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Polícia prende dois por assalto à joalheria no interior de MS

Os suspeitos teriam se deslocado de Campo Grande para São Gabriel do Oeste apenas para praticar o crime

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Uma ação da Polícia Militar e Civil prendeu dois homens, um de 36 anos e um de 19 anos, pelo roubo contra uma joalheria na manhã desta segunda-feira (20) em São Gabriel do Oeste, a 137 quilômetros de Campo Grande. 

Segundo os policiais, por volta das 8h da manhã, os dois suspeitos entraram no estabelecimento, pedindo para que fossem mostradas algumas alianças. Ao serem apesentados os itens, um dos homens anunciou o assalto portando um revólver. 

Um funcionário da loja foi amarrado e os demais clientes e funcionários foram obrigados a deitar no chão. Antes da fuga, os suspeitos levaram joias e relógios da loja, avaliados em aproximadamente R$ 53.085,00.

O filho do proprietário entrou em perseguição com os suspeitos enquanto ligava para o telefone de emergência (190). Os bandidos ainda tentaram atirar duas vezes contra o homem, mas a arma falhou. 

Durante a fuga, os suspeitos tentaram roubar uma motocicleta Honda Biz que pertencia ao proprietário de uma imobiliária. Eles não conseguiram efetuar o roubo por causa da chegada dos agentes policiais, por volta das 8h10. 

O proprietário da joalheira, que acompanhava o filho em uma camionete, chegou a efetuar um disparo de arma de fogo contra um dos suspeitos. A polícia reforçou que a arma do proprietário estava devidamente registrada e que o homem possuia posse do armamento. 

Ao perceberem a chegada da viatura, um dos suspeitos abriu fogo contra os policiais, que revidaram. Um subtenente e um cabo da Polícia Militar que estavam à paisana também atiraram contra o indivíduo. Nenhum tiro atingiu o suspeito. 

O homem armado fugiu até entrar em uma residência, onde foi capturado e preso. O segundo suspeito havia se escondido em outro imóvel e atravessado até um terreno baldio. Ele também foi localizado e preso. 

Na delegacia, os policiais apreenderam um revólver calibre .32. A perícia foi encaminhada para a joalheira para os devidos exames, além do levantamento das câmeras de segurança instaladas nas proximidades, além da perícia nos locais onde foram encontrados vestígios de arma de fogo. 

Em entrevistas com os agentes, os indivíduos informaram que vieram de Campo Grande e estava desde a última terça-feira (14) em um imóvel no bairro Jardim Gramado. Eles teriam se deslocado até São Gabriel do Oeste para o crime. 

O plano era se esconderem em uma área de mata situada às margens da BR-163 até que fossem resgatados e transportados de volta a Campo Grande. As informações estão sendo investigadas. 

Os presos foram encaminhados ao hospital para realização de exame de corpo delito e apresentados novamente à Delegacia de Polícia. 

Eles permanecem à disposição da Justiça e serão investigados pelos crimes de latrocínio na forma tentada e de roubo majorado pelo concurso de pessoas e pelo emprego de arma de fogo , também na forma tentada. 

"As investigações prosseguem para apurar a participação de eventuais outras pessoas no planejamento, transporte, hospedagem e apoio logístico à ação criminosa", afirmou a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. 

Travamento

Justiça freia intervenção sobre Consórcio Guaicurus

interventores ficam impedidos, por ora, de movimentar livremente as contas do consórcio e de empresas coligadas

20/07/2026 18h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Em decisão liminar proferida nesta segunda-feira (20), o desembargador Vilson Bertelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), suspendeu parte dos efeitos da intervenção no transporte coletivo de Campo Grande, retirando, por ora, a autorização para que os interventores movimentem livremente as contas e estendam a medida a empresas coligadas ao Consórcio Guaicurus.

A decisão mais recente destaca que o documento que originou o processo intervencionista conferiu à equipe interventora "poderes mais amplos do que os previstos nas leis federal e municipal", e no próprio decreto de intervenção em desacordo com o regime de intervenção estabelecido em lei.  

O desembargador suspendeu trechos da decisão que autorizavam a livre movimentação das contas pelos interventores e ampliavam a intervenção a empresas coligadas. Cabe destacar que o processo intervencionista teve origem em uma ação popular movida por Lucas Gabriel de Sousa Queiroz Batista, ex-candidato à prefeitura de Campo Grande, conhecido como Luso Queiroz". 

"Ante o exposto, defiro o requerimento de concessão de efeito suspensivo ao recurso, para suspender a eficácia do capítulo que autoriza a livre movimentação pelos interventores e estende os efeitos da intervenção às contas de coligadas estranhas à concessão, bem como os efeitos da declaração de caráter estrutural do processo, até o julgamento do recurso de agravo de instrumento", diz trecho da decisão.

Por ora, a liminar mais recente impacta os efeitos de decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos em relação à intervenção no transporte publico da Capital, gerido pela empresa desde 2012. 

O desembargador também suspendeu os efeitos da declaração de caráter estrutural do processo, por entender que a classificação foi definida sem o contraditório prévio exigido pelas normas processuais. A decisão vale até o julgamento final do recurso pela 5ª Câmara Cível do TJMS.

Por sua vez, o Consórcio Guaicurus entende que a decisão "reafirma a necessidade de que a intervenção observe os limites legais e o devido processo".

Em nota, o consórcio destacou que "as empresas consorciadas seguem à disposição para o diálogo com a Prefeitura em busca de soluções que assegurem a continuidade e a qualidade do transporte coletivo de Campo Grande."

"Fica preservada a revogação do bloqueio e a liberação dos recursos determinadas na decisão agravada, capítulo não impugnado pelas agravantes.", finaliza o desembargador. 

Imbróglio

Por sua vez, a prefeitura de Campo Grande instaurou um procedimento administrativo para apurar as causas que motivaram a intervenção sobre os serviços prestados pelo Consórcio Guaicurus.

Conforme publicado em edição extra do Diário Oficial da última quarta-feira (15), o processo terá objetivo de comprovar as causas determinantes da intervenção decretada em junho último sobre a concessão do serviço público de transporte coletivo urbano de passageiros e apurar "quais as responsabilidades da concessionária, de seus administradores e de eventuais terceiros envolvidos nas irregularidades que motivaram a intervenção." 

A comissão terá objetivo de apurar eventuais "irregularidades operacionais, administrativas, financeiras
e contratuais, além de averiguar o exame do cumprimento das obrigações contratuais, regulatórias e legais
assumidas pelo Consórcio Guaicurus". 

Compõe a apuração o procurador do município, Edmir Fonseca Rodrigues; Paulo da Silva, diretor da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos (Agereg) e Ciro Vieira Ferreira, diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

ccz

Campo Grande registra 11º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado na região do bairro Vila Nasser e confirmação da raiva reforça necessidade de medidas preventivas

20/07/2026 18h30

Em 2026, CCZ já confirmou 11 casos de morcegos com o vírus da raiva em Campo Grande

Em 2026, CCZ já confirmou 11 casos de morcegos com o vírus da raiva em Campo Grande Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), registrou o 11º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026. O número já é igual ao registrado em todo o ano passado, quando foram confirmados 11 casos de morcegos infectados pela raiva

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Vila Nasser. Após o recolhimento, foi encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros, São Franscisco, Jardim Bela Vista e Jardim Ouro Preto.

De acordo com a prefeitura, o número de casos confirmados ainda não se enquadra como cenário alarmante, mas reforça a necessidade contínua de vigilância e de cuidados preventivos por parte da população.

Dentre as principais medidas está a vacinação anual de cães e gatos, já que essa é a principal forma de prevenção da doença. 

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

 

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

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