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A 50 dias do Natal, plano de liberação do centro ainda não está pronto

Com cronograma apertado e diversas insatisfações dos comerciantes, obras do Reviva serão entregues apenas em 2022

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A 50 dias do Natal, a Prefeitura de Campo Grande ainda não tem um plano de quando as obras do Reviva Centro serão paralisadas, conforme promessa da administração. 

As obras serão remanejadas para áreas mais distantes do miolo central, onde o volume de comércio é maior, ou seja, as intervenções não vão parar, mas serão feitas nas extremidades do microcentro. Entretanto, ainda não foi estabelecido como isso será feito.

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De acordo com a Unidade Gestora do Programa Reviva (UGP), o plano é concluir as obras que estão sendo feitas no centro até o fim de novembro, para que as interdições sejam paralisadas durante o período natalino para evitar transtornos no trânsito e também a queda de vendas dos comércios.  

O modo como isso será feito ainda está sendo estudado, mas a certeza é que as interdições, que estão por toda a cidade e travando o trânsito, especialmente nos horários de pico, vão dar uma acalmada durante as festas.  

A previsão é de que a UGP defina quais ruas passarão por obras no fim do ano até a semana que vem.  

OBRAS INACABADAS

Se, por um lado, isso é uma boa notícia para quem vai às compras e quem vai vender, por outro, se as obras não forem concluídas e ficarem apenas interditadas para evitar acidentes, ficará evidenciado ainda mais um problema comum, percebido por muitos comerciantes: frentes de obras paradas sem conclusão.  

Basta uma breve caminhada pelas ruas para ver diversas áreas com calçadas quebradas, trechos interditados e homens andando de um lado para o outro sem ocupação, além de muita desordem. Esse cenário vem tirando o sono dos comerciantes, que veem as vendas e sua rentabilidade caírem.  

O cenário descrito por todos é o seguinte: os trabalhadores quebram a calçada, por exemplo, e deixam o trabalho sem conclusão durante semanas ou até mesmo meses.  

Aline Souza, 23 anos, tem uma lanchonete na Rua 15 de Novembro com a Pedro Celestino, local que atualmente está interditado. Ela conta que suas vendas baixaram 70% após o começo das obras em frente ao seu comércio.  

“Fazia um tempo que eles não apareciam para trabalhar aqui, hoje eles vieram. Faz umas duas semanas que quebraram a calçada aqui da frente e não vieram arrumar de volta. A minha clientela caiu bastante porque a rua está fechada e, também, ninguém quer comer onde tem poeira”, conta.

A comerciante ainda se queixa da falta de limpeza da rua por parte dos operários, que almoçam e deixam isopores de marmitas e garrafas PET jogadas, restando a ela o serviço de juntar os resíduos para jogar fora.  

“Hoje não tem nada jogado porque mais cedo eu recolhi tudo. Depois que eles comeram, deixaram dentro da sacola também, mas não é assim todos os dias”, relata indignada.  

Do outro lado da rua, um comerciante, que preferiu não se identificar, alega que aos sábados não viu ninguém trabalhando no trecho. Embora a empresa responsável tenha dito que o trabalho não para, a reportagem não encontrou trabalhadores no feriado de Finados.  

“Eles ficam andando de um lado para o outro, meio sem saber o que fazer. Isso quando vêm, tem dias que eles nem aparecem. Tem um buraco que ficou um bom tempo aí, então veio um e fechou. Agora eles abriram de novo, porque falaram que não era para fechar. Só nisso, pensa o tanto de dinheiro que não vai”.  

Em outro ponto da cidade, na Marechal Rondon, nas obras que estão próximas ao trecho da Orla Morena e da antiga rodoviária, o cenário se repete: frentes de obras paralisadas, cercadinhos fechando trechos de calçadas que aguardam concretamento e homens olhando enquanto dois ou três trabalham.  

Ali os comerciantes também sentem o peso no bolso. Na esquina da Rua Joaquim Nabuco com a Marechal Rondon, uma calçada está inacabada faz dois meses: sem concreto, o único meio de passagem é um passadiço de madeira sem acessibilidade ou segurança.  

“Ninguém quer parar o carro aqui ou descer para entrar na loja: quando não é a poeira, é o barro que se forma quando chove”, disse Edson Alexandre, 48 anos, que tem comércio na esquina sem calçamento.

Em relação à frequência de trabalho, a reclamação do comerciante se repete.

“Eles vêm, quebram tudo e não terminam. Eu não entendo o planejamento deles, mas acho que o mais certo seria trabalhar em uma quadra de cada vez, sabe? Quebra tudo que tiver que quebrar, arruma e, depois, vai para outro canto”, analisa.  

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, explicou que, às vezes, a demora se dá pelo fato de a equipe encontrar interferências, como saídas de água ou caixas de esgoto que saem das casas e dos prédios da rua.  

Ele alega também que, no começo das obras, as empresas executoras tiveram problemas com a falta de paver, um tipo de tijolo que está sendo usado nas calçadas, mas agora esse problema já foi resolvido e as empreiteiras procuram não demorar tanto.  

O secretário também lembra que nas esquinas é preciso fazer as rampas de acessibilidade, mas isso pode sofrer interferências também.  

“Às vezes tem que fazer rampa e onde vai colocar tem poste de iluminação ou de semáforo, então, é preciso remanejar, o que acaba atrasando”.

Sobre ter diversas frentes de trabalho abertas ao mesmo tempo, Fiorese disse que essa é uma forma de trabalho comum, já que o serviço é feito em sequência: a equipe que quebra o calçamento não é a mesma que a refaz, assim como o meio-fio e o asfalto são feitos por equipes distintas. 

Dessa forma, se forem fazer o trabalho quadra a quadra, as equipes ficarão sem trabalho quando não for seu momento de atuar.  

A UGP afirmou que as obras em calçadas na Marechal Rondon estão dentro do cronograma planejado, porém, com as chuvas que caíram nas últimas semanas, aconteceram atrasos, uma vez que algumas bases de calçadas precisaram ser refeitas algumas vezes.  

Por sua vez, a empresa responsável pelo trecho disse que a referida calçada está sem concreto há dois meses porque a concessionária de água quebrou e não arrumou de volta.  

A Águas Guariroba disse que é a responsável apenas por refazer a troca dos ramais de água para a revitalização da rede e que a responsabilidade pela reposição da calçada é da prefeitura.  

SINALIZAÇÃO

A demora e as diversas interdições simultâneas têm deixado motoristas e pedestres estressados e confusos pelo Centro de Campo Grande. 

Durante essa semana, a reportagem do Correio do Estado observou que a quantidade de engarrafamentos e travamentos no trânsito aumentou de forma significativa. 

Além disso, é comum agentes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) não estarem nos locais mais críticos para coordenar o fluxo de carros e motos.  

O caos também se dá por conta da falta de sinalização prévia sobre as ruas interditadas: o motorista sabe do fechamento quando já está muito perto do trecho em questão, atrapalhando a si e aos outros.  

De acordo com a UGP, a comunicação com a população está sendo feita por meio dos meios de comunicação, mensagens via WhatsApp para os impactados diretos, instalação de faixas de aviso de interdições no trânsito, reuniões públicas virtuais, apresentação dos projetos na Câmara Municipal e no Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU), parceria com o Consórcio Guaicurus para distribuição de informações e criação de grupos de trabalho (GT) com segmentos específicos, como Educação Ambiental.

Além disso, estão sendo feitos: “produção de releases; instalação de faixas de aviso de interdição no trânsito; instalação do escritório local no centro da cidade para plantão de dúvidas; produção de vídeos informativos sobre os projetos, com divulgação nos canais diretos com os impactados; criação de um grupo socioambiental que faz a comunicação direta, porta a porta, sobre o andamento das interdições; e manutenção diária de notícias sobre o andamento das obras no site do Reviva”.

De acordo com a Agetran, os agentes de trânsito são necessários apenas nos pontos de lentidão. Nesses casos, o recomendado é ter paciência e respeitar o tempo do semáforo.  

“Muitas vezes, os agentes de trânsito têm outros pontos para atender fora das obras, em cantos mais críticos. Se o semáforo está funcionando, não tem por que ter agente no local”, afirma Carlos Gomes Guarini Leite da Silva, chefe da Divisão de Operação e Coordenação e Fiscalização de Trânsito da Agetran.

Em relação à sinalização, ele explica que cones e cavaletes que avisam sobre as interdições estão sendo roubados.

Prazo de entrega

A segunda etapa do Reviva Centro começou no dia 10 de abril, e as obras têm previsão para serem executadas em 15 meses, se o prazo se confirmar. 

A estimativa é de que a entrega seja no aniversário de Campo Grande de 2022. A revitalização do microcentro engloba 21 km de via. O trecho custará R$ 70 milhões, vindos de empréstimo com o Bancos Interamericano do Desenvolvimento.

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Violência Doméstica

Mãe usa código do "pedido de lanche" e é salva com os filhos

Mulher aciona a Guarda Civil Metropolitana e usa frase de emergência para denunciar descumprimento de medida protetiva na Capital

10/05/2026 17h18

Mulher aciona a Guarda Civil Metropolitana e usa frase de emergência para denunciar descumprimento de medida protetiva na Capital

Mulher aciona a Guarda Civil Metropolitana e usa frase de emergência para denunciar descumprimento de medida protetiva na Capital Divulgação Guarda Civil Metropolitana

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A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Campo Grande atendeu, na noite desta quinta-feira (8), uma ocorrência de violência doméstica após uma mulher de 33 anos utilizar um código de emergência durante ligação para o número 153.

Ao telefone, a vítima informou que “o pedido de lanche já estava chegando”, frase usada para indicar que estava em situação de risco dentro da própria residência, localizada na região do Jardim Columbia.

Ao perceber o pedido de socorro, o atendente solicitou imediatamente o endereço e acionou uma viatura da GCM. Quando os agentes chegaram ao local inicialmente informado, moradores relataram ter ouvido gritos e discussões vindos de uma casa vizinha, auxiliando na identificação correta do imóvel.

Na residência, os guardas encontraram a mulher acompanhada dos três filhos menores de idade e em visível estado de nervosismo. Segundo relato da vítima, o ex-companheiro havia deixado o local poucos minutos antes da chegada da equipe.

A mulher informou ainda que possui Medida Protetiva de Urgência expedida recentemente e que o suspeito estaria descumprindo a determinação judicial ao se aproximar da residência.

Após colher as informações, a GCM realizou buscas em pontos indicados pela vítima, incluindo um posto de combustíveis e ruas da região, mas o suspeito não foi localizado.

Os agentes retornaram à residência para orientar a mulher sobre medidas de segurança e reforçaram que ela deve acionar imediatamente a Guarda Civil Metropolitana pelo 153 ou a Polícia Militar pelo 190 em caso de nova aproximação do autor.

A ocorrência reforça a atuação das forças de segurança no atendimento rápido a mulheres em situação de violência doméstica. Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Mato Grosso do Sul já contabiliza 8.448 vítimas de violência doméstica desde o início do ano. 

Como pedir ajuda

  • Polícia Militar (190): é o canal mais rápido para emergências e flagrantes, quando o crime está acontecendo naquele momento;
  • Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180): funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo suporte, orientação e recebimento de denúncias anônimas de violência contra a mulher;
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos;
  • Disque Denúncia (181): canal destinado a denúncias anônimas;
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs): responsáveis pelo registro de ocorrências e atendimento especializado às vítimas.

Sistema integrado de proteção

O serviço oferece:Orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento, como Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referência, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Defensorias Públicas e Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres; informações sobre a localização dos serviços especializados de atendimento; registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.

O contato pode ser feito de qualquer lugar do Brasil, tanto por ligação telefônica quanto pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180. Em situações de emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

Nos casos de denúncia de cárcere privado, tráfico de mulheres ou risco iminente de morte, as atendentes da Central de Atendimento à Mulher acionam um protocolo de emergência.

Com isso, a coordenação da Central e a Ouvidoria da Secretaria de Políticas para as Mulheres recebem automaticamente o registro da ocorrência por e-mail.

A partir desse procedimento, a Ouvidoria entra em contato com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou com a delegacia mais próxima para que as providências sejam tomadas de forma imediata.

A Central e a Ouvidoria foram criadas para apoiar mulheres em situação de violência, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamento adequado para garantir proteção e acesso aos seus direitos.

MORTES

Madrugada de frio intenso faz três vítimas por hipotermia em Campo Grande e Dourados

Nas ocorrências, os policiais constataram que não havia sinais de violência nos corpos das vítimas, o que aumenta as chances das morte terem sido causadas pelo frio

10/05/2026 17h00

Homem encontrado morto às margens da BR-163, em Dourados, não apresentava sinais de violência

Homem encontrado morto às margens da BR-163, em Dourados, não apresentava sinais de violência Crédito: Osvaldo Duarte / Dourados News

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A madrugada nas duas maiores cidades de Mato Grosso do Sul foi de muito frio e, consequentemente, afetou a população mais vulnerável. Foram registrados três mortes decorrentes de fato atípico nas delegacias de Campo Grande e Dourados. A Polícia Civil investiga a possibilidade de terem ocorrido devido a hipotermia causada pelas baixas temperaturas ou, até mesmo, por overdose.

O primeiro caso registrado teve como vítima um homem de 58 anos, identificado como Enéias Marinho de Souza, encontrado morto na Vila Moreninha III, em Campo Grande. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento da Cepol (Depac-Cepol). 

Segundo relatos do Corpo de Bombeiros, a vítima apresentava sangramento pela boca, sem sinais aparentes de violência e em rigidez cadavérica.

A vítima foi encontrada por seu irmão, o qual relatou que ao localizar Enéias naquela situação, acionou imediatamente a Polícia Militar. Ele informou ainda que o homem era usuário de drogas.

O corpo foi encontrado em uma residência abandonada e em condições insalubres. A perícia criminal aponta que, em razão das circunstâncias, há indícios de que o homem se encontrava em situação de vulnerabilidade social, possivelmente fazendo uso de drogas. Os peritos não descartam a possibilidade de morte decorrente de exposição ao frio ou de eventual uso excessivo de entorpecentes.

Segunda vítima

O segundo caso foi no bairro Vila São Jorge da Lagoa, também em Campo Grande. Na ocasião, Edson Romeiro Francoum, de 63 anos, foi encontrado morto.

A equipe do Corpo de Bombeiros constatou o óbito perto de um bar, que estava fechado no momento da chegada dos militares. No local estavam os proprietários e moradores do imóvel, os quais relataram que a filha deles foi quem acionou a PM.

De acordo com as testemunhas, Edson era conhecido na vizinhança, sendo usuário de álcool e drogas. O irmão dele compareceu ao local do fato e confirmou o relato de que a vítima era alcoólatra e fazia uso de maconha, além de frequentemente desaparecer por dias, retornando sem dar notícias.

O local permaneceu preservado pela Polícia Civil até a conclusão dos trabalhos periciais e demais procedimentos de praxe. O caso foi registrado como morte decorrente de fato atípico na Depac-Cepol.

Dourados

Em Dourados, o corpo de um homem de 45 anos foi encontrado às margens da rodovia BR-163. No local, a área encontrava-se preservada pela Polícia Rodoviária Federal. A vítima estava caída no interior de uma valeta localizada ao lado do Pesqueiro Canoas.

Um responsável da empresa CCR Vias (atual Motiva Pantanal), concessionária que administra o trecho da rodovia, esteve presente no local junto com um médico.

Ele informou que a equipe da CCR Vias foi acionada por usuários da rodovia, os quais relataram que havia um indivíduo caído às margens da via, aparentemente sem sinais vitais. Diante da informação, a equipe deslocou-se até o local e acionou o SAMU, sendo posteriormente constatado o óbito.

A perita criminal que compareceu ao local informou preliminarmente que não foram constatadas marcas aparentes de ferimentos no corpo da vítima, sendo levantada a hipótese de morte por hipotermia ou possível overdose.

O corpo não pôde ser identificado, pois o homem não portava documentos pessoais. Nenhum familiar ou conhecido compareceu ao local para realizar eventual reconhecimento da vítima.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento de de Dourados.

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