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Transporte Rodoviário

Briga entre gigantes do transporte encarece passagens de Campo Grande a São Paulo

Após a saída da Guerino Seiscento, a Andorinha assumiu o principal trecho entre Campo Grande e São Paulo e as tarifas chegaram a subir quase 30%

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O que começou como uma disputa administrativa entre duas tradicionais empresas do transporte rodoviário interestadual se transformou em um impasse que já afeta diretamente milhares de passageiros de Mato Grosso do Sul.

No centro da controvérsia estão a Empresa de Transportes Andorinha, de Presidente Prudente (SP), e a Guerino Seiscento, de Tupã (SP), protagonistas de um embate que envolve acusações de supostas irregularidades operacionais, decisões judiciais, medidas cautelares da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e reflexos na oferta de viagens entre Campo Grande e São Paulo.

A mais recente decisão da Diretoria Colegiada da ANTT manteve suspensas 23 autorizações da Guerino Seiscento para operação de linhas interestaduais.

Entre elas, estão justamente algumas das rotas mais utilizadas pelos sul-mato-grossenses, como Campo Grande-São Paulo, Campo Grande-Santos, Três Lagoas-São Paulo e Campo Grande-Brasília. A medida permanece válida até a conclusão do processo administrativo instaurado pela agência reguladora. 

Segundo a denúncia apresentada pela Andorinha à ANTT, a Guerino estaria utilizando autorizações de linhas interestaduais para realizar embarques e desembarques que, na prática, caracterizariam operações intermunicipais dentro do Estado de São Paulo.

A empresa denunciante sustenta que essa prática violaria as regras regulatórias e criaria uma concorrência considerada irregular.

A Guerino, por sua vez, nega qualquer irregularidade. Em comunicado oficial, afirma que sempre atuou de acordo com a legislação, critica a adoção da medida cautelar antes da conclusão do processo administrativo e argumenta que milhares de passageiros estão sendo prejudicados pela redução das opções de transporte.

A empresa também informou que continuará recorrendo nas esferas administrativa e judicial para restabelecer suas operações.

Reflexo imediato em Mato Grosso do Sul

Embora a disputa tenha origem em uma discussão regulatória envolvendo operações no Estado de São Paulo, os impactos chegam diretamente a Mato Grosso do Sul.

A ligação entre Campo Grande e a capital paulista é uma das mais importantes do Centro-Oeste, atendendo diariamente estudantes, pacientes que realizam tratamento médico, trabalhadores, empresários e famílias que utilizam o transporte rodoviário como principal meio de deslocamento.

Até a suspensão das autorizações, a concorrência entre as empresas contribuía para uma maior oferta de horários e promoções frequentes, especialmente em períodos de menor demanda.

Agora, passageiros relatam dificuldades para encontrar horários compatíveis e observam mudanças nos preços das passagens.

Concorrência que influencia o bolso

Além da discussão jurídica, o caso também reacende um debate econômico: o impacto da concorrência sobre o valor das tarifas.

Especialistas em regulação do transporte apontam que mercados com mais operadores costumam oferecer maior variedade de horários e promoções, enquanto a redução da concorrência pode diminuir as opções disponíveis ao consumidor.

Ainda assim, o preço das passagens depende de fatores como demanda, custos operacionais, combustível, sazonalidade e estratégia comercial de cada empresa. 

Comparativo de tarifas

A disputa entre as empresas também trouxe reflexos perceptíveis no custo das viagens entre Campo Grande e São Paulo. Antes da suspensão das autorizações da Guerino Seiscento, uma passagem semi-leito na rota custava, em média, R$ 342, enquanto a tarifa da categoria cama girava em torno de R$ 670.

Atualmente, com a operação concentrada na Andorinha, os valores encontrados pela reportagem para o mesmo trajeto são de R$ 430,44 na categoria semi-leito e R$ 858,32 na categoria cama.

Em ambos os casos, o tempo estimado de viagem é de aproximadamente 17 horas, podendo variar conforme o itinerário, as paradas e as condições da rodovia.

Em termos percentuais, a tarifa da categoria semi-leito registrou aumento de 25,9%, enquanto a passagem na categoria cama teve alta de 28,1% em relação aos valores praticados antes da suspensão das linhas da Guerino Seiscento.

Levantamento realizado pelo Correio do Estado evidencia o reajuste nas tarifas do trecho Campo Grande-São Paulo após a suspensão das linhas da Guerino Seiscento.

Obs.: Os valores foram consultados pela reportagem em 13 de julho de 2026 e referem-se ao trecho Campo Grande-São Paulo, podendo sofrer alterações conforme a data da viagem, a antecedência da compra e a disponibilidade de assentos.

Outra opção no trecho

Além da Andorinha, os passageiros que viajam de Três Lagoas a São Paulo também contam com outra alternativa. A Reunidas Paulista opera o trecho e oferece passagens a partir de R$ 285,99, valor inferior ao praticado pela Andorinha na categoria semi-leito.

A empresa, no entanto, possui horários e características operacionais próprias, o que faz com que a escolha dependa da disponibilidade de viagens e do perfil do passageiro.

Processo ainda não terminou

Apesar da repercussão, a própria ANTT ressalta que a suspensão possui natureza cautelar. Ou seja, ela busca preservar o sistema regulatório enquanto são analisadas as provas produzidas durante o processo administrativo.

Ao final da investigação, a agência poderá confirmar ou afastar os indícios apontados na denúncia e decidir pela manutenção, alteração ou revogação definitiva das autorizações. Até lá, a medida permanece em vigor.

Passageiros acompanham com preocupação

Quem depende da rota Campo GrandeSão Paulo vive um cenário de incerteza.

Além da redução das opções de embarque, passageiros relatam preocupação com possíveis aumentos de preços, necessidade de remarcações e dificuldades para encontrar horários compatíveis, principalmente em períodos de férias, feriados prolongados e datas de grande movimento.

Alexandre de Souza, de 33 anos, que utiliza com frequência a rota entre Campo Grande e São Paulo, afirma que a redução da concorrência prejudica diretamente os passageiros.

"São vários os problemas que a gente enfrenta como consumidor. Um deles é o monopólio de poucas empresas. Isso reduz as opções de horários, de ônibus e de preços. Sempre que uma empresa começa a se destacar oferecendo tarifas mais acessíveis e veículos mais modernos, acaba enfrentando dificuldades. No fim, ficamos dependentes das mesmas empresas, com serviços ruins, atendimento ruim, veículos antigos e preços altos."

Na avaliação de Alexandre, quanto maior a concorrência entre as empresas, maiores são as chances de o consumidor encontrar tarifas mais acessíveis, mais horários disponíveis e um serviço de melhor qualidade.

A empresária da beleza Luany Oliveira afirma que a redução das opções de viagens também tem impactado os passageiros que embarcam em Três Lagoas. Segundo ela, além da diminuição dos horários, o atendimento no terminal rodoviário tem gerado reclamações.

 "Está muito difícil comprar passagens em Três Lagoas. Os guichês frequentemente estão fechados, deixando os passageiros sem atendimento e sem informações. Quem precisa viajar diretamente para São Paulo hoje tem apenas a Reunidas como opção. Antes havia também a Guerino Seiscento, e isso diminuía a concentração do serviço. Além disso, quem precisa ir para Campo Grande conta praticamente apenas com os horários das 6h45 e das 23h30, que não atendem às necessidades de grande parte da população."

A empresária também critica a qualidade dos veículos utilizados em algumas viagens.

 "Em alguns casos, você compra a passagem acreditando que viajará por uma empresa, mas, na hora do embarque, o ônibus é da Andorinha. Na minha opinião, os veículos deixam a desejar em conforto e conservação. Quem depende do transporte rodoviário merece um serviço mais eficiente, com atendimento regular nos guichês e mais opções de horários. As empresas precisam rever essa situação e oferecer um atendimento digno aos passageiros, que pagam pela passagem e esperam um serviço de qualidade."

Entenda a disputa

  • A Andorinha denunciou à ANTT supostas irregularidades na operação de linhas interestaduais da Guerino Seiscento.
  • A ANTT instaurou processo administrativo e suspendeu cautelarmente 23 autorizações da empresa.
  • A Diretoria Colegiada manteve a suspensão enquanto o processo segue em análise.
  • A Guerino contesta a decisão, afirma que atua dentro da legalidade e busca reverter a medida na Justiça.
  • Entre as linhas afetadas estão importantes ligações envolvendo Mato Grosso do Sul, como Campo Grande-São Paulo, Campo Grande-Santos e Três Lagoas-São Paulo.

O que diz as empresas 

O Correio do Estado procurou a Guerino Seiscento e a Empresa de Transportes Andorinha para que ambas comentassem a disputa envolvendo as autorizações de linhas interestaduais e os impactos das decisões da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Até o fechamento desta edição, apenas a Guerino Seiscento havia encaminhado posicionamento oficial. A Andorinha não respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa, que poderá ser incorporada a esta matéria caso seja enviada posteriormente.

Confira a íntegra da nota da Guerino Seiscento

NOTA INSTITUCIONAL

A Guerino Seiscento reafirma seu compromisso com a legalidade, a livre concorrência e a prestação de um transporte rodoviário seguro, acessível e de qualidade. Há décadas, conecta diversos estados brasileiros com base em autorizações regularmente expedidas pelo Poder Público e em estrita observância da legislação.

A empresa repudia as denúncias que classifica como falaciosas e infundadas, formuladas por concorrentes com o objetivo de restringir a concorrência.

Segundo a companhia, sua atuação em mercados intermunicipais sempre esteve expressamente prevista na regulamentação do setor, foi realizada com autorizações do Poder Público, sob permanente fiscalização da ANTT, e representa uma parcela minoritária das viagens operadas em linhas interestaduais.

A Guerino também afirma que seu compromisso com a qualidade foi reconhecido pelos próprios passageiros, que a elegeram como a melhor empresa do Estado de São Paulo e a segunda melhor do Brasil na Pesquisa Nacional de Satisfação da ANTT.

Ainda conforme a empresa, o processo administrativo que resultou na suspensão de suas operações foi instaurado e decidido sem que lhe fosse assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Por esse motivo, informa que já adotou as medidas judiciais cabíveis e espera que a ANTT reveja a decisão com base em critérios técnicos, evidências objetivas e no interesse público, priorizando um transporte seguro, eficiente, de qualidade e com ampla oferta de serviços.

A empresa afirma permanecer confiante de que a análise técnica confirmará a regularidade de sua atuação. Destaca, ainda, que essa confiança também é compartilhada por milhares de usuários, que organizaram espontaneamente um abaixo-assinado em defesa da retomada das operações da companhia, documento que, segundo a Guerino, já reúne cerca de 5,2 mil assinaturas.

Por fim, a empresa informa que continuará colaborando com total transparência e mantendo seu compromisso de conectar pessoas, estados e oportunidades com segurança, eficiência e respeito aos milhões de brasileiros que utilizam seus serviços.

campo grande

Ex-funcionário é preso após furtar mais de R$ 13 mil em picanha e bacon de empresa

Homem confessou o crime e revelou que utilizava uma chave antiga guardada desde o período em que trabalhava no local para cometer os furtos

17/08/2026 18h15

Picanha, bacon e suco foram avaliados em R$ 13.630,00

Picanha, bacon e suco foram avaliados em R$ 13.630,00 Foto: Divulgação / Polícia Civil

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Um homem de 24 anos, identificado pelas iniciais L. C. O. E. foi preso após furtar mais de R$ 13 mil em picanha, bacon e suco de uma empresa onde havia trabalhado, no Jardim Carioca, em Campo Grande.

De acordo com a Polícia Civil, na madrugada do último sábado (15), o supervisor de cargas e descargas da transportadora acionou a polícia após notar, pelo sistema de monitoramento, que um ex-funcionário invadiu o depósito de produtos congelados.

Com base em informações de inteligência levantadas pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (Derf), que já monitorava ocorrências anteriores na câmara frigorífica da mesma empresa, equipe tática do Grupo de Operações e Investigações (GOI) intensificou ações de patrulhamento e a vigilância na região.

Por volta das 4h, investigadores, com apoio da Força Tática da Polícia Militar (PM) interceptaram um veículo Chevrolet Onix, na Avenida Sete.

O carro era conduzido pelo ex-funcionário e, dentro do veículo, foram encontrados e apreendidos 13 caixas de picanha fatiada Friboi, avaliadas em R$ 12.950,00; duas caixas de bacon Seara, no valor de R$ 580, e um fardo de suco Prates de 1,5 litro, avaliado em R$ 100, totalizando R$ 13.630,00 em produtos furtados.

O suspeito confessou o crime e afirmou que utilizava uma chave antiga, guardada desde o período em que trabalhava no local, para acessar o escritório e abrir a câmara fria.

Ele disse ainda que havia a suposta colaboração de um outro funcionário atual da empresa nos crimes.

Na abordagem, o suspeito estava acompanhado do irmão, de 26 anos, que alegou ter sido chamado apenas para receber uma suposta carne de presente e que não sabia da origem ilícita dos itens.

Ambos foram detidos e encaminhados à delegacia, onde foram autuados por furto qualificado durante o repouso noturno, pelo concurso de pessoas e pelo abuso de confiança. O caso segue sob investigação.

Picanha, bacon e suco foram avaliados em R$ 13.630,00Caixas de picanha e bacon estavam no interior de um Onix (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Mobilização

IBGE em MS pode entrar em greve; servidores decidem na quarta sobre paralisação

Núcleo estadual está em estado de greve, mas adesão ainda é baixa; assembleia marcada para quarta-feira (19) definirá se servidores de MS vão aderir à paralisação.

17/08/2026 17h54

Servidores do IBGE em Mato Grosso do Sul decidem nesta quarta-feira (19) se aderem à greve nacional.

Servidores do IBGE em Mato Grosso do Sul decidem nesta quarta-feira (19) se aderem à greve nacional. Foto: Reprodução.

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Os servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Mato Grosso do Sul ainda não aderiram à greve iniciada em outras unidades do país e decidirão, na próxima quarta-feira (19), se vão se juntar à paralisação. A decisão será tomada durante uma assembleia geral da categoria no Estado.

O núcleo estadual está atualmente em estado de greve, situação em que os trabalhadores permanecem em atividade, mas se mantêm mobilizados para uma possível paralisação. 

A informação foi confirmada à equipe de reportagem do Correio do Estado por uma servidora do IBGE em Mato Grosso do Sul. Segundo ela, apesar da mobilização nacional, ainda não há greve no Estado.

“O sindicato declarou estado de greve, mas ainda não é greve. Na quarta-feira vai ter uma assembleia geral do sindicato aqui de MS e será votado se vai ter greve ou não”, explicou.

A servidora também relatou que, neste momento, a mobilização entre os trabalhadores sul-mato-grossenses ainda é pequena. Conforme a avaliação dela, mesmo que a paralisação seja aprovada na assembleia, parte dos funcionários poderá permanecer trabalhando.

“A adesão dos servidores aqui está baixa. Se for declarado, muitos aqui não vão aderir”, afirmou.

A situação coloca Mato Grosso do Sul entre os oito núcleos que, conforme levantamento divulgado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE-SN), estão em estado de greve, etapa anterior à eventual aprovação de uma paralisação.

Além de Mato Grosso do Sul, estão nessa condição os núcleos de Sergipe, Piauí, Espírito Santo, a unidade do Chile, no Rio de Janeiro (RJ), a unidade do Canabarro, também no Rio de Janeiro (RJ), Paraná e Rio Grande do Sul.

Mato Grosso e Pará possuem indicativo de greve, enquanto Bahia e Sede já aprovaram a paralisação.

Greve começou em 10 de agosto

A mobilização nacional dos trabalhadores do IBGE começou em 10 de agosto e faz parte de um calendário de reivindicações definido durante a Reunião de Direção Nacional da ASSIBGE-SN, realizada entre 9 e 11 de julho.

A paralisação ocorre em meio a uma escalada das divergências entre servidores e a direção do instituto, comandada pelo presidente Marcio Pochmann.

Entre as reivindicações apresentadas pelo sindicato estão questões relacionadas ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD) dos servidores que ingressaram por meio do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), além da criação de comissões paritárias para discutir o programa e a experiência dos novos funcionários.

A pauta também inclui o retorno dos critérios anteriores para pagamento da indenização de campo, reajuste e garantia de direitos aos trabalhadores temporários, eleição do Comitê de Carreira, negociação dos dias paralisados em uma greve anterior na unidade do Chile, no Rio de Janeiro (RJ), e reabertura dos canais de diálogo entre trabalhadores e direção.

Um dos principais pontos de insatisfação envolve justamente as regras de trabalho dos novos servidores.

De acordo com a entidade sindical, trabalhadores aprovados no concurso haviam recebido a informação de que poderiam ingressar no regime híbrido depois de determinado período, mas uma portaria publicada posteriormente teria modificado essa previsão.

O sindicato questiona ainda mudanças relacionadas à indenização de campo, benefício destinado a trabalhadores que realizam atividades externas.

Paralisação já atinge outros estados

Enquanto Mato Grosso do Sul ainda discute uma possível adesão, a greve já alcança unidades do IBGE em outras regiões.

No Rio de Janeiro, segundo informações divulgadas pelo sindicato, a mobilização chegou à sede do instituto e à Superintendência Estadual. Na Bahia, a entidade informou adesão de parte dos trabalhadores.

Apesar do avanço da mobilização, não há, até o momento, indicação de suspensão ou adiamento das divulgações estatísticas programadas pelo IBGE.

A estratégia da ASSIBGE-SN é ampliar gradualmente o movimento nos estados. A entidade orienta que cada núcleo realize sua própria assembleia antes de aderir formalmente à paralisação.

De acordo com as orientações distribuídas aos trabalhadores, após a aprovação da greve em uma unidade, o núcleo sindical deve comunicar oficialmente a decisão à respectiva Superintendência ou Diretoria e encaminhar a ata da assembleia à Executiva Nacional da entidade.

A orientação é para que a paralisação comece 72 horas depois da deliberação local.

Servidores são orientados a interromper atividades

Caso a greve seja aprovada em Mato Grosso do Sul na quarta-feira, os servidores que decidirem aderir deverão comunicar individualmente a decisão à chefia imediata e ao núcleo sindical.

Os dias de paralisação deverão ser registrados no sistema de controle de frequência com o código correspondente à greve, para posterior negociação.

A orientação também alcança os funcionários que trabalham remotamente. Segundo o sindicato, quem aderir ao movimento deverá interromper integralmente as atividades profissionais durante a paralisação, inclusive o acesso aos sistemas internos, Microsoft Teams, e-mails e mensagens relacionadas ao trabalho.

A entidade também orienta os núcleos a realizarem levantamentos periódicos sobre o número de servidores que aderirem, permitindo acompanhar a evolução do movimento em cada estado.

Categoria questiona gestão do instituto

Além das reivindicações trabalhistas, representantes sindicais têm feito críticas à condução administrativa do IBGE.

A ASSIBGE-SN questiona decisões relacionadas à participação dos servidores na gestão, às condições estruturais das unidades e à área de tecnologia do instituto.

Entre os pontos levantados está uma contratação estimada em aproximadamente R$ 80 milhões envolvendo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

O sindicato questiona a transferência de serviços e recursos tecnológicos e sustenta que o próprio IBGE dispõe de estrutura de processamento de dados.

A entidade também relata problemas de infraestrutura em unidades do instituto, incluindo dificuldades relacionadas à internet, energia elétrica, mobiliário e espaços destinados ao trabalho presencial.

Em relação aos servidores que participarem da greve, o sindicato afirma que a adesão ao movimento não configura falta grave.

A entidade ressalta, porém, que decisões do Supremo Tribunal Federal admitem o desconto dos dias não trabalhados, salvo quando houver acordo para compensação.

Em Mato Grosso do Sul, porém, qualquer paralisação ainda depende da decisão dos próprios servidores. A assembleia de quarta-feira será o ponto decisivo para definir se o Estado continuará apenas em estado de greve ou passará a integrar efetivamente o movimento nacional.

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