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Meio Ambiente

MS lança plataformas que identificam queimadas em até 10 minutos

Novas plataformas usam imagens de satélite, inteligência geoespacial e automação para identificar desmatamento e focos de incêndio com mais rapidez, ampliando o monitoramento em todo o Estado

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Mato Grosso do Sul deu mais um passo na modernização da gestão ambiental com o lançamento de duas novas plataformas tecnológicas voltadas ao monitoramento de desmatamento e queimadas.

As ferramentas, apresentadas nesta segunda-feira (8) pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), utilizam inteligência geoespacial, sensoriamento remoto, imagens de satélite de alta resolução e integração de bancos de dados para ampliar a capacidade de prevenção, fiscalização e resposta a crimes ambientais em todo o Estado.

Batizados de Mades (Monitor de Alertas de Desmatamento) e Maques (Monitor de Alertas de Queimadas), os sistemas foram apresentados durante evento que reuniu representantes de órgãos públicos, pesquisadores, especialistas e instituições ligadas à gestão ambiental.

Também participaram integrantes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e da Polícia Militar Ambiental (PMA), responsáveis por parte das ações de monitoramento e combate aos incêndios florestais.

O lançamento ocorreu em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente e integra um conjunto de investimentos realizados pelo Governo do Estado para fortalecer o uso da tecnologia na proteção dos recursos naturais.

Desde 2023, mais de R$ 8 milhões foram destinados à aquisição de imagens de satélite, desenvolvimento de sistemas, infraestrutura tecnológica e aprimoramento das ferramentas de monitoramento ambiental.

Monitoramento mais rápido e preciso

Uma das principais novidades das plataformas é a capacidade de cruzar automaticamente informações ambientais com bases oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), autorizações ambientais, unidades de conservação e outros bancos de dados estratégicos utilizados pelo Estado.

Segundo o diretor-presidente do Imasul, André Borges, a automação reduz significativamente o tempo gasto em análises técnicas e permite que as equipes concentrem esforços em ações mais estratégicas.

“A plataforma cruza informações com as bases oficiais, permitindo respostas mais rápidas e precisas. Com isso, conseguimos reduzir em aproximadamente 80% a necessidade de análises manuais, otimizando o trabalho das equipes técnicas e fortalecendo as ações de fiscalização”, destacou.

A nova geração dos sistemas também amplia a velocidade de identificação de ocorrências ambientais. Os alertas de queimadas podem ser emitidos em até dez minutos após a detecção do evento, enquanto os alertas de desmatamento passam a ser gerados em até cinco dias.

Além da rapidez, a melhoria na resolução das imagens utilizadas pelos sistemas aumenta a capacidade de interpretação dos dados e a precisão na identificação de alterações ambientais.

De acordo com Diego Brito, responsável pela Unidade de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental do Imasul, o avanço tecnológico representa um salto importante na qualidade das análises realizadas pelo órgão.

“Passamos a trabalhar com imagens de satélite com um nível muito superior de detalhamento. Isso proporciona mais precisão na identificação de alterações ambientais e mais segurança para a tomada de decisões técnicas”, explicou.

Integração fortalece fiscalização

As novas plataformas também foram desenvolvidas para fortalecer a integração entre os setores de monitoramento, fiscalização e licenciamento ambiental.

Segundo o diretor de Licenciamento e Fiscalização do Imasul, Luiz Mário Ferreira, a tecnologia permite uma conexão mais eficiente entre as informações geradas pelos sistemas e os processos administrativos relacionados ao controle ambiental.

“Estamos avançando para uma gestão cada vez mais moderna, baseada em tecnologia e inteligência de dados. Essas ferramentas garantem mais eficiência na análise das informações e maior segurança para a tomada de decisões”, afirmou.

A integração dos dados também deve beneficiar diretamente as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, especialmente durante o período de estiagem, quando o risco de queimadas aumenta em diversas regiões do Estado.

Para o capitão do Corpo de Bombeiros Militar e responsável pelo setor de Geomonitoramento da Diretoria de Proteção Ambiental, Alexandre Araújo, o acesso rápido às informações pode tornar as operações mais eficientes.

“Receber informações mais rápidas e precisas sobre os eventos de fogo nos permite planejar melhor as operações, direcionar recursos de forma mais eficiente e atuar com maior rapidez nas áreas afetadas”, ressaltou.

Tecnologia como aliada da preservação

Além da apresentação das novas plataformas, o encontro promoveu debates sobre inovação tecnológica, monitoramento ambiental e cooperação institucional.

A proposta é ampliar a troca de experiências entre os órgãos envolvidos e fortalecer estratégias conjuntas para prevenir e combater o desmatamento ilegal e os incêndios florestais.

A expectativa do Imasul é que os sistemas ampliem a capacidade preventiva do Estado, permitindo a identificação mais rápida de ocorrências, a redução dos danos ambientais e o fortalecimento das ações de proteção dos biomas sul-mato-grossenses.

Com a adoção das novas tecnologias, Mato Grosso do Sul busca consolidar o uso de inteligência de dados e monitoramento remoto como ferramentas centrais para a gestão ambiental, reforçando a fiscalização e o acompanhamento das áreas naturais em um momento de crescente preocupação com os impactos das mudanças climáticas e dos eventos extremos.

Guerra

Trump acusa Irã de derrubar helicóptero americano e diz que EUA 'precisam responder' ao ataque

Um barco-drone resgatou dois pilotos do Exército que estavam a bordo do helicóptero de ataque Apache

09/06/2026 17h30

Helicóptero Apache

Helicóptero Apache U.S Army

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou o Irã pelo abate de um helicóptero do Exército americano perto do Estreito de Ormuz nesta terça-feira, 9. O republicano afirmou que os EUA devem responder ao ataque.

Um barco-drone resgatou dois pilotos do Exército que estavam a bordo do helicóptero de ataque Apache quando ele caiu perto da via navegável que o Irã fechou efetivamente durante sua guerra contra os EUA e Israel.

Trump disse em uma publicação nas redes sociais que ambos os militares "estão bem e ilesos". "No entanto, os Estados Unidos devem, por necessidade, responder a este ataque", escreveu Trump.

Autoridades militares não revelaram o que causou a queda do helicóptero Apache, informando que o acidente está sob investigação. Pouco antes de publicar sua acusação, Trump afirmou que acabara de saber que o Irã era o responsável.

O helicóptero caiu enquanto o Oriente Médio ainda se recuperava após Irã e Israel trocarem tiros no dia anterior, no maior golpe até então após o frágil cessar-fogo na guerra. A televisão estatal iraniana informou na terça-feira que os ataques israelenses mataram pelo menos dois membros das unidades de defesa aérea do país.

Resgate

O acidente ocorreu por volta das 3h30 da manhã, horário local, na costa de Omã, enquanto o helicóptero realizava uma patrulha, informou o Comando Central dos EUA.

Um barco não tripulado localizou os dois aviadores depois que eles passaram cerca de duas horas na água, disse o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA. Ele afirmou que este foi o primeiro resgate marítimo conhecido realizado por um drone pelas Forças Armadas dos EUA.

Os helicópteros AH-64 Apache têm sido um recurso fundamental para as Forças Armadas americanas na imposição do bloqueio aos carregamentos de petróleo bruto e aos petroleiros iranianos, com o objetivo de pressionar Teerã a chegar a um acordo para colocar fim à guerra.

Os helicópteros também têm sido usados pelos Emirados Árabes Unidos para derrubar drones iranianos. O drone usado para realizar o resgate era uma embarcação de 7,3 metros chamada Corsair, disse Hawkins. Ele é fabricado pela Saronic Technologies.

O drone foi designado para a Força-Tarefa 59, criada em 2021 como a primeira unidade não tripulada e de inteligência artificial da Marinha que se concentra na segurança marítima no Oriente Médio, incluindo o Estreito de Ormuz e o Canal de Suez.

Desde que os EUA e Israel começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro, a guerra abalou a economia global, elevou os preços da energia em todo o mundo e encareceu muitos produtos básicos, incluindo alimentos.

Autoridades não conseguiram transformar o cessar-fogo de abril em um acordo para encerrar definitivamente o conflito, especialmente à medida que Israel intensifica e expande sua campanha militar no Líbano contra o grupo radical xiita Hezbollah, que é pró-Irã.

*Com informações da Associated Press (AP).
 

Violência

Execução de idoso de 82 anos em MS intriga polícia e familiares

Marcas de tiros na janela, depoimentos divergentes e relatos sobre interesse no imóvel da vítima estão entre os elementos analisados pela investigação

09/06/2026 16h44

Foto: Divulgação

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A execução de um idoso de 82 anos dentro da própria residência mobiliza a Polícia Civil e levanta uma série de questionamentos em Três Lagoas.

José Bernardino da Silva Sobrinho foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira (8) em sua casa, localizada na Rua Itacil Pereira Martins, no bairro Guanabara. A principal hipótese investigada é de que ele tenha sido assassinado enquanto dormia.

O corpo foi localizado por volta das 13 horas, após familiares acionarem a Polícia Militar. O filho da vítima informou ter encontrado o pai aparentemente sem sinais de vida dentro do quarto.

Ao chegar ao imóvel, ele teria percebido danos em uma das janelas da residência e, ao se aproximar da cama, constatado que o idoso estava com o corpo frio.

Quando os policiais chegaram ao local, identificaram sinais que apontavam para uma morte violenta. Ainda do lado de fora da residência, foi possível observar marcas compatíveis com disparos de arma de fogo na janela do quarto onde José Bernardino dormia. O corpo estava sobre a cama, coberto por um lençol, com apenas a cabeça descoberta.

A cena reforçou a suspeita de que o criminoso tenha agido sem sequer entrar na residência. De acordo com os primeiros levantamentos periciais, os disparos teriam sido efetuados através de uma veneziana de ferro localizada na janela do quarto, atingindo diretamente o local onde a vítima repousava.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica e das equipes da Polícia Civil, além de investigadores da Seção de Investigações Gerais (SIG).

Os exames periciais revelaram a violência da ação criminosa. José Bernardino apresentava perfurações provocadas por arma de fogo na cabeça, no abdômen, em uma das mãos e nos dois cotovelos.

Durante a perícia, seis cápsulas deflagradas foram recolhidas e encaminhadas para exames técnicos. O material poderá auxiliar os investigadores na identificação da arma utilizada e, eventualmente, do autor dos disparos.

Outro aspecto que chamou a atenção das autoridades foi a situação encontrada no imóvel. A residência estava fechada com correntes e cadeados, sendo necessário rompê-los para que a perícia e a remoção do corpo fossem realizadas.

Ao longo da ocorrência, o filho da vítima prestou novos esclarecimentos aos investigadores. Segundo informações apuradas, algumas declarações apresentaram divergências em momentos distintos do atendimento policial.

O conteúdo desses relatos passou a integrar a investigação e será analisado pela equipe responsável pelo caso.

Além disso, uma amiga próxima da família trouxe uma informação considerada relevante para os investigadores.

Conforme o depoimento, José Bernardino teria comentado recentemente sobre o interesse de terceiros em adquirir sua residência por valores considerados muito abaixo do mercado. Segundo ela, o idoso demonstrava incômodo com as constantes tentativas de negociação.

Diante desse contexto, a motivação do crime ainda permanece indefinida. A Polícia Civil trabalha com diferentes linhas de investigação e busca esclarecer se a execução possui relação com interesses patrimoniais, conflitos pessoais ou outras circunstâncias ainda desconhecidas.

A apuração está sob responsabilidade da Seção de Investigações Gerais (SIG), do Núcleo Regional de Investigações (NRI) e da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas. Até o momento, ninguém foi preso.

Tratado inicialmente como homicídio qualificado, o caso segue cercado de mistério. A principal pergunta que permanece sem resposta é quem planejou e executou a morte de José Bernardino da Silva Sobrinho e qual teria sido a motivação para o crime.

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