Cidades

Investimento

Pacotão Federal destinará R$ 425 milhões para obras em rodovias de MS

Investimento será destinado às BRs 262, 267, 158 e 163, principais eixos federais de escoamento da produção agrícola do Estado

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No final da tarde da última quarta-feira (8), o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou o pacote federal com recursos destinados à obras de importantes vias federais. Os recursos fazem parte do Plano de 100 Dias, que planeja ações a serem iniciadas pelo Governo Federal de forma prioritária até abril deste ano.

Nesta quinta-feira (9), o governador Eduardo Riedel, que cumpre agenda em Brasília, revelou que o valor destinado a obras de infraestrutura em Mato Grosso do Sul deve ser aproximadamente R$ 425 milhões.

O investimento será destinado a obras nas BRs 262, 267, 158 e 163, consideradas os principais eixos federais de escoamento da produção agrícola de Mato Grosso do Sul. A expectativa é de que os recursos, bem aplicados, melhorem as condições para que a safra deste ano chegue aos principais portos do país, aumentando a competitividade no mercado.

Após reunião com o ministro da Agricultura, Pesca e Abastecimento, Carlos Fávaro, Riedel destacou a importância do investimento do Governo Federal.

"Todas (essas BRs) são estruturantes para o escoamento de nossa safra. O ministro nos deu esse cenário e a tranquilidade que precisamos para trabalhar, produzir, continuar nosso processo de crescimento. Não tenho dúvida que caminharemos juntos no desenvolvimento do Estado".

Riedel foi ao Ministério da Agricultura acompanhado dos secretários Eduardo Rocha (Casa Civil), Jaime Verruck (Desenvolvimento), e da ministra do Planejamento, Simone Tebet.

Reprodução: Governo do Estado.

Segundo Riedel, o Ministro garantiu continuidade nos convênios que o Estado já possuía com a pasta.

"Fomos bem recebidos e o ministro reafirmou seu compromisso com a agropecuária sul-mato-grossense, dando continuidade aos convênios que já temos", completou.

Além do escoamento das safras, durante a manhã, também estiveram em pauta o futuro econômico de Mato Grosso do Sul, com a chegada de empresas do ramo de papel e celulose ao Estado, além do crescimento da área agricultável de grãos, cana-de-açúcar, e outros.

"Agradeço a essa visita feita pelo governador Eduardo Riedel, junto à ministra Simone Tebet e seus secretários. Foi uma visita de cortesia, mas muito produtiva. Falamos sobre os convênios que Mato Grosso do Sul tem com o ministério, a continuidade deles, falamos de estrutura e da safra recorde, já que Mato Grosso do Sul tem expandindo muito e precisa do apoio do Governo Federal", destacou Fávaro.

 

Agenda

 

Durante a manhã desta quinta-feira (9), Eduardo Riedel participou de reuniões com o deputado federal Luiz Ovando, com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e a diretora de Assuntos Corporativos da América Latina, Catharina Pires. No final do período, ocorreu a visita ao ministro Fávaro.

Já durante à tarde, está prevista a ida do governador ao lado de Verruck e Rocha para reunião com os ministros Renan Filho (Transportes), Cida Gonçalves (Mulheres) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). A agenda do dia deve ser fechada com reunião na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), onde a senadora Tereza Cristina também deve estar presente, assim como a ministra Simone Tebet.

 

Pacote de obras

 

O pacotão federal de obras nas rodovias foi anunciado pelo ministro Renan Filho após reunião com os ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Márcio França (Portos e Aeroportos), além de representantes da ANTT, Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), PRF (Polícia Rodoviária Federal) e outros.

Tudo faz parte do Plano de 100 Dias, que planeja ações a serem iniciadas pelo Governo Federal de forma prioritária até abril deste ano, contando com R$ 1,7 bilhão divididos em 311 empreendimentos - o valor até o fim do ano pode chegar a casa dos R$ 2,7 bilhões em obras e manutenção das principais rotas do escoamento brasileiro.

O plano foi dividido em dois eixos: Mato Grosso do Sul está inserido no Corredor Sul Sudeste, pensado no escoamento via portos de Santos (SP), Vitória (ES) e Paranaguá (PR). Ainda não há detalhamento com datas e pontos das vias que passarão por obras.

Também aparecem na lista Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Já o outro eixo é o Arco Norte, que conta com estradas federais que passam pelos estados de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Maranhão e Bahia.
 

OPERAÇÃO LÍVIA

Seis adolescentes envolvidos na morte de menina em MS são alvos de nova ação

Segunda fase da Operação Lívia ocorre nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e no Distrito Federal

15/09/2026 07h30

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou a segunda fase da Operação Lívia

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou a segunda fase da Operação Lívia Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A segunda fase da Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (15), cumpre seis mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra adolescentes envolvidos na morte de uma menina de 13 anos, no município de Naviraí.

A ação investiga uma rede que usava a internet para recrutar, chantagear e induzir crianças e adolescentes a práticas de violência, automutilação e suicídio.

Os mandados de busca e apreensão e medidas cautelares são cumpridos na Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os alvos da operação têm entre 14 e 17 anos.

A ação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), e conta com a participação das polícias civis dos estados envolvidos. 

Primeira fase

Encontrada sem vida na manhã do dia 22 de julho, em Naviraí, Lívia, de 13 anos, foi incitada ao autoextermínio por grupos extremistas.

No dia 4 de agosto, a primeira fase da Operação Livia foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em conjunto com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP). 

Na época, foram cumpridas de forma simultânea, cinco adolescentes foram apreendidos e um adulto foi preso.

De acordo com a delegada Anne Karine Trevisan, a investigação identificou que a organização criminosa, a qual opera em ambiente virtual, é coordenada principalmente por adolescentes, e o único adulto preso na operação praticava os crimes antes da maioridade penal.  

Modus Operandi

De forma anônima, os criminosos sequer saberiam as identidades ou localizações reais uns dos outros, criando inclusive perfis falsos com fotos de pessoas de outro sexo para conseguir atrair as vítimas. 

"Então eles começam a procurar pela família; onde estuda, e diante de todas aquelas informações, se passa por outra pessoa. E importante frisar que nenhuma rede social dessas pessoas condizia com a foto delas. Era sempre outro tipo de pessoa, de sexo, realmente para conseguir trazer a vítima", disse a delegada em entrevista realizada no mês passado.

Como confirmado pela Depca, adolescentes e também crianças foram cooptados para serem vítimas dessa rede criminosa.  

"Existem crianças vítimas também, nós constatamos isso. Nessa noite que teve esse 'evento', porque é assim que eles chamam dentro dos grupos nomeados por eles de 'panelas', ocorreu uma automutilação. Logo na sequência que é divulgado esse suicídio, porque não houve moderação, houve falha na plataforma Discord que não foram derrubados, teve essa automutilação em outro Estado", comenta a titular da Depca.

Segundo explicação dada pela delegada, é como se os administradores de cada "panela" se tornassem os donos de cada uma dessas vítimas. 

Ainda conforme a delegada, um adolescente, de 14 anos, apreendido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi quem determinou “todas as coordenadas” à adolescente que morreu em Naviraí.

Paralisação

Greve nos Correios: TST determina manutenção de 80% do efetivo

Movimento começou na última quinta-feira

14/09/2026 21h00

Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria.

A decisão foi proferida no último sábado (12) pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, após a estatal recorrer ao tribunal para garantir o funcionamento mínimo da empresa, que considera a greve abusiva.

O presidente entendeu que o serviço prestado pelos Correios é essencial e que a greve pode impactar nas eleições.

"A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista", afirmou o ministro.

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve na quinta-feira (10) e buscam a aprovação do acordo coletivo de trabalho 2025/2026. Os sindicatos da categoria contestam o modelo de restruturação da estatal, que prevê o fechamento de agências, redução de distritos postais. A categoria também afirma que não pode ser responsabilizada pela crise financeira da estatal.

Campanha salarial

O movimento grevista teve início na última quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a deflagração aconteceu após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

Entregas
Em nota à imprensa, os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da greve.

"Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico", informou a estatal.

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