Cidades

21º REMESSA

Mato Grosso do Sul recebe 50,9 mil doses nesta quinta-feira

São 26,4 mil doses da Coronavac e 24,5 mil doses da AstraZeneca

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A vigésima primeira remessa com 50,9 mil doses de vacina contra Covid-19, com 26,4 mil da Coronavac e 24,5 mil da AstraZeneca, chega às 18h30 desta quinta-feira (13) no Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR).

Com isso, o Estado totaliza 1.044.320 doses recebidas do imunizante. As vacinas serão distribuídas aos 79 municípios nesta sexta-feira (14).

Últimas notícias

De acordo com o secretário de estado de Saúde, Geraldo Resende, todas as doses da Coronavac serão destinadas à pessoas que estão com a segunda dose atrasada. Não haverá primeira dose.

Imunizantes da AstraZeneca serão destinados ao adiantamento da segunda dose e à aplicação da primeira dose. 

Coronavac

Pessoas com a segunda dose da Coronavac atrasada aguardam a dose de reforço há cerca de 45 dias, ultrapassando o recomendado pelo laboratório, que é de 28 dias entre as doses.

Não há segunda dose para todas as pessoas que estão com vacinação atrasada, portanto a prioridade é para pessoas que estão com agendamento marcado há mais tempo. 

O atraso se deve à contratempos na importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para fabricação da vacina pelo Instituto Butantan. 

O Ministério da Saúde orienta que a população tome a segunda dose mesmo atrasada para completar o esquema vacinal e garantir a proteção adequada contra a Covid-19.

O infectologista André Barbosa explica ao Correio do Estado que o atraso na aplicação da segunda dose não traz riscos à saúde da população e não diminui a eficácia da vacina.

“Não existe um prazo determinado, é possível receber a segunda dose depois de uma semana, 12 dias, 15 dias, a proteção não vai mudar, será exatamente a mesma e a pessoa será imunizada”.

AstraZeneca

A vacinação em gestantes, com doses da AstraZeneca, está suspensa em todo o país, após orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

A recomendação foi feita após uma grávida desenvolver trombose e falecer após ter tomado a dose da AstraZeneca, no Rio de Janeiro. 

A Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) garante que Campo Grande utiliza apenas doses da Pfizer para vacinar gestantes. 

De acordo com a Anvisa, grávidas podem se vacinar apenas com doses da Coronvac ou Pfizer. 

Vacinômetro

plataforma disponibilizada pela SES divulga em tempo real a situação do processo de imunização em cada município do Estado.

As pessoas podem informar-se a respeito quantas doses foram aplicadas (dose 1 e dose 2); percentual de vacinados; percentual de imunizados; grupos que já receberam a vacina; entre outros.

Segundo dados da ferramenta, 877.198 doses já foram aplicadas no Estado e 22,63% da população sul-mato-grossense está vacinada.

Mato Grosso do Sul é o Estado que mais vacinou no Brasil, de acordo com dados das secretarias estaduais de saúde das 27 unidades federativas.

Na Capital, 322.199 doses já foram aplicadas, sendo 244.048 da primeira e 78.151 da segunda. Com isso, 26,93% da população campo-grandense está vacinada. 

Confira aqui o calendário atualizado de imunização na Capital. Os dados são do vacinômetro disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde.

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Saúde

Campo Grande cria núcleo para investigar falhas e riscos na rede de saúde

Nova estrutura da Sesau terá 15 profissionais e ficará responsável por analisar incidentes e eventos adversos, monitorar protocolos e propor mudanças nos atendimentos

24/07/2026 17h52

Sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável pela criação do novo Núcleo Municipal de Segurança do Paciente em Campo Grande.

Sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável pela criação do novo Núcleo Municipal de Segurança do Paciente em Campo Grande. Foto: Divulgação

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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) criou uma nova estrutura para identificar riscos, analisar incidentes e acompanhar problemas relacionados à segurança de pacientes atendidos na rede pública de Campo Grande.

A criação do Núcleo Municipal de Segurança do Paciente (NMSP) foi oficializada nesta sexta-feira (24), por meio da Resolução Sesau nº 1.013, publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

O núcleo terá atuação sobre todos os serviços da rede municipal de saúde e será responsável por desenvolver medidas destinadas a reduzir riscos durante a assistência prestada aos pacientes.

Entre as atribuições previstas estão a identificação, análise e avaliação de não conformidades nos processos assistenciais, além do acompanhamento de dados relacionados a incidentes e eventos adversos registrados nos serviços municipais.

Na prática, as informações deverão servir para identificar situações que possam comprometer a segurança do paciente e permitir a adoção de medidas para evitar que problemas semelhantes voltem a ocorrer.

A resolução também determina que o núcleo acompanhe alertas sanitários e comunicações de risco, promova ações de gestão de riscos e desenvolva atividades permanentes de capacitação dos profissionais da saúde.

Plano municipal terá protocolos de segurança

Uma das principais atribuições do novo núcleo será elaborar, implantar e monitorar o Plano Municipal de Segurança do Paciente (PMSP).

O documento deverá reunir estratégias destinadas à gestão de riscos e à redução de eventos adversos nos serviços de saúde. Os fluxos para monitoramento dos incidentes também serão estabelecidos pelo plano.

Além disso, caberá ao NMSP implantar e acompanhar protocolos de segurança do paciente, monitorar indicadores e propor mudanças nos processos assistenciais quando forem identificados problemas.

A resolução prevê ainda a divulgação de informações e resultados relacionados à segurança do paciente, embora o texto não estabeleça, neste momento, periodicidade ou formato para a publicação desses dados.

Grupo terá 15 profissionais

O núcleo será formado inicialmente por 15 profissionais de nível superior da área da saúde, que serão escolhidos por ato do secretário municipal de Saúde, Marcelo Luiz Brandão Vilela.

Profissionais de nível médio também poderão ser incorporados de maneira complementar. Os integrantes terão mandato de dois anos, com possibilidade de recondução.

A estrutura contará com coordenador, vice-coordenador, secretário, membros titulares e suplentes. As atividades serão desempenhadas durante a própria jornada de trabalho dos servidores, mediante liberação da chefia imediata.

O núcleo terá autonomia técnica para executar suas atribuições.

Reuniões serão realizadas todos os meses

Pelo regimento publicado juntamente com a resolução, o grupo deverá se reunir ordinariamente uma vez por mês, além da possibilidade de encontros extraordinários sempre que houver necessidade.

Entre as competências do colegiado estão monitorar indicadores, analisar eventos adversos, promover capacitações, atualizar o Plano Municipal de Segurança do Paciente e apresentar propostas para melhorar os processos assistenciais da rede.

Os integrantes também poderão emitir pareceres e propor ações. As reuniões poderão começar com quórum correspondente a um terço dos membros.

A criação do NMSP está fundamentada, entre outras normas, na RDC nº 36/2013 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que trata de ações voltadas à segurança do paciente nos serviços de saúde.

A resolução entrou em vigor com a publicação desta sexta-feira.

 

Postura

Após venda do consórcio, TCE-MS cobra explicações da prefeitura sobre acordo de 2020

Conselheiro afirma que a administração municipal mantém postura de inércia diante de falhas

24/07/2026 17h45

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) concedeu 10 dias para que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), explique a ausência de diversas obrigações previstas no Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) do transporte coletivo, firmadas em 2020, uma vez que, segundo o documento, a venda do Consórcio à empresa goianiense HP Mobilidade não isenta a prefeitura de cumprir obrigações anteriores.  

A determinação publicada em diário oficial nesta sexta-feira (24) foi feita pelo conselheiro Waldir Neves Barbosa, que também exige esclarecimentos sobre as exigências feitas à nova empresa que deve assumir o Consórcio Guaicurus nos próximos meses. 

Na decisão, conselheiro afirma que a administração municipal mantém uma postura de inércia diante de falhas históricas do transporte público, como a ausência de abrigos cobertos nos pontos de ônibus, superlotação, atrasos, veículos com goteiras, bancos e janelas quebrados e a falta de climatização da frota.

Um dos principais pontos destacados é a falta de implantação e manutenção de novos abrigos para passageiros.

Segundo o TCE, apesar de a prefeitura ter apresentado um plano para os pontos de parada, cadastrado as localizações, além de criar, em 2023, uma comissão para elaborar uma parceria público-privada (PPP) destinada à instalação e modernização dos abrigos, o prazo para cumprir a obrigação venceu em fevereiro de 2024 "sem que as medidas fossem efetivadas".

Na avaliação do conselheiro, obrigar idosos, pessoas doentes, mães com crianças de colo e demais usuários a aguardarem ônibus ao lado de postes, muitas vezes expostos ao sol e à chuva, representa um tratamento "no mínimo desumano".

O Tribunal também critica a falta de fiscalização da prefeitura sobre a concessionária ao longo dos anos. Conforme a decisão, o município não adotou medidas eficazes para exigir melhorias no serviço, fator que perpetuou a continuidade de problemas recorrentes, como superlotação, atrasos constantes, infiltrações nos veículos, falta de conforto e ausência de ar-condicionado, cenário que coloca Campo Grande entre os sistemas de transporte mais precários do país.

Além das explicações sobre os pontos de ônibus, o TCE determinou que a prefeitura encaminhe um plano detalhado de cadastramento, registro e implantação dos pontos de parada, indicando datas para execução das ações.

Venda recente

Do mesmo modo, o conselheiro considera necessário que a prefeita informe quais exigências concretas foram feitas ao novo grupo responsável pela concessão e quais prazos foram estabelecidos para corrigir os problemas do transporte coletivo. Segundo ele, a simples anuência da prefeitura à mudança no controle da concessionária, sem garantias de melhoria do serviço, não é razoável nem aceitável.

Na decisão, Waldir Neves ressalta que a gestão municipal responde diretamente perante o Tribunal de Contas pelas omissões relacionadas ao serviço e pelos prejuízos causados ao patrimônio público e à população.

Ao final, o conselheiro determinou que a prefeita apresente respostas quanto ao descumprimento do TAG, cronogramas para resolver os problemas do transporte coletivo,medidas exigidas da nova concessionária e as ações que serão adotadas internamente pelo município.

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