Cidades

LUTA

No Cambarecê, lembrança do massacre de coléricos durante a Retirada da Laguna

No Cambarecê, lembrança do massacre de coléricos durante a Retirada da Laguna

MONTEZUMA CRUZ, DE CAMBARECÊ E PORTO CANUTO

24/10/2012 - 18h45
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“Compaixão para com os coléricos”, dizia o cartaz escrito pelo médico da tropa e pendurado numa árvore. Não adiantou. Em abril de 1867, paraguaios mataram a tiros soldados brasileiros da tropa do Coronel Carlos Camisão e também atearam fogo na macega e na clareira onde a maioria agonizava vítima da doença, na Mata do Cambarecê (“choro de negro”).

Perseguidos durante 35 dias, os soldados andavam a pé, enfrentando fogo, chuva e rios inundados até alcançarem Porto Canuto. 

A trágica lembrança foi trazida pelo subcomandante do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro, general de Divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz, durante a 8ª Marcha da Retirada da Laguna.

 “Ao abandonar os coléricos em Cambarecê, os soldados caminhavam em silêncio, como se quisessem apagar da memória aquele momento”, disse Santos Cruz.

Leia a reportagem completa.

 

LUTO

Morre Dácio Corrêa, referência do colunismo social em Campo Grande

Jornalista, estilista e produtor de eventos marcou época ao retratar a vida social da Capital e ficou conhecido pelo estilo expansivo e presença em festas e programas de televisão

23/05/2026 19h00

Dácio Corrêa ficou conhecido por retratar a vida social de Campo Grande e marcou época no colunismo sul-mato-grossense

Dácio Corrêa ficou conhecido por retratar a vida social de Campo Grande e marcou época no colunismo sul-mato-grossense Reprodução

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Morreu no início da tarde deste sábado (23), aos 83 anos, o colunista social Dácio Corrêa, um dos nomes mais conhecidos da comunicação e da vida social de Campo Grande. Segundo informações da equipe de enfermagem que o acompanhava, ele morreu em casa, por causas naturais.

Natural de Aquidauana, Dácio nasceu em 23 de novembro de 1942 e construiu uma trajetória ligada ao jornalismo, à moda, à televisão e à produção de eventos. Durante décadas, foi um dos personagens mais emblemáticos do colunismo social sul-mato-grossense, registrando festas, casamentos, desfiles e encontros que ajudaram a contar a história da elite campo-grandense.

O reconhecimento público ganhou força em 1983, quando foi convidado por Orley e Tereza Trindade para assinar uma coluna no jornal A Crítica. A partir dali, o nome de Dácio passou a ser associado à cobertura social da Capital, em um período em que as colunas impressas exerciam forte influência na vida pública da cidade.

Antes da atuação no jornalismo, Dácio já transitava pelo universo da moda como estilista e produtor. Depois da consolidação como colunista, ampliou a presença na mídia com programas de televisão locais e também se destacou na organização de eventos tradicionais da cidade, entre eles as feijoadas que reuniam empresários, políticos e personalidades de Mato Grosso do Sul.

Conhecido pelo jeito expansivo e frases que se tornaram marcas pessoais, Dácio costumava definir sua atuação como "um colunismo que celebra, nunca destrói". Outro bordão associado à sua imagem era o "eu vou, mas eu volto", repetido em aparições públicas e programas de televisão.

Além da carreira na comunicação, também teve passagem pela vida pública. Foi candidato a vereador em Campo Grande e atuou como assessor-chefe na Secretaria Municipal de Assistência Social.

Nos últimos anos, já mais distante da rotina intensa de eventos e aparições públicas, seguia lembrado como um dos rostos mais conhecidos de uma geração do colunismo social que marcou a memória da Capital.

O velório será realizado a partir das 8h deste domingo (24), na Capela Jardim das Palmeiras, na Avenida Tamandaré. O sepultamento está previsto para 10h30, no mesmo local.

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DESENVOLVIMENTO SOCIAL

MS sobe em ranking nacional de qualidade de vida e fica em 7º no país

Estado ficou acima da média brasileira no Índice de Progresso Social 2026, levantamento que avalia indicadores ligados à saúde, educação, segurança, moradia e inclusão social

23/05/2026 18h30

Mato Grosso do Sul ficou acima da média nacional em ranking que avalia qualidade de vida, inclusão social e acesso a serviços essenciais no país

Mato Grosso do Sul ficou acima da média nacional em ranking que avalia qualidade de vida, inclusão social e acesso a serviços essenciais no país Divulgação

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Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com melhor qualidade de vida do Brasil no Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado nesta semana. O Estado alcançou a 7ª colocação nacional, com pontuação de 64,14, acima da média brasileira, que ficou em 63,40.

O levantamento avalia condições sociais e ambientais nos 5.570 municípios brasileiros e considera indicadores relacionados à saúde, educação, segurança, moradia, saneamento, acesso à informação, inclusão social e oportunidades. Diferentemente de rankings econômicos, o IPS não utiliza dados de Produto Interno Bruto (PIB) ou renda para compor a nota.

Na classificação geral, Mato Grosso do Sul ficou atrás apenas do Distrito Federal e dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

O estudo foi elaborado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com outras instituições nacionais e internacionais ligadas ao monitoramento de desenvolvimento social.

Entre os destaques do desempenho sul-mato-grossense está a dimensão “Oportunidades”, considerada uma das áreas mais desafiadoras do índice em nível nacional. O eixo reúne indicadores ligados a direitos individuais, acesso ao ensino superior, inclusão social e liberdade de escolha.

Mesmo com média nacional abaixo de 50 pontos nesse quesito, Mato Grosso do Sul ficou entre os estados com desempenho superior ao índice brasileiro.

O relatório também aponta resultado acima da média nacional na dimensão “Necessidades Humanas Básicas”, que considera fatores como acesso à água, saneamento, moradia, alimentação, cuidados médicos e segurança pessoal.

Segundo os organizadores, os melhores desempenhos nessa categoria se concentram nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, especialmente em municípios de menor porte, que apresentam melhores índices de infraestrutura urbana e acesso a serviços públicos.

O estudo ainda destaca a relação entre desenvolvimento econômico e avanços sociais. Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul registrou crescimento impulsionado principalmente pela agroindústria, cadeia da celulose, bioenergia e atração de investimentos privados.

Ao mesmo tempo, o Estado ampliou programas voltados à qualificação profissional, inovação e expansão do ensino técnico e superior, áreas consideradas estratégicas para melhorar indicadores sociais e ampliar oportunidades de emprego e renda.

O levantamento completo do IPS Brasil 2026 está disponível no portal oficial do índice.

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