Cidades

TENTATIVA

Para economizar R$ 1 milhão, tapa-buraco é reduzido

Com menos equipes das ruas, prefeitura quer poupar recursos

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Na tentativa de economizar recursos que podem ser aplicados principalmente na área da saúde, por conta da pandemia de Covid-19, o serviço de tapa-buraco foi reduzido em Campo Grande. A decisão partiu do Executivo Municipal e a estimatva é de poupar R$ 1 milhão por mês.

O titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, informou que o serviço antes com 15 equipes espalhadas pela cidade, agora atua com dez. “Como as chuvas diminuíram a gente tem menos buracos então foi uma forma que encontramos para reduzir os gastos da secretaria, que havia sido orientado pelo prefeito, para adequar as despesas e reduzir no que pode reduzir”.

Além dos trabalhos nas ruas pavimentadas, o serviço de recomposição em vias não asfaltadas também tiveram uma redução, de dez equipes a administração municipal passou para seis. “É o que é possível fazer, não podemos parar tudo, senão fica um caos”, afirmou Fiorese.

O secretário completou dizendo que ainda não há previsão para que o serviço volte ao quantitativo que era antes. “Vai depender de como tudo vai evoluir, como vai ficar a economia, não dá para fazer uma projeção. Ainda é tudo muito incerto”.

Apesar de a secretaria avaliar que o número de buracos na cidade está reduzido em função da redução das chuvas, a equipe de reportagem percorreu algumas ruas de Campo Grande e foi possível encontrar vários buracos em diferentes regiões da Capital, como nas ruas Eduardo Contar e Guaraí, no Bairro Guanandi, e na Avenida Gunter Hans, região do Bairro Coophavilla 2.

A obra da Avenida Ernesto Geisel também teve mudanas. No local funcionários  rastelam as margens dos dois lados da via, em trecho próximo ao cruzamento com a Rua Santa Adélia, mas a quantidade de trabalhadores na obra foi reduzida. “Os que estão no grupo de risco não estão trabalhando”, explicou o secretário. Ele não soube precisar o número de servidores a menos que estão na obra.

As obras tocadas com verbas do Governo Federal, conforme Fiorese, ainda não sofreram mudanças porque até agora a União não “fez sinalização de que deveria haver paralisações”.

LICITAÇÕES

Por outro lado, as obras que estavam pendentes de licitações estão paradas já que a prefeitura proibiu reuniões presenciais na administração pública. A prefeitura foi obrigada a paralisar pelo menos 14 licitações, devido à necessidade de apresentação de proposta por parte de empresas interessadas. Isso por conta do decreto n° 14.195, que proibiu atividades presenciais, em razão da pandemia do novo coronavírus.

Com isso, a reforma do Teatro Municipal José Octávio Guizzo, a revitalização e expansão das lâmpadas de LED em ruas e avenidas e a pavimentação de nove trechos de estradas vicinais de Campo Grande e região estão paralisados aguardando a suspensão do decreto para que o edital seja publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Há também outros onze processos licitatórios, de várias áreas, que haviam sido publicados em Diário, mas que estão suspensos, de acordo com o site da Diretoria-Geral de Compras e Licitações (Dicom).

Entre eles está a contratação de empresa para elaboração de projeto básico, executivo e complementares da piscina olímpica no Parque Ayrton Senna, a contratação de empresa para execução de reforma do Horto Florestal, e a contratação de empresa para implantação de sinalização semafórica das ruas Brilhante e Guia Lopes.

Além dos processos que já se encontram finalizados, o secretário afirmou que há também outros que estão com os trâmites internos quase concluídos, mas que não há previsão para saírem do papel. Como as obras de drenagem e pavimentação na região do bairro Nova Campo Grande. O projeto prevê a execução de 16 quilômetros de drenagem, 20 quilômetros de pavimentação e 9 quilômetros de recapeamento.

ENTREVISTA

"A eleição é um momento passageiro, e a nossa gestão terá um período bem maior"

Apesar da disputa acirrada, o novo presidente fez questão de destacar que a conciliação é inerente a seu perfil e que vai procurar pacificar a federação no Estado

06/06/2026 09h00

Juliano Battistel Kamm Wertheimer - Presidente eleito da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS)

Juliano Battistel Kamm Wertheimer - Presidente eleito da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS) Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após uma eleição marcada pelo equilíbrio e decidida por apenas um voto, o empresário Juliano Wertheimer se prepara para assumir a presidência da Fecomércio-MS, com a promessa de ampliar a presença da entidade no interior do Estado, fortalecer a representatividade dos sindicatos e aproximar os empresários das oportunidades geradas pelo novo ciclo de investimentos em Mato Grosso do Sul.

A vitória dele encerra um período de 16 anos sob a mesma gestão e abre espaço para uma nova composição de forças dentro da federação.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o presidente eleito detalha as prioridades dos primeiros meses de mandato, fala sobre projetos voltados à saúde e à qualificação profissional e defende uma atuação mais próxima dos pequenos e médios empresários.

O senhor afirmou que a vitória representa a vontade de um grupo de sindicatos de diferentes setores e regiões. Como pretende transformar essa diversidade em unidade dentro da federação?

Essa diversidade de sindicatos, comércio varejista de várias regiões do Estado, despachantes, autoescolas, representantes comerciais, de asseio e conservação e de hotéis, bares e restaurantes, todos têm suas necessidades específicas, têm as demandas dos seus empresários e também a territorialidade de cada um.

Sendo assim, todos terão a responsabilidade e a incumbência de trazer as demandas do seu setor e da sua região.

Por exemplo, o sindicato de Corumbá ou de Naviraí ou de Nova Andrade tem a responsabilidade de trazer todas as necessidades, não só do comércio de varejo que ele representa, mas do setor de turismo, do setor de outros negócios da sua região.

Trazer para a federação a fim de nós fazermos um grande plano de desenvolvimento baseado nas necessidades, e não apenas no que nós pensamos, mas no que nós vamos ouvir lá na ponta.

O senhor acredita que a Fecomércio-MS precisa estar mais próxima dos pequenos e médios empresários do interior do Estado?

Nosso compromisso é com a interiorização da federação. Já existe essa meta internamente, de atingir os 79 municípios, mas nós vamos dar tração e tentar atingir com mais velocidade essa meta de estar presente de alguma maneira com o Sesc, o Senac, a federação e o instituto de pesquisa em todos os nossos municípios, trabalhando ativamente pelo desenvolvimento econômico, pelos nossos empresários, mas também pela saúde, o bem-estar e a educação da nossa população.

Quais serão as prioridades dos primeiros 100 dias da nova gestão?

Nos primeiros 100 dias, nós temos algumas frentes que vão ser desenvolvidas simultaneamente dentro de saúde e bem-estar.

Nós temos alguns projetos que nos primeiros 100 dias já vão ser colocados em andamento no nosso estado, de maneira itinerante, a fim de atender a população de baixa renda.

Nós temos outra frente, que é econômica, pensando na competitividade dos comerciantes de todo o Estado. E aí estamos falando de taxas, de linhas de crédito, de ensiná-los a acessar as linhas disponíveis, da bancarização dos pequenos e do acesso a novos mercados para as médias e as grandes empresas.

O senhor falou em fortalecer o lado social da entidade e melhorar as condições dos comerciários. Quais ações concretas pretende implementar nessa área?

De maneira concreta, falando da parte social, nós temos um projeto que se chama Sesc Visão. Ele consiste em uma unidade oftalmológica itinerante que vai andar pelo interior do Estado, levando consultas oftalmológicas e óculos de grau para crianças de escolas públicas e idosos de baixa renda.

O senhor disse que pretende ampliar o relacionamento institucional da Fecomércio-MS. Como imagina essa relação com o governo do Estado, as prefeituras e a bancada federal?

Falando do relacionamento institucional-governamental, nós vamos aprofundar os temas que são mais sensíveis, como benefício fiscal, incentivos, desburocratização, mais velocidade em certos licenciamentos de alguns setores do nosso ramo, de alguns setores representados por nós.

Temos um exemplo da construção que o Sindha-MS [Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Mato Grosso do Sul], nós como sindicato, fez com o governo do então governador Reinaldo Azambuja, durante a pandemia.

Ele concedeu um benefício fiscal para bares e restaurantes que, de lá para cá, foi renovado uma vez com o governador Reinaldo e duas vezes com o governador Riedel, se encerrando agora no fim de 2026.

Foram seis anos de benefício fiscal, que garantiu a sobrevida ou uma capacidade de investimento para bares e restaurantes de Mato Grosso Sul. Tivemos também um ano de IPVA grátis no auge da pandemia.

São ações muito fortes, muito potentes, que resultaram num impacto econômico positivo para o nosso setor e para os nossos trabalhadores, naturalmente.

É isso que nós pretendemos fazer, só que por todos os setores representados, aumentando a competitividade, pedindo auxílio do governo na interlocução com outros players que estão vindo para o Estado com investimento de bilhões, como as empresas de celulose, todas elas precisam de prestadores de serviço que fazem parte da base da Fecomércio-MS.

Nossa intenção é de aproximar os pequenos, médios e grandes empresários de Mato Grosso Sul desse ciclo virtuoso de investimentos que Mato Grosso vem vivendo, para também conseguir que os nossos empresários se beneficiem disso.

O que representa para o senhor vencer uma eleição tão disputada por apenas um voto, após 16 anos de uma mesma gestão à frente da Fecomércio-MS?

Eu penso que essa vitória representa a vontade de mudança da maioria de um grupo. A federação é formada por 15 sindicatos da base, e eles representam todo o comércio de bens, serviços e turismo de Mato Grosso do Sul em toda a sua territorialidade.

Dentro desse grupo, uma vez que esse sentimento de mudança prevaleceu, ele se materializou através do voto e da vitória da Chapa 2.

Mas no momento que acabou a eleição, inclusive, eu liguei para cada um dos presidentes que votaram na outra chapa e me coloquei à disposição, dizendo que o trabalho vai ser feito para todos e com olhos para desenvolver todos os sindicatos e as suas regiões representadas, independentemente da sua posição durante a eleição.

A eleição é um momento passageiro, e a nossa gestão terá um período bem maior do que isso, são quatro anos para trabalhar pelo nosso estado, pelos nossos sindicatos e, principalmente, pelos nossos empresários.

Como será conduzido o processo de transição com a atual diretoria?

No processo de transição, inicialmente, nós pensávamos numa transição pacífica, harmoniosa, construtiva, com o time da chapa vencedora e o time da atual gestão conversando e trabalhando juntos nos 34 dias entre a eleição e a posse.

Infelizmente, não foi possível, a atual administração não quis diálogo, não respondeu às nossas tentativas de construção de times de transição, inclusive, tem buscado na Justiça a anulação da eleição e sua perpetuação do poder.

Apesar da disputa eleitoral acirrada, há espaço para pacificação e diálogo com os grupos que apoiavam a antiga gestão?

A pacificação é inerente ao meu perfil. Eu sempre tive um perfil conciliador e harmonioso, e nosso trabalho vai ser assim, quando assumirmos, imediatamente, iremos reunir todos os entes, para conseguirmos construir um grupo coeso, superar esse momento eleitoral, que é passageiro, e concentrar todos os nossos esforços e energia no desenvolvimento do Estado e dos nossos sindicatos.

O senhor pretende manter projetos e programas considerados positivos da administração anterior?

Sobre a continuidade de projetos existentes, a gente tem que separar o que é continuísmo do que é dar continuidade a bons projetos. Continuísmo é fazermos a mesma coisa com as mesmas pessoas, e isso nós não faremos.

Nós somos um novo grupo, com uma nova mentalidade e com um projeto focado no desenvolvimento do nosso estado, cuidando da porta para fora da federação.

Todos os projetos bem-sucedidos nós vamos dar continuidade e potencializar, além de fazer uma escuta ativa com o time do Sesc e do Senac, para darmos tração aos projetos que eles enxergam como virtuosos.

Agora vai ser o momento dos bons projetos que ainda não saíram da gaveta virem à tona e ganharem tração e, com certeza, de dar continuidade aos projetos positivos que já estão funcionando.

Eu acho que essa é a maior virtude dos dirigentes de entidade que conseguem olhar para trás, reconhecer o que foi bem-feito, com respeito, e manter o trabalho com muita responsabilidade, mas olhando para a frente também e levando a entidade para o próximo [ciclo].

Quais setores de comércio e serviços o senhor acredita que terão maior potencial de crescimento em Mato Grosso do Sul nos próximos anos?

Eu acredito no potencial de todos os setores de comércio, serviços e turismo do nosso estado, 61% dos empregos formais gerados aqui são provenientes ou do comércio ou dos serviços.

Todos eles têm potencial para se qualificar, aumentar o faturamento, melhorar o resultado, gerar novos empregos e se expandir dentro do nosso estado. E por que não exportar empresas nossas também para outros estados? Já temos bons exemplos daqui e acho que podemos construir muitos outros.

De que forma a Fecomércio-MS pode contribuir para ampliar a geração de empregos no Estado?

Nós podemos contribuir com o aumento da geração de emprego, primeiramente, qualificando as pessoas e preparando-as para o mercado de trabalho. Isso faz parte do DNA do Senac, que é o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio.

Nós temos a responsabilidade de formar mão de obra qualificada para o mercado.

A segunda maneira é a captação de empresas de comércio, varejo e turismo de fora do Estado para investirem no nosso estado, cada empresa nova gera novos postos de trabalho.

E a terceira é aproximar os nossos empresários dos outros eixos econômicos do Estado, que são o agro e a indústria, que têm muita necessidade de prestação de serviço, de fornecimento de insumos, de materiais, de produtos de toda sorte, aí nós vemos uma grande oportunidade para os nossos empresários desenvolverem ainda mais sua atividade e, assim, aumentarem ainda mais os postos.

{Perfil}

Juliano Wertheimer

Empresário do ramo de alimentação fora do lar com mais de 20 anos de experiência no setor, atuando em 10 estados. É presidente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de MS (Sindha-MS) e esteve à frente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de MS (Abrasel-MS) por sete anos e hoje é vice-presidente. Foi eleito para presidir a Fecomércio-MS pelos próximos quatro anos.

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reforma agrária

Lula deve visitar pela 3ª vez assentamento de MS que virou símbolo nacional

Palco da visita será o assentamento Itamarati, onde ele passou em 2003 e em 2016. O mesmo assentamento também já recebeu o ex-presidente Jair Bolsonaro

06/06/2026 08h41

Em sua última visita, em 2016, Lula posou ao lado de produtor de hortaliças na fazenda que antes percentia ao rei da soja

Em sua última visita, em 2016, Lula posou ao lado de produtor de hortaliças na fazenda que antes percentia ao rei da soja

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Enquanto o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) faz uma espécie de peregrinação em feiras agropecuárias pelo Brasil, o presidente Lula, seu principal oponente na disputa pela presidência na eleição de outubro, deve visitar, pela terceira vez, o assentamento Itamarati, em Ponta Porã, no sul de Mato Grosso do Sul. O assentamento é uma espécie de símbolo daquilo que os petistas consideram sucesso dos programas de reforma agrária brasileira.

O mesmo assentamento, criado ainda durante o mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também já recebeu o ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período de pré-campanha eleitoral de 2022. 

De acordo com o deputado federal e pré-candidato ao Senado Vander Loubet (PT), a visita de Lula está confirmada e possivelmente no começo da próxima semana serão definidos os detalhes. "Confirmou que vem e ainda está definindo a data. Muito provável que definam esta data na segunda-feira (8) e o tamanho da agenda", afirmou o deputado na noite desta sexta-feira.

A visita mais recente do presidente Lula a Mato Grosso do Sul ocorreu em 22 de março de 2026, quando participou da abertura da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15. Antes disso, participou, em dezembro de 2024, de um evento simbólico de inauguração da fábrica de celulose da Suzano em Ribas do Rio Pardo. Meses antes, em 31 de julho de 2024, esteve em Corumbá.

Bem antes disso, porém, o presidente já visitou o assentamento Itamarati em duas épocas distintas. A primeira vez foi em 18 de março de 2003, logo depois da criação do assentamente e menos de três meses depois de sua posse para o primeiro mandato. 

Na época, ele chegou a pilotar uma colheitadeira de milho e recebeu a doação de 15 toneladas do grão, produzidas por pequenos agricultores, para o programa Fome Zero, que acabara de ser lançado e fora transformado em uma das principais marcas de seu primeiro mandato. 

Ele voltou a Ponta Porã em 24 de agosto de 2016, uma semana antes de o Senado confirmar a cassação do mandato da ex-presidente Dilma Roussef.  O encontro serviu como um palanque para Lula criticar o processo de impeachment que estava em andamento na época e mobilizar a base do Partido dos Trabalhadores e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em defesa do mandato da ex-presidente. No dia 31 de agosto ela acabou sendo afastada em definitovo.

Com cerca de 50 mil hectares, a fazenta Itamaraty, que pertencia ao chamado rei da soja, o empresário Olacir de Morais, chegou a ser a maior fazenda produtora de soja do país. Porém, o produtor entrou em decadência e as terras foram tomadas por uma série de movimentos de sem-terra, entre eles o MST. 

Em meio às invasões, em 2002, durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, as terras começaram a ser divididas e quase três mil famílias acabaram sendo beneficiadas ao longo dos anos seguintes.

E, por conta do seu simbolismo nacional, em 29 de março de 2022, durante a pré-campanha para a reeleição, o assentamento também recebeu a visita do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tentava se aproximar de um eleitorado que normalmente ele fazia questão de se mostrar distante.

Na data, foram entregues 2.667 títulos de propriedade rural aos antigos beneficiários da reforma agrária. Na ocasião, também foi anunciada a concessão de 8.330 documentos de titulação - entre provisórios e definitivos - em 164 áreas de reforma agrária de 51 municípios do Estado, num claro aceno para um público que antes recebia pouca atenção do então presidente. 

Conforme o depuado federal Vander Loubet, esta terceira visita do presidente Lula ao assentamente servirá para que seus aliados em Mato Grosso do Sul, principalmente o candidato a governador, Fábio Trad, consigam mais visibilidade e possam apresentar suas propostas de campanha. 

OPONENTE

O cenário escolhido pelo presidente é bem diferente ao de seu principal oponente. No último dia 9 de abril o senador Flávio Bolsonaro (PL) participou da abertura da 86ª Expogrande, uma feira promovida pelos representantes dos grandes produtores da pecuária e da agricultura.  

Um dos momentos altos do evento ocorreu quando fez um passeio a cavalo em meio a centenas de seguidores. Pouco mais de um mês depois, em 13 de maio, viria a público o escândalo sobre a liberação de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro sobre o filme Dark Horse (cavalo azarão), que conta a tragetório política do pai de Flávio. 

Além desta feira, o pré-candidato do PL já participou de eventos do mesmo gênero em Sinop (MT), Brasília, São Paulo, Minas Gerais e na próxima terça-feira (9) deve passar pela feira de Luiz Eduardo Magalhães, um grande polo do agronegócio no oeste da Bahia. 

 

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