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ÔNIBUS

Passe volta a custar R$ 3,95; agência diz que pode ressarcir valor

Liminar do Tribunal de Contas derrubou reajuste de R$ 0,15

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Após ser notificado, por meio de liminar do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Consórcio Guaicurus voltou a cobrar tarifa anterior do transporte coletivo, nesta quinta-feira (9), em Campo Grande. O valor antigo era de R$ 3,95 e passou a ser R$ 4,10 desde dezembro. Usuários que recarregaram o cartão com o valor de R$ 4,10, “se for de direito, serão ressarcidos”, afirmou o diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos (Agereg), Vinícius Campos.

Porém, o diretor disse temer um tarifaço da passagem. “Se essa decisão não for revertida em alguns meses, o consórcio poderá pedir após a suspensão um ‘tarifaço’ pelo que deixaram de receber no período”, afirmou. 

Mesmo com o retorno da antiga tarifa, usuários continuam reclamando do valor. “É abusivo, não só pela qualidade do serviço como pelo tratamento dos passageiros. No terminal das Moreninhas, por exemplo, a gente fica em um ‘curral’, onde não tem nem banheiro. Nós recebemos um retorno muito baixo, então não concordo com esse valor”, disse o administrador Amarildo Menegueli, de 42 anos.

O cuidador de idosos, Wagner da Silva, de 29 anos, também continua reclamando da tarifa. “Esse valor de R$ 3,95 é alto também. Pelo serviço que eles prestam, nenhum dos dois valores era bom. Ao meu ver, pelo estado dos ônibus e dos terminais R$ 2 já estava de bom tamanho”, declarou.

Na manhã de ontem (8) o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD) adiantou que não vai se responsabilizar caso o reajuste seja corrigido devido a decisão do TCE. 

Marcos Trad adiantou que a prefeitura não vai recorrer da decisão. “Todavia,  se isenta de qualquer responsabilidade  de retroatividade de custos e aumento maior da tarifa, caso a Justiça derrube a liminar e mantenha o reajuste  técnico, dado conforme determinação contratual. Vale ressaltar que a prefeitura está cobrando melhorias do consórcio e investindo no que compete à administração municipal. Como exemplo, a reforma dos terminais de ônibus, que começam a receber melhorias e o investimento em corredores de ônibus,  que garantirão um transporte com melhor qualidade aos usuários”, afirmou o prefeito.

LIMINAR

Em sua decisão, o conselheiro Waldir Neves argumentou que o reajuste concedido pela prefeitura não seria aceitável após serem constatadas algumas irregularidades, como o fato do consórcio ter operado com a idade média da frota acima do permitido contratualmente, falta de seguro, redução de investimentos por parte da concessionária, alterações quanto às obrigações relativos da pesquisa de origem-destino, a necessidade de desconsiderar o Índice de Passageiros por Quilômetro Efetivo (IPKe) após a substituição de ônibus articulados por veículos médios, inclusão dos efeitos do IPKe na fórmula de cálculo de aumento e a falta de investimentos da prefeitura na construção de novos terminais e faixas exclusivas.

“O reajuste tarifário desnuda uma variação muito superior à inflação. De 2012 a 2019, a variação da tarifa foi de 146,30%, enquanto o IGP-M [Índice Geral de Preços do Mercado] acumulado do período foi de apenas 49,26%, o IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] de 49,06% e a Poupança de 55,31%”, escreveu o conselheiro.

O presidente da Agereg criticou o argumento de Neves. “É descabido. A fórmula do contrato leva em conta o INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] e o salário dos motoristas, por exemplo. Não tem como incluir esses outros índices”, ressaltou. Sobre o seguro, Campos disse que o serviço não está ativo porque o consórcio pediu ao Tribunal de Justiça perícia no contrato, por haver “desequilíbrio”.

Neves deu prazo de 15 dias para a prefeitura fazer novos cálculos de reajuste que contemplem as exigências relativas à situação financeira da concessionária e sugeriu que as partes rediscutam o contrato. “Consigna-se, desde já, a possibilidade de celebração de Termo de Ajustamento de Gestão, visando o rápido saneamento e primando pela correção dos erros eventualmente cometidos e os resultados práticos em benefício da sociedade”, finalizou.

REAJUSTE

O reajuste foi definido em reunião do Conselho de Regulação, ligado à Agereg, no dia 19 de dezembro último. O consórcio votou contra o reajuste, questionando a banda tarifária que incide sobre o IPKe. Sem essa trava, a tarifa  hoje seria de R$ 4,05 e subiria para R$ 4,22. O representante da concessionária, Robson Strengani, solicitou que a fórmula seja revista. Durante as discussões, Strengani lembrou que a data-base do reajuste é 25 de outubro, mas o presidente da Agereg, Vinícius Campos, rebateu. “Vocês [Consórcio Guaicurus] deveriam ter começado as negociações [salariais com os motoristas] em setembro”. Originalmente, o contrato previa para o mês de março a data-base para o reajuste, mas houve adiamento para outubro, após termo aditivo de 2013. 

IDADE DA FROTA

O contrato prevê que os ônibus devem ser trocados após cinco anos de uso e alguns dos carros em circulação já ultrapassam esse período, o que levou a Agereg ameaçar de multa o Consórcio, em R$ 2,7 milhões por conta de quebra de contrato. Após isso, o grupo colocou nas ruas 55 novos veículos em 2019.

*Colaborou Adriel Mattos 

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

MS registra 28 óbitos por chikungunya e 9,6 mil casos confirmados

Apenas no município de Dourados já foram registradas 17 mortes pelo vírus

25/07/2026 11h30

Dourados tem 5.026 casos confirmados e lidera o ranking de municípios com mais registros

Dourados tem 5.026 casos confirmados e lidera o ranking de municípios com mais registros Divulgação

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O último boletim epidemiológico, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde, revelou que Mato Grosso do Sul chegou a 28 óbitos por chikungunya neste ano. Além disso, são 12.803 casos prováveis, sendo que 9.686 foram confirmados. O levantamento é referente à 28ª semana epidemiológica.

Os municípios que tiveram mortes causadas pelo vírus da arbovirose são: Dourados (17), Bonito (2), Jardim (2), Fátima do Sul (1), Douradina (1), Guia Lopes da Laguna (1), Itaporã (1), Ponta Porã (2) e Nioaque (1). Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.

O Estado bateu o recorde de mortes em 2026. Na série histórica, com os casos contabilizados desde 2015, o segundo período que mais teve óbitos por chikungunya foi em 2025, quando 17 pessoas morreram devido à doença. Ou seja, 11 casos a menos em relação a este ano, o que deve ligar o alerta das autoridades para esta crise sanitária.

Os casos confirmados em Mato Grosso do Sul chegaram a marca de 9.686. Dourados lidera, com folga, o ranking de municípios com mais registros de chikungunya, com 5.026 casos. O segundo na lista é Fátima do Sul, com 643, seguido de Corumbá, com 467 ocorrências.

A SES orienta que, em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

Dengue

Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.718 casos prováveis, sendo 1.815 confirmados. Não há óbitos confirmados pela doença em 2026, e dois permanecem em investigação.

Nos últimos 14 dias, Paraíso das Águas, Santa Rita do Pardo, Jaraguari, Fátima do Sul, Angélica, Dois Irmãos do Buriti, Paranhos, Nioaque, Chapadão do Sul, Sidrolândia, Itaquiraí, Ladário, Três Lagoas, Jardim, Caarapó e Campo Grande registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Vacinação contra a dengue

Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

Campo Grande

Prefeitura realiza mutirão de tapa-buracos na Moreninhas lll

A ação acontece neste sábado (25) e visando a manutenção do pavimento de ruas importantes da região

25/07/2026 11h00

Mutirão tapa-buracos, chega ao bairro das Moreninhas III

Mutirão tapa-buracos, chega ao bairro das Moreninhas III Foto: Divilgação

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A Prefeitura de Campo Grande continua com ações na manutenção do asfalto por toda a cidade e neste sábado (25), o bairro das Moreninhas III receberá o mutirão de tapa-buracos.  

De acordo com a Prefeitura, diversas equipes trabalharão simultaneamente em diferentes pontos do bairro para acelerar o processo de manutenção do asfalto. 

Uma das equipes iniciará os trabalhos pela Avenida Grande Floresta, enquanto a outra começará pela Avenida Araticum. As ruas Guarabu da Serra e Copaíba, também receberá as intervenções no asfalto. 

Nessa nova etapa de manutenção das vias, serão utilizadas aproximadamente 100 toneladas de massa asfáltica e será ampliado para dar continuidade na ação ao longo da próxima semana. 

O mutirão realizado neste sábado no bairro das Moreninhas III, integra a ação do Vira CG Infraestrutura, onde reúne mais de R$ 280 milhões em investimentos. 

O destino do investimento são para obras de drenagem, pavimentação, recapeamento, implantação de ciclovias e manutenção da malha viária da Capital. 

Além da ação realizada hoje (25), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), mantém um calendário com um cronograma regular para a manutenção das vias da Capital.
 

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