Cidades

Risco extremo

Seis cidades de MS registram umidade do ar abaixo de 10%

O calor não dará trégua nos próximos dias, pois MS está em uma bolha de calor atmosférico, e a situação deve se agravar no final de semana

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Nesta quarta-feira (4), seis cidades de Mato Grosso do Sul registraram índices extremos de umidade relativa do ar, abaixo de 10%. O recorde negativo foi registrado no município de Paranaíba, com 7% de umidade, um nível prejudicial à saúde e com risco de morte.

Segundo informações meteorológicas, o calor não dará trégua nos próximos dias, pois o estado de Mato Grosso do Sul está em uma bolha de calor, conhecida como "domo de calor", que significa que estamos em uma espécie de panela de pressão atmosférica. A situação deve se agravar nos próximos dias.

Segundo dados do meteorologista da Uniderp, Natálio Abrahão, seis cidades de Mato Grosso do Sul registraram umidade relativa do ar abaixo de 10%, estabelecendo novos recordes.

Paranaíba -7%
Tres lagoas -8%
Chapadão -8%
Costa Rica -8% 
Água Clara- 9%
Cassilândia- 9% 

Outras sete cidades também registraram umidade relativa do ar abaixo de 12%.

Santa Rita do Pardo -11%
Bataguassu -11%
São Gabriel -12%
Campo Grande -12%
Sidrolândia -12%
Pedro Gomes -12%
Jardim -12% 

O calor também não dá trégua. Apesar da baixa umidade relativa do ar, a sensação térmica registrada é altamente perigosa. Na tarde de hoje, o município de Água Clara registrou 40,9ºC, com sensação térmica de 46ºC.


Água Clara 40,9º, com sensação térmica de 46ºC
Pedro Gomes 40,8º, com sensação térmica de 44ºC
Paranaíba 39,6ºC, com sensação térmica de 44ºC
Rio Brilhante 39,3, com sensação térmica de 42ºC
Paranaíba 39,6ºC, com sensação térmica de 44ºC


Risco extremo para saúde 

A baixa umidade relativa do ar pode causar ou agravar algumas doenças e trazer sintomas ao corpo humano.

O sistema respiratório é o mais afetado, pois, segundo médicos especialistas, o ar seco favorece o ressecamento das vias aéreas e a mucosa não consegue proteger o organismo de diversas infecções. Além disso, o período de queimadas deixa o ar com mais agentes particulados e poluição, que também causam alergias.

É comum o desencadeamento de crises de asma, sinusite e rinite.

O ar seco também mantém suspensos vírus e bactérias, que podem causar inflamações na garganta, gripes e resfriados, além de desencadear crises de asma, sinusite

Até pessoas que não tem doenças ou predisposições podem ser afetadas por sintomas como dor de cabeça, cansaço, coriza, sangramento no nariz e pressão na face.

A pele também sofre com ressecamento e podem surgir dermatites, crises de coceira e vermelhidão.

Nos olhos, os sintomas incluem ressecamento, inflamação, coceira, vermelhidão e dor, podendo ocorrer também conjuntivite alérgica.

Quando os índices estão abaixo de 10%, a situação é considerada de emergência, pois há riscos graves para a saúde, podendo levar à morte.

Entre os riscos, está o aumento de casos de acidente vascular cerebral (AVC), já que a falta de umidade deixa os brônquios mais fechados, o que atrapalha o fluxo sanguíneo em direção aos pulmões e força o bombeamento de sangue pelo coração.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o sangue fica mais espesso e torna mais fácil o entupimento dos vasos sanguíneos, o que pode causar o AVC.

Há também risco para pessoas com problemas cardíacos e hipertensos.

Situação deve piorar 

Segundo dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), a previsão para os próximos dias é de tempo firme e muito sol.

A previsão indica a continuidade do tempo firme em todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Essa situação ocorre devido à atuação de um sistema de alta pressão atmosférica, que age como um bloqueio e inibe a formação de nuvens, favorecendo um clima quente e seco no Estado.

Ainda segundo informações meteorológicas, no período da tarde, a umidade relativa do ar deve variar entre 8% e 20%.

Segundo os dados meteorológicos, as condições previstas de tempo quente e seco tornam o ambiente propenso à ocorrência de incêndios florestais. Portanto, recomenda-se que a população não ateie fogo em nenhuma situação. 

Preocupados com a saúde humana, recomenda-se beber bastante líquido e umidificar os ambientes

  • Não praticar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia
  • Evitar exposição ao sol das 9h às 17h
  • Usar protetor solar
  • Beber muita água
  • Usar roupas finas e largas, de cores claras e tecidos leves (de algodão)
  • Não fazer refeições pesadas
  • proteger-se do sol com chapéus e óculos de proteção
  • Manter o ambiente arejado, com umidificador de ar, ventilador, toalhas molhadas, baldes cheios d'água e ar condicionado
     

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tempo

Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%

Nova projeção aponta que o fenômeno será o mais forte desde 1950

11/09/2026 23h00

Foto: Ilustração Nottus/Divulgação

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A probabilidade de que o fenômeno El Niño durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul seja muito forte passou de 90%. É o que aponta a nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) divulgada na quinta-feira (10). 

A projeção aponta, ainda, que há a probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950. 

O monitoramento do NOAA traz uma sequência de medições, que apontaram o final do La Niña em abril e a possibilidade do El Niño entre maio e julho, chegando a 61%. Em maio, as condições observadas mostravam que a probabilidade do El Niño havia subido para 82%.

Em junho, o El Niño já era a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. As projeções já indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao final de 2026 e ao verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. 

Em agosto, o El Niño se intensificou ainda mais, com as anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo 3 °C no Pacífico Equatorial Leste.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas regiões Norte e Nordeste o fenômeno ocasiona chuvas abaixo da média e pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água.

Nas áreas mais ao sul do país, o El Niño gera chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. 

Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

em todo o país

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado

Paralisação teve início às 22h de quinta-feira (10)

11/09/2026 21h00

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Os trabalhadores dos Correios paralisaram as atividades por tempo indeterminado em todo o país. A greve teve início às 22h dessa quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o movimento paredista foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Acre, a categoria deve decidir hoje sobre a greve.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

“A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”, disse.

A Findect informou ainda que segue acompanhando o movimento e que aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

“A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.

A reportagem da Agência Brasil pediu um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas ainda não teve resposta.

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