Cidades

INFRAESTRUTURA

Novo trecho da Ernesto Geisel deve ser revitalizado

Obras abrangem 14,4 km da avenida e vão diminuir o risco de enchentes

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Foi publicada no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul desta sexta-feira (13) a solicitação para que empresas de engenharia e arquitetura apresentem projetos para reformar e revitalizar parte da Avenida Presidente Ernesto Geisel. 

Segundo a solicitação, a empresa elaborará projetos básicos e executivos de infraestrutura, arquitetura, urbanismo e paisagismo, com o objetivo de fazer intervenções do fundo de vale do Córrego Segredo e revitalização da pista.  

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, a obra ainda não tem prazo para ser iniciada e a realização dependerá do que a empresa escolhida determinar.  

“A contratação será para elaborar um projeto para revitalização da avenida e fazer uma avaliação estrutural da barragem de concreto, pois com o tempo a obra foi sendo danificada, precisamos estudar para saber como está a situação no local”, afirmou.  

As obras fazem parte do programa Viva Campo Grande II. Os recursos serão provenientes do financiamento feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e está orçado em R$ 2,3 milhões. A empresa terá o prazo de seis meses para entregar o projeto pronto à Prefeitura de Campo Grande.  

Enchentes

De acordo com a coordenadora da Central de Projetos da Prefeitura de Campo Grande, Catiana Sabadin Zamarrenho, será recapeada toda a avenida no sentido norte da cidade, e o foco principal é a bacia de contenção de enchentes e soluções de drenagem.  

“Vão ser várias bacias, mas a principal será na rotatória com a Avenida Rachid Neder, em que sempre que ocorre chuva intensa na cidade sofre com inundação”, relatou a coordenadora.  

Ao todo, serão recapeados 14,4 km, sendo 7,2 km em cada via. As obras vão começar na frente do Shopping Norte Sul e vão até a rotatória da Rua Canaã.

OBRA

Atualmente, a prefeitura já realiza as intervenções na região sul da cidade, em frente ao Shopping Norte Sul. A agente de Saúde Rose Aparecida de Sousa trabalha próximo ao local e afirma que as obras causam transtornos em todo o entorno. “Espero que melhore a situação, há anos vivemos com esse problema”, disse.  

Fiorese afirmou que a falta de repasses da União e o aumento expressivo nos preços dos materiais de construção civil impactaram o andamento das obras.

Segundo o secretário, algumas empresas, como a que detém o contrato de revitalização da Avenida Ernesto Geisel, entraram com pedido de reanálise. “Mas isso vamos ver depois da conclusão dos estudos que estão sendo feitos pela equipe técnica da Sisep e que devem ser finalizados no fim do mês”, apontou.  

A revitalização da Avenida Ernesto Geisel foi iniciada em 2017 e abrange trecho de quase dois quilômetros, atravessando os bairros Coophamat, Taquarussu, Jacy e Marcos Roberto.  

“A obra da Ernesto Geisel está passando por adequações, a empresa responsável entrou com pedido de reanálise e estamos pontuando se é tecnicamente possível atender toda sequência de trabalho, tivemos problema no repasse de recursos em 2019 e no ano passado, por causa da pandemia”, explicou o titular da Sisep.

O projeto prevê a construção de paredões de gabião para proteger as margens da erosão e evitar o transbordamento do rio, além de drenagem, ciclovia, urbanização e recapeamento das pistas.

Conforme destacou o secretário, 65% das intervenções já foram executadas. A conclusão total, incluindo recapeamento das vias, deve ocorrer apenas no ano que vem, caso não haja atraso nos repasses.

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EMPREENDIMENTO

Empresa de logística investe mais R$ 73 milhões em Campo Grande

Novo empreendimento da LOG será construído ao lado de condomínio que já funciona na Capital; documento publicado nesta segunda-feira estabelece compensação ambiental de R$ 368 mil

28/09/2026 12h39

Novo empreendimento da LOG será construído ao lado de condomínio que já funciona na Capital

Novo empreendimento da LOG será construído ao lado de condomínio que já funciona na Capital Divulgação

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Um novo investimento milionário no setor logístico de Campo Grande apareceu na edição desta segunda-feira (28) do Diário Oficial do Município. Documento publicado pela prefeitura aponta valor de referência de R$ 73,6 milhões para a implantação de um novo empreendimento da LOG Commercial Properties na Capital.

O montante consta em termo de compromisso de compensação ambiental firmado entre o Município, com interveniência da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), e a LOG Campo Grande II SPE Ltda.

Pelo documento, o empreendimento tem valor de referência de R$ 73.605.464,81 e, com base nele, a prefeitura calculou uma compensação ambiental de R$ 368.027,32, correspondente a 0,5% do total.

O projeto representa uma nova etapa da expansão da empresa em Campo Grande. A LOG já possui um condomínio logístico em funcionamento na Capital, que recebeu investimento estimado em R$ 161 milhões e soma aproximadamente 63 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL). 

A nova unidade, denominada LOG Campo Grande II, será instalada na Avenida Zila Corrêa Machado, no entroncamento da Avenida Guaicurus, no Bairro Rita Vieira, ao lado do empreendimento já existente. Documentos financeiros da companhia confirmam que o projeto está em desenvolvimento e envolve aquisição, construção e expansão do imóvel.

A expansão já havia sido anunciada pela companhia em março deste ano, quando a LOG informou que pretendia aplicar aproximadamente R$ 100 milhões no Campo Grande II, com mais de 40 mil m² de ABL e entrega prevista para o primeiro semestre de 2027. 

O documento publicado agora pela prefeitura, porém, traz um valor diferente. Para efeitos do licenciamento e do cálculo da compensação ambiental, o novo complexo foi avaliado em R$ 73,6 milhões.

Dos R$ 73,6 milhões considerados como valor de referência, R$ 368 mil terão de ser destinados à compensação ambiental.

Segundo o termo, o empreendimento foi enquadrado nos critérios ambientais previstos no Decreto Municipal nº 14.114/2020, especificamente no item referente à implantação em unidades de conservação – Área Diretamente Afetada (ADA).

Assinado em 25 de setembro, o termo terá validade de 12 meses, com possibilidade de prorrogação.

Expansão

A primeira unidade da LOG na Capital já possui aproximadamente 63 mil m² de ABL. Com a segunda operação, a companhia pretende ultrapassar a marca de 100 mil m² de galpões logísticos em Campo Grande. 

No site da própria empresa, o empreendimento de Campo Grande é apresentado em terreno de 84.180,78 m², com módulos a partir de 1,2 mil m², pé-direito de 12 metros, piso com capacidade para seis toneladas por metro quadrado, estacionamento e pátio de manobras para carretas.

A expansão faz parte do plano nacional de crescimento da LOG, que prevê acrescentar mais de 2 milhões de m² de área locável ao portfólio da companhia até 2028, sendo cerca de 20% desse crescimento concentrado no Centro-Oeste. 

DEPENDÊNCIA

Com ICMS travado, repasse federal 'salva' cofres de Campo Grande

Mesmo com o aumento da isenção do IRPF, os repasses relativos ao FPM tiveram alta de 10,3%, o maior índice de crescimento entre as importantes fontes de receita municipal

28/09/2026 12h06

Mesmo com aumento da isenção, retensão do IR na folha de pagamento também teve aumento superior ao da inflação

Mesmo com aumento da isenção, retensão do IR na folha de pagamento também teve aumento superior ao da inflação

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Apesar do apoio popular, a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, em vigor desde o começo de 2026, foi “vendido” como catastrófico para os cofres municipais no final do ano passado. Os números de agora, porém, mostram uma realidade bem diferente. Prova disso é que o repasse relativo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para Campo Grande cresceu 10,3% entre setembro do ano passado e agosto deste ano se comparado com igual período do ano anterior.

E não foi só o FPM que cresceu, passando de R$ 319 milhões para R$ 351 milhões, mas a retensão do IRPF na folha de pagamentos também teve alta, de 4,9%, índice que supera a inflação oficial do período, que ficou em 4,47%.

Nos 12 meses relativos a setembro de 2024 a agosto de 2025, a retensão de IRPF garantiu R$ 342 milhões aos cofres municipais de Campo Grande. Agora, conforme suplemento do Diogrande publicado nesta segunda-feira (28), o valor chegou a R$ 359 milhões.

No final do ano passado, após o anúncio de que haveria isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês, a administração municipal estimou perda de pelo menos R$ 3 milhões mensais nos repasses, já que o imposto de renda é um dos principais componentes do FPM. 

Na época, a Associação das Secretarias de Finanças das Capitais estimou perda de R$ 9,5 bilhões nas receitas municipais. Desde montante, R$ 4,6 bilhões seriam relativos ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e R$ 4,85 bilhões da isenção ou redução do IR sobre a folha de salários dos servidores municipais.

Mas, apesar das previsões pessimistas, dentre as seis principais fontes de receita da administração municipal da Campo Grande, (ISS, IPTU, ICMS, FPM, IPVA e IRPF), o FPM teve o maior crescimento no balanço quadrimestral publicado nesta segunda-feira, aumentando em 10,3%.

O ICMS, que é o imposto repassado pelo Governo do Estado, por sua vez, teve o pior desempenho, crescendo apenas 2,4%. Na prática, então, o repasse estadual para Campo Grande encolheu, já que o crescimento ficou em apenas 50% do índice da inflação oficial.

Outro repasse estadual, o IPVA, teve desempenho melhor que o ICMS, com aumento de 9,4%, perdendo apenas para o crescimento feito pelo Governo Federal. O valor saiu de R$ 234 milhões da R$ 256 milhões.

Em terceiro lugar no percentual de crescimento ficou o Impostos Sobre Serviços (ISS), a principal fonte de recursos da prefeitura de Campo Grande, com alta de 8,6%. O valor saltou de R$ 704 milhões para R$ 765 milhões.

Na sequência aparece o IPTU, que cresceu apenas 8,1%, apesar do aumento da taxa de lixo para cerca de 50% dos proprietários de imóveis e a redução de 20% para 10% no desconto daqueles que pagara o imposto à vista. No balanço relativo ao segundo quadrimestre do ano passado a soma dos 12 meses anteriores chegou a R$ 651 milhões. Agora, imposto sobre imóveis somou R$ 704 milhões.

Os dados da administração municipal revelam que o faturamento bruto teve crescimento superior ao da inflação nos últimos doze meses, passando de R$ 5,763 bilhões para R$ 6,181 bilhões, o que representa incremento de R$ 7,2%.

O problema é que as despesas brutas como pessoal tiveram aumento maior que a arrecadação, de 8%. Nos 12 meses encerrados em agosto do ano passado estes gastos somaram R$ 3,574 bilhões. Agora, chegaram a R$ 3,861 bilhões. 

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