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Defeso

Piracema começa neste domingo e proíbe pesca nos rios de MS até fevereiro

Período de defesa segue até 28 de fevereiro de 2027 para proteger a reprodução dos peixes com qualidade

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O período de defeso reservado à reprodução dos peixes, conhecido como Piracema, começa neste domingo (1º), com a proibição da pesca nos rios de Mato Grosso do Sul até o dia 28 de fevereiro de 2027.

Piracema é a fase reprodutiva das espécies nativas, quando os cardumes sobem os rios em direção às cabeceiras para desova, na calha, e depois as larvas são levadas pelo fluxo para as áreas marginais alagadas, onde crescem.

Durante esse período, a pesca fica proibida para garantir a reprodução das espécies com qualidade.

 Anualmente, conforme previsto em decreto estadual, a proibição ocorre de 5 de novembro e 28 de fevereiro do ano seguinte. No entanto, no rio Paraná, o defeso começa no dia 1° de novembro, conforme legislação federal.

A proibição da pesca recai sobre as bacias hidrográficas dos Rios Paraguai e Paraná, incluindo os lagos e lagoas, os alagados, os canais e os banhados marginais aos cursos dágua.

Excluem-se da proibição:

  • a pesca de caráter científico, previamente autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).
  • a despesca, o transporte, a comercialização, o beneficiamento, a industrialização e o armazenamento de peixes, com a comprovação de origem, provenientes de aquicultura ou parque de pesca (pesque-pague) licenciado junto aos órgãos competentes e registrado no Ministério da Pesca e Aquicultura.
  • a pesca de subsistência, assim considerada, aquela exercida por pescador artesanal ou população ribeirinha com finalidade de consumo doméstico ou escambo sem fins de lucro, desembarcado ou em barco a remo, utilizando exclusivamente petrechos do tipo caniço simples, linha de mão e anzol, sendo vedada a comercialização e o transporte do pescado.

Para fins de subsistência, a cota diária é de três quilos ou um exemplar de qualquer peso, respeitados os tamanhos mínimos de captura estabelecidos pela  legislação para cada espécie.

A cota estabelecida não se aplica às espécies alóctones e exóticas, como tilápia, tucunaré e bagre africano.

O segundo dia útil após o início do defeso da piracema é definido como prazo máximo para declaração ao Órgão Estadual de Meio Ambiente competente, dos estoques de peixes in natura, resfriados ou congelados, provenientes de águas continentais, existentes nos frigoríficos, peixarias, entrepostos, postos de venda, restaurantes, hotéis e similares.

A declaração se estende aos peixes vivos nativos da bacia mantidos em estoque para fins ornamentais, aquariofílicos ou para uso como isca viva.

Fiscalização

Durante o período de defeso, a fiscalização é realizada através da Operação Piracema, em parceria entre a Polícia Militar Ambiental (PMA) e o Imasul.

A ação conjunta tem como objetivo garantir o cumprimento da legislação, conscientizar a população e coibir a pesca predatória durante o período reprodutivo.

As atividades incluem o monitoramento e fiscalização de pontos georreferenciados considerados mais suscetíveis à prática ilegal, a aplicação rigorosa da legislação ambiental em casos de infração e o desenvolvimento de ações de conscientização e educação ambiental junto à população, reforçando a importância da preservação dos peixes no período de reprodução.

A operação também conta com o uso de tecnologias de monitoramento, que permitem o mapeamento inteligente das áreas fiscalizadas, transformando dados em informações estratégicas para um combate mais eficiente às práticas ilícitas.

Retorno da pesca

Após o término do defeso, em 28 de fevereiro, os pescadores poderão retomar suas atividades, desde que observem as regras ambientais vigentes e cumprimento das normas previstas no Decreto Estadual nº 15.166/2019 e suas alterações.

Dentre as regras, para praticar a pesca amadora ou desportiva é obrigatória a emissão da Carteira de Pescador Amador (Licença Ambiental), disponível no site oficial do Imasul e pelo aplicativo MS Digital.

Além da autorização, os pescadores devem se atentar às regras de pesca no Estado.

A licença ambiental permite a captura e o transporte do pescado, desde que sejam obedecidos os tamanhos mínimos e máximos de captura, os petrechos, a cota e o período de pesca.

Obrigatoriamente, o pescador deve se dirigir a um Posto da Polícia Militar Ambiental para lacrar e declarar seu pescado e pagar o Selo Turismo, onde receberá uma Guia de Controle do Pescado (GCP). A falta da Guia implica em multa e apreensão do pescado.

Estas regras, no entanto, valem apenas durante os períodos de pesca permitida.

Rios onde a pesca é proibida em qualquer período do ano:

  • Rio Salobra -  Municípios de Miranda e Bodoquena (Neste rio a navegação é permitida somente com motor de 4 tempos, de potência até 15hp).
  • Córrego Azul - Município de Bodoquena.
  • Rio da Prata - Municípios de Bonito e Jardim.
  • Rio Nioaque - Municípios de Nioaque e Anastácio.
  • Rio Formoso - Município de Bonito.
  • Zona de Amortecimento do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema/PEVRI

Cota

Desde 2020, está autorizado ao pescador o transporte de um exemplar de espécie nativa, além de até cinco exemplares de piranha, respeitando as medidas estabelecidas em norma. Espécies fora do tamanho permitido devem ser devolvidas imediatamente ao rio.

Com relação às espécies consideradas exóticas, não há cota, o pescador pode levar qualquer quantidade que conseguir pescar.

São consideradas exóticas (não pertencem à fauna local) as espécies apaiari, bagre africano, black bass, carpa, peixe-rei, sardinha-de-água doce, tilápia, tucunaré, zoiudo, corvina,  tambaqui.

A cota para o pescador profissional é de 400 quilos por mês.

A pesca do dourado segue proibida até 2027.

Consideram-se iscas vivas todos os organismos aquáticos e terrestres nativos

Justiça

Loja é condenada a pagar R$ 10 mil por acusar cliente de furto

Consumidora foi impedida de sair do estabelecimento em Campo Grande; brinquedo que motivou a suspeita havia sido comprado em outra loja

26/10/2026 16h59

Reprodução/TJMS

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Uma loja de utilidades de Campo Grande foi condenada a pagar R$ 10 mil por danos morais a uma consumidora acusada injustamente de furto. A mulher foi impedida de deixar o estabelecimento após funcionários suspeitarem que ela havia pegado um brinquedo da prateleira sem pagar. O produto, porém, havia sido comprado anteriormente em outra loja.

A decisão é do juiz Juliano Rodrigues Valentim, da 3ª Vara Cível de Campo Grande, que considerou abusiva a abordagem e reconheceu que a consumidora foi exposta a constrangimento diante de outras pessoas.

Conforme o processo, a mulher estava no estabelecimento acompanhada de familiares quando uma criança deixou um brinquedo sobre uma prateleira. A consumidora recolheu o objeto e o colocou novamente na sacola da família, já que o produto havia sido adquirido em outro comércio.

Os funcionários suspeitaram de furto e impediram o grupo de sair para averiguação. A Polícia Militar foi acionada e, durante a ocorrência, confirmou-se que o brinquedo não pertencia à loja.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que estabelecimentos comerciais podem adotar medidas para proteger o patrimônio, mas precisam agir com razoabilidade e discrição. A suspeita de furto, segundo o entendimento exposto na decisão, não justifica expor clientes a situações vexatórias nem restringir injustificadamente sua circulação.

Registros em vídeo e depoimentos de testemunhas confirmaram que a saída foi bloqueada e que a discussão ocorreu diante de outros consumidores. Para o juiz, a mulher teve de justificar publicamente a posse do brinquedo, contestar a acusação e pedir a presença da polícia, situação que ultrapassou o limite de um aborrecimento cotidiano.

Justiça

O processo também incluiu uma alegação de discriminação racial. Uma testemunha relatou que, durante o episódio, teria sido utilizada uma expressão relacionada à cor da pele. No entanto, as provas não permitiram concluir com segurança que a expressão foi dirigida à consumidora ou a seus familiares, nem que a abordagem teve motivação racial.

Por isso, a condenação foi fundamentada na abordagem abusiva e no constrangimento indevido comprovados no processo, e não no reconhecimento de discriminação racial.

A indenização por danos morais foi fixada em R$ 10 mil.

À Procura

Suspeito de matar homem após carreata bolsonarista tem 16 anos e está foragido

Adolescente teve apreensão decretada pela Justiça após briga de trânsito em Bonito; vítima deixou esposa grávida de cinco meses e dois filhos.

26/10/2026 16h29

Ewerton Rodrigues da Silva foi morto a tiros após uma carreata política em Bonito; ele deixou esposa grávida e dois filhos.

Ewerton Rodrigues da Silva foi morto a tiros após uma carreata política em Bonito; ele deixou esposa grávida e dois filhos. Foto: Rede Social.

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O adolescente de 16 anos suspeito de matar a tiros Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos, durante uma suposta briga de trânsito após o término de uma carreata bolsonarista em Bonito, continua foragido.

O crime ocorreu na noite de sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, nas proximidades de um posto de combustíveis, na região central do município. A vítima deixou a esposa, grávida de cinco meses, e dois filhos, de 9 e 11 anos.

A Polícia Civil informou, nesta segunda-feira (26), que o adolescente teve um mandado de apreensão decretado pela Justiça, mas ainda não foi localizado.

O pai do jovem, identificado como Márcio Cossari, de 47 anos, também é investigado por porte ilegal de arma de fogo e lesões corporais recíprocas.

De acordo com informações da polícia, a confusão começou após o encerramento da carreata, quando um suposto desentendimento no trânsito evoluiu para uma briga envolvendo várias pessoas.

Durante a discussão, o adolescente teria retirado uma arma de fogo de uma caminhonete e efetuado disparos contra os envolvidos.

 

Ewerton foi atingido por pelo menos três tiros e morreu após receber atendimento médico no hospital da cidade. Outro homem, identificado como Alex Machado Leite, também foi baleado durante a confusão.

Devido à gravidade dos ferimentos, ele precisou ser transferido para Campo Grande, onde receberia atendimento especializado.

Apesar de o episódio ter ocorrido após uma manifestação política, a Polícia Civil esclareceu que, conforme os elementos reunidos até o momento, a motivação do homicídio não seria política.

O adolescente é investigado por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de homicídio simples. As diligências são conduzidas pela Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Regional de Jardim.

Vítima deixou esposa grávida e dois filhos

Natural de Guarulhos, em São Paulo, Ewerton se mudou para Bonito em 2007 e construiu sua trajetória profissional no setor turístico. Especialista em técnicas verticais, ele integrou a equipe do Abismo Anhumas, uma das principais atrações de turismo de aventura da região.

A morte deixou a esposa, grávida de cinco meses, e os filhos Pedro, de 11 anos, e Heitor, de 9 anos.

Em nota de pesar, a equipe do Abismo Anhumas, empresa onde Ewerton trabalhou, lamentou a morte do ex-colaborador e manifestou indignação diante da violência que tirou sua vida.

"Hoje, os Guardiões do Anhumas estão de luto. Nos despedimos, com profunda tristeza, de Ewerton, ex-guardião que fez parte da nossa história e da nossa equipe. Sua partida violenta e precoce nos causa dor e indignação. Nenhuma vida deveria ser interrompida dessa forma", destacou a organização.

A equipe também manifestou solidariedade aos familiares e amigos, pediu o esclarecimento dos fatos e ressaltou o carinho e as lembranças deixadas por Ewerton durante sua passagem pelo empreendimento.

"Sua memória permanecerá viva entre nós, que tivemos o privilégio de compartilhar parte de sua caminhada e conviver com sua energia, seu carisma e seu carinho", concluiu a nota.

Polícia procura adolescente

A Polícia Civil segue realizando diligências para localizar o adolescente, esclarecer as circunstâncias dos disparos e identificar a participação de cada envolvido.

A autoridade policial representou pela apreensão do jovem, medida autorizada pelo Poder Judiciário. Até a divulgação da atualização oficial, nesta segunda-feira (26), ele permanecia sem ser localizado.

O caso continua sob investigação.

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