buracos na Capital.

porto murtinho

Imasul derrota parecer do Ibama e libera desmatamento de 7,3 mil ha

Em reunião realizada pelo Ceca na última sexta-feira, parecer do Ibama foi derrotado por 8 a 7 e voto do representante da Assembleia Legislativa foi decisivo

13/10/2026 09h57

Imagens de satélite de setembro indicam que o desmatamento já pode ter acontecido, mas a autorização nem havia sido aprovada

Imagens de satélite de setembro indicam que o desmatamento já pode ter acontecido, mas a autorização nem havia sido aprovada

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Apesar do parecer contrário para a liberação do desmatamento de 7.316 hectares da Fazenda Baguassu, no município de Porto Murtinho, o Conselho Estadual de Controle Ambiental (Ceca) aprovou, por 8 a 7, a liberação para a supressão de pouco mais de um terço da fazenda que tem 21.725 hectares em área de cerrado, próximo da região pantaneira.

A reunião do Ceca aconteceu na última sexta-feira (2) e o parecer que cobrava novos estudos e redução da área a ser desmatada foi elaborado pelo Ibama. Mas, o Imasul fez uma mobilização especial e conseguiu votos suficientes para derrubar o laudo, segundo um integrante do Conselho, composto por 16 representantes do poder público e da sociedade civil.

Segundo este conselheiro, que diz acompanhar o Ceca faz duas décadas, o resultado da votação favorável ao desmatamento foi completamente anormal e inédito. Até o representante da Assembleia Legislativa (Renato Câmara), que raramente comparece, participou da reunião às vésperas da eleição e seu voto garantiu a vitória àquilo que defendia o Imasul.

Inicialmente o fazendeiro havia solicitado autorização para desmatar 8.040 hectares, mas no meio do andamento do processo, que começou há mais de dois anos, esta área foi reduzida em quase 700 hectares.

De acordo com o projeto, a empresa vai investir quase R$ 35,3 milhões ao longo dos próximos três anos na retirada da vegetação nativa e na aquisição de insumos agrícolas e fertilização do solo. Parte das terras serão destinadas à agricultura e o restante, para criação de gado.

Mas, os técnicos do Ibama entenderam que áreas de brejo e próximas de nascentes seriam desmatadas e por isso exigiam alterações no projeto original. “Conclui-se pela devolução do processo à Diretoria de Florestas – DIFLO para reavaliação da área de supressão da vegetação, ampliando a proteção das áreas de preservação permanente associadas às nascentes e cursos d´’agua perenes e intermitentes, separando áreas brejosas do quantitativo das áreas de supressão, e da reserva legal”, diz trecho do parecer derrotado na reunião da semana passada.

Na sequência, o parecer técnico sugeriu a “realização de novo inventário florestal, excluindo as parcelas sobrepostas as áreas de reserva legal, formações florestais protegidas por lei federal e incluindo as mesmas áreas amostrais do levantamento florístico e fitossociológico, para certificação das fitofisonomias nas áreas de supressão da vegetação. Reanálise dos dados quantitativos de volumetria por espécies a ser autorizada para supressão da vegetação e inclusão para aproveitamento de material lenhoso espécies como Handroanthus impetiginosus (ipé roxo); Hymenaea courbaril (jatobá)”.

Diante disso, “voto pela não emissão da autorização ambiental, por necessidade de adequação do total da área a ser autorizada, considerando a inclusão de áreas de banhados na área de 7.316,9819 hectares e adequação do inventário florestal excluindo áreas amostrais na reserva legal da Fazenda Baguassu, Parte I e II, Porto Murtinho, MS”, concluiu o parecer elaborado pelo Ibama.

Apesar de os debates para autorização de desmatamento estarem acontecendo agora, integrantes do Ceca suspeitam que a supressão da vegetação já esteja acontecendo desde o começo do ano. A suspeita está baseada em imagens de satélite feitas em setembro deste ano e que estariam mostrando que a retirada da vegetação já está em curso e justamente por conta disso é que teria ocorrido a mobilização para barrar o parecer do Ibama.

Recorrência

A autorização para relativa ao desmatamento dos 7,3 mil hectares em Porto Murtinho é somente uma das tantas que estão sendo concedidas nas bordas do Pantanal e até no meio da planície, destaca um dos conselheiros do Ceca. 

Para o dia 12 de novembro, por exemplo, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL) está convocando uma audiência pública para debater o possível desmatamento de área superior a 6 mil hectares da Fazenda Anacã do Corixão II, pertencente ao empreendimento privado Agropecuária Cerro Alegre LTDA.

Por se tratar da retirada de vegetação nativa em área superior a 1 mil hectares, o IMASUL determina que a concessão da licença para tal atividade seja debatida em audiência pública, conforme Resolução CONAMA nº 001/1986.

Conforme o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), realizado pela empresa KW Soluções em Engenharia e Meio Ambiente LTDA, a Fazenda possui uma extensão superior a 16 mil hectares, e a previsão de desmatamento é de 6 mil hectares desse total.


 

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