Cidades

DENÚNCIA | MPMS

PM é xingado de 'macaco' por mulher que teria sido racista contra adolescente

Acusada ainda teria agredido a mãe do jovem de 13 anos em ocorrência registrada no interior de Mato Grosso do Sul

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Longe cerca de 230 quilômetros de Campo Grande, um policial militar de Dourados ouviu ofensas racistas e foi chamado de "macaco" por uma mulher  - alvo agora de denúncia do Ministério Público -, enquanto esse agente atendia uma ocorrência em que essa mesma teria sido racista também contra um adolescente de 13 anos. 

Através do Promotor de Justiça João Linhares, que atua como titular na 4ª Promotoria de Justiça da comarca de Dourados, o MPMS ofereceu essa denúncia contra a moradora do bairro Altos do Alvorada II em Dourados, onde aconteceu o caso. 

Com a denúncia apresentada na última quarta-feira (11), a mulher passa a ser acusada de: 

  • Racismo por injúria | Lei n. 7.716/89, com alterações da Lei n. 14.532/2023;
  • Desacato | art. 331 do Código Penal; 
  • Lesão corporal | art. 129 do Código Penal e 
  • Resistência a policiais | art. 329 do Código Penal.

Segundo o Ministério Público, a denúncia se baseia em "robusto conjunto probatório, incluindo depoimentos de testemunhas, laudos periciais e boletins de ocorrência".

Como a Justiça recebeu a ação penal do MPMS cerca de dois dias depois, a partir de então foi dado início à tramitação do dito processo judicial contra essa mulher acusada. 

O caso 

Em 05 de novembro do ano passado, no bairro Altos do Alvorada II, que fica cerca de 4,3 km da região central de Dourados, o policial militar foi chamado para atender uma ocorrência em que, de acordo com o Promotor de Justiça, uma mulher teria sido racista contra um jovem. 

Segundo a denúncia, a ré em questão teria proferido ofensas racistas contra esse adolescente de 13 anos, além de agredir a mãe dele, gerando assim lesões corporais leves nessa vítima. 

Com a chegada da Polícia Militar, um dos PMs passou a ser alvo da mulher que, "deixando claro o racismo mediante injúria", segundo o MP em nota, chamava esse agente de "macaco". 

Não bastassem os xingamentos, essa mesma mulher ainda desacatou também os outros policiais que atendiam a ocorrência, que foram acertados por chutes durante a resistência. 

Para além da denúncia, foi requerido também pelo Ministério Público que, caso aconteça a condenação, que seja fixado valor de no mínimo R$ 5 mil para reparação dos danos morais causados para cada uma dessas vítimas de racismo, ou seja, tanto ao adolescente como ao policial militar.

Racismo em Dourados

Cabe lembrar que Dourados tem sido palco de diversos episódios de racismo, xenofobia e intolerância, casos esses que vem a público pelas movimentações dos Ministérios Públicos Federal e Estadual de Mato Grosso do Sul. 

Caso recente com relação a crimes de ódio foi do douradense, alvo de ação penal do MPMS em 23 de setembro, por uma série de frases e atos discriminatórios que caracterizam racismo e xenofobia contra a população nordestina

Através das redes sociais, esse acusado fez uma série de publicações que propagavam a ideia de que os nordestinos seriam "mais burros" e "inferiores" ao restante da população brasileira. 

Antes desse, em 25 de maio deste ano, a "Marcha dos Terreiros" de Dourados também gerou ódio nas redes sociais e um procedimento foi instaurado pelo Procurador da República, Marco Antonio Delfino de Almeida, para apurar os fatos. 

Na ocasião, cerca de 16 comunidades se reuniram na realização da marcha, feita após casos de furtos de ossadas - como a de um bebê do cemitério municipal São Vicente de Paula, em Ponta Porã, como publicou o Correio do Estado - ganhar repercussão na mídia. 
**(Com assessoria)

 

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MATO GROSSO DO SUL

MS lança primeiras licitações milionárias para tirar 'Água Para Todos' indígenas do papel

Projeto em benefício de terras indígenas localizadas Japorã e Tacuru acontece através de convênio com R$ 45 milhões da Itaipu Binacional e outros 15 em recursos próprios

03/06/2026 12h47

 Esperança de muitos moradores locais de ter acesso à água potável de qualidade foi ascendida ainda em fevereiro de 2025, com assinatura de uma série de convênios com a Itaipu Binacional no Centro Internacional de Convenções de Ponta Porã

Esperança de muitos moradores locais de ter acesso à água potável de qualidade foi ascendida ainda em fevereiro de 2025, com assinatura de uma série de convênios com a Itaipu Binacional no Centro Internacional de Convenções de Ponta Porã Reprodução/Saul-Schramm/GovMS

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Aguardadas pelo menos desde fevereiro do ano passado, as primeiras licitações para tirar o "MS Água Para Todos" foram finalmente lançadas pelo governo do Estado do Mato Grosso do Sul, projeto de R$60 milhões em convênio com a Itaipu Binacional que deve beneficiar a população indígena de dois municípios sul-mato-grossenses do interior. 

Mesmo que seja um anseio motivado pela necessidade muito mais antigo, essa esperança de muitos moradores locais de ter acesso à água potável de qualidade foi ascendida ainda em fevereiro de 2025, com assinatura de uma série de convênios com a Itaipu Binacional no Centro Internacional de Convenções de Ponta Porã, com a presença das então ministras Aparecida Gonçalves e Sônia Guajajara, que comandavam respectivamente à época os ministérios das Mulheres e dos Povos Indígenas.

Agora, com recursos próprios e de convênio com a Itaipú Binacional, estão saindo do papel as licitações que buscam contratar empresas para executarem as obras de ampliação e melhorias do sistema de abastecimento de água das aldeias Porto Lindo e Jaguapiré. 

Respectivamente nos municípios de Japorã e Tacuru, conforme os editais, esses certames aparecem com o preço máximo sigiloso nos processos licitatórios.

Entenda

Ainda conforme os documentos elaborados pela Gerência Licitações e Contratos (Gelic) da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), a data limite de protocolo das propostas para a licitação na Aldeia Porto Lindo, em Japorã, fica aberta até o dia 07 de julho, enquanto que o prazo limite para a Terra Indígena Jaguapiré, em Porto Murtinho, segue até o dia 14 do próximo mês. 

Os respectivos documentos que compõem o pacote técnico, como os editais completos, por exemplo, estão disponíveis para serem acessados através do portal de licitações da Sanesul (CLICANDO AQUI)

Ainda que não contenham publicamente os empenhos máximos para cada projeto, são nos editais onde constam informações como os documentos necessários para habilitação das empresas e como devem ser feitas as respectivas apresentação dos envelopes. 

Porém, vale lembrar que, ainda em novembro do ano passado, foi divulgado que o projeto "MS Água Para Todos" destinará R$60 milhões para beneficiar quase 35 mil pessoas dos seguintes municípios: 

  1. Amambai, 
  2. Caarapó,
  3. Japorã, 
  4. Juti, 
  5. Paranhos e 
  6. Tacuru.

Pela divisão dos recursos que somam os 60 milhões de reais, R$45 milhões serão empenhados por parte da Itaipu Binacional, enquanto a contrapartida do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul seria de R$15 mi, tudo com foco em garantir o abastecimento de água em oito comunidades indígenas. 

 

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DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Gigante da panificação deve gerar 200 empregos em Campo Grande

Conselho aprovou concessão de até 10 mil metros quadrados pelo Prodes; empresa prevê investimento de R$ 5,2 milhões para implantar unidade na Capital

03/06/2026 11h45

Empresa do setor de panificação pretende instalar unidade em Campo Grande com investimento milionário e geração de 200 vagas de trabalho

Empresa do setor de panificação pretende instalar unidade em Campo Grande com investimento milionário e geração de 200 vagas de trabalho Divulgação

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Uma empresa do setor de panificação recebeu aval do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) para obter incentivos do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes). A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município desta terça-feira (2).

Por unanimidade, os conselheiros aprovaram parecer favorável à concessão de uma área pública de até 10 mil metros quadrados para a Marquespan Indústria de Alimentos Ltda., que pretende implantar suas atividades na Capital.

Fundada em 1999, na cidade de Tatuí (SP), a Marquespan começou como uma pequena fábrica familiar e se tornou uma das maiores empresas do setor de panificação do país. Segundo informações da companhia, atualmente o grupo possui nove fábricas, mais de 5 mil colaboradores e capacidade para produzir cerca de 20 milhões de pães por dia. A empresa também conta com frota própria de mais de 600 caminhões e atende mais de 20 mil clientes em todo o Brasil.

De acordo com o processo analisado pelo Codecon, a empresa prevê investimento fixo de R$ 5,2 milhões para instalação da unidade. Em contrapartida, o empreendimento projeta a criação de 200 empregos diretos.

Fundada em 2009, a companhia possui capital social de R$ 2,01 milhões e atua no segmento de panificação. O pedido foi enquadrado no artigo 4º da Lei Complementar nº 418/2021, que trata da concessão de incentivos a empresas interessadas em se instalar ou ampliar operações no município.

O voto do relator, conselheiro Munzer Dib Safatli, foi favorável à doação imediata de área de até 10 mil metros quadrados, conforme previsto na legislação municipal. A proposta foi aprovada sem divergências pelos integrantes do conselho.

Conforme os dados apresentados no processo, a expectativa de faturamento da empresa é de R$ 174 milhões por mês, o que corresponde a aproximadamente R$ 2,09 bilhões por ano.

A publicação oficial não informa a localização do terreno que poderá ser destinado ao empreendimento. A efetivação do benefício dependerá do cumprimento das exigências previstas no programa municipal de incentivos.

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