Cidades

INVESTIGAÇÃO

Polícia de MS e da Bolívia fecham cerco contra o tráfico de cocaína

Entre abril e agosto já foram apreendidos mais de 230 kg de entorpecente com atravessadores que usavam até ambulância para tentar escapar da fiscalização

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Autoridades policiais que atuam na região de fronteira do Brasil com a Bolívia, em ambos os países, desencadearam ações nesta semana para tentar impedir o avanço do tráfico transnacional na região.

Até o ano passado, a cocaína vinha sendo o principal entorpecente apreendido nesse território, porém agora em 2024 a maconha também passou a ser transportada pelos criminosos. 

Além de pessoas cooptadas para levar entorpecente preso ao corpo ou no estômago, as polícias também identificaram que ambulâncias passaram a ser usadas para tentar driblar a fiscalização.

Do lado brasileiro, as Polícias Federal, Civil e Militar vêm monitorando traficantes que estão agindo a partir de Corumbá para levar tanto maconha, como cocaína para Campo Grande e também distribuir para outros estados. Nos bairros Aeroporto e Popular Velha, que ficam na região alta da Capital do Pantanal, estariam os principais pontos dos criminosos para agir no Brasil.

Uma operação, chamada Rota Limpa, foi desencadeada nesta quinta-feira pelas forças de segurança para cumprir seis mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Corumbá. 

Houve buscas tanto em Corumbá, como em Campo Grande, e um dos principais resultados desse trabalho investigativo foi a localização de um grande volume de mídias digitais nos endereços vistoriados. 

Esse material pode contribuir para reunir provas e detalhar como vem funcionando o esquema na cidade.
Além dos arquivos digitais, os policiais também apreenderam R$ 3 mil em espécie e um simulacro de arma de fogo.

Por conta do nível de sigilo que a operação ocorreu nesta quinta-feira, as polícias não detalharam se houve prisões. 

O que já se averiguou é que esses criminosos usavam ambulâncias a partir de Corumbá para levar droga escondida. Porém, não houve detalhamento se os bandidos cooptaram viaturas que fazem atendimento pelo SUS ou veículos particulares.

Uma outra constatação foi que os ônibus de viagem, alguns detalhes sem autorização, que saem de Corumbá com destino a São Paulo vinham sendo utilizados. Os traficantes contratam passageiros para levar a droga na bagagem ou no corpo. 

APREENSÕES

Em número de apreensões entre abril e começo de julho deste ano, já foram encontrados mais de 120 kg de maconha (incluindo skank – a chamada supermaconha) e outros mais de 45 kg de cocaína em situações semelhantes à investigação ligada a esses criminosos que foram alvo da operação.

Essas apreensões foram feitas durante ações da Polícia Rodoviária Federal, Exército, Receita Federal e Polícia Militar.

“As investigações apontam que o grupo realizava o transporte de cocaína e maconha da cidade de Corumbá para diversos estados do Brasil, valendo-se de ambulâncias, ônibus e ‘mulas’.

As operações conjuntas prosseguem e novas ações podem ser deflagradas a qualquer momento para assegurar a repressão ao tráfico de drogas e punição dos seus responsáveis, reforçando o compromisso e integração desses órgãos na segurança da região de fronteira”, divulgou a Polícia Federal, em nota.

Do lado boliviano, a Força Especial e Luta contra o Narcotráfico (Felcn) intensificou ações operativas em diferentes partes da Bolívia e na região de Puerto Quijarro, perto de Corumbá, encontrou maconha escondida em veículo e com mulas. 

A principal suspeita é que o entorpecente seria trazido para o Brasil. Na segunda-feira (12), 63 kg foram encontrados em veículo. Houve também fiscalização em ônibus e uma mulher foi presa com 6 kg de maconha. A Felcn intensificou as fiscalizações há 14 dias e deve permanecer com as ações até o final de agosto.

Saiba

Na Bolívia, a Força Especial e Luta contra o Narcotráfico (Felcn) intensificou ações operativas em diferentes partes da Bolívia e na região de Puerto Quijarro, perto de Corumbá, encontrou maconha escondida em veículo e com mulas. A principal suspeita é que o entorpecente seria trazido para o Brasil. 

SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

COMBUSTÍVEL

Petrobras recebe parcela de R$ 448 milhões, referente à subvenção à gasolina

Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela empresa no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões

19/09/2026 21h00

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito Gerson Oliveira

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A Petrobras informou hoje que recebeu parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram repassados à estatal R$ 448 milhões, referentes à comercialização de gasolina no período de 16 e 31 de julho.

"Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela Petrobras no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões", diz a empresa.

Além disso, a estatal informou que seu Conselho de Administração, em reunião realizada a sexta-feira, aprovou a adesão à subvenção econômica de produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes, instituída pela Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026. Segundo a empresa, a adesão ocorre nos termos da regulamentação aplicável estabelecendo o valor unitário da subvenção em R$ 1,00 por litro de óleo diesel "A", de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período.

"A adesão à subvenção econômica de que trata a MP nº 1.391/2026 não afasta o direito ao recebimento das subvenções econômicas já devidas ao produtor ou ao importador, tampouco revoga a adesão da companhia à subvenção autorizada pela MP nº 1.363/2026, no valor de R$ 1,12 por litro de óleo diesel "A"", disse a Petrobras. "Dessa forma, os benefícios previstos em ambos os programas são cumulativos."

De acordo com a estatal, diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. "A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e à análise do regulamento previsto na MP nº 1.391/2026, necessário à operacionalização da subvenção econômica", informou.

Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável, evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio, informou a estatal.

"A companhia segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, preservando a flexibilidade necessária para a execução de sua estratégia comercial e para a geração de valor de longo prazo", afirmou a Petrobras.

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